História Disasterology - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sleeping With Sirens
Visualizações 16
Palavras 1.779
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, gente (: Não tenho certeza se ainda tem alguém que lê esta fic, mas se tiver, saiba que estou novamente tirando os paranhos depois alguns anos. Sei que prometi que postaria com frequência e tudo o mais, mas realmente, não só por problemas de falta de tempo, como também falta de inspiração. Eu estava em uma fase que em que esta "outra vida" não era para mim, não sei se me entendem. E peço desculpas por isso porque foi meio que um descaso o que eu fiz ~sumi e não dei nem uma explicação e tal~ Não prometo que o próximo capítulo vá ser rápido porque se com sei lá 17 anos a vida era corrida, com 21 é muito mais ~rindo de nervouser~ Mas vamo falar de tekpix? q UHASUASHUASHUASHAUSHASUHASUAHSUH Gente, esses dias tava lendo esta fic pra poder retomar a escrita e: QUANTA ERRO DE PORTUGUÊS!!!!! Um dia eu corrijo, juro ><' E tava aqui pensando comigo: como conseguir sair de uma coisa fofinha pra um assassinato????? Eu tenho a mente muito fértil, nossa.... mas tudo bem, segue o baile ~cujo qual já segui tanta vezes que já deu tempo de tocar a discografia da Madonna UAHUSAHASUHASUHASUHAS ~
Queridxs, esse capítulo é a parte do julgamento que tanto todo mundo tava esperando, porém mais tretas estão por vir....
Beijos e até a próxima :*

Capítulo 26 - 26


Você pagará pelo que fez

(No More Sorrow – Linkin Park)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fui chamada para depor na terceira audiência de julgamento de Kellin, Jesse e Katelynne. Até então todas as outras pessoas que foram convocadas para prestar depoimentos eram pessoas que não tinham muita clareza de como se chegou a tais pessoas para acusar. E eu queria muito ser uma dessas pessoas que não sabiam muito bem o que havia acontecido após o desaparecimento de Chloe.

            ― Jura dizer a verdade, somente a verdade? ― aquelas promessas que nem sempre podemos cumprir, mas, dado o momento, somos obrigados a cumprir.

            ― Sim. ― dito isso, sentei-me na cadeira das testemunhas e tentei esconder minhas mãos trêmulas ou meus pés inquietos.

            ― Seu nome completo e sua idade. ― o promotor era um homem de cerca de 30 anos, estatura média e cabelo lambido pelo gel. Não fosse o terno e o cabelo duro, que mais parecia uma peruca, ele seria um homem bonito, entretanto, no caso, era somente bem-apessoado.

            ― Verônica Springs, 18 anos. ― respondei, me mantendo firme.

            ― Verônica, pode nos contar qual é sua conexão com os acusados? ― o homem andava de um lado para o outro.

            ― O Kellin era meu professor de canto e eu trabalhei por um tempo na agência de modelos de Katelynne, que, na época, era sua namorada.

            ― Algo mais? ― me encarou de forma acusatória.

            ― Kellin também é meu ex-namorado. ― respondi um pouco mais baixo.

            ― Interessante. ― seu tom era extremamente sugestivo. ― Por quanto tempo mantiveram este relacionamento?

            ― Alguns meses. Cerca de seis meses.

            ― E de onde conhece a vítima?

            ― Ouvi falar sobre ela quando foi noticiado seu desaparecimento e Kellin me contou sobre ela.

            ― Sabe o que é curioso, Verônica? Para a reabertura do caso, foi necessário que a acusação ouvisse a ligação da denúncia. A sua, no caso. E tenho a ligeira impressão de ter ouvido você dizer que era amiga da vítima.

            ― Você não está enganado. ― apertei meu joelho com uma das mãos.

            ― Portanto, a conhecia?

            ― Não.

            ― E como pode ser amiga de alguém que nem ao menos conhece?

            ― Falei isso porque tive medo de que não acreditassem em mim, que achassem que não passava de um trote. ― seus olhos, agora sempre fixos em mim, não demonstravam nenhuma reação, chegavam a me dar calafrios.

            ― E, sabendo desta mentira, como podemos acreditar que o que está fazendo não é só por vingança?

            ― Porque eu estou aqui. E disposta a contar o que sei.

            ― Então, por favor, conte-nos o que sabe. E não se esqueça de seu juramento, pois creio que não perdoaremos uma segunda omissão de fatos.

            Respirei fundo lentamente para ninguém perceber e comecei a contar a história de acordo com o que Kellin tinha me relatado naquela noite. Em alguns momentos, ter de repetir as mesmas coisas me deixava enojada. Não só por tudo o que fez com Chloe, mas também por me lembrar dos sentimentos que um dia eu nutrira por ele.

            ― E, mesmo percebendo que Chloe ainda estava viva, Kellin não disse a Jesse e Katelynne que parassem ou que a tirassem de lá.

            ― Ou seja, Vossa Excelência, não se trata apenas do desaparecimento de uma garota e, sim, agressão física, estupro, homicídio e ocultação de cadáver, além da cumplicidade dos outros dois acusados. ― olhava para o juiz e, logo, voltou-se para mim. ― Sem mais perguntas, Verônica. Passo para a defesa.

            O advogado de defesa, para minha surpresa, não era Jesse. Talvez os três tenham entrado em um consenso de que não seria uma boa ideia um dos “cúmplices” tentar defender a si e aos outros sem ficar nervoso. Ou melhor dizendo, mentir pelos outros sem demonstrar.

            ― Quero apenas complementar algo que foi citado pela acusação. Como podem aceitar tão facilmente o depoimento de uma garota que realizou uma denúncia em cima de mentira? Como podemos nos certificar de fato que mais uma vez ela não está mentindo para se vingar do ex-namorado? ― fitou-me bem próximo a mim e arqueou uma das sobrancelhas, como se seu argumento fosse irrefutável.

            Levantei e caminhei até as cadeiras que ficavam atrás da acusação e da defesa. Toda aquela “plateia” dava a impressão de que deixar os julgamentos abertos para quem quiser ver eram uma forma de cumprir com o circo de que se diz ser necessário dar ao povo. Por mais trágico que tudo que estava acontecendo ali fosse, algumas pessoas pareciam estar tão entretidas quanto se estivessem assistindo a um filme de suspense policial.

 

 

Após a apresentação de algumas provas ― que me pareciam concretas o suficiente para fazer pessoas passarem umas belas temporadas na cadeia ― e mais alguns depoimentos de pessoas próximas à Chloe, foi anunciado o intervalo para que o júri decidisse qual seria seu veredicto.

            Não pude ir para a rua por motivos de a imprensa estava em peso ali, com várias perguntas engatilhadas e prontos para atacar quem quer que saísse por aquelas portas. Por isso, fui até a cantina do prédio e comprei um café, apesar de que seria necessário muito mais que apenas uma xícara para que eu ficasse ok.

            ― Alguns velhos hábitos nunca morrem. ― alguém estava parado em frente a minha mesa e eu nem precisava levantar os olhos para saber quem era. Ainda assim, o fiz.

            ― O que você quer?

            ― Conversar.

            ― Mas eu não quero. ― respondi ríspida.

            ― Engraçado. Você sai da sua vida perfeita por alguns dias para ferrar com a minha e se recusa a falar comigo. ― sorriu debochado. ― Mas eu vou aceitar, se esta é a sua decisão.

            ― Uau. O que aconteceu? Caiu um meteoro no seu mundinho que lhe impede de fazer só o que lhe convém? ― desafiei. E somente depois de ter perguntado é que percebi que estava dando continuidade a conversa.

            ― Não acho que isso seja realmente da sua conta. ― deu de ombros e saiu.

            Se tinha uma pessoa que não estava entendendo mais nada, com certeza esta pessoa sou eu.

            Terminei meu café vagarosamente e fui pegar outro.

            Ali sentada comecei a repensar minha vida e toda a sucessão de acontecimentos dos últimos meses. Nada fazia parecer muito sentido e eu não tinha mais psicológico para lidar com determinadas situações, tanto que evitava pensar na gravidez, que por ora era fácil de esconder usando roupas mais largas por não estar com a barriga tão aparente ainda.

            Não tinha a menor intenção de contar sobre este bebê para mais alguém, no entanto, não tinha ideia do que faria com ele ou ela, já que ter esta criança não era uma opção.

            Durante toda esta linha de pensamento, vi o promotor se aproximando de mim e parando em frente à minha mesa.

            ― Você está bem, Verônica?

            ― Sim. ― dei um meio sorriso.

            ― Estou me questionando até agora como pôde se envolver com um homem como ele.

            ― São pedras de tropeço que às vezes surgem em nosso caminho. Elas estão ali, nós tropeçamos, caímos e aprendemos.

            ― Pelo menos você saiu enquanto era tempo ou poderia ter acabado como a Chloe. ― sentou-se à minha frente. ― Quer um conselho? Caso eles não sejam condenados, mantenha-se longe deles. Nós podemos garantir sua segurança por tempo, entretanto, também não sabemos exatamente com que tipo de pessoas estamos lidamos. ― concordei. ― Aliás, como você já deu seu depoimento, se quiser, pode ir para casa, pois não há previsão para o júri dar seu veredicto. Eles não estão concordando em nada.

            ― Você teria como me avisar sobre a decisão?

            ― Caso você queira voltar aqui depois para ver, posso te avisar.

            ― Tudo bem. Obrigada. ― ele se levantou e voltou para o saguão principal.

            Não tinha certeza se queria ficar ali e ver o que estava para acontecer, mas algo dentro de mim dizia que eu precisava ver isto acontecer.

 

 

Cerca de dez horas mais tarde, recebi uma mensagem da secretária da promotoria do caso avisando que o decreto seria dado na próxima hora. Peguei apenas meu celular e a chave do carro e voltei para o local. Tentei me concentrar no trânsito, mas só ficava pensando no que poderia acontecer comigo caso algum dos três não fosse condenado. Provavelmente viria atrás de mim.

            Estacionei o carro perto da porta dos fundos do prédio, assim não teria que passar pelos repórteres, que, incansavelmente, continuava todos plantados na porta da frente, esperando que um único ser vivo saísse de lá para lhes prestar um depoimento para o jornal local.

            Entrei em silêncio na sala de audiência e sentei mais para frente possível. Eu queria poder ver o mais de perto possível.

            A única coisa com a qual eu não contava e, provavelmente, nem a acusação era com a apresentação de atestados médicos e provas de que Katelynne se medicava com Prozac na época do crime, devido a distúrbios alimentares e transtorno de ansiedade e Kellin atestados médicos comprovando psicose. Agora você me pergunta como nunca pensei nisso: EU TAMBÉM NÃO SEI! Todavia, tinha também a possibilidade de fossem todos falsificados.

            ― Jesse Lawson. ― ele de levantou. ― O júri considerou o réu culpado de cumplicidade em homicídio doloso e ocultação de cadáver, condenado a cumprir pena de 20 anos em regime fechado. ― com uma expressão dura, Jesse voltou a se sentar ao lado de Katelynne.

            Pelo menos um deles teria o que merecia, mas isso não significava que eu poderia respirar aliviada, pois Jesse não era o pior deles.

            ― Katelynne Lahmann. ― ela se levantou, alisando a sai com as mãos. ― O júri considerou a ré culpada pelos crimes de cumplicidade em homicídio doloso e ocultação de cadáver, tendo de cumprir 15 anos em regime fechado, podendo a ver progressão de pena com tratamento psiquiátrico. ― Katelynne começou a fazer o dramalhão, que tenho certeza que passou a semana em casa ensaiando, chorou e fingiu que quase desmaiou.

            ― Kellin Quinn. ― ele se levantou quase como se fosse um herói de guerra. ― O júri considerou o réu culpado pelos crimes de aliciamento de menor, agressão física, estupro, homicídio doloso e ocultação de cadáver, tendo de cumprir prisão perpétua em regime fechado, podendo ser transferido para instituição de tratamento psiquiátrico a qualquer momento. ― ele se virou para trás e, quando seus olhos encontrarão os meus, sentir até minha alma congelar. O sangue desceu da minha cabeça. Minha pressão baixou e eu continuei sentada para evitar um possível desmaio.

            Os policiais foram algemá-los ao bater do martelo do juiz.


Notas Finais


Me contem o que acharam do capítulo e o que vocês acham que vai acontecer daqui pra frente ;)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...