História Disconnected (Desconectados) - Muke AU - Capítulo 49


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, 5sos, Ashton Irwin, Calum Hood, Cashton, Cashton Hoodwin, Luke Hemmings, Mashton, Mashton Clemwin, Michael Clifford, Muke, Muke Clemmings
Exibições 127
Palavras 3.849
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


GENTE, QUE SAUDADE!
Então... eu demorei, não? Ninguém quer me matar, nem nada assim, né? Hahaha *risada super forçada*.
Mas merdas á parte, é muito bom voltar á ativa, escrever de novo! Tá meio bosta? Sim, está, desculpem, a inspiração e a motivação tiram férias de vez em quando, mas eu espero que gostem.
Vamos só ler de uma vez.
Aproveitem 'w'

Capítulo 49 - "I Can't Feel a Thing Anymore" ou Yay, Problemas!


Fanfic / Fanfiction Disconnected (Desconectados) - Muke AU - Capítulo 49 - "I Can't Feel a Thing Anymore" ou Yay, Problemas!

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Natal

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As coisas não estavam perfeitas. Na verdade, estavam bem longes de serem perfeitas. Mas Michael conseguia fazer bem através delas.

Alex havia voltado á tomar seus remédios. Michael nem sabia que ele tomava remédios, quando Calum disse que havia voltado. Prozac, Lorenin e Buspanil, todos para depressão, pânico e ansiedade. Ele não estava nada bem, era visível. Ele havia parado de incomodar Drew, e não provocava mais ninguém na escola. Não arranjava briga, não atrapalhava a aula, não discutia com professores, não ficava se debatendo com o diretor... nem parecia ele. Alex passava o dia inteiro quieto, evitando as pessoas e qualquer contato com elas. Um dos garotos, Paul Jells, tentou puxar uma briga com Alex, quando ele tropeçou e derrubou uma bandeja de comida em cima dele, mas simplesmente não conseguiu. Empurrou-o duas ou três vezes, mas Alex não reagia, só tremia e adquiria uma expressão assustada. Paul até deu um cruzado de direita bem no queixo de Alex, mas a única reação que conseguiu foi uma queda e algumas lágrimas. Michael sentiu-se obrigado á intervir e pediu á todos para que esquecessem, por favor. Quando tentou ajudá-lo a se levantar, Alex apenas saiu correndo e se trancou numa das cabines do banheiro que tanto odiava. Calum explicou que havia efeitos colaterais para os remédios que Alex tomava. Alguns deles, por exemplo, eram boca seca, insônia, nervosismo, vômitos, visão turva, enxaquecas e, além disso tudo, gozar era praticamente impossível, já que aquela merda causava “problemas na ejaculação”. Michael ficou na dúvida se antidepressivos realmente ajudavam, ou eram só a maneira que a indústria farmacêutica havia criado para ganhar dinheiro em parceria com os psiquiatras. Alex não era mais Alex. Ele era uma pessoa diferente, que Michael não conhecia. Sensível, aterrorizado, confuso.

E tudo isso “por causa de Ashton”. Aparentemente, no dia em que Michael teve um “deslize” (era como Lucinda chamava), houve problemas. Depois que Michael foi embora, Calum foi pra casa, também, porque “o clima estava pesado”. Assim, Ashton e Alex estavam sozinhos e bêbados. Alex queria ir dormir, porque estava cansado e tinha “perdido a vontade”, mas Ashton queria transar mais do que qualquer coisa no universo. E, como Calum disse que queria poupar Michael de detalhes, disse que Ashton basicamente estuprou Alex. Alex chorou muito, mas não lutou contra aquilo, porque estava bêbado e com medo de que, talvez, Ashton desistisse dele, se ele não fizesse.

E, três dias depois, Ashton terminou o namoro definitivamente. Prometeu á Alex que jamais voltariam, que ficaria longe dele pra sempre. “Eu vou sumir”, disse. E, por quase uma semana, Alex ficou aparecendo na casa de Ashton. Normalmente, ninguém atendia e ele ficava esperando por horas, mas, quando a mãe de Ashton o recebia, era para mandá-lo ir embora. E Alex fez isso até que percebeu que não adiantaria. Ashton não voltaria com ele. Ashton fugiria dele. Não havia mais “Alex e Ash”, estava acabado. Pra sempre, daquela vez. E ele não suportava.

Michael havia conversado com Ashton sobre isso. Sobre tudo que estava acontecendo. “Cara, eu abusei do meu namorado” Ashton havia dito, com os olhos marejados. “Ele chorou e eu não liguei, eu sou um monstro. Que tipo de pessoa faz uma coisa dessas, Mike? Que tipo de pessoa estupra - porra, estupra - o próprio namorado? Eu olho no espelho e vejo algo nojento, mau e-e... não dá. Não vou deixar Alex viver comigo. Essa foi a maior prova de que chegamos a um ponto em que fazemos mal um pro outro”. E Michael entendia. Quer dizer, Luke já havia feito algo parecido, mas, por algum motivo, parecia diferente. Como, para eles dois, não fosse tão grave quanto para Alex e Ashton. Quando Michael perguntou, Calum disse que não era a primeira vez que acontecia, mas não deu mais detalhes do que isso. E Michael estava bem alarmado com tudo aquilo acontecendo. Agora, ele mal tinha contato com Ashton (porque, de acordo com ele, ele estava envergonhado demais pra olhar nos olhos de seus amigos), e Alex estava um caco. Era impressionante. Quando um lado de sua vida tinha sido finalmente resolvido, alguém jogava merda no ventilador do outro. Inacreditável.

Mas tudo bem. A vida tinha seu lado bom. E esse lado, por acaso, tinha um metro e noventa, cabelo loiro, era um Pateta e se chamava “Luke Hemmings”.

E, no momento, O Lado Bom estava dirigindo seu carro, tendo como destino um salão de festas á beira de um lago, que Michael havia achado simplesmente lindo. Se não fosse pelo rádio, que tocava um CD maravilhoso do U2, ambos estariam mergulhados num profundo e confortável silêncio. Vez ou outra, eles trocavam olhares divertidos e carinhosos, mas logo soltavam uma risadinha boba e viravam-se para onde quer que estava olhando, antes. A viagem demorou uma hora e meia, aproximadamente, mas foi boa. Michael estava um pouco nervoso, mas a última coisa que faria era demonstrar isso. Ele estava num terno, indo para uma festa cheia de gente sofisticada e requintada que não conhecia, para a apresentação natalina de Amélie. Aquele não era o que poderia se chamar de seu “habitat natural”. E ele sabia, também, que aquela ideia não agradava muito á Luke, igualmente. Mas, em suas palavras, “ás vezes, você precisa deixar o Jordan fazer as palhaçadas que ele quiser”. Michael não estava muito animado, mas se recusava á passar o Natal longe de seu namorado. E, também, ele finalmente conheceria Amélie. Era um grande grande bônus.

Michael viu o salão pouco antes de Luke estacionar o carro. De longe, o salão era muito bonito. Michael havia visto apenas fotos do local, mas não esperava algo tão bonito. Havia “postes” de luzes enfeitando toda a área do estacionamento, com fios cheios lâmpadas redondas e amarelas os conectando, dando a impressão de que havia vários vagalumes (gigantes) rodeando-os. O salão, á uma boa distância, brilhava com a maior quantidade de vagalumes. O salão, também, estava decorado com guirlandas, fitas e fileiras de azevinho, mas não tinha um tom familiar e aconchegante, como a maioria das decorações de Natal. Era estranhamente moderno e elegante. O lago brilhava com a luz que emanava de dentro do salão, e uma música calma e antiga envolvia todo o ambiente. Michael estava ocupado absorvendo cada detalhe daquele salão e de seu ambiente, olhando atentamente para tudo que lhe rodeava. Tão ocupado que mal conseguiu entender o que estava acontecendo, quando Luke o puxou pelo colarinho e o beijou de maneira apaixonada, acariciando tudo em que conseguia encostar.

- O que foi isso? - Michael perguntou, quando Luke separou o beijo com certa dificuldade.

- Um beijo. - Luke respondeu, com um sorriso cretino no rosto.

- E pra que foi isso?

- Não preciso de um motivo pra te beijar. Eu te beijo porque te amo, e porque posso. - Sorriu. Michael mordeu os lábios com força, tentando conter um sorriso em retorno, mas falhou terrivelmente. Um sorriso grande e alegre tomou conta de seu rosto, e Luke não pôde segurar uma risadinha hílare em troca, porque ele sabia que ele era a razão daquele sorriso. E queria ser pra sempre. - Bom, vamos? - Michael soltou um suspiro e umedeceu os lábios com a língua.

- Vamos. - Disse, como quem não tem outra opção. Assim, ele e Luke saíram do carro, que foi trancado poucos momentos depois de ter suas portas fechadas. De braços dados, Luke e Michael caminharam sem a menor a pressa até o salão, que, na visão de Michael, ficava cada vez mais bonito e sofisticado. Seu nervosismo o estava fazendo tremer, já que ele estava mais nervoso do que sabe-se-lá-o-que. Ele não era do tipo que gostava de festas refinadas, com ternos e champanhe. Ele gostava de coisas caseiras, familiares, confortáveis. Ele preferiria uma bandeja de biscoitos, pijamas e Os Fantasmas de Scrooge. Mas tudo bem, tudo estava absolutamente perfeito. Luke precisava dele para apoiá-lo e era exatamente o que Michael faria, sem reclamar, com um sorriso no rosto. Quando entraram no salão, não foram percebidos. A maioria das pessoas estava entretida conversando, ou dançando, ou olhando para as pinturas que estavam penduradas. Por dentro, o salão parecia muito maior e, principalmente, alto. Alto o suficiente para que uma árvore de, pelo menos, seis metros, cujos enfeites eram telinhas pequenas nas quais estavam pintadas estrelas, bonecos de neve, azevinhos, bolinhas, sinos e etc. Era adorável. Logo, Jordan, junto de Dakota (que tinha a maior barriga de grávida que Michael já havia visto em toda a sua vida), avistou Luke e, de braços dados com sua queridinha da América, andou até ela. Antes que Jordan pudesse chegar perto, Luke sussurrou:

- Se alguém perguntar, você tem dezoito anos. - E beijou sua bochecha. Michael só teve tempo de erguer uma sobrancelha, antes de Jordan estar apertando a mão de Luke de uma maneira formal demais.

- Sr. Hemmings.

- Sr. Bostwick. - Apertaram as mãos, sérios. Jordan e Dakota estavam, mais ou menos, combinando, e Michael achou isso muito fofo. Dakota usava um vestido de renda e cetim vermelho, com rosas brancas enfeitando seu cinto e apenas uma em seu colar. Por sua vez, Jordan tinha uma rosa branca no bolso de seu terno, e sua gravata estava no mesmo tom do de Dakota. E aquilo era adorável. - Como tem ido? - Luke perguntou, com uma voz mais grave do que normalmente usava.

- Muito bem, obrigado. Como tem passado?

- Maravilhosamente bem, é muita gentileza perguntar. - E, depois disso, encararam-se como por alguns segundos, com olhares ousados e desafiadores. E Michael apenas olhou para Dakota com uma sobrancelha levantada, e teve a mesma reação de volta mas, desta vez, com um sorriso sábio, de quem já havia passado por essa situação, antes. E, alguns segundos depois, Jordan fez uma expressão digna de uma Drag Queen, que fez Luke perder sua seriedade e rir de uma maneira gostosa, que fazia Michael feliz.

- Você arruinou tudo! - Jordan disse, com um sorriso, no tom de uma criança cujo sorvete acabara de cair na calçada. Luke pareceu genuinamente ofendido com esta observação.

- Foi você quem me fez rir, seu idiota! - Sorriu e, depois disso, andou para mais perto e deu um abraço apertado em Dakota, que não podia estar mais alegre. - Dakota, é bom te ver. - Ele disse, como se falasse com sua própria família. Logo depois disso, Michael sentiu-se obrigado á cumprimentar o casal, mas optou por apertar as mãos de ambos, já que sua timidez não permitia que fizesse muito mais do que isso.

- Você está adorável, Michael. - Dakota sorriu, e Michael sentiu uma mistura de sentimentos rastejando para fora de si, junto com o rubor que tomou conta de suas bochechas num segundo. Ele não queria estar adorável, mas se sentia muito por estar, ao mesmo tempo. Usava um terno preto angular, que o deixava um tanto quanto acinturado, mas o fazia sentir-se bem. Nos pés, usava tênis pretos com detalhes brancos, porque havia detestado todos os sapatos sociais nos quais havia posto os olhos e sua gravatinha borboleta era verde escura. - Você está jovem e estiloso, isso é legal.

- Obrigado. - Michael mordeu o lábio inferior, mas deixou o sorriso tomar conta de seu rosto, logo depois. - Você está radiante, Dakota. - Disse e Dakota fez uma reverência de princesa, meiguíssima.

- Obrigada. - E, assim, Luke e Jordan beijaram seus acompanhantes nas bochechas, depois de trazê-los mais para perto pela cintura.

E, durante todo o tempo que se passou, Michael apenas tentou ser sociável. Sua timidez não era um grande colaborador, mas conversou da melhor maneira que pôde. Foi apresentado á alguns artistas, alguns bem simpáticos, outros metidos e esnobes. Ele não poderia reclamar, apesar de tudo. Não estava se divertindo loucamente, mas não estava desconfortável, encolhido num canto, evitando contato visual, como fazia nas festas escolares. Tinha Luke, pelo menos. Luke não o soltava, não passava um segundo longe dele. Sempre perguntava como ele se sentia, se estava se divertindo, e coisas do gênero. Luke estava apenas um amor de pessoa, e Michael não poderia estar mais feliz com isso.

E ficaria até o final da noite, se não fosse por uma bruxa. Cujo nome era Sarah. Ela se aproximou de Luke depois de muito tempo, como se estivesse esperando o melhor momento para atacar. Luke estava rodeado de gente, quando ela chegou. Absolutamente linda, a perfeita personificação de femme fatale. Michael a viu primeiro, e se perguntou o que diabos ela estava fazendo lá, já que ela apenas uma secretária. E, quando Luke a viu, tencionou perceptivelmente, como se ela o fosse matar, ou algo do gênero. Michael apenas levantou uma sobrancelha, perguntando-se qual era o problema. Perto o suficiente, Sarah abriu um sorriso tão branco que poderia cegar.

- Olá, Lucas. - E apertou a sua mão de uma maneira sensual, se é que isso é possível.

- Sarah. - Luke abriu um sorriso amarelo. - Que surpresa te ver aqui. - Disse, com um tom embaraçado. Michael tinha certeza de que não era o único que estava percebendo que havia algo errado. O desconforto de Luke, a maneira que Sarah parecia presunçosa e cheia de malícia. Era um tanto quanto desconcertante.

- Sim, Juliet me surpreendeu, ao me convidar. - Ela disse, ainda sorrindo. - Você está ótimo, esta noite.

- Você está muito bonita. - Luke respondeu. - Um... você já conhece Michael.

- Ah, claro. - E, assim, a atenção dela foi transportada para a existência de Michael, que ficou mais do que infeliz. Parecia que ela estava pronta para pular em seu pescoço e drenar seu sangue. - Olá, Michael. - Sorriu. Michael forçou-se a sorrir de volta.

- Oi. Você está estonteante.

- Essa é nova. - Ela comentou. - Você está adorável. - Foi o comentário que Michael mais recebeu. E, em um segundo, as pessoas á volta de Luke pediram licença ou simplesmente saíram de perto. Michael não entendeu o por quê. - Vocês dois são formam um lindo casal. Parecem tão felizes.

- Estamos felizes, Sarah. - Luke afirmou, muito mais seguro.

- Aposto que sim. - Sarah mediu os dois da cabeça aos pés. - Tudo resolvido, então? Vocês dois voltaram á ser perfeitos um para o outro?

- Sarah. - Luke usou um tom de advertência.

- Parece que sim. Acho que eu resolvi as coisas pra vocês, talvez?

- O que isso quer dizer? - Michael perguntou, apreensivo e confuso. Ele não fazia ideia do que estava acontecendo, mas sabia que Luke e Sarah sabiam de algo. Algo que resolveram esconder, por algum motivo. E ele não gostava nada daquela situação. Sarah tinha os olhos cheios de malícia, raiva e presunção. O único sentimento que Luke compartilhava com ela era a raiva. Fora isso, seu olhar era apreensivo. E Michael tinha medo de saber o que tudo aquilo significava. Sarah o olhou como se ele fosse o mais pobre e inocente ser-humano na face da terra.

- Quer dizer que o senhor Hemmings resolveu não te contar? - Ela riu. - Típico.

- Mais uma palavra, e eu vou cuidar da sua demissão pessoalmente.

- Acha que eu ainda ligo pra sua galeria estúpida? - Sarah disse, num tom de quem desdenha. - O que o nosso Lukey não te contou, Michael querido, é que, quando estava de carinha virada pra você, ele precisou experimentar algo a mais, pra finalmente perceber que você é o único no qual ele está interessado. Precisou de mim pra perceber que é de você que ele gosta de verdade. - E foi como uma bigorna caindo na cabeça de Michael.

- Eu juro por Deus que, no próximo emprego que você tiver, vai virar hambúrgueres. - Luke declarou. Michael estava em choque. Era como se tudo se movesse em câmera lenta. Mas é claro. O que o levou a pensar que Luke o esperaria, enquanto estivessem brigados? Luke era absolutamente lindo, poderia conseguir qualquer pessoa que ele quisesse. Sarah era maravilhosa, é claro que ele a escolheu pra se satisfazer, enquanto as coisas estavam afundadas em merda. Era óbvio. Tirando Jordan, Sarah era a pessoa com a qual Luke se dava melhor na galeria, e ele passava a maior parte do tempo no trabalho. Ele transou com a secretária gostosa. Isso era tão clichê, tão previsível, óbvio. Como Michael pôde, ao menos, pensar que alguém com a aparência de Luke esperaria por um pirralho como ele? Ele era tão estúpido por não pensar nisso antes. - Saia. Da minha. Festa. - Luke disse, fervendo de raiva. - E só apareça na Galeria para retirar seus pertences.

- Como planeja me demitir? Qual será a justificativa?

- Conduta inapropriada, ou qualquer merda que te tire de perto de mim. Saia. - E, assim, Sarah suspirou e saiu do salão, mas não antes de propositalmente trombar em Michael, que estava apenas pasmo. Era demais para suportar. Ele não conseguia nem chorar. - Mike, eu...

- Não. - Michael afastou-se de Luke e virou-se para ele. Seus olhos não estavam marejados, não havia sinal de nó em sua garganta, ele não estava nem corando. Porque estava cansado. Cansado demais para demonstrar qualquer sentimento. - Você vai dizer á todos que eu passei mal e precisei de ar fresco, ou inventar uma desculpa. Eu estou saindo.

- Aonde você vai? - Luke soava genuinamente chateado.

- Pra algum lugar no qual eu possa esquecer tudo isso por alguns momentos. - E Michael saiu, deixando para trás as luzes, Luke, e todo o resto.

****

Michael decidiu que largar-se perto de seu carro, na grama belamente aparada, era uma boa ideia. O carro não estava muito longe do salão, mas estava longe o suficiente para que ele pudesse fingir que estava num lugar completamente diferente. Luke havia ficado com Sarah. Transado com Sarah. A garota com a qual dançou, passou a noite de aniversário, e trabalhava. Ele havia feito sexo com ela, enquanto Michael estava ausente. Ele não tinha palavras para descrever seu estado. Queria chorar. Queria muito chorar litros e litros, mas não conseguia. As lágrimas não vinham. Maldição, até mesmo os sentimentos não o alcançavam. Só o cansaço. Ele estava cansado de brigar com Luke. Estava cansado de ter problemas. Estava cansado de estar cansado. Estava indiferente, de novo. Era quase como se não ligasse. Como se não se importasse. Tá, Luke transou com Sarah, e...?

E isso doeu de um jeito nada doloroso. Isso doeu de uma maneira que Michael não conseguia sentir. O vento batia em seus cabelos e os mexia suavemente, como uma carícia, e assobiava de maneira leve. O burburinho de dentro do salão era tão baixo, Michael se sentia tão sozinho. O rio, ao longe, brilhava e seus olhos estavam virados para lá, mas não se focavam lá. Ele não via nada. Sua cabeça estava tão cheia e tão vazia. E ele ficou assim por uma eternidade, e por um segundo.

- Com licença. - Uma voz familiar disse, perto. Michael virou a cabeça com rapidez para a direção do som, alarmado, mas sua tensão sumiu quando ele discerniu o rosto na escuridão. Suspirou.

- Porra, Jackson, você me assustou. - Sorriu. Jackson sorriu de volta e meteu as mãos nos bolsos.

- Eu achava que você não tinha vindo.

- Você procurou por mim?

- Sim. Só queria dizer “oi”. - Jackson suspirou. - Oi. - Michael abriu um sorriso maior do que o último.

- Oi. Como você está?

- Meh. Vivo. - Michael soltou uma risadinha. - E você? - Michael deu de ombros e ajeitou-se na grama.

- Respirando. - E foi a vez de Jackson soltar uma risadinha.

- Posso sentar com você? - Ele perguntou, docilmente. Michael sentiu-se muito tentado á dizer não (porque havia ido para lá pra ficar sozinho e fugir dos seres-humanos), mas Jackson era um fofo. Mesmo com a iluminação precária no “estacionamento”, o rosto de Jackson era bem visível. Suas sardinhas, os lábios cor-de-rosa, os olhos brilhantes... ele meio que obrigou Michael á dizer “sim”.

- Claro. - Michael respondeu, sorrindo. Jackson basicamente largou-se na grama, ao lado de Michael, com um suspiro. Alguns segundos de silêncio se passaram, Michael olhando para o nada e Jackson olhando para Michael com curiosidade e ternura em seus olhos. O silêncio não era constrangedor, nem embaraçoso. Era confortável, gostoso. Como se nenhum deles precisasse falar nada para ficar bem na presença um do outro. Eles só ficavam bem, sem nenhuma necessidade de tagarelar incessantemente. Michael gostava quando isso acontecia. Quando conhecia uma pessoa legal o suficiente pra que se sentisse confortável sem ter que conversar.

- Então... - Jackson começou, depois do longo silêncio. - por que você não está lá dentro? - Michael suspirou. Não queria mentir.

- Eu precisei de tempo. Pra pensar e ficar em paz.

- Ouch. - Jackson comentou, com um sorriso.

- Não, não, não foi o que eu quis dizer. - Michael disse, num divertido desespero. Riu. - Você pode ficar, tudo bem. Eu só não gosto dessas... festas. - Jackson bufou.

- Somos dois. Esses eventos enchem o meu saco.

- Então, por que você vem?

- Meu agente diz que é bom. Me mostra como uma pessoa agradável, diferentemente do babão socialmente inepto que realmente sou.

- Ei, não seja tão duro consigo mesmo. - Michael empurrou-o amigavelmente com o ombro. - Eu gosto de você. - E sorriu mais uma vez.

- Isso é bom. - Jackson comentou. - Eu gosto de você, também. Mesmo que você não tenha me ligado. - Foi como outra bigorna na cabeça de Michael.

- Ai, meu Deus! - Ele fez um facepalm mental, enquanto cobria o rosto com as mãos, um tanto quanto envergonhado. - Eu esqueci completamente, Jacks, eu sinto tanto!

- Nah, tudo bem. O apelido que você acaba de me dar dá uma compensada.

- “Jacks”? Você gosta? - Jackson mordeu os lábios de uma maneira um tanto quanto, bem... sensual.

- Você poderia me chamar de “Totó” e eu ia gostar. - Michael suspirou e engoliu em seco.

- Você não devia.

- Mas gostaria. Qualquer coisa vinda de você é bem-vinda, Mikey. - Mikey. E, assim, Michael não tinha uma boa resposta. Então resolveu calar-se. Se não tinha o que dizer, então não tinha um motivo pra abrir sua boca. Apenas encarou o mundo á sua volta. E não percebeu quando Jackson chegou mais perto. E, depois, mais perto. E, depois, mais perto ainda. E só viu a proximidade quando ele e Jackson basicamente compartilhavam o mesmo oxigênio. E se sentiu um estúpido por não ter visto tanto a proximidade quanto o clima de flerte, antes. Ele e Jackson estavam flertando descaradamente, mas Michael foi estúpido demais para ver isso. E, agora, Jackson estava tão próximo quanto podia estar.

- Jacks, eu... - Michael disse, no meio de uma respiração falhada. E não conseguiu terminar. Porque lábios cor-de-rosa tocaram os seus, antes que ele pudesse finalizar.


Notas Finais


ENTão é isso, galerão, obrigado por virem até aqui.
Não se esqueçam de comentar o que acharam, para que a comunicação não falhe entre nós <3
Me desculpem pela demora e, possivelmente, pela má qualidade do texto.
VALEUZÃO.
ABRAÇO.


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