História Divagações - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 600
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Slash
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OLÁ!!!
Só de você chegar aqui eu já estou radiante!! Espero que goste, esse é o primeiro filho de uma mãe quase estéril...
Eu escrevi com base em várias músicas. Eu ouvi muito da Lorde durante a escrita, mas duas músicas que não saíram da minha cabeça eram "A World Alone" e "Hard Feelings/Loveless". Na verdade, eu diria que alguns trechos vieram diretamente dessas canções - em particular de 'A Word Alone', se considerarmos que eu ouvi errado várias vezes antes de ler a letra -, há algumas de A Banda mais Bonita da Cidade também, além de outros, como Coldplay e Cigarette After Sex.

~Anyway, boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo único


Nada é para sempre, eles dizem. Tudo acaba, eles dizem. Talvez digam isso para nos preparar para o fim das coisas, porque todas elas têm um fim. Inclusive nós. Mas isso já era bem óbvio.

Eu estava para terminar o colegial e você indo para o terceiro semestre na faculdade. Universos muito diferentes se chocaram. Realidades paralelas, porém, distintas. Éramos bem similares, apesar de tudo à volta ser diferente. Bom, não éramos tão semelhantes no ponto em que eu queria. Ou meus amigos disseram que não, porque seus amigos os desinformaram. As respostas ficaram confusas e eu me senti obrigado a perguntar pessoalmente. Ainda bem que o fiz. Você era bi, afinal. E assim começamos, eu acho.

Nunca precisei de declarações de amor. Um cafuné, um abraço, qualquer pequena coisa me fazia sentir que você se importava. Até mesmo quando não vinham espontaneamente, eu apenas sentia algo e o chamava de amor. Seu amor. E era bom, era quente. Especialmente nas noites de inverno. Eu me sentia aquecer com apenas alguns olhares seus e isso me fazia dormir bem. Ou não dormir. Você me passou seus maus hábitos, não dormir entre eles. E nós éramos eternos. Estrelas incandescentes que brilhariam para todo sempre.

No entanto, estrelas morrem. E, quando enxergamos seu brilho, elas provavelmente já não existem mais. Infelizmente, eu não era tão bom em Astronomia naquela época e me deixei levar pela doce ilusão do infinito. Deixei-me levar por você, sendo guiado pelos caminhos da sua vida, embrenhando-me nas paredes dos labirintos da sua mente. E você parecia gostar de ser o guia dessa estranha excursão. Talvez só parecesse mesmo.

Foram alguns meses assim. Você conseguia sentir a adrenalina? As batidas desesperadas? A melodia quase perfeita que fazíamos? A pressão do meu corpo contra o seu a qualquer momento oportuno? Até meu nariz tremia quando nos encostávamos. Mas as coisas foram mudando em pouco tempo. Com a mesma fúria que nossa febre de paixão aconteceu, uma febre também nos adoeceu. Não foi difícil perceber seus sintomas. Você costumava ser falante em nossos encontros, mas já não estávamos nos encontrando.

Você estudava Administração e eu estudava o chão. As pessoas falavam comigo, você não. Você fumava e escrevia. No começo, me iludi achando que era algo para mim. Mas nada nunca foi sobre mim, sempre foi sobre você. Para você e por você, era assim que funcionava. Queria eu me importar comigo mesmo como eu e você nos importávamos sobre você.

Agora nós estamos no seu carro, você está cantando um daqueles sucessos dos anos 90 que você tanto ama enquanto o rádio te acompanha, porque você ainda é minha estrela. E apesar de haver apenas nós dois aqui, a distância entre nós é quase um terceiro ser. Sei que eu deveria ir; pedir para você parar o carro e sair. Nosso amor tornou-se um fantasma que nos assombra com memórias felizes de pequenos detalhes. Detalhes que eu deveria deixar partir também, são tantas minúcias que poderiam te carregar para longe daqui, bem longe.

Porém, não. Nós ainda estamos no seu carro, o sucesso dos anos 90 passou para a nova música da Lorde e eu estou cantando dessa vez, enquanto o rádio assiste e canta também. Ele não me acompanha, pois não sou a estrela de ninguém. Você não olha encantado como eu fiz na sua vez. Eu não sou a sua estrela, talvez eu nunca tenha sido. Eu não quero ser um brilho póstumo como elas (as estrelas), eu serei um vagalume. Eles brilham por sobrevivência, eu terei de fazê-lo também.

Não quero ser o último a chorar.


Notas Finais


Se você chegou aqui, muito obrigada novamente!
Espero que tenha gostado e, se assim desejar, diga-me o que te agradou. Se odiou, por favor, conte-me também!
Até a próxima. ^^


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