História Distração - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Colegial, Naruto, Nerd, Professor, Romance
Visualizações 378
Palavras 2.151
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Expresso


Fanfic / Fanfiction Distração - Capítulo 6 - Expresso

Pensei que eu fosse vomitar de tão nervosa que fiquei. Eu precisava fazer algo sobre, qualquer coisa! A única ideia que tive foi ligar de imediato para Naruto. Procuro tremulamente pelo contato dele em meu celular. Vou até os fundos do café e ligo.

— Naruto, tudo bem? Tem como você vir ao café Vanilli?

— Aconteceu alguma coisa? — ele questiona. Não queria alarma-lo, nem nada, mas eu não tinha controle sob minha boca grande.

— O sequestrador da Karin, eu acho que ele está aqui... — Sussurro.

— Sequestrador? Estou indo até ai pra entender — Naruto diz e desliga.

Volto até o café e continuo de olho nos dois homens misteriosos. Tenho minhas dúvidas de quem seria o Cappuccino, pois ambos pareciam amedrontadores. Mas, pensei por um momento, por qual homem Karin se interessaria? No meu conceito o homem com uma cicatriz vertical no olho parecia ser o mais bonito e interessante.

Atendo mais um pedido e vejo o percebo o homem de olhos rosa púrpura se aproximar, ele vem até o caixa e realiza o pagamento. Logo após ele sai do café.

— Sinistro — Hinata diz.

— Você também achou? — Questiono.

— Sim, ele tem um jeito amedrontador.

— Eu senti o mesmo Hinata — falo. Embora, não conseguia acreditar que Ino havia se interessado neste homem.

Não demora muito para que Naruto chegue, pego a foto que estava dentro do meu avental e sorrateiramente mostro a ele, Naruto me olha surpreso. 

— Aonde achou isso?

— Estava do outro lado do balcão do café. Eu acho que foi aquele homem que derrubou. O grisalho sentado na mesa no canto esquerdo do Café.

— Espere só um minuto — ele diz e se dirige até o homem grisalho, neste momento percebo que a mulher que o acompanhava já havia ido embora.

Será que Naruto já iria prendê-lo? Mas como? Ou será que ele tentaria algumas perguntas? Apreensiva fico observando a situação de longe. Vejo que Naruto o cumprimenta.

Oh Meu Deus!

Será que eles se conheciam?

Naruto se senta de frente a ele e permanece ali por alguns minutos. E para minha surpresa os dois até mesmo sorriem!

Mas que merda está acontecendo? Naruto não era durão o suficiente, eu sabia! Falei pra ele não ingressar na carreira policial.

Nada mais acontece, sem prisões, sem interrogatórios decentes, Naruto e o homem se levantam e os dois caminham em direção a mim. Tenho vontade de fugir. Mas, permanece ali, com as canelas tremendo de medo.

— Sakura, queria te apresentar o meu amigo, Kakashi — Naruto diz. Mas que porra é essa de amigo?

— Amigo? — Questiono. E ignoro o homem.

— Sim, ele é um investigador que está nos ajudando a encontrar a Karin. — Naruto explica. Suspiro...

— Mocinha, a foto que encontrou fui eu quem deixei cair. — Kakashi diz.

— Exatamente, eu mesmo que dei a foto para ele — Naruto esclarece.

Fico ali, parada, me sentindo uma idiota.

— Eu pensei que, sei lá, você fosse o sequestrador da Karin — digo.

— E porque pensou isso? — Kakashi indaga.

— Eu... — pensei na ameaça que recebi por mensagem... Era melhor não dizer muito— Só supus, por conta da foto.

— Entendo. Deixa a investigação por nossa conta — o investigador fala.

— Isso mesmo Sakura, não se meta em problemas tentando encontrar a Karin. Estamos investigando e vamos trazê-la de volta para casa — Naruto diz e segura minha mão por um momento.  Naquele momento percebo que Hinata nos olha. — Qualquer coisa, não hesite em me ligar. — Por fim, Naruto e Kakashi se dirigem a saída.

— Ele é seu namorado? — Hinata questiona.

— O Naruto? Jamais. Nós somos muito amigos — respondo.

— Entendo... — Hinata diz cabisbaixa.

Penso por uns segundos, estaria ela interessada em Naruto? Eu amava juntar casais. Mas, por um momento eu iria recuar, pois ainda não era muito próxima de Hinata.

Mesmo acreditando que o amor era uma ilusão, eu não deixava de suspirar com pensamentos românticos.

Volto o meu foco para o atendimento e respiro um pouco aliviada por saber que tinha um investigador procurando por Karin. A única suspeita que eu pudesse ter no momento era sobre o homem de olhos púrpura.

|... |

Na quinta-feira depois do trabalho encontro com Ino em sua casa para fazermos o trabalho de literatura juntas. O trabalho consistia em procurar por um texto/conto no Naturalismo ou Realismo e fazer uma dissertação sobre ele.

Fico no computador e Ino se senta ao meu lado.

Escolhemos o conto de Emilia Pardo Bazán, uma escritora galega do século XIX adepta do naturalismo:

“Eva queria se livrar do Amor que a perseguia sem a deixar respirar. Ela viajou para quebrar o feitiço, mas não adiantou. Eva se enclausurou numa torre altíssima, mas, numa noite em que se debruçou na sacada, ele entrou. Eva tentou estabelecer regras, mas elas escorreram pelas rachaduras das paredes. Tentou cobri-las com cal, mas isso também não deu certo. Em cada ponto onde Eva parava, o Amor reaparecia e lhe dizia com um sorriso malandro e confidencial: Não irei me separar de você. Vamos juntos.

 Desesperada e sem hesitar, ela começou a pensar em como se livrar dele, porque entre o Amor e Eva a luta era mortal e não importava como se vencia e, sim, somente a vitória. A mulher preparou suas redes e anzóis e, colocando neles isca de flores e mel dulcíssimo, atraiu o Amor com graciosas piscadas e dirigindo-lhe sorrisos com embriagante ternura entre graves e mimosas palavras, em voz velada pela emoção, e o Amor acudiu voando, alegre, gentil, feliz, confuso e confiante como uma criança, impetuoso e convencido como um adolescente, plácido e sereno como um homem vigoroso. Então Eva o asfixiou com as próprias mãos.

 O Amor não respirava nem se mexia; estava morto. Ao mesmo tempo em que se certificava disso, a criminosa sentiu uma dor terrível, estranha, inexplicável, algo como uma onda de sangue que alcançava o seu cérebro e como um anel de ferro que oprimia gradualmente seu peito, asfixiando-a. Compreendeu o que estava acontecendo… O Amor que acreditava ter em seus braços estava lá dentro, em seu próprio coração, e Eva, ao assassiná-lo, tinha se suicidado.”

— O que acha que podemos dissertar sobre esse texto? — Questiono a Ino.

— Eu acho que o texto não faz sentido algum.

— É claro que tem sentido.

— É tipo o que Karin fez, ela se entregou tanto ao amor que acabou sendo assassinada. — Quando Ino diz essas palavras eu fico chocada.

— Como você pode dizer uma coisa dessas Ino? A Karin não foi assassinada. Que coisa horrível de se dizer! — digo me levantando.

—Ok, ok. Me desculpa. Me expressei mal.

— Se expressou mal? Isso não é coisa que se diga.

— Tudo bem Sakura, foi muito ruim o que eu disse. Podemos esquecer isso e comer algo? — Muda rapidamente de assunto.

— Tudo bem. — Acabo cedendo.

Descemos as escadas e sinto cheiro de bolo. O senhor Yamanaka havia preparado o jantar para nós.  

— Comprei o jantar — ele nos recebe. A mãe de Ino morreu quando ela era muito pequena, e seu pai sempre cuidou muito bem dela.

Sentamo-nos, e em segundos Ino come muito rapidamente o macarrão.

— Está tudo bem na escola meninas? — O pai dela questiona.

— Tudo ótimo mãe — Ino diz de boca cheia.

— Noticias sobre a Karin? — ele continua perguntado.

— Não muito, mas tem um investigador cuidado do caso — respondo.  Ino se levanta da mesa e vai direto para o banheiro. Atitude suspeita.

— A Ino emagreceu muito neste último verão — comento.

— Pois é, estou preocupado com isso. — Inoichi diz. — Você conversou com ela? Às vezes Ino é muito fechada comigo.

— Conversei... — digo. Não consigo dizer mais, pois logo Ino volta. Senta-se e se serve de água.

— O que há com vocês? — Ino percebe que estamos encarando.

— Filha, tem algo que queira me contar?

— Claro que não, eu só fui ao banheiro. — Ino olha para mim, tentando desvendar se eu havia falado demais.

— Você pode dizer tudo pra mim — Inoichi insiste.

— Pai, por favor, não há nada pra dizer — Ino persiste em não dizer nada.

— Ok... Te amo princesa. — Ele diz, Ino revira os olhos.

— Tá bom pai, não seja tão dramático.

Após o café voltamos para o quarto e terminamos o dever. Salvo no computador de Ino e deixo que ela leve impresso para nós. O senhor Yamanaka junto com Ino me levam para casa. Despeço-me deles e entro em minha casa. Minha mãe estava de folga e com isso ficamos juntas a noite assistindo um filme.

Quando deito em minha cama sinto o meu corpo pesado. Estava cansada, trabalhar e estudar não era fácil. Caio no sono muito rápido, até mesmo esqueço-me do banho.

|... |

No sábado à tarde tive que trabalhar, fiquei no café até perto da hora de fechar. Não havia marcado de fazer nada, e por isso só iria direto pra casa dormir, minha mãe teria que trabalhar e com isso eu iria ficar sozinha.

Limpo as mesas do café e logo após tiro meu avental. Pego meu celular e percebo que havia recebido uma mensagem:

 

"Todas as coisas perversas, começam da inocência" Era uma frase de Hemingway. E o pior era uma mensagem anônima.

Meu batimento cardíaco acelera. Como eu poderia interpretar essa mensagem? Pelo amor de Deus!

Minha casa era muito próxima do café, mas só de pensar em sair sozinha, eu tremia.  Despedi-me de todos e fiz uma expressão sorridente, não queria que se preocupassem. Saio do café e sinto um vento gelado.

Ao andar pela calçada tenho a sensação de estar sendo seguida. E então eu começo a correr. Olho para trás e de relance vejo um homem de cabelos acinzentados.

Estou congelando em estado de choque. De repente um carro preto se aproxima de mim.

Meu Deus! Será que vou ser sequestrada?

Ataque de pânico.  

O carro anda devagar e para ao meu lado. Tenho medo de olhar quem estava dirigindo.

— Sakura? — o homem diz. De repente o olho e vejo que era o meu professor. Não sabia se era o vento ou o desespero, mas eu já estava chorando. — Você está bem? Quer uma carona?

Na hora eu decido aceitar. Entro no carro e tenho a audácia de fazer um pedido.

— Me leva pra qualquer lugar, não quero ir pra casa!

Para minha surpresa, Mrs. Uchiha atende ao pedido e passa reto pela minha casa.

— Vai me contar o que está acontecendo?  — ele questiona.

— Eu achei que estivesse sendo seguida...

— Seguida? Por quem?

— Eu não sei, talvez pelo sequestrador da Karin.

— Sequestrador? A policia disse que ela foi sequestrada? — ele interroga.

— Não. Mas, eu acho que ela foi. — digo. Meu coração continuava acelerado.

— Hipoteticamente, se ela foi sequestrada, você acha que esse sequestrador está atrás de você?

— Eu não sei Mrs. Uchiha, eu só estou com muito medo.

— Sasuke, você pode me chamar de Sasuke quando estivermos fora da sala de aula. — ele pede.

— Tudo bem, Sasuke — digo. Mesmo parecendo estranho trata-lo tão informalmente.

De repente Sasuke entra em um condomínio. E estaciona.

— Onde estamos? — Questiono.

— No condomínio onde fica meu apartamento — ele diz.

Estou em choque!

— Seu apartamento? — balbucio.

— Sim... Achei que quisesse ficar tranquila.

Meus pensamentos estão à milhão. Congelo no banco do carro.

— Sakura? Vamos tomar um café, você me conta tudo sobre esse tal sequestrador e depois te levo pra casa, tudo bem? — ele questiona perante minha hesitação.

— Ok — aceito. Saio do carro e sou guiada por Sasuke até o prédio. Entramos no elevador e paramos no quarto andar. Eu estremecia tanto, era um misto de medo da situação passada e de apreensão por estar ao lado do meu professor.

Saímos do elevador e Sasuke abre a porta do seu apartamento. Em receio acabo entrando.  Era um apartamento pequeno. As cores predominantes da sala eram azul e branco. Tudo estava perfeitamente organizado, havia um livro em cima da mesinha de canto.

Tudo no devido lugar. E eu lá, parada em pé ao lado dele, sem saber o que fazer.

— Vamos até a cozinha, vou preparar um expresso pra nós. — Sasuke diz. O sigo. Fico desajeitada encostada na pia da cozinha enquanto Sasuke prepara o café. Digo tudo que eu sabia sobre o Cappuccino e ele acaba rindo perante o apelido.

— Você quer creme no seu café? — ele questiona.

— Sim, por favor — peço.

Quando o café fica pronto, Sasuke e eu nos sentamos no sofá da sala. Tenho uma sensação terrível no estomago. Eu realmente estava sozinha com ele! Parecia que eu ia enfartar a qualquer momento.

— Está melhor? — Sasuke questiona.

— Estou... Eu sou medrosa demais...

— Entendo sua situação, sei por que tem medo.

Tomo um gole do meu café. Sasuke se aproxima de mim, sua face está bem próxima a minha.

— Tem creme na sua boca — ele diz a passa o indicador em meu lábio superior. De repente eu surto. Faça algo realmente fora do meu normal, insana. Em um impulso minha boca estava sobre a dele. Meus lábios foram desajeitados. Ele fica sem reação. Está assustado demais para fazer algo a respeito, como me impedir ou mesmo corresponder.

Puta merda! Eu beijei meu professor!

 

 


Notas Finais


Hey pessoal, mais um capitulo!
O que está achando da história? Espero que estejam gostando.
Um beijo e até o próximo.


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