História Distraction - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Styles, One Direction
Personagens Harry Styles
Tags América, Amizade, Harry, Romance, Sexo
Visualizações 210
Palavras 7.354
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá minhas leitoras maravilhosas! Aqui vai os recadinhos do cap:
* Desculpa a demora da att. Meu irmão ficou em casa essa semana e não deu pra eu escrever direito por ter que dividir o pc, então passei o dia hoje terminando ele.
* Hoje teremos o cap narrado pela America, ele está gigante, vocês entenderão porque ela não quer dar uma chance ao Harry e o que ela irá fazer a respeito disso.
* Temos a presença de um personagem que todos estão muito curiosos para conhecer, então né, aqui está ele.
* Boa leitura!

Capítulo 3 - The Little Surprise


Fanfic / Fanfiction Distraction - Capítulo 3 - The Little Surprise

 

P.O.V. America

" Parei em frente ao Harry e inesperadamente ele me agarrou pela cintura, colando nossos corpos e nossos lábios ao mesmo tempo. Me segurava com força como se não quisesse que eu fugisse, mas isso não era uma opção, já que o beijo era de puro desejo dele por mim, e eu sentia o mesmo por ele naquele momento. Estes lábios tão doces me embriagavam. Porém logo ele interrompeu quando já conseguia sentir nossos corpos pegando fogo. Grudou nossas testas e seus olhos estavam fechados, aproveitei para admirar seu rosto.

- Olá. - Disse Harry com sua costumeira voz rouca.

- Olá cacheado. - Disse e por pura espontaneidade dei um selinho nele.

- Quando disse que era para vir gostosa, não imaginei que viria querendo que meu pau te fodesse a noite toda.

Apesar das palavras chulas, sorri sabendo que aquilo era um elogio por eu estar completamente produzida para ele. Adorava a boca suja de Harry, era excitante e só me deixava mais quente.

Antes de eu terminar meus pensamentos sujos sobre Harry, ele afrouxou o aperto entre nossos corpos e segurou minhas duas mãos, as deixando na altura de sua boca e beijando meus dedos. Estranhei o ato mas não disse nada. Atos românticos vindos de Harry eram estranhos, mas senti um frio gostoso na barriga."

" Garfei mais uma das vieiras em meu prato e a pus em minha boca. Fechei os olhos degustando o sabor daquele fruto do mar tão delicado. Ouvi uma risada de fundo e abri os olhos. Harry olhava pra mim segurando a risada. Corei fortemente ao perceber que ele achava graça em mim.

- Desculpe... - Me desculpei com um sorriso amarelo. Harry não se controlou e soltou sua gargalhada que eu adorava ouvir.

- Não tem problema Meri, só achei engraçado porque nunca vi alguém com tanta cara de tesão por uma vieira antes. - Fez piada. Fingi estar ofendida.

- Eu não estou com tesão na comida Harry Styles. É apenas meu prato favorito, ok? - Ele abriu um sorriso safado.

- Eu sei, linda. Tesão você só tem em mim mesmo. - Não nos seguramos ao nos olhar e caímos na gargalhada juntos."

" - Mais rápido Haz... Eu to quase lá. - Gemi para Harry, porém ele parou de mover seu dedo em meu clitóris. Resmunguei frustrada por ter o orgasmo interrompido.

- Agora não bebê. Quero que você goze com eu dentro de você. - Disse Harry voltando a me beijar."

PRIIIIIM!!!

Acordei assustada de meu sonho com o som do despertador. Me estiquei para desligá-lo e me joguei de volta na cama nervosa por mais uma vez ter sonhado com a última vez em que eu vi o Harry.

Fazia uma semana desde aquele encontro maravilhoso com o final desastroso ter acontecido. Não havia visto o Harry desde aquele dia, decidida a dar um tempo para ele tirar aquela ideia maluca de estar apaixonado por mim. E as consequências disso eram que eu estava a semana toda sonhando com aquele dia, me lembrando dos melhores momentos. Teve até o dia em que eu acordei extremamente excitada lembrando da nossa transa. Queria chamar o Harry para me aliviar, mas vi que não era uma boa ideia, então tive que tomar uma ducha fria e aceitar o fato.

A verdade era que eu estava arrependida de como havia saído do hotel naquela noite. Não, eu não estava apaixonada pelo Harry, mas eu o tratei muito mal, reagi de uma forma que eu sei que o deve ter magoado.

Ele fez aquela noite linda pra mim (que é simplesmente a melhor da minha vida) e eu saí de lá correndo, nem deixei ele falar direito. Me recordando dele cabisbaixo quando eu sai me dói muito, porque apesar de não retribuir seus sentimentos, eu gosto muito dele. Ele se tornou mais que um parceiro sexual pra mim, ele é um amigo.

Eu estava enlouquecendo a cerca dessa semana. Não sabia se eu o chamava e pedia desculpas, ou simplesmente o deixava quieto no canto dele para ele esquecer aquilo tudo. Não sabia se o chamava para termos mais uma de nossas distrações que me fazem tão bem ou se esquecia esse acordo para não fazê-lo sofrer. Mas eu já sabia com quem conversar sobre isso.

(...)

- E agora eu não sei mais o que eu faço Cindy. Eu quero muito continuar a ver o Harry, mas eu não quero magoá-lo. - Terminei de explicar.

Cindy me olhava com seu cotovelo apoiado em sua perna cruzada e seu queixo apoiado em sua mão. Estávamos no sofá de sua casa e eu me confessava pra ela em busca de uma resposta, já que ela era neutra no assunto por ser minha amiga e a de Harry. Ela soltou um suspiro.

- Você tem certeza que você não está apaixonada por ele, America? - Perguntou Cindy pela terceira vez. Impaciente, revirei meus olhos.

- Não estou Cintya! Você sabe que eu estou fugindo de paixonites. Não quero me envolver com ninguém nesse sentido por um longo tempo.

- Você acha que o Harry te trataria que nem o Peter? - Questionou Cindy. Conseguia ver que ela tentava não aparentar, mas estava ofendida por achar que eu pensava isso. Me mostro indignada.

- Claro que não! Você tá doida? - Exclamei. - Harry é um amor comigo e apesar de eu não retribuir o que ele sente, eu admiro o que ele fez por mim. Aquele encontro definitivamente foi o melhor que eu já tive. Eu só não quero magoá-lo, pois não quero me envolver com ninguém, simples!

Havia falado tudo rapidamente, indignada com o que Cindy achava que eu pensava. Ela suspirou aliviada e colocou mais um pouco de chá na sua xícara. Voltou a sua pose e olhou em meus olhos.

- O Harry não disse que queria continuar te vendo? - Perguntou ela.

- Sim.

- Então qual o problema que eu ainda não achei, America? Ele até me falou essa semana quando veio fazer umas perguntas estranhas sobre seu namoro e o do Peter. - Disse ela confusa. Revirei os olhos ao ter que explicar de novo.

Ia começar a questionar sobre o Harry ter vindo aqui quando um barulho de porta se fez presente na sala. Virei meu corpo por estar de costas para a entrada e vi Louis entrar no apartamento com várias sacolas que pareciam ter enfeites de festa dentro. Louis ainda não havia olhado para nós, mas se pronunciou enquanto fechava a porta.

- Amor, comprei tudo pra festa do... - Quando Louis me viu, fechou seu sorriso e me olhou com cara emburrada. - Olá quebradora de corações.

- LOUIS! - Gritou Cindy irritada. Neguei com a cabeça.

- Não tem problema Cindy. Harry é o melhor amigo do Louis, ele ta no direito dele de não estar feliz em me ver. - Falei com os ombros caídos.

- Isso não é motivo. - Disse Cindy, porém ela pareceu se distrair ao olhar as sacolas. Ela se levantou empolgada e começou a remexe-las. - Amor cadê as balinhas de ursinhos?

Balancei a cabeça ao ver Cindy falar tão infantilmente das balas e esquecer completamente que estava brigando com Louis a dois segundos atrás. Ele pareceu ficar triste também e foi arrastando as sacolas até o corredor dos quartos, não antes de dar um selinho em Cindy.

- Eu não achei nessa loja amor. Prometo comprar até o dia da festa. - Disse Louis. Me enchi de curiosidade.

- É aniversário de alguém semana que vem? - Perguntei. Cindy fechou os olhos como se eu houvesse feito uma pergunta errada e Louis pareceu lembrar que eu estava ali e me olhou com a cara emburrada de novo.

- Nem pra saber isso ela sabe. Aposto como ele sabe o dela. - Resmungou Louis entrando corredor a dentro. Cindy voltou ao meu lado do sofá revirando os olhos pro marido.

- Sexta que vêm é aniversário de 25 anos do Harry, amiga. A gente vai fazer uma festinha surpresa pra ele esse ano. E nós temos a tradição de comer balinhas de urso embebedadas em vodka. É uma delícia. - Disse ela empolgada. Me surpreendi ao saber da comemoração. Mais uma vez deixei meus ombros caídos e fiquei triste.

- Ele não quer que vocês me convidem? - Perguntei por causa da falta de convite. Cindy arregalou os olhos assustada e Louis voltou para a sala se sentando atrás da esposa.

- Infelizmente não. Sabemos que ele ficaria triste se você não viesse America. Só não convidamos as pessoas ainda. Pode ficar tranquila, está mais que bem-vinda. - Respondeu.

Não demonstrei, mas fiquei aliviada por dentro. Apesar de achar que está um clima entre mim e Harry (sem nem mesmo estarmos nos vendo), ainda o considerava meu amigo e totalmente necessário na minha vida. Se ele não me quisesse em seu próprio aniversário, eu ficaria muito triste e entenderia como se ele não me quisesse mais em sua vida.

- Mas voltando ao assunto inicial. America, se você quer o vê-lo e ele quer te ver, porque você não vai lá pra transarem loucamente? - Perguntou Cindy sem o filtro que ela nunca teve.

- Amiga, você não está entendendo que eu quero sim continuar meus encontros com o Harry? Ele pode até falar que ainda quer me ver, mas toda pessoa apaixonada sofre de ficar com quem ama e não ser retribuído. Eu não quero causar isso nele, Cindy. - Esclareci. Louis fez uma falsa cara de impressionado.

- Olha, não é que ela tem um coração. - Zombou Louis. Cindy virou e bateu em seu peito, mas simplesmente ignorei. Ela se voltou pra mim e suspirou cansada.

- America, o Harry vive intensamente os sentimentos dele. Ele pode até sofrer por ter que te ver, mas pelo o que eu conheço, ele sofreria bem mais sem poder te ver. - Cindy falava com compaixão. - Ele não é bom em reprimir os sentimentos dele. Não estou dizendo que ele vai ficar mostrando que é apaixonado por você toda hora, mas se você acha que, só porque você não retribui ele vai desistir de te mostrar que gosta de você, você está muito enganada. Então decida-se, se você acha que consegue aguentar a pressão de saber que tem um cara apaixonado por você que vai correr atrás de você. Se não, desista dele, pelo bem dos dois amiga.

Quando Cindy terminou, olhei para Louis e ele assentia a cabeça distraído, como se pensasse sobre isso e confirmava a teoria da esposa. Fiquei primeiramente assustada com a condição que ela tinha me imposto. Será que eu aguentaria Harry tentando ganhar meu coração por apenas algumas distrações dele? Ou será que a falta da nossa química seria mais alto, caso eu escolhesse ficar longe dele para não correr o risco de me apaixonar?

- Tenho muito o que pensar agora amiga, mas obrigada pelos conselhos. - Digo me levantando e abraçando Cindy com força. Me viro para Louis. - Desculpa por qualquer coisa Louis, juro que se pudesse seria diferente.

Ele bufou e se levantou. Seus olhos bateram nos meus e ele abriu um sorriso de lado rendido. Abri um largo sorriso ao perceber que ele não estava bravo comigo de verdade, era apenas seu lado protetor em relação ao Harry falando alto. Abracei Louis e logo me despedi deles.

Decidi que pensaria sobre isso o mais rápido possível, já que queria por um ponto final nessa história. A saudade do Harry era grande, apesar de só fazer sete dias em que não nos vemos. Eu acho que já sabia a resposta no momento em que pisei fora do apartamento do casal, porém minha cabeça era dura e queria pensar e botar mais problemas nela. Assim escolhi ir até um café perto do meu alojamento para refletir um pouco.

Já lá dentro, me dirigia até a fila do caixa para fazer meu pedido enquanto olhava algo em meu celular. Sem olhar para frente, me trombo com um corpo alto e forte, quase me derrubando até o chão. O cara se virou para ver o que estava acontecendo e quando nossos rostos se encontraram, meu peito arfou em surpresa.

Peter estava na minha frente, me encarando com a mesma cara de assustado que eu devia estar. Havia quase 4 meses em que não nos víamos e ele parecia outra pessoa. Seu porte atlético e malhado não estava mais tão acentuado quanto antes, porém ele parecia menos falso.

Se fosse antes, ele daria um sorriso e daria em cima de mim, mesmo que eu fosse sua ex-namorada, porém ele estava sem reação e quando eu reparei que ele segurava uma bolsa feminina, uma moça de beleza incomum, corpo magro e um sorriso radiante parou ao nosso lado. Senti Peter respirar mais forte, como se estivesse nervoso. A menina beijou seu rosto, mas percebeu que havia algo estranho e finalmente me enxergou. Ela abriu um sorriso completamente simpático e simplesmente me abraçou em cumprimento.

- Olá, me chamo Iris, sou a namorada do Peter. E você é? - Se apresentou enlaçando seu braço no de Peter.

Compreendi o nervoso de Peter, ele não queria que a namorada descobrisse que eu sou sua ex. Mas a questão que me intrigou foi, na minha época, ele apresentaria a ex com o maior prazer e a bajularia na maior cara de pau, porque agora ele está nervoso?

- Oi. Sou America. - Respondi simples. Ela ainda me olhava com um sorriso aberto lindo.

- Amor, a America é uma antiga conhecida minha. - Disse Peter coçando a nuca e me olhando implorando que eu não falasse nada. Amor??

- Ah sim. Muito prazer America! - Disse Iris. Ela deitou sua cabeça no ombro de Peter. Eu só estava indignada e confusa, tentando absorver o que estava acontecendo. Decidi jogar verde.

- Muito prazer. Então, estão juntos a quanto tempo? - Perguntei. Peter arregalou seus olhos e Iris pareceu animada em o namoro deles ser o tópico da conversa.

- Hoje fazemos cinco meses juntos. Vamos comemorar num restaurante lindo que os pais do Peter fizeram questão de fechar só pra nós essa noite. - Cinco meses?? Os pais dele?? Sentia eu começar a ofegar, oh deus, estou tendo uma crise. Vou ficar sem controle.

- Cinco meses de namoro? Parabéns. - Respondi por pura educação, eu precisava sair dali.

- America... - Disse Peter me olhando com uma cara de culpa, como se ele se arrependesse. Mas o que me machucou não foi que ele se arrependia de ter me traído, mas sim de ter estado comigo e traído ela. Ele estava apaixonado por ela!

- Desculpa, e-eu tenho que... ir a... algum lugar. - Disse quase sem conseguir soltar a voz.

Me retirei do estabelecimento antes que eu não conseguisse ter mais noção do que estava acontecendo. Quando a crise atacava, eu precisava de algo que me tirasse daquele plano, algo que fizesse minha mente parar de pensar. Eu precisava de uma distração. Harry! Fui até meus contatos e cliquei no que estava em favoritos, apertando a discagem rápida. Enquanto punha o celular no ouvido, caminhava sem rumo, nervosa pela rua, pisando forte e quase correndo.

- America? - Ouvi a voz calma e rouca de Harry.

- Preciso de uma distração. Por favor. - Disse tentando controlar minha voz, mas ele percebeu claramente que eu estava quase chorando.

- America, o que ta acontecendo? Você tá bem? - Perguntou com clara preocupação.

- Rápido Harry. Por favor. - Implorei.

- Ok ok. Vou ir te buscar, onde você tá? - Perguntou ele. Ouvia os sons que eu sabia serem a chave do carro dele e seus passos apressados para me encontrar.

- Não, me encontra no Lanesborough agora, mesmo quarto. - Encerrei a ligação.

Ele a chamou de amor. Eles estavam juntos a 5 meses. Ela conhecia os pais dele. Era muita informação para ser processada. Ele estava claramente apaixonado, não queria que ela soubesse que eramos ex-namorados, tinha medo de que brigassem ou de que ela terminaria com ele. Eles já começaram a namorar um mês antes dele terminar comigo, naquela última transa, ele traiu ela comigo. E ele estava arrependido, arrependido de ter traído ela e não a mim, arrependido de ter me namorado, não namorado ela. Ele começou a namorá-la para transar com ela, que nem comigo. Mas a diferença é que ele se apaixonou e terminou comigo para ficar com ela. Em um mês. Em dois anos comigo ele não se apaixonou, nós sequer saímos juntos. Mas ela não, ela terá um encontro lindo de 5 meses de namoro, num restaurante lindo e fechado só para eles. PELOS PAIS DELE! Ela os conhecia, eles estavam muito sério juntos. Eu nem sei o nome dos pais dele.

Meu peito arfava com as descobertas. As engrenagens giravam no meu cérebro, mas a falta de ar nos pulmões ficava mais forte a cada minuto. Eu praticamente corria, estava ligada no automático indo em direção ao hotel que eu havia ido na última vez com o Harry. Eu tenho que chegar logo lá, preciso do Harry, preciso que ele me tire dessa órbita, mais forte do que jamais fez.

Quando consegui sentir um pouco de ar no meu corpo, percebi que estava parada no saguão do hotel. Eu até iria na recepção pegar nossas chaves, mas não conseguia fazer a voz sair. Não conseguiria dialogar. Mas vejo que não será necessário quando o Harry aparece na minha frente com os cartões de entrada na mão. Quando me percebe, corre até mim, provavelmente percebendo meu estado alterado. Quando chega, me agarra e me abraça forte, pressentindo que eu precisava de um abraço, e ele havia razão, eu realmente precisava.

- America do céu, o que está acontecendo linda?- Perguntou ele fazendo um carinho em meu cabelo. Ofeguei em seu peito.

- Harry me fode. - Disse simploriamente. Ele me largou e me olhou assustado com a precisão das minhas palavras.

- Que? America por que você ta chorando? - Perguntou ao limpar uma lágrima que caia em meu rosto.

- Harry... - Não estava conseguindo falar.

- Ok calma, vamos subir. - Disse me abraçando pelos ombros e nos direcionando para o elevador.

Eu estava segura, então só me deixei ser levada pelo menino cacheado. Entramos no elevador e enquanto ele subia, Harry me mantinha presa em seu peito e eu aceitava mais do que bem, deixando minhas mãos encostadas em seu tórax. Quando a porta se abriu até nosso andar, saímos e ele apenas me largou, segurando uma de minhas mãos e usando a outra para abrir a porta do quarto. Já dentro dele, ele me leva até a poltrona que tem no quarto. Se senta primeiro e me poe em seu colo, me fazendo colocar os pés em sua coxa e deitar minha cabeça em seu peito.

- O que foi America? Você ta me assustando. - Disse Harry preocupado. Percebi que se eu continuasse demonstrando o quão desesperada eu tava, ele não me distrairia, iria insistir pra saber o que estava acontecendo. Então mudei de tática. Me virei pra ele de frente, deixando cada perna ao lado da sua, ainda em seu colo. Tirei o moletom que fazia função de vestido em meu corpo, ficando apenas com o sutiã rendado e o mini shorts que havia por baixo da blusa. Eu usava meias 5/8 e uma bota. Mordi o lábio, pus a mão em sua nuca e fingi analisar seu corpo enquanto rebolei uma vez em seu colo. Vi pelo braço do Harry ele se arrepiar.

- Me bateu uma saudade de ser fodida por você cacheado. - Disse com a voz baixa. Harry me olhava sem feição, porém seu lábio estava entreaberto e ele olhava para meu corpo de forma indiscreta, já sabia que eu tinha ganhado.

- É... Era só isso mesmo? - Perguntou ainda tentando ficar preocupado, mas já estava tomado de desejo. Rebolei em seu colo mais algumas vezes.

- Uhum. Saudade de você me dar alguns orgasmos. - Voltou seu rosto para o meu, me olhando seriamente.

- Então vamos matar essa saudade morena. Três vezes.

Colou nossos lábios em um beijo desesperado. Apertei mais forte minhas mãos em sua nuca, já me sentindo mais calma e preparada para ser levada a outra órbita, aquela na qual eu só consigo pensar em Harry e no prazer em que ele me dá. E pelo o que eu tinha entendido, ele me daria três orgasmos. Meu Deus, será que eu aguentaria?

Ele me abraçou com um dos braços pela cintura, colando nossos peitos e a outra mão colou em minha coxa, a apertando fortemente. Nossas línguas duelavam em um beijo molhado. Usei minha mão para tirar o casaco que Styles usava e o joguei no chão. Voltei minha mão para seus cabelos os bagunçando em um carinho, sendo retribuída por um gemido dele quando passei minha unhas pelo seu couro cabeludo.

- Hoje vou te fazer gozar três vezes linda. Até você não aguentar mais. - Disse Harry enquanto lambia e chupava meu pescoço. Minha cabeça estava tombada em seu ombro, dando mais acesso a ele. - E a primeira vez vai ser aqui nessa poltrona.

Em um movimento rápido Harry nos levantou do acento da poltrona, fiquei confusa. Ele desgrudou nossos corpos e me pôs em pé no chão. Olhei para seu rosto em busca de respostas, porém tudo que tive foi ele despindo nossos corpos, tirando todas as peças de roupas que nos impediam de tocar nossas peles. Comecei a ajudá-lo e quando terminamos ele me olhou com um sorriso de canto extremamente malicioso.

- Fica ajoelhada em cima da poltrona, de frente pro encosto. - Disse sério. Um arrepio passou pelo meu corpo mas fiz exatamente o que ele disse, apoiando minhas mãos na parte de cima do encosto. Logo sinto ele subindo no estofado também, já entendendo o que ele queria. Ele estava de frente para minhas costas, tendo acesso à minha bunda. Seria fodida por trás hoje. - Hoje essa bunda gostosa vai receber a devida atenção.

Ele passava a mão pela minha nádega direita, as vezes apertando levemente. Ele mal havia feito nada, mas eu já me sentia molhada. Qualquer movimento do Harry me excitava, ainda mais quando ele falava essas coisas sujas para mim. Eu havia conhecido o Harry romântico semana passada, e ele era maravilhoso, me fazia sentir bem com meu corpo, me sentia amada e desejada, mas eu amava esse Harry sujo e safado, que me dava orgasmos fortes e intensos.

Deixando minha bunda de lado, Harry levou suas mãos para a parte da frente do meu corpo, uma para meus seios, os apertando, e a outra para minha intimidade, já acariciando meu clitóris em movimentos circulatórios. Para ter um apoio enquanto eu rebolava meu quadril em seus dedos, me apoiei em seu corpo e ele usou isso a seu favor, esfregando seu membro no vão na minha bunda. Soltei um gemido.

- O primeiro orgasmo vai ser só assim, com eu te dedando Meri. - A mão que estava em meu seio saí de lá e vai até minhas costas, pressionando para que eu encoste minha cabeça no encosto da poltrona, me fazendo ficar com a bunda empinada para ele. Sua mão escorrega e dois de seus dedos entram na minha entrada já molhada de pré-gozo. Ao ficarem melecados, eles saem e vão até a divisória de minha bunda. - Vou te preparar pra mim aqui atrás, porque o próximo orgasmo vai ser eu metendo nessa bunda gostosa.

A mão que rodeava meu clitóris sai de lá para abrir minhas nádegas e dar espaço para os dedos de Harry entrarem. Fazia tempo que eu não transava por trás, então senti uma leve ardência quando seus dedos se acomodaram por lá. Já penetrada por trás, a mão de Harry voltou para minha frente e voltando com os movimentos em meu clitóris para aliviar a pressão por trás. Gemi, confusa com o misto de sensações que eu sentia. 

- Calma Meri, daqui a pouco fica gostoso, eu prometo. - Diz Harry enquanto entra e sai com seus dedos atrás de mim, abrindo caminho para futuramente seu pênis. Quando ele começa a me tesourar, um de seus dedos da outra mão entra na minha entrada e o polegar continua a pressionar meu clitóris. Estava sendo duplamente penetrada e já não sentia mais a ardência, começava aquela velha sensação de prazer que só Harry sabia como me dar. - Acho que você mentiu para mim quando disse que já tinha sido fodida aqui por trás, America. Você é tão apertadinha olha. - Espaçou seus dedos.

- Ai Harry... - Gemi. Sinto outro dedo entrando na parte da frente e me tesourando que nem fazia por trás.

- Está doendo Meri? - Perguntou Harry pressionando meu clitóris.

- Ohh... Harry. - Sentia o orgasmo se formar em minha virilha, já não estava mais raciocinando direito. Nas duas entradas, começaram movimentos rápidos de vai e vem.

- Me diz o que está sentindo... Ta gostoso ser fodida duplamente amor? Ou quer que eu pare? - Perguntou Harry retirando os dedos que estavam na frente. Gemi frustrada por meu corpo relaxar do clímax que se formava.

- Tava muito bom Haz... Continua. - Soltei as palavras quase em gemidos, duvidando de que Harry havia ouvido, mas quando sua mão voltou para minha vagina e rodando seus dedos na minha entrada enquanto entrava e saia rapidamente por trás, a tremedeira voltou. Mas foi quando Harry tirou seus dedos de mim e beliscou meu clítoris já sensível que eu atingi o ponto máximo e gozei fortemente. Meu corpo convulsionava levemente e eu me joguei no estofado da poltrona por não sentir que era capaz de me equilibrar. Os dedos que estavam em minha bunda saem e vão para minha entrada, afundando e se melando com meu recente gozo. - Harry... - Gemi por estar sensível.

- Shiiu. Deixa eu te lubrificar aqui atrás amor. Dai quando meu pau entrar, vai ficar mais gostoso. - Diz voltando seus dedos para minha entrada de trás e espalhando meu gozo por ali.

Quando minha respiração já estava mais calma, Harry abraçou meu corpo e começou a dar beijos pelo meu pescoço e deixando uma leve mordida em minha nuca. Passou os braços pelas minhas costas e pelas minhas pernas me carregando. Olhei para onde ele nos levava e vi na minha frente a bancada do bar. Meu cacheado estava muito misterioso, mas tudo que ele quisesse fazer comigo hoje eu aceitaria, pois ele sempre sabia tirar proveito do meu corpo e deixar tudo muito prazeroso. Ele me pôs no chão e beijou meus lábios, me prensando contra a bancada alta do bar. Mordeu meu lábio inferior e me olhou nos olhos, segurando meu rosto com suas duas mãos.

- Você está bem? - Perguntou gentil. Assenti com a cabeça, ainda hipnotizada com seu olhar tão doce, mas logo seus olhos escureceram naquele tom escuro de verde que sempre estava lá quando fazíamos sexo. - Então agora vira pra bancada e deita seu tronco no bar, que eu vou foder a sua bunda.

Me arrepiei por inteira e beijei seus lábios desesperadamente por puro instinto. Ele segurou minha cintura e nos separou, mas antes de me virar de frente para o bar, me deu um selinho. Já com a parte superior do meu corpo deitada no bar, não sentia o Harry atrás de mim, mas sabia que ele estava um pouco atrás, admirando minha posição. Quis provocá-lo um pouco, então empinei minha bunda e rebolei um pouco pela bancada. Ouvi seus passos e minha nádega começa a arder, em reação ao tapa que ele desferiu nela. Meu corpo foi impulsionado para frente e gemi pelo susto. Harry deitou seu tronco por cima do meu, prensando-me na bancada e mordendo minha orelha enquanto esfregava nossos quadris um no outro.

- Está querendo me provocar, é America? Sei provocar você também. - Gemi em retribuição quando sua mão começou a massagear meu clitóris. - Isso, geme pra mim, mostra que gosta quando sente meu pau em você, geme. - Seu pênis se direcionou para a entrada de minha bunda. Ele usou a mão que não estava na minha intimidade para abrir minhas nádegas e a cabeça de seu pau entrou dentro de mim. - Eu sei que você gosta quando ele ta dentro de você, então mostra pra ele como você gosta que ele te foda.

Por mais que as palavras de Harry me demonstrassem que ele queria entrar em mim com força, ele não o fez. Foi se enfiando em mim lentamente, ele já sabia que eu estava sentindo um pouco de dor por não fazer aquilo a um tempo. Queria deixar claro o que estava sentindo então agarrei uma de suas mãos e a apertei com força. Senti seu quadril bater em minha bunda, mostrando que ele já estava inteiro dentro de mim e permanecia ali parado. Sua outra mão ainda acariciava meu clitóris levemente, me dando prazer e tirando um pouco da ardência que eu sentia.

Ele começou a espalhar beijos pela altura que alcançava das minhas costas e pelo meu pescoço, misturado com a caricia que ele me fazia lá embaixo, já me sentia mais confortável. Rebolei minha bunda em seu pau e ele gemeu, gostando do movimento e entendendo o recado de que já poderia se mexer.

Harry saiu lentamente de mim e entrou na mesma forma, repetindo o movimento mais algumas vezes. Eu sabia que ele estava indo com calma para eu me sentir bem, mas graças a seu dedo movendo meu ponto sensível, eu precisava de algo mais bruto para alcançar meu clímax. Passei a rebolar mais para ver se conseguia alcançar algum ponto. Ele gemeu alto, pois ele estava controlando para não se enterrar em mim, mas era exatamente isso que eu queria.

- Meri para. Eu to... Ah, tentando ir devagar. - Disse Harry com voz sofrida.

- Eu não quero calma Haz. Quero que você meta em mim. - Disse ainda rebolando em seu pênis. Ele gemeu.

- Não está doendo? - Perguntou.

- Não.

- Ok.

E a mudança foi enlouquecedora. Ele saiu de mim e entrou de uma vez só, rápido e fundo. Soltei um grito exasperado pela supresa do movimento. Harry usou suas duas mãos para se apoiar na minha cintura e levantou seu tronco do meu, ficando em pé e conseguindo meter em mim ainda mais fundo.

Gemíamos sem controle e nossos corpos acompanhavam os movimentos, indo para frente e para trás. Me segurei na borda da bancada para conseguir manter meu corpo firme e sentir melhor as investidas que eram mandadas contra mim. Harry desferiu um tapa em minha bunda depois de algum tempo em que havíamos criado um ritmo para as estocadas e voltou a me acariciar na parte da frente.

Eu sentia o tremor novamente e o nó se formar no ventre. Estava arrepiada e os movimentos de Harry não cessavam. Sabia que ele estava prestes a gozar também, mas estava se segurando para que eu viesse primeiro.

- Vem pra mim America.  - Disse Harry acertando mais um tapa em minha bunda. Quando senti que havia esvaziado, gritei o nome de Harry alto e me deitei na bancada, cansada pelos dois orgasmos que tive na noite. Harry ainda entrava e saia de mim, parecendo querer prolongar ao máximo o que estava acontecendo. - Muito linda... meu nome... - Depois de soltar palavras inconscientes, senti uma sequências de jatos quentes saírem dele.

Harry apoiou seu corpo em cima do meu e nós ficamos lá respirando fortemente e com nossos corpos suados após mais uma rodada de sexo. Eu sabia que ainda viria mais uma, mas não me achava capaz de conseguir gozar mais uma vez. Nunca tinha chegado ao ápice mais de duas vezes seguidas, mas se ele estivesse disposto a isso, meu corpo era todo dele.

Sinto seu peito desgrudando de minhas costas e ele ainda segurar minha cintura quando trouxe meu tronco de volta ao dele, agora com nós dois em pé.

- Vou cumprir minha promessa, Meri. Vou te fazer gozar mais uma vez. - Disse Harry me virando de frente para ele, me pegando pelas pernas e as fazendo cruzar em seu quadril, me carregando até algum lugar em que eu não conseguia ver. - Agora em cima da mesa.

- Cacheado, eu não sei se consigo. - Disse com a cabeça deitada em seu peito e sentindo a madeira em baixo de mim. Gemi de dor quando minha bunda se encostou na mesa.

- Você está bem? Quer parar? - Perguntou ele preocupado, espalhando beijos pela superfície do meu rosto.

- Quero continuar, mas não sei se consigo gozar mais uma vez Haz. - Esclareci. Mas queria agradar ele, então levei minha mão até seu pênis, fazendo movimentos de cima para baixo. Ele ficou arrepiado.

- Eu faço você gozar linda. Você vai ver. - Disse apertando minha cintura e colando nossos lábios.

Nossas bocas se exploravam em um beijo gostoso, não desesperado, nem calmo. Simples, mas capaz de nos fazer se empolgar de novo. Eu ainda brincava com o pênis dele e já o sentia ficar duro em minha mão. Ia descer da mesa para o fazer um boquete, mas ele me impediu.

- Quero você ainda sensível, assim você vai vir pra mim mais fácil. - Disse ele e voltou a colar nossas bocas. Ele levou uma das mãos para meus seios. Eu sentia meu mamilo dolorido, mas quando ele o apertou, me veio uma dor prazerosa e eu gemi contra sua boca. Nos excitávamos enquanto nossas línguas se encontravam sem parar. A mão de Harry desceu e ele enfiou um dedo dentro de mim. Gemi novamente, pois ainda estava sensível dos orgasmos recentes. Ele descolou nossas bocas. - Vou entrar em você assim Meri. Você vai ver o quão gostoso é ser fodida enquanto está sensível.

Ele retirou suas mãos de mim e a minha de seu membro. Colocou cada mão em uma coxa e me trouxe para a borda da mesa, logo separando minhas pernas e me deixando extremamente aberta. Eu estava surpresa por me sentir soltar mais lubrificação e ver o quão fácil é depois de se ter um orgasmo. Ele se voltou para minha frente e se encaixou na minha entrada, circulando a sua cabeça por ela.

- Ainda acha que não vai conseguir? Porque eu posso parar. - Disse Harry me olhando com um sorriso safado. Gemi ao sentir ele entrar mais um pouco dentro de mim e agarrei suas costas com uma mão e a outra levei até sua bunda, a trazendo direto pra mim e fazendo Harry escorregar seu membro com facilidade pela minha intimidade por causa do quão molhada eu estava. Os dois gemeram quando os quadris se colidiram e sem controle algum os movimentos de vai e vem começaram. - Puta que pariu America. Você ta muito molhada, muito quente. Isso ta delicioso Meri.

Parecia diferente de todas as outras vezes. Estava muito intenso, ele escorregava com muita facilidade dentro de mim e atingia o ponto dentro de mim que me fazia gemer enlouquecidamente. Percebi que estava sentindo a pele do pênis de Harry dentro de mim e compreendendo o porque de estarmos quase chegando ao orgasmo tão rápido.

- Merda, estou sem camisinha. - Disse Harry sofregamente, mas sem parar de sair rápido e entrar com força dentro de mim. - Desculpa Meri, não consigo parar.

Eu não queria que ele parasse. Eu precisava de mais daquilo, eu estava em combustão. O contato de nossas peles sem o látex entre elas era gostoso demais, como se estivéssemos conectados e não conseguíssemos ver mais nada pela frente, apenas o prazer que ele estava me causando. Ele havia criado um ritmo frenético de acertos no meu ponto de prazer e nós soltávamos sons incompreensíveis.

- Haz... Eu to... Ah... - Tentei o avisar do orgasmo que vinha, mas ele já sabia, pois minhas paredes o apertavam quando eu contraia. Um último arrepio passou por todo meu corpo e eu abracei Harry, me contorcendo inteira ao me liberar e chegar ao ápice. Ele veio logo seguido de mim. Soltando vários jatos e me enchendo de esperma.

- Nunca gozei tanto.. Merda... Isso é muito bom. - Diz Harry gemendo.

Eu já não tinha mais consciência. Estava com o corpo jogado no de Harry, apenas aproveitando o prazer que ainda circulava por nossos corpos. Me senti sendo carregada e depositada em um acolchoado macio. Não tinha forças para abrir os olhos e muito menos me mexer. Então apenas aceitei e caí num sono profundo.

(...)

Abri meus olhos e me deparei com os lençóis e acolchoados da cama do hotel Lanesborough. Me lembrei rapidamente de tudo que havia acontecido no dia e suspirei aliviada ao perceber que havia dado certo me encontrar com Harry para parar a crise que eu estava tendo. Ela havia parado logo que eu beijei Harry no começo da nossa transa. E que transa.

Me sento na cama, puxando o acolchoado junto comigo para cobrir meu corpo, já que o inverno estava presente e eu estava nua. Procurei Harry pelo quarto e o encontrei saindo do banheiro com uma toalha enrolada na cintura e outra em sua mão enxugando o cabelo. Ele percebeu minha presença e olhou para mim sério, logo se voltando pra frente e pegando sua cueca e jogando sua blusa e minha calcinha para mim. Enquanto as vestias, o vi trazendo o carrinho de comida para perto da cama.

- Pedi um lanche pra gente comer enquanto você me conta o verdadeiro motivo de você me chamar. - Disse ele se sentando ao meu lado na cama e pegando as coias que estavam no carrinho e pondo na cama. Ele havia falado tão calmo que quase não reparei na sua fala. O olhei assustada.

- Eu já te disse o porque. - Falei um pouco envergonhada por ter sido pega na mentira.

- America, você me insulta achando que eu vou acreditar que você estava tremendo e chorando porque estava querendo transar. Me poupe. - Disse me olhando com cara de tédio. Suspirei cansada.

- Desculpe, mas eu precisava esquecer aquilo. - Disse baixo, me desculpando. Harry percebeu que eu estava triste e veio até mim, me abraçando. Se encostou na cabeceira da cama e me pôs deitada em seu peito, enquanto acariciava meus cabelos.

- Meri, você estava transtornada. Nunca vi você daquele jeito. O que aconteceu? - Perguntou preocupado e depositando um beijo em meus cabelos.

Decidi contar para Harry tudo que havia acontecido. Ele estava sendo muito carinhoso comigo e parecia realmente preocupado comigo. Expliquei que estava na casa da Cindy e de Louis (omitindo o porque de estar lá) e que havia ido até o café perto de casa, me deparando com um Peter apaixonado e sua namorada, a sra. perfeição.

- Mas você estava fora de si America. Tremendo e parecendo que ia desmaiar a qualquer momento. Não pode ter sido só por causa desse babaca.  - Sorri doce pelo fato de Harry nunca chamar Peter pelo nome e sim chamar de babaca, como se quisesse me proteger desse jeito. Quis contar a ele a verdade.

- Olha Haz, por favor não se assuste, mas eu tenho síndrome do pânico. E eu estava tendo um ataque naquele momento. - Disse segurando suas mãos e olhando para seu rosto. Seus olhos estavam arregalados e ele me largou, se afastando um pouco. Fiquei assustada achando que ele estava com medo ou algo do tipo por causa da sua feição.

- VOCÊ TAVA O QUE? - Gritou Harry me deixando ainda mais confusa. - VOCÊ TA DOIDA?

- Harry eu não to te entendendo... - Disse baixo.

- Eu abusei de você America. Você... Por quê não me avisou? Meu Deus... Você não estava consciente. - Disse Harry se encolhendo e cobrindo seu rosto com as mãos.

Suspirei aliviada por ele não estar me achando esquisita ou algo do tipo. Mas ele achava que tinha transado comigo sem meu consentimento, o que era extremamente errado. Me aproximei dele e tirei suas mãos do seu rosto, encontrando seus olhos vermelhos.

- Ei, calma. Eu estava consciente Haz, você não fez nada demais. Eu que pedi porque eu queria. Porque quando eu to com você eu esqueço tudo e eu precisava esquecer a vida um pouco. Além de que tava realmente com saudades de você. - Disse tudo sorrindo para o acalmar e depositei um beijo em sua bochecha. Ele pareceu se acalmar e me abraçou, pondo uma mão em minhas costas e como sempre uma mão protetora em meu cabelo. Retribui o abraço.

- Que susto Meri. Achei que eu tinha abusado de você. Eu não ia me perdoar.

- Está tudo bem cacheado. Eu queria aquilo e não me arrependo. Foi maravilhoso.

Ficamos naquela posição por um tempo. Ele ficou ereto de repente e nos desabraçou, mas ainda estávamos próximos. Ele me olhou com dúvida.

- É por isso que você não quer me dar um chance? - Perguntou Harry e quem se assustou fui eu dessa vez.

- Como assim? - Perguntei assustada por ele estar me questionando sobre esse assunto. Oh merda, ele sabe de algo. Ele estava com olhos arregalados como se houvesse feito uma descoberta.

- É isso! Isso que Cindy não queria me contar! Você teve uma crise de pânico depois que terminou com o Peter e tem medo que aconteça de novo. - Falava Harry olhando pra mim, mas dizia como se fosse pra si mesmo.

- Harry, para com isso por favor. - Disse, pois não queria falar sobre isso.

- Por isso que você ficou aqueles dois meses fora depois que terminou com ele. Por isso a Cindy não me contou.

- Merda...

- Você acha que eu te trataria como ele fez Meri? - Perguntou Harry parecendo desapontado. Oh não.

- Por quê está todo mundo falando isso? Que ódio! Claro que não Harry, eu sei que você nunca me trataria daquele jeito. - Esclareci.

- Então porque você não me dá uma chance America?

Harry me encarava desesperado por uma resposta. Eu sabia que estava o fazendo sofrer, mas eu tinha medo. Medo de passar por aquilo de novo, de não saber o que eu estava fazendo, de ter que fugir do mundo, eu não queria aquilo de novo e evitar a paixão era o melhor remédio.

- Eu não posso Harry, por favor me entenda. - Disse querendo chorar. Estava me doendo não poder retribuí-lo, pois eu queria, eu sabia que queria, mas eu não posso. Não de novo.

- Me explique Meri, é tudo que eu te peço. Deixa eu te mostrar que eu não vou ser igual a ele. Que comigo você vai ser a única, desde que nos conhecemos você é a única. - Disse ele segurando meu rosto e enxugando minhas lágrimas.

- Eu não quero sofrer Harry. Não acho que você vá me tratar como ele fazia, mas amor sempre vem com brigas, discussões, eu tenho medo de sofrer e passar por aquilo. Me desculpe. - Disse o encarando. Ele abaixou os ombros parecendo conformado, mas me olhava ainda.

- Você não vai resistir America, eu tenho certeza disso. Você gosta de mim só não quer admitir. E quando você não aguentar mais, eu vou estar te esperando linda. E ficaremos juntos, você verá. - Disse Harry.

Ele me beijou calmo e lentamente. Estava envolvida, mas não durou muito. Ele logo se separou e se levantou, colocou suas roupas e se virou pra mim, que ainda estava na cama.

- Está tudo pago já. Pode comer e depois você vai ok? - Veio até mim e me deu um selinho. - Se precisar me chame. Eu te adoro Meri, e você vai ser minha. - E assim ele foi embora, me deixando mais perdida do que nunca. 
 


Notas Finais


* Não fiquem revoltadas com a Meri, ela não quer passar por tudo que ela já passou (que ela vai explicar mais pra frente), por isso está meio relutante, mas já deu pra perceber que ela gosta sim do Harry, só não sacou ainda.
* Próximo cap teremos o niver do Harry e outros convidados inusitados hahaha.
* Espero que tenham gostado, comentem o que vocês quiserem que eu responderei com todo amor. Próximo cáp Domingo, se eu terminar antes, postarei antes!


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