História Desencantado - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Sasori, Sasuke Uchiha
Tags Narusasu, Sasunaru
Exibições 162
Palavras 1.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie amores da minha vida <3 aqui está a fanfic que eu citei em uma das minhas fanfics \o/ a capa vai ser essa mesmo, eu acho ;u;
O tema dela é "desencantado" daí o título da estória :D não vou dizer muita coisa logo no primeiro capítulo, portanto especulem bastante 'u'
Eu revisei mais deve ter erros, peço desculpas \o/ boa leitura!

Capítulo 1 - A Expulsão


O brilho radiante e alegre do Sol, não adentrava aquele lugar, nada que era belo tinha o direito de se manifestar naquele local escuro e úmido. As grades eram enferrujadas, não obtiam seu tom negro por conta de sua antiguidade ― fábulas de séculos passados deveriam ter sido aprisionadas ali. O vento gélido, as rochas nada confortáveis, o ruído de aves da escuridão, os restos mortais e ossos ainda estavam se decompondo, tudo naquele lugar era assustador.

― Está aproveitando seus últimos dias, Rabbit? ― a voz estridentemente grossa ecoou na cela completamente fechada, chamando a atenção do prisioneiro encostado num canto escuro do pequeno espaço. Sacudiu seu pé, fazendo o som das correntes que o prendiam a uma grande bola de metal, limitando seus movimentos.

― Ora, seu ignorante! Responda.

― Caí fora. ― mandou, recebendo uma risada como resposta.

― O tribunal encantado está decidindo o que vão fazer com você, pela gravidade você já pode imaginar a decisão daqueles vermes. ― o moreno continuou a proferir, deixando outra risada escapar ao ver o estado de Rabbit, acorrentada como um cachorrinho vira-lata. ― Você será expulso!

― Eu não me importo. ―respondeu friamente, tentando ignorar as provocações do guarda miserável, não queria mais se afundar em mais problemas.

― Não se importa? Tem noção de como eles vivem lá em cima? Matam um ao outro, adulteram, perturbam, mas acima de tudo vivem em bandos, é ridículo. ―os pelos do corpo da Rabbit se arrepiaram bruscamente, amedrontado com o que poderia encontrar naquele mundo, já que todas as malditas setas do destino apontavam que aquela seria a sua sentença. ―Sinceramente, eu preferia receber a pena de morte. Eles iriam esconder das outras fábulas e tudo estaria bem.

Rabbit optou pelo silêncio, sabia que nada o que falasse iria afastar o seu guardião ou selar a sua boca.

― A "Alice" está a dias chorando pela sua irresponsabilidade, seu idiota. Aquela rosada infeliz não tem mais argumentos para mudar a decisão do tribunal encantado. ―os olhos azuis se esgueirava para fitar o guarda tagarela, abaixando a cabeça logo após o ato, sentia-se horrível por fazer Alice se humilhar daquela forma por si. Sua cabeça voltou a latejar, assim como o resto de seu corpo dolorido.

O guarda, ao ver o estado em que deixou Rabbit tocando no nome de "Alice", se calou satisfeito, dando de ombros e se retirando da prisão onde deixavam as fábulas para morte, isso nas melhores hipóteses.

A mente de Rabbit voltou a circular sobre o ocorrido de uma década atrás, o motivo que o levou a ser um prisioneiro da Terra Encantada. Quando mais novo, apenas fazia parte de sua história mundana, atuando em meio às palavras e figuras ilustradas de livros, onde realmente era feliz, com "Alice", onde apenas era o maldito coelho branco que usava um casaco listrado e andava sempre atrasado para algo, tomava um chá com biscoitos e fazia a sua parte, como seu companheiro nada fiel. E assim, como apenas um personagem ingênuo, não tinha idéia da podridão por trás das grandes muralhas do tribunal encantado.

Enquanto estava a lembrar de tempos bons, olhos grandes e perolados o encaravam, prestando uma minuciosa atenção em Rabbit preso em sua nostalgia.

Sem falar nada, tirou as chaves de seu bolso e destrancou a jaula onde o coelho estava, adentrando e se aproximando do homem em sua forma natural, tocando em uma de suas correntes.

― Rabbit, eu sinto muito. ―a voz doce da mulher murmurou ao outro, destrancando uma das correntes que seguravam Rabbit ali. Após retirar as correntes e a bola de ferro de Rabbit, puxou seu braço, o apoiando em seu ombro assim o sustentando e ajudando-o a caminhar.

― Mandaram uma mulher me buscar? Me sinto subestimado. ―sorriu de canto, não era possível: seu humor não muda nem estando naquelas condições. A perolada revirou os olhos, tendo o máximo de cuidado para não deixar o corpo pesado cair.

― Idiota. Nessas condições, você não tem o direito de reclamar de nada. ―caminhou até a saída do calabouço, encontrando outros guardas para os acompanhar até onde os Maiores estavam.

Finalmente, Rabbit iria conhecer seu destino final.

×××

Fora jogado diretamente na sala de assentos enormes, onde os Maiores estavam acomodados, tomando decisões pela Terra Encantada e seu equilíbrio.

As janelas estavam fechadas, tampadas por enormes cortinas, Rabbit apenas deduziu que agora era a hora do pôr-do-sol, ou seja, sentenças finais. Seu corpo fraco e ferido mal conseguiu sair do lugar e finalmente sentir seus pés firmarem no chão fora uma vitória.

Olhou para cima e esperou as vozes virem ao seu encontro. Estava ansioso, muito ansioso.

― Rabbit. ―se assustou ao ouvir sua voz tão alta e em bom grado, porém manteve seu silêncio. ―Quero saber, primeiramente, como foi sua hospedagem na prisão?

― Ótima, meritíssimo, maravilhosamente ótima. ―deixou o sarcasmo responder por si, não renderia pontos com o Maior, mas não era o momento de se preocupar com isso.

― Como sempre, você não mudou. Pois bem, vamos logo com a sua sentença. ―olhou para as tábuas ao redor de sua mão, tentando as tirar dali, vendo que a tentativa era inútil. ―Você foi considerado culpado, sem direito a objeções ou interferências, e sua pena foi dois mil anos no calabouço até o reu decidir o seu final como uma fábula. Decidimos que... sua história será deletada e você não será mais lembrado como Rabbit e sim como um traidor. E mais, irá ser jogado no Mundo Real, onde aquelas criaturas ridículas vivem.

― Não, você não pode fazer isso comigo. Não pode apagar a história, aliás, a sentença deveria ser apenas de prejuízo à mim e não a todos os que pertencem a "Alice". ―o martelo foi batido fortemente, dando a sentença final ao coelho, que sentiu seu corpo sendo arrastado por correntes, iriam o levar para o portal do Mundo Real. ― Areia! Por favor, nós éramos amigos! Não, você não pode fazer isso comigo! ―gritou a plenos pulmões, sendo prontamente ignorado por um dos elementos Maiores. Aquilo era deprimente, acabou com si próprio e seus outros companheiros.

Tudo por tolice.

×××


Notas Finais


Rabbit = coelho
Alguém aí conhece Alice no País das Maravilhas? Então, tem um pouco a ver, mas se você não leu o livro e nem assistiu o filme não se preocupe a fanfic não tem ligação alguma com o enredo de ANPDM \o/
Se flopar a gente apaga e finge que nada aconteceu UHSUHSUHSUSHS comentem pf
-xx


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