História Disguise. - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Naruto Shippuden
Exibições 22
Palavras 2.001
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, desculpa a demora!
É que acabei de adicionar uma fic interativa então ta osso :P!
Enfim, perdoem minha demora, quase cinco meses sem postar, mas aqui está!
Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 6 - Trabalho e Compras


Hinata on;

_Hinata!_Naruto gritou vindo em minha direção.

Eu estava no pátio da escola, lanchando com minhas “amigas”. Ele parecia um estabanado. Vinha correndo como se nada importasse. As meninas soltaram um suspiro. Mesmo Naruto sendo um gato naquela escola, quase ninguém o suportava. Primeiro, ele era um pouco mais velho. Segundo, agia feito uma criança. Terceiro, muito escandaloso e quarto, ele geralmente lhe faz passar vergonha, como agora.

As meninas se despediram de mim e voltaram para dentro do prédio escolar. Organizei meu obentô e levantei no mesmo momento que ele chegou. Estava cansando, arfando. Aposto que tinha acabado de sair de algum jogo ou esporte que estava fazendo com a maioria dos meninos. Algumas garotas sentem nojo porque ele soa demais e depois lhe abraça, deixando-lhe encharcada/o e fedendo.

_Oi, Naruto-kun._Disse soltando meu sorrisinho meigo. Mas na verdade, estava morrendo de vergonha. Como esse garoto ainda mexe comigo?

_Hinata, eu estava pensando... Quer sair comigo?_ Sorriu amarelo.

Ok. Sair... com o Naruto-kun.

Processando...

Processando...

Processando...

_Q-q-que?_ Fiquei vermelha feito um pimentão e podia jurar te visto fumaças saindo dos meus ouvidos.

_Calma, Hinata! Eu só quero conversar! É sobre o trabalho de filosofia._ Pronunciou em defensiva. Com as mãos para cima.

_M-mas q-q-q-qual trabal-trabalho?_ Merda! Merda! Merda! Merda! Me amaldiçoou mentalmente por gaguejar tanto. Que droga!

_Sobre a razão do que vivemos hoje... Acho que alguma coisa assim_ Falou pensativo.

_Sobre como evoluímos para o hoje, a razão disso tudo. Você quis dizer?

_Isso, Hinata! Você é perfeita!_ De novo, vermelhidão invadindo._ Não é a toa que escolhi você para esse trabalho!

“Só porque sou a inteligente?”

Realmente queria dizer isso, mas não podia botar tudo a perder agora. Além disso, ele estava tentando me manipular, estava me usando, me testando. Naruto sabe usar uma mascara tão bem quanto eu. Ele pode ser um completo idiota, mas através desse incrível defeito ele manipula as pessoas usando de artifícios como esses elogios enquanto que eu também estou no mesmo nível. Posso ser a quieta, mas essa é uma das várias coisas que aprendi ao longo de toda minha trajetória: fique calado que os outros te contam tudo!

As pessoas não querem saber de sua opinião em certos momentos, principalmente quando se trata de assuntos alheios aos outros, pois assim não terá controversas em seus argumentos e se achará a certa da situação. Se souber ficar calado, você se torna os ouvidos de qualquer lugar. Outra qualidade que posso considerar no nível da manipulação é a minha capacidade de analisar e por causa disso sei aonde esse loiro quer chegar. Possivelmente, ele já sabe ou desconfia de mim. Tenho de agir rápido.

_S-sério N-n-naruto-kun?

_Sim! Eu só quero tomar um sorvete! E nós discutiremos sobre o trabalho! O que acha? Eu pago o seu sorvete!_ Falou animado sacudindo os bolsos. Logo, sua cara de alegria se desfez e uma cara de constrangido tomou conta._ Sabe o que é, Hinata... acho que vou ficar devendo esse sorvete para nós dois.

Ele mostrou o interior do bolso vazio e seu sorrisinho envergonhado. Comecei a rir com a  situação do coitado e ele ficou vermelho, o que era muito fofo! O loiro começou a rir também, só que alto enquanto que eu ria com a mão na boca.

_Que tal na hora de embora?_ Comecei a ficar vermelha de novo e mexia nos dedos indicadores com a cabeça baixa. Ultimamente eu juro que não sei o que está havendo, se a Tsunade me ver dessa forma me mata enforcada por uma calcinha!_ E-eu p-p-pa-pago o no-no-nosso sorvete...

_Nosso?_ Ele me olhou interrogativo e com as mãos no bolso. Fiquei ainda mais vermelha e olhei em seus olhos, abaixando a cabeça rapidamente. Ele gargalhou alto de novo._ Estou apenas brincando! Você fica linda quando está corada. É muito fofo.

Disse coçando a maçã do rosto com o dedo indicador. Ele também ficou vermelho e nos encaramos. Depois de alguns segundos, envergonhou-se e andou rápido na direção do edifício da escola, deixando-me plantada sem saber o que fazer. Depois de um tempo, percebi que estava parada feito uma idiota no meio do pátio e olhei para a porta onde Naruto passou depois de me encontrar.

Afinal... que diabos foi aquilo entre nós?

 

Temari on;

 

_Ainda não entendo...

_Hm?

_O que você está fazendo aqui?!_ Olhei para Shikamaru que estava com a minha lista de compras na mão. Ele apenas me lançou um olhar despreocupado e voltou seu olhar para o papel, me irritando mais.

Eu estava no supermercado fazendo compras para aquele bendito lugar onde ele mora, já que aquilo não pode nem ser chamado de casa. Geralmente, eu faço todo fiz de semana e SOZINHA! Mas daí chega esse maldito querendo me ajudar. Tudo bem que tenho de dar o bote nesse imbecil, no entanto com ele no meu pé?! Sério? Eu não gosto disso! Nem um pouco! Tenho minha privacidade e aposto que ele também.

Víramos mais uma fileira em busca do macarrão e dos molhos. Ele pegava tudo sem errar, até a quantidade certa, e essa última parte não estava no papel. Colocava as coisas no carrinho e riscava a página com o que devíamos comprar.

_Como acerta a quantidade?_ Perguntei pegando outros produtos.

_O que?_ Olhei para ele indicando as compras que estavam na sua mão e o carrinho._ Ah, isso. Apenas penso não apenas em mim, mas em você também, afinal você precisa comer, certo?

_A-ah s-sim, cl-cla-claro!_ Esse comentário dele me pegou completamente desprevenida. Apesar de ser um pouco egoísta parecia que ele ia dizer que apenas pensa em mim quando escolhe os produtos. Uma das coisas que eu menos gostava nele era sua resposta pra tudo. Ele não questionava, apenas fazia e quando questionado sempre sabia o que responder e ainda de forma presunçosa. Não é atoa que é advogado._ Obrigada por ter vindo comigo hoje, está até mais bonito.

Respondi em seu mesmo tom de voz e ele me olhou com certa ironia. Porém, era verdade. Ele estava com os cabelos soltos molhados, uma camisa regata não muito fina, verde claro, com uma estampa de uma banda, uma calça jeans amarrotada e um tênis branco despedaçado, literalmente. Parecia até mais novo. Nos encaramos sérios e ele soltou um suspiro, depositando no carrinho um pacote de molho de macarrão.

_Não gosta quando estou de paletó?_ Perguntou olhando a lista mais uma vez.

_Não tenho o direito de responder._ Peguei na barra do carrinho e fomos na direção das bebidas.

_Você tem. É minha empregada, mas nem por isso tiro sua opinião._ Argumentou mais uma vez calmo, o que me deixou sem palavras novamente. Não gostava disso._ E também, você não é feia.

Ele falou isso e foi atrás de um vinho. Por causa desse seu comentário reparei em minhas roupas. É, hoje eu estava com o cabelo preso, uma jardineira curta que valorizava bem minhas curvas e uma gladiadora. Estava bonita sim. Faz tempo que um elogio de um homem não mexe tanto comigo. Gosto quando ele elogia dessa forma presunçosa, parece que admite um erro ou que perdeu em alguma aposta.

_Foi por isso que me beijou?_ Perguntei, “inocentemente”.

_Não te beijei. Foi você que me beijou._ Respondeu, colocando uma garrafa de vinho no carrinho. Essa respostinha dele me irritou! É claro que foi ele que me beijou!

_Foi você!_ Apontei o dedo em sua direção.

_Tá, digamos que tenha sido eu, está reclamando só agora?

_Não estou reclaman... Seu Maldito!_ Coloquei a mão na boca quando percebi o que ia falar. Não ia admitir isso a ele! Jamais! Ele simplesmente saiu da parte das bebidas com as mãos no bolso.

 

[...]

 

No estacionamento, um rapaz me ajudou com o carregamento das compras. Chegando perto do carro, Shikamaru estava encostado nele, fumando um cigarro. Então foi por isso que ele saiu de lá de dentro. Ele abriu o porta-malas e me ajudou a colocar as sacolas, dispensando o homem.

Entramos no carro e ele fazia a volta para sair do estacionamento. Já nas ruas, o trânsito à noite estava impossível. Apertei o botão da rádio e ele olhou para mim como se isso fosse uma ousadia. Apenas fiz uma careta de vitoriosa e virei o rosto para a janela. Não estava a fim de encarar esse individuo.

_O que Tsunade quer?_ Entrei em estado de choque. Como assim?

_Do que está falando?_ Olhei para ele e sua mesma expressão continuava impassível em seu rosto, ainda me perguntava se ele sentia emoções.

_Estou falando, que você, a irmã “morta” de Gaara, Temari no Sabaku, está trabalhando com uma potencial pessoa que quer nos destruir, Tsunade._ Falou tranquilamente quando o trânsito começou a se normalizar. Ele olhou para mim em meus olhos._ Não minta pra mim, eu saberei disso.

A tensão no carro começou a subir e sem conseguir pensar em alguma coisa, tentei apenas abrir a porta, o que foi em vão. Estavam todas fechadas. Shikamaru me olhou mais uma vez, e arrancou o veículo por uma contra mão. Várias pessoas buzinaram e ele quase bate em um carro. Já em outra rua, tentei pegar meu canivete entre os seios, mas ele foi rápido e apertou meu seio direito fortemente, o que doeu um pouco, mas deu prazer.

Já estávamos nos afastando consideravelmente das luzes das avenidas, indo parar em uma rua isolada, com vários terrenos baldios. Ele estacionou o carro e relaxou no assento. Tirou mais um cigarro do maço e acendeu com o isqueiro. Olhei para ele assustada e tentei desprender o cinto, mas não conseguia.

_Admito, vocês são PÉSSIMAS em disfarce._ Falou brincando com o tabaco entre os dedos.

_Cala a sua boca!_ Procurei meu canivete entre os seios, mas não estava. O moreno levantou uma das mãos e mostrou o canivete. Desgraçado! Foi quando apertou meu peito!_ Me deixa ir! Agora!

_Quem você pensa que é para me dar ordens?_ Tirou o seu próprio cinto e depois o meu, me deixando mais apavorada ainda._ Você sabe se virar lá fora, sei disso, mas não sou que nem os outros. Prefiro uma longa e boa conversa a ameaças. E mesmo que você saia, vou atrás de você até no inferno._ Me olhou com aqueles olhos frios e inexpressivos de novo._ Você que decide.

Abaixei a cabeça com raiva de mim mesma. Os pulsos cerrados e mordia os lábios tão fortemente que jurava que podiam sangrar. Como pude me rebaixar dessa maneira? Principalmente para um homem! Eles eram bons, isso é bem óbvio, mas estamos na mesma altura. Durante anos agimos corretamente, fazendo nossos trabalhos e agora isso acontece. Por quê?!

Desde pequena sou orientada a fazer esses tipos de coisa e sempre me dava bem, tirando o fato de que era cabeça quente e não suportava ser rebaixada por homens. Quem dera ainda mais que duvidasse de mim. Conseguia me virar sozinha, era independente e muitos me temiam. Conseguir respeito assim como as meninas, mas se isso se espalhar nossa reputação vai por água abaixo e tudo que conquistamos.

Olhei para ele na forma mais inexpressiva possível. Brincava com o canivete em uma das mãos e olhava para mim friamente.

_Então, por que apontou para mim aquela arma? No dia do quarto?_ Proferi a primeira resposta que veio na minha mente.

_Era uma máscara. Queria me passar por um advogado louco e solitário que carrega uma arma._ Soprou a fumaça do cigarro, abrindo a janela._ Se você fosse mesmo uma garota comum, sairia correndo, independente de sua família precisar ou não. Porém, você não fez isso, confirmando minhas pesquisas e suspeitas.

_Eu posso ser qualquer uma._  Fiz uma careta de raiva.

_Mas não é. Tenho um acordo. Sei o que quer. _ Olhou para mim de novo e pegou no meu pulso, me direcionando firmeza.Do seu bolso, pegou um pen drive, deixando-me boquiaberta e assustada. Tentei pegar, mas ele levantou a mão ao alto e não consegui alcançar._ Vou dizer só mais uma vez: Tenho um acordo e você vai aceitar, por bem ou por mal. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Favoritem, acompanhem, compartilhem e comentem!
Beijão! Até o próximo!


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