História Dirty Game (HIATUS) - Capítulo 6


Escrita por: ~

Exibições 27
Palavras 2.439
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá meus amores, bem vindos a mais um capítulo de Dirty Game!
Hoje temos o primeiro diálogo entre o Dean e a Faye após o acidente e a mudança proporcionada pela CRAD. Vejo que muitos de vocês já shippam Daye, então preparem-se!
Boa leitura :)

Capítulo 6 - Who are you?


Chapter VI — Who are you?

 

Faye’s voice

Eu preciso ver o Dean, eu preciso vê-lo! Não consigo suportar o fato de que aqueles completos estranhos o raptaram para ajudá-lo a aprender a ter o controle de o que quer que seja a nova habilidade dele. Isso é ridículo, eles não têm direito nenhum de fazer isso. Sim, eu confio cem por cento no Jeremy e na Becky, mas isso não justifica o fato.

Já que estou de folga hoje decidi ir procurá-lo. Tiro o meu carro da garagem e me concentro enquanto dirijo, tentando utilizar meus novos poderes para descobrir onde ele está. Fico pensando fixamente até uma imagem vir a minha mente. Meus instintos estavam me levando ao oeste da cidade, uma área mais afastada de Technoville. Continuo ‘visualizando’ o caminho até o lugar e não acho mais nada além de matagal. Arqueio as sobrancelhas, o que eu fiz de errado?  “Droga! Eu sabia que não devia confiar nesses poderes!” penso nervosamente saindo do carro e andando de um lado para o outro, mas então tenho um pressentimento. “Com certeza deve ter algum tipo de código.”

Começo a dar alguns passos aleatórios até um baixo e discreto bipe ser escutado abaixo do meu pé. Instantaneamente uma garagem surge bem na frente dos meus olhos. Nunca mais subestimo minhas novas habilidades...

Adentro a garagem acinzentada e percebo que havia uma câmera disfarçada em um sensor. Como eu conseguiria entrar sem ser vista? “Pense, Faye, pense!” Mas então como se algo tivesse lido os meus pensamentos, um elevador ‘surge do além’ com a porta aberta. Hesito por um momento. Será que deu alguma falha no sistema de segurança? São muitas perguntas e poucas informações, mas apesar do pressentimento estranho, — não eram meus poderes, apenas uma pequena sensação — entro naquele elevador. Havia uma câmera destacada dentro, mas nada aconteceu. Estranho.

Não me lembro de ter apertado algum botão, mas então o elevador se fechou e começou a descer. O silêncio misturado com o barulho quase inaudível do elevador fazendo seu serviço chegava ser perturbador. Meu coração batia tão forte que conseguia sentir minhas duas orelhas pulsarem e latejarem conforme o ritmo. Assim que o elevador parou e se abriu, decido ser rápida e agir com cautela. Ando em um longo corredor até chegar a uma sala com várias celas transparentes. Algumas pessoas estavam ocupando algumas delas; umas estavam deitadas no chão, outras encarando o nada e não parava por aí.

E foi então que o avistei sentado no chão com as pernas recolhidas e com os braços apoiados nos joelhos. Seu olhar estava perdido e pensativo. Meu coração disparou e tive vontade de chorar.

— Dean... — Sussurro com a voz falha.

Caminho até ele e percebo que vários olhares se voltaram para mim. Engoli em seco.

Dean finalmente deixou de observar aquele ponto fixo para aqueles olhos amendoados encontrarem os meus. Ele pisca algumas vezes e rapidamente se levanta, grudando seu corpo e espalmando suas mãos no vidro grosso daquela cela.

— Faye! O que você está fazendo aqui? Como conseguiu entrar? — Ao ouvir sua voz meus olhos marejaram. Não! Não posso me permitir chorar com ele nesse estado.

— Dean, eu... — Começo a falar enquanto me aproximo dele. — Eu vim te tirar daqui. — Quando finalmente consigo ficar a centímetros da cela dele e quando vou encostar-me ao vidro da mesma para ficar o mais perto possível dele, uma ligeira flecha ultrapassa o mínimo espaço que nos separava além do vidro, faltando pouco para me atingir.

Olho para onde a flecha parou e ela atingiu a parede do meu lado esquerdo. Olho para a direita sem pestanejar e vejo um homem todo mascarado, prontamente apontando outra flecha contra mim.

— Faye Elyse se afaste. — Disse ele com a voz grossa e levemente distorcida.

— Quem é você? Por que fez isso? — Digo com raiva e deixando toda a minha frustração transparecer com aquelas palavras.

— Eu posso te dizer quem eu sou se você vir comigo. — Ele continuava apontando ameaçadoramente aquela flecha contra mim. — E pode ser por sua livre e espontânea vontade ou terei que tomar medidas drásticas. — Finalizou e quase instantaneamente acertou a flecha acima da minha cabeça, faltando um centímetro para me acertar. Dou um pulo de susto.

— Faye, não! — Dean chama a minha atenção. — Ele é louco, ele...

— Basta! — O homem mascarado bradou por cima do meu amigo, interrompendo-o.

Dessa vez ele ajusta sua terceira flecha e a puxa ameaçadoramente contra seu enorme arco, pronto para me acertar. Entro em pânico e faço sinal de rendição com as mãos.

— Está bem, eu vou com você. — Suspiro suando frio.

— Faye! — Dean bate com força contra o vidro de sua cela, me assustando. Eu não tenho escolhas.

Chego tremulamente perto do homem com capuz e ele indica com mão em direção ao elevador. Ando na sua frente sem persistir, mas então tenho um breve ataque de raiva e dou uma cotovelada nele, e ele prontamente se esquivou do golpe e me imobilizou em questão de segundos.

— Eu não quero ser obrigado a te machucar, Dra. Elyse. — Ele diz me empurrando para o elevador. Ele aperta o botão do primeiro andar e a porta se fecha. Meu coração estava tão descompassado que não me surpreenderia se ele rasgasse o meu peito a qualquer momento.

— Quem é você? — Pergunto pela última vez enquanto sinto a pequena pressão do elevador subindo.

Ele tira o capuz e a máscara, revelando ser um homem de olhos azuis e curtíssimos cabelos loiros escuros.

Ok. Por essa eu não esperava.

— Owen Theobard, senhorita Elyse, prazer.

Esse nome... Já ouvi em algum lugar; mas então uma frase dita por Rebecca ecoa em minha cabeça, refrescando minha memória. “Não se preocupe Faye. Arabelle, Owen e Steven são confiáveis. Eles estavam apenas tentando ajudar o seu amigo com seus novos dons.”

— Por que você raptou o meu amigo? — Rosnei entre dentes. A porta do elevador se abriu, e uma mulher loira de rabo de cavalo e com óculos de lentes de grau apareceu na porta.

— Bem vinda, senhorita Elyse. Espero que ele não tenha te assustado, se não pode deixar que eu mesma darei um jeito nele. — Disse ela colocando suas mãos em meus ombros e começando a andar. — Você está trêmula, fique calma. — Respondeu ao tocar minhas mãos gélidas. O tal de Owen já havia desaparecido da minha vista e eu estava com medo, muito medo.

— Senhorita Elyse? Está tudo bem? — Despertou-me do transe.

— Hã? Sim, está. — Respondo hesitante. — Bem, estaria melhor se vocês soltassem o meu amigo. Quem esse... Mascarado pensa que é para apontar várias flechas contra mim? — Encaro a loira ao meu lado com fúria.

— Ele não é tão durão quanto parece. — Ela sorri, estendendo sua mão para mim. — Arabelle Altmayer, prazer.

— Já ouvi falar sobre você. — Falo apertando sua mão com desdém. 

Começamos a andar até a ‘sala’. Havia muitas prateleiras com objetos pontudos, flechas de todos os tipos e tamanhos, equipamentos de sobrevivência e outras coisas. Mais ao centro ficava um enorme painel de controle com vários botões e monitores — se eu não trabalhasse na Teck ficaria admirada com tamanha tecnologia avançada.

— Então o Jeremy e a Rebecca já devem ter explicado a situação do seu amigo.

— Não. — Respondo secamente e engoli em seco quando vi aquele homem novamente, só que dessa vez vestindo roupas normais. Arabelle me indica uma cadeira.

— Não se sinta intimidada pelo Owen. — A loira dá risada e anda até ficar perto do tal de Owen, bagunçando seu cabelo. — Ele é do bem. — Me senti tão contagiada com o riso dela que consegui esboçar uma linha de sorriso.

— Mais um evento impossível aconteceu. — Um homem negro e de terno adentrou o local. — Dessa vez eu estava na cena do crime. — Ele foi se aproximando até chegar a uma mesa que estava perto de mim e colocou uma pequena pilha de papéis sobre a mesma. — Elliot Downett. Ele assaltou o banco central de Technoville hoje e tem uma incrível capacidade de se regenerar rapidamente. E algumas testemunhas disseram que ele consegue ficar invisível. 
Arqueei as sobrancelhas, confusa.

— Eu tenho quase certeza de que foi essa CRAD. Aliás, Belle, a análise ficou pronta? — Pergunta Owen.

— Sim. — Afirmou ela. — É, sem dúvidas, efeito da CRAD. De alguma forma os componentes para a criação dela não foram combinados da forma exata, criando algo que permitisse a multiplicação rápida dessas células-robô, e fazendo-as se reproduzir e gerar reações tóxicas ao organismo humano. É como se todas as células do corpo humano ganhassem uma camuflagem sobre-humana, gerando, então, as habilidades anormais de todas as pessoas que foram vítimas dos testes.

— Certo, então nós precisamos da lista de todas as pessoas que foram escaladas para os testes. — Começou Owen, se levantando e em seguida olhando para mim. — Dra. Elyse, você... — Ele foi interrompido.

— Feito. — Disse o homem de terno, apontando para toda aquela papelada da mesa.

— Bom trabalho, Steve. — Owen deu uma piscadela.

— Hã, com licença, mas eu ainda quero saber por que vocês colocaram o meu amigo naquela cela feito um animal. — Pigarreio tentando deixar evidente que eles não estavam sozinhos para se sentirem no livre arbítrio de falar sobre o que devem ou não fazer com essas... Coisas.

— Senhorita Elyse, é o seguinte: — Owen começa a falar me encarando com aquele olhar intimidante. — Dean tem um dom muito perigoso chamado clarividência, onde ele pode ter informações de milhões de anos atrás, de agora ou até mesmo de séculos futuros. Quem vê pensa que não é nada, mas a verdade é que esse dom é difícil de ser controlado, e se ele não conseguir ele pode convocar espíritos ou ter habilidades de um. Ninguém sabe o que ele é capaz de fazer sem o conhecimento profundo de seus poderes.

— Nós fomos alertados sobre a sua visão. Há alguns dias atrás nós deixávamos Dean solto e explicávamos a ele sobre tudo, mas depois que a Dra. Baldier nos alertou achamos melhor deixá-lo preso, por ora. — Completou Arabelle.

— Tá. Vocês disseram que ele está incontrolável, mas como vocês me explicam o fato de eu chegar bem perto dele e ele simplesmente não afetar nem um fio de cabelo meu? — Indaguei começando a ficar nervosa.

— Aquele é um vidro a prova de qualquer habilidade, seja sobre-humana ou não. — Responde o tal de Steve.

Fico pensando por algum momento.

— E como vocês pretendem ajudá-lo?

— Autocontrole, Faye. — Disse Owen.

Respiro fundo. Eles realmente queriam ajudar.

— Ok. No dia do acidente do Dean ele estava com todos os frascos da CRAD, e assim que Floyd conseguiu fazê-lo bater o carro, ele pegou onze frascos, sendo um deles injetado em Dean. — Arabelle encarava a tela daquele monitor enquanto digitava freneticamente algo que eu não fazia ideia o que era. — Eu rastreei todas as câmeras que conseguiram filmar toda a rota que ele fez após o acidente e Floyd foi parar no apartamento de Elliot Downett.

— Mas é claro. — Owen bufou e bateu na mesa. — Depois irei dar uma checada no local. Mas agora devemos nos focar em Janessa Edwards. Ela está tramando algo, e eu vou descobrir o que é.

— Janessa? O que ela tem a ver com isso? — Pergunto.

— Ela fez um voo de emergência de volta para Technoville dizendo ter negócios a tratar. Rebecca irá descobrir o que é. — Reviro os olhos.

— Eu posso pedir uma coisa a vocês? — Os três me encararam imediatamente. — Posso vê-lo só mais uma vez? Não irei fazer nada, juro. Ele é meu melhor amigo, por favor.

Eles se entreolham por um momento e deixaram.

Volto até aquele local e o avisto novamente, só que ele estava apoiando suas costas contra o vidro, ficando de costas para mim e, portanto, não conseguindo me ver. Vou me aproximando devagar e do nada um presságio vem à minha cabeça.

 

“— Dean? — Chamo a sua atenção e ele se vira rapidamente, levantando-se e me encarando com a expressão estranha. — Eu vim te ver. — Fico na sua frente e ele não tem reação alguma e apenas fica me encarando. — Dean?

— Solte-me, Faye. Solte-me se você me ama.

— Sim, eu peguei o código de acesso. — Coloco a senha no teclado numérico que ficava ‘colado’ no vidro da cela e a porta da mesma se abre. 
Impulsiono-me para frente para abraçá-lo e ele evita o contato.

— Faye, eu... — Ele balbucia nervosamente. — Eu... — Ele me encara profundamente e de repente agarra o meu pescoço e começa a apertá-lo, e dava impressão que seu toque estava penetrando na minha alma e perfurando-a em pedaços, e seus olhos estavam totalmente obscuros.

— De-Dean... — Gaguejo sem conseguir falar.

— Eu não consigo me controlar, fuja antes que... — Quando ele começou a falar sua voz já estava se distorcendo, e a dor era tão gritante que mal conseguia ouvi-lo; até que o mais profundo tom de preto invadiu a minha vista, e então não senti mais nada.”

 

Paro de andar e controlo a minha respiração que havia ficado pesada por causa da visão. Sim, não vou negar, eu vim aqui com a intenção de soltá-lo, mas não irei mais fazer isso.

— Dean? — Murmuro baixinho quando chego perto dele.

Ele parece ter me escutado e se levanta desajeitadamente.

— Faye! — Ele espalma uma das mãos no vidro. — Eles te machucaram? Como você conseguiu fugir das mãos deles?

— Hey, está tudo bem. Eles são do bem. — Sinto meus olhos marejarem por causa do desespero dele. — Eu vim te ver pela última vez antes de ir embora. 

— Você não vai me soltar? Por quê? — Ele pergunta incrédulo.

— Você ainda não aprendeu a controlar suas novas habilidades Dean, me desculpe. — Uma lágrima teimosa insistiu em escorrer pelo meu rosto.

— Faye! Solte-me! — Suas íris começaram a ficar escuras até adquirirem o mais profundo preto e eu me assustei com a mudança imediata. Ele estava tentando usar seus poderes contra mim, mas como Steven disse o vidro é a prova de qualquer força sobre-humana.

“Perdoe-me, Dean.” penso não controlando mais minhas lágrimas. Vê-lo naquele estado era de cortar o coração. O encaro mais uma vez no fundo dos olhos tentando achar algum fio de esperança neles, mas estes haviam perdido aquele pigmento cor de avelã lindo de sempre. “Se você soubesse o quanto eu te amo... Quantas foram às vezes que eu tentei te mostrar que queria ser muito mais do que sua amiga...” penso com a tristeza se espalhando pelo meu peito. Ele nunca percebeu o meu amor por ele, e, portanto, ficará oculto para sempre.

Recuo e me viro em direção ao elevador, andando lentamente e limpando minhas lágrimas, evitando os gritos que ele começou a dar por causa do meu ato.

Era isso... Eu o perdi por causa de um experimento inútil. Eu o perdi para sempre.

 

Continua...


Notas Finais


E então? Eu sei que vocês devem estar confusos em relação a esse sensor de segurança do esconderijo do Owen e da Belle, mas prometo que com o tempo vocês entenderão como funciona direitinho :)
Contem-me tudo o que estão achando, o que posso melhorar na fanfic, se está bom do jeito que está e tudo mais, críticas construtivas são muito bem vindas!
E até semana que vem seus lindos xoxo Loma


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...