História Dirty Little Secrets - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Exibições 15
Palavras 1.634
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


- A música tema do capítulo é Depuis Le Début, do 30 Seconds To Mars.

Capítulo 1 - Preface: Burn Bitch Burn


"I danced with a million devils

Died from a life of sin

Made love to a million angels

Murdered a million men"

Os extensos corredores da Saint Carmichael Academy pareciam intermináveis para uma apressada Tabitha Crichlow. A cada passo acelerado dado, a distância até seu destino final aparentava se prolongar mais e mais.

A Torre Sul, por onde andava, era infinita. A construção mais antiga e distante do prédio central, usada pelos jovens como válvula de escape desde 1994, logo após pegar fogo. Se o resto do internato já parecia um cenário de filme de terror com tudo no devido lugar, dava calafrios imaginar o estado do local abandonado.

Tabitha sentiu o sangue sair de seus pés ao se chocarem com o piso de mármore trincado das escadas. Saíra tão apressada que esqueceu até mesmo de colocar sapatos. O único barulho que ecoou no silencioso cômodo foi o de seus passos largos e apressados dados sem nenhuma cautela.

Ao subir os degraus, passou pelo corredor que antigamente servira para ligar o refeitório aos outros aposentos no terceiro andar. Foi capaz de conseguir inalar o odor de madeira podre queimada que saía das velhas paredes repletas de rachaduras. Do terceiro andar do prédio, possuía uma visão privilegiada. Mesmo de longe, era capaz de enxergar a Torre Norte e o velho bosque que cercava o internato.

A única fonte de luz responsável por iluminar a passagem lúgubre era uma pequena lanterna, segurada por pequenas e delicadas mãos trêmulas de medo.

Nem todos se atreviam a vagar pela Torre Sul em plena madrugada. O corredor repleto de estátuas antigos e quadros destruídos que pareciam sussurrar na escuridão da noite assustava quase todo o corpo estudantil do Saint Carmichael.

Tabitha queria voltar, mas não havia mais como. Já se passava das três da madrugada e desde a meia-noite os portões de entrada dos outros prédios estavam fechados, sendo proibida qualquer circulação de alunos nos aposentos. Teria que aguentar ficar ali até o amanhecer e achar alguma maneira arriscada de voltar. Não poderia perder a oportunidade única.

Com um pressentimento repentino de estar sendo seguida, seu fôlego ficou preso na garganta. Por um momento, os batimentos do coração pareceram fazer mais barulho do que os passos apressados. Procurando se esconder, adentrou cautelosamente no antigo banheiro feminino. A luz do luar fazia seus cabelos brilharem e refletia nos olhos azuis tão claros que pareciam de vidro. Os ventos frios provenientes do Norte da Irlanda entravam pela janela, soprando seus cachos e bagunçando levemente os fios avermelhados. Sentiu a brisa fria bater em sua pele, os pelos da nuca se eriçaram.

O banheiro feminino era um dos únicos locais que pareciam intactos naquele cenário de caos e destruição. A madeira de carvalho das paredes havia se tornado negra, mas os espelhos que ficavam logo acima das pias de mármore continuavam intactos.  O espaço já estava interditado desde antes do incêndio. A velha lenda que assombrava o Saint Carmichael dizia que o velho banheiro feminino costumava ser o espaço de reunião de uma antiga seita. Dessa participavam apenas os melhores alunos e futuros grandes profissionais que governavam o internato. Tudo ia bem até o assassinato de uma estudante em uma dessas reuniões. O caso, abafado pelo diretor, teria sido esquecido se não tivessem aparecido outros semelhantes. A única solução foi queimar o local todo. De cima para baixo. Depois desse dia, a Torre Sul descansou em paz. E todos os alunos também.

Tabitha sabia dessa história decorada. Era uma Crichlow, da linhagem da primeira garota assassinada. Isso fazia seu corpo tremer de cima para baixo.

Depois do incêndio, a torre tornou-se o destino dos estudantes que escapuliam no meio da noite em busca de diversão, acreditando que o local mal assombrado. O fato mais curioso disso tudo era que, as quatro grandes banheiras do banheiro, mesmo depois de tanto tempo, nunca pararam de emitir águas ferventes.

Assim como as estranhas de Tabitha, que fizeram-se em líquido quando ela escutou um pigarro. De tamanho susto, sua lanterna caiu no chão e despedaçou-se.

Ela soltou um profundo suspiro ao perceber quem era.

O rapaz a esperava serenamente, roçando os dedos na pia de mármore trincado. O reflexo do luar pintava seus cabelos de prata, realçando o ar sombrio que exalava pelos sete continentes. Era enfeitiçadora e perigosamente belo. Dono de um par de olhos congelantes que não exalavam nem um resquício de confiança, mas conseguiam ser hipnotizantes.

— Pensei que não viesse — disse ele em um tom suave. Uma sugestão de sorriso apareceu em seu rosto.

— É… Eu também — ela revirou os olhos. — Minha sanidade deve ter chegado ao limite.

Ele sorriu. Seu ar de arrogância conseguia deixá-lo mais bonito ainda

E seus lábios grossos... Céus. Tabitha poderia morder aquela boca extremamente convidativa por toda a eternidade.

Não podia negar que o rapaz era encantador e tinha o efeito de uma droga potente sobre ela. Despertava seu lado obscuro que tanto tentava ocultar, fazendo-a divagar do limiar até o fim de sua sanidade.

— Quase me fez desistir de você, Tabby.

— Ei, a única pessoa aqui que sempre cumpre as promessas sou eu! — repercutiu com certa fúria.

— Gostaria de ser como você... — debochou. — Mas a minha fama de devedor infelizmente condiz com a realidade.

— Me diga algo que não sei — o seu olhar se encontrou com o salientado do garoto. — Sabe o que eu fico me perguntando? — ele negou sacudindo a cabeça. — Como diabos confiaram em você.

Uma risada em tom de gozação escapuliu da boca do rapaz.

— Você não confia? — a encarou com uma das sobrancelhas salientadamente erguidas, ainda rindo, como se já não soubesse a resposta. — Não sou digno de sua preciosa confiança, minha querida?

Tabby sorriu de lado, da mesma forma debochada que ele fizera anteriormente.

— Claro que não — respondeu com certa aversão, ou pelo menos tentou soar enojada. — Diga-me... Usou de muita eloquência para persuadir Matthew e Dion? — perguntou com um sorriso irônico estampado no rosto e aproximou-se dele. — O que diabos você quer conosco? O que ganhou para estar aqui?

— Nada além da oportunidade de me aproximar mais de você, Tabby — admitiu em um tom fraco. — Você é o suficiente para mim.

A primeira reação dela foi gargalhar como se aquela fosse a última vez que o fizesse.

A segunda foi sua boca fazer um trejeito amargo após perceber que ele estava falando a verdade. Muito provável que essa fosse a primeira vez que o fizesse em seus míseros dezessete anos de vida.

— Por que? — franziu as sobrancelhas. — Nós não somos amigos.

O rapaz riu sem deboche ou malícia, uma risada dócil. Apoiou-se na ponta da mesa para poder se levantar e caminhar até ela. Queria encará-la face a face e falar sobre suas intenções verdadeiras.

— Não mais. Não por falta de vontade minha — disse docilmente. — Deveria confiar em mim — pôs uma de suas mãos no ombro da garota, enterrando os dedos em sua pele. Com a outra, levantou seu rosto. Olhou-a com certa esperança, que não era recíproca.

Para Tabitha, era difícil resistir ao olhar do rapaz.

Mas precisava fazê-lo.

— Não quero.

— Esta não é uma questão de querer, Tabby. Você precisa — disse calmamente.

Suas mãos subiram para as bochechas dela, que abaixou a cabeça. Queria passá-la uma sensação de confiança, de segurança. Sabia muito bem que não era digno de tal honra, mas os dois precisavam um do outro. Estavam prestes a entrar em uma relação de dependência, e essa não significaria nada se não houvesse reciprocidade.

Pôde jurar ter ouvido um gemido sair da boca da garota quando seus dedos acariciaram as suas bochechas rosadas e cheias de sardas, mas ela não mudou a expressão.

— Tristemente — surpreendeu-o quando levantou o rosto, encarando-o com ardor. Sua boca se aproximou do ouvido dele, sussurrando: — Se você não tirar essas mãos nojentas de mim e parar de falar essas merdas como se eu fosse acreditar, vou te castrar, seu estúpido.

— Sabe… — ele riu. — Eu até que estava estranhando a sua timidez...

— Vá para o inferno!

Ela o empurrou.

— Lhe fazer companhia quando morrer? — gargalhou irônico. — Sabe, eu costumava achar que já estava lá há muito tempo... — a sua expressão se fechou. — Mas, depois de hoje, tenho certeza.

O rapaz retirou do bolso de suas calças um objeto prateado que começou a brilhar em suas mãos, quase que o derrubando no chão ao entrar em contato com o metal frio. Era um isqueiro pesado e elegante. Possuía alguma frase em latim gravada na vertical que a garota não conseguiu identificar, mas se recordara de ver em algum lugar.

O isqueiro logo foi aceso, e, além da lua, tornou-se a única fonte de iluminação do local.

— Você está começando a me assustar. O que diabos tem em mente? — perguntou confusa.

— Não é óbvio? — deu uma pausa para a encarar.

— O que?

Tabitha enrugou as sobrancelhas.

O rapaz sorriu amedrontadamente, lhe deixando ainda mais assustada. Os congelantes olhos se tornaram flamejantes. Negros de raiva.

Quando uma sensação de mau presságio a atacou, sentiu uma necessidade de sair daquele local no exato momento.

— Tome cuidado onde pisa, Crichlow.

— Você não… — murmurou antes de concluir o que estava acontecendo.

Ela gritou por dentro ao dar um passo para trás e pisar em uma substância que grudou em seus pés. Olhou para os lados e tentou enxergar alguma saída, mas não havia nenhuma em que o rapaz não estivesse em sua frente.

— Você merece isso. Depois de tudo que fez, é até uma forma não dolorosa de morrer. Isto é por ele — a encarou pela última vez. — E por mim.

Não deu tempo de Tabitha correr ou gritar antes dele jogá-la contra a parede e derrubar o isqueiro no chão. Em questão de segundos, o fogo abraçou todo o aposento.

A última coisa que ela se recordou conscientemente foi de vê-lo pular a janela do terceiro andar.


Notas Finais


música: https://www.youtube.com/watch?v=x7bhXslymKw
| ̄ ̄ ̄ ̄ ̄|
surprise bitch
|______|
(\__/) ||
(•ㅅ•) ||
/  づ
Eu e minha plaquinha estamos de volta ^__^ haha
resumindo pq postei DLS do nada depois de meses sem atualizar nada: TÔ LIVRE DO ENSINO MÉDIO. Não sei nem mais o que comentar sobre a minha fic mais antiga que eu resolvi postar no ímpeto nesta tediosa noite de quinta... HEUEHUEHEU Mais um dos meus suspenses, só que desta vez é colegial e tem um toquezinho clichê ^__^
eu sempre matando todo mundo nas fics, e essa foi logo no início... ai que horror :(((( tabby até que foi legal nos poucos minutos em que apareceu na fic, ficou marcada (a história é sobre o assassinato dela, afinal).
espero que cês tenham gostado. de vdd. a trilha sonora dessa fic é a minha vida <3 escrevi ela depois que assisti Game Of Thrones baseada em uma cena de um fanvideo um otp impossível :\ meu e tive toda a história :DDDD
Um beijo!


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