História Disease - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Got7
Personagens BamBam, G-Dragon, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, JR, Jungkook, Mark, Rap Monster, Suga, Taeyang, V, Youngjae, Yugyeom
Tags Namjin, Sugakook, Vhope, Yoonkook
Exibições 63
Palavras 1.709
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii nenis, vim me desculpar novamente e dizer que voltarei a ter uma frequência rápida de novos capítulos. Principalmente que eu estou de féria e graças a Gdragon eu passei sem exames, por causa desse empenho que sumi..mas "Voltei e agora é pra ficar!"


Tenham uma Boa leitura e preparem os lencinhos... o.o

Capítulo 5 - Lost


Fanfic / Fanfiction Disease - Capítulo 5 - Lost

E cá estou eu, sozinho nessa grande casa, imerso em meus pensamentos que eram dominados pelo baixinho de pele branca. Os acontecimentos da noite anterior até o dia atual, iam e vinham repetidamente, nosso momento na sala de piano na qual eu quase pude descobrir meus sentimentos pelo menor, mas que fora atrapalhado. O calor do corpo de Yoongi junto ao meu enquanto dormiamos, seu cheirinho de café que encarnou no travesseiro, até a sua repentina frieza que houve mais cedo me deixando sem saber o por quê.

Eu me encontrava fitando o relógio antigo, que já marcava seis horas e uns quebrados e fiquei levando meu olhar de um lado para o outro assim como o pêndulo do objeto fazia, esperando algum sinal de ligação ou mensagem por parte do mais velho. Cansado do silêncio e por algum motivo repentino, decidi ir fazer uma visita ao meu irmão, levantei e pus meu um moletom preto com um desenho de panda na frente, calcei meu coturno e segui o caminho, deveras conhecido, rumo ao hospital pediátrico, pois algo me dizia que era o melhor a se fazer.

Ao chegar lá fui até a recepção informando minha visita e obtendo a autorização da mesma seguindo em direção à sala que também já era de meu saber.

“E ai garotão, vim te fazer companhia!’’ Caminhei em direção a cama onde o pequeno se encontrava sendo alimentado da desgostosa sopa sem sal do local. “Que carinha de desânimo é essa ?”

“Jungkook, precisamos conversar.’’ Kyung estava sentada na poltrona ao lado da cama e logo se levantou me chamando para a acompanhar, com um aceno, e segui a mais velha até a sala de espera do hospital. “Preciso lhe avisar de que seu irmão teve uma recaída preocupante de madrugada e os médicos disseram que ele precisa ficar em observação extrema e que caso não houver certa melhora... talvez o melhor seja você ficar aqui está noite o fazendo companhia”

Um temor percorreu minha espinha e uma súplica enorme de que isso fosse apenas momento ruim e que logo tudo voltaria ao normal era a única coisa que eu queria. Resolvi pensar positivo, olhei para a mulher com uma certo sorriso debochado e neguei virando-me e voltando para o quarto de Junghyun, deixando ela parada com sua expressão de pena sobre  mim. Deitei-me ao lado do meu pequeno o deixando se aconchegar ao meu corpo. Ficamos assim por um longo tempo, vendo desenhos na televisão enquanto as horas passavam e anoitecia.


“Kookie..” Estava imerso a vários pensamentos que insistiam em se repetir em minha cabeça quando Jung me chama e a atenção é voltada á ele. Vejo o mesmo tirar de debaixo do travesseiro um pequeno álbum de foto que eu bem sabia, era o único que tinhamos  de nossa família. ‘’Me conta como o Appa e a Omma eram?” O menor me encarava com seus grandes olhos negros enquanto direcionava o pequeno objeto de lembrança para mim.

Quando eu e Jung perdemos nossos pais ele era apenas um bebê, consequentemente não possuía lembranças deles, diferente de mim já tinha um pouco de recordação, mas também não eram muitas. Abri o álbum observando os papéis retangulares que continham a impressão dos momentos passados, deslizei meus dedos sobre as figuras das pessoas que me deram vida, segurando as lágrimas que tentavam se libertar. Meu olhar seguiu até uma foto minha e do pequeno no dia das férias em família onde havíamos viajado para o litoral

passar os dias na praia, nossa última viagem em família.

“Bom, esse dia aqui é a melhor lembrança que eu tenho. Foi nossa primeira ida á praia, eu lembro que estávamos brincando de castelo de areia quando eu escuto a omma berrar seu nome preocupada e quando te olho, você está com a boca toda suja da areia que estava comendo.’’ Comecei a rir relembrando a cena e vi o mesmo rindo também, mostrando seus dentinhos banguelas. Suspirei fundo antes de prosseguir. “

Sobre nossos pais, eles eram as pessoas mais maravilhosas do mundo. Omma tinha seus cabelos curtos e olhos castanhos, e acho que puxamos o nariz e o sorriso dela, também toda noite ela  tocava piano para nós antes de dormir. Ela também fazia o melhor chocolate quente e sempre cortava as cascas do pão pra mim. Já o Appa, tinha cabelos e os olhos bem negros, ele era bem bonito. Quando a gente ia escovar os dentes, ligavamos a rádio e  cantavamos as músicas aleatórias fazendo a escova de microfone, por isso a gente demorava no banheiro e a omma não gostava. Ele era bem bobão e engraçado, e sempre fazia a gente rir muito. A gente era um família feliz, até quase perfeita mesmo com nossos poucos problemas, mas éramos bem unidos e...”

Parei de falar ao ouvir o agoniante soar do apito do monitor cardíaco que ecoava o constante ‘’Piiii’’ sobre o quarto. Senti a pequena mão que antes apertava meu braço se afrouxar e cair sobre a manta. Olhei para o lado e vi seu olhos se fecharem lentamente, apenas quando vi os médicos e enfermeiros se aglomeraram no quarto que a ficha caiu. Senti meu corpo ser violentamente puxado e meu olhos serem banhados a lágrimas, embaçando minha visão, que agora jorravam como chuva em dias fúnebres. Relutei com toda força que eu podia para ficar, gritei seu nome a toda voz, mas nada aparava a dor que eu estava sentindo no momento.

Foram cinco longos minutos de luta, a adrenalina já dominava minha mente, até que finalmente me dei por vencido enquanto me arrastavam para fora do quarto e o pequeno corpo daquele que eu prometi cuidar sumia por meio a multidão de profissionais ao seu redor. Soltei-me dos braços de quem quer que fosse e cai ajoelhado no corredor do hospital, com a cabeça e alma repleta de pura dor. Em meio às lágrimas pude ouvir a horrenda voz do meus tios recém chegados, da viagem, no segundo pior momento de minha vida. Pude sentir seus falsos comentários referente ao caso e seus pedidos para que eu me acalmasse, mas não era o que eu queria. Eu só queria meu irmão de volta, e isso trouxe a negação como alicerce.

“Eu quero ficar sozinho!” E pela última vez, pedi a solidão como companheira no momento e vi todos ao meu redor saírem. Não conseguia pensar em nada então peguei meu celular e disquei o primeiro número que me veio em mente, esperei, e no terceiro toque fui atendido com um mero “oi” que fez com que minhas lágrimas se intensificassem. 

“ hyung, eu preciso de você!”



Yoongi Pov’s on


Assim que Jungkook me ligou e me disse o que havia acontecido, não pensei duas vezes e fui ao seu encontro, ignorando toda stress que eu estava criando por causa do mero e bobo jogo que havíamos feito mais cedo. Ao chegar ao local avistei um corpo ajoelhado no corredor central e fui em sua direção. Me ajoelhei ao seu lado e rapidamente o mais novo me agarrou encharcando novamente minha camisa com suas lágrimas, mas eu ignorei e tratei de me focar em sua estabilidade emocional. Peguei-o no colo, mesmo sendo maior que eu ainda conseguia forças para suportar seu corpo magro mas definido, o levando até a sala mais próxima e fechada que encontrei, apoiando-o sobre um pequeno sofa.

“Ele se foi Yoongi? Para sempre?” Perguntas difíceis de responder diretamente. Eu só conseguia o acariciar e tentar o acalmar com meros “Xii, vai ficar tudo bem!”, mas eu sabia que demoraria para isso acontecer. “ E agora, eu vou ficar sozinho novamente!?”

“ Não Jeon, você não vai..Eu prometo!” E seguimos com poucos minutos de silêncio até o Kookie pegar no sono de tanto chorar. Falei com Kyung e disse que o levaria para minha casa, já que seus tios iriam passar a noite no Hospital e não iriam saber. E assim fui para minha residência onde levei o corpo adormecido do moreno para o quarto, o aconchegando. Levantei para ir dormir no sofá quando sou barrado com uma mão que puxou meu pulso levemente.

“ Suga-Hyung, não me deixe sozinho. Deita aqui!” Falou manhoso sem abrir os olhos. Assim o fiz, deitei-me ao seu lado e o abracei, deixando me levar ao sono junto ao seu corpo novamente.


Yoongi Pov’s off




E nesse momento, eu estava me vestindo a negros trajes que emanavam melancolia e olhando a minha face, inchada e com profundas olheiras, pelo espelho. Eu teria que acompanhar a cerimônia de despedida e o enterro da pessoa que eu mais amo no mundo pela segunda vez, era como se minha vida fosse um disco arranhado e que só repetia a parte em que eu me encontrava na frente a um caixão o vendo desaparecer pela terra enquanto o enchiam de diversas flores que no futuro iriam se  decompor e perderiam o sentido, cor e aroma, assim como minha vida nesse exato momento. Como irmão do falecido, tiver que ouvir muitos “eu sinto muito”, “meus pêsames” e “ele era um bom menino” por parte de pessoas e parentes que nunca tive muito contato mas que só apareciam quando a tragédia acontecia. Eu respondia a todos com um sorriso falso e eu olha encarecido, que foi aliviado quando vi as seis figuras amigas, na qual eu me podia ser eu mesmo sem medo, se aproximaram e logo me vi rodeado de um abraço sincero na qual eu precisava. Jin escondia seu rosto na curva do pescoço de Nam para que não o vissem chorar, mas seus soluços eram audíveis, tanto ele como Hope. Sentamos todos juntos e acompanhamos a cerimônia ouvindo ao belos e igualitários discursos fúnebres do Bispo. E as lágrimas insistiam em não cessar, principalmente vendo sua foto emoldurada em uma grande quadro branco ao lado do pequeno caixão da mesma tonalidade. Seguimos depois para o enterro oficial, onde me deixei falar simples e sinceras palavras dolorosas recebendo o apoio dos demais, e quando tudo havia acabado e todos foram embora, exceto os seis que negaram me deixar, silenciosamente me dirigi ao local recém cavado, vendo uma pequena lápide no meio de outras duas que continham o sobrenome Jeon em destaque, essa nova placa com a seguinte frase deixando novamente me levar às lágrimas:


Jeon Junghyun

2006-2016

“Descanse em paz pequeno Doce!”





Notas Finais


Choremos em união 💔

Comentem o que estão achando pois isso me ajuda muito e volto em breve seus lindjos!!

See U 💕


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