História Divergente - Stay With Me - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Divergente
Personagens Beatrice "Tris" Prior, Tobias "Quatro" Eaton
Tags Amor, Fourtris, Jovens, Separados
Exibições 166
Palavras 4.044
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Capítulo Sete: Fortes Sentimentos


Beatrice: POV

- Uau, eu estou muito orgulhoso de você loirinha. - Disse orgulhoso Ezequiel que sorria e me encarava ao mesmo tempo. - Tipo, você não cedeu aos caprichos e vontades do teu namorado. Isso é motivo de orgulho. - Pisca para mim e em seguida desce seus olhos pelo meu corpo, parando em meus pés machucados. - Mas apesar de todo o meu orgulho, ainda não consigo entender porque não ligou para mim ou Úriah ou um dos seus amigos. - Voltou à olhar em meu rosto, encarando-me com seus olhos amendoados. Suspirei desviando meu olhar de Zeke, mas sentia os seus olhos queimando em mim.

- Eu já estava com vergonha o suficiente pelo o que havia acontecido. Estava nervosa e chateada, queria chorar também, e aproveitei o caminho para espairecer. - Eu disse, e de relance, eu via a cabeça de Zeke movendo-se para cima e para baixo como se ele estivesse concordando com o que eu dizia. - E quando cheguei a casa, eu estava menos destruída em relação aos meus sentimentos pelo Peter.

- Até posso tentar entender isso que esta me dizendo. Só que mesmo assim achei imprudente sua atitude. Foi perigoso. - Ele olhava-me atentamente. - Alguma coisa poderia ter te acontecido, e nós nunca saberíamos. - Alertou-me e eu sorri de lado, agradecida pela sua preocupação.

- Você esta sendo muito gentil. - Sorrio para o moreno à minha frente, e o mesmo retribuiu o sorriso.

- Four não estava em casa? - Perguntou-me. - Ele mora com você, imagino que ele teria ido te buscar se você tivesse ligado. - Pronunciar o apelido de Tobias, não me deixou legal, pois a noite passada veio ácida em minha memória. Saber que ele tinha me visto com Max, e não ter feito nada para me ajudar com aquele monstro me deixou fora de mim. Nunca entendi sua rejeição depois que sua mãe foi embora, mas, imaginar que ele estaria agindo como uma criança porque quase fui violentada, foi de mais para mim. Mordi meus lábios segurando esses pensamentos em minha cabeça, quando Zeke tocou em meu ombro, trazendo-me de volta à realidade.

- Ele estava, eu acho. Mas não queria perturbar ele, e bem, tenho certeza que ele faria questão de ser desagradável. - Dei à ele um meio sorriso.

- Eu tento a todo custo entender o que se passa entre você e ele. - Disse Zeke olhando para algum ponto à sua frente. - Quer dizer, Four tem algumas fotos de vocês dois juntos em uma gaveta de seu quarto. - Ouvir aquilo pegou-me desprevinida. Para mim, Tobias havia excluído da face da terra, todas as fotos que lembrasse à nós dois. Mordi ainda mais forte os meus lábios, segurando a minha curiosidade, que agora estava à todo vapor.

- Como assim tem fotos minhas com ele? - Perguntei, enquanto minha voz, saía mais ansiosa esganizada que antes. Zeke olhou para mim, rindo de minhas expressões.

- Bem, vocês dois foram amigos algum dia. E alguma coisa aconteceu entre vocês dois. - Ele diz com um sorriso de lado, enquanto eu o encaro. - Já tentei falar com ele sobre isso, mas nunca tive nenhuma resposta dele em relação à isso.

- Para te ser sincera Zeke, nem eu sei porque ele me trata desta forma. - Suspiro encarando o campus e as pessoas que passam ao nosso lado. Ao longe vejo Christina se aproximando com Shauna e logo atrás Úriah equilibrando dois copos de café. Sua cara não é das melhores, mas ainda assim consigo imaginar que meu amigo esta se divertindo. Christina olha algumas vezes para trás rindo das expressões de Úriah, e em uma dessas olhadas vejo aquele par de olhos azuis me encarando de longe. Meu coração começa a bater acelerado quando reconheço o dono, mas tudo acontece muito rapidamente. No mesmo minuto em que ele estava ali, no outro já não estava mais. E uma súbita sensação de raiva apoderou-se de mim. Idiota, metido, babaca! Te odeio Eaton!

- Você já pensou em falar com ele sobre isso? - Perguntou-me Zeke, e eu balancei à cabeça afirmativamente. Só que agora eu não queria mais falar sobre esse assunto. Minha cabeça estava em Peter, e Tobias com toda a sua prepotência tinham que ir para o inferno.

- Podemos falar sobre isso em outro momento? - Perguntei olhando meus amigos que agora estavam mais próximos da gente. Zeke apenas assentiu, e foi no mesmo momento em que Christina sentou-se ao meu lado e Úriah e Sahuna à nossa frente.

Eles riam e falavam coisas desconexas, e eu acabei rindo automaticamente com eles, porém minha cabeça ainda estava nos olhos azuis que me encaravam sem sentindo nenhum à poucos metros de distância de mim. Sentada ali com meus amigos, eu estava em meu mundinho particular.

( . . . )

- Esta rolando algo entre você e o Zeke? - Perguntou-me Shauna. Olhei para ela que mantinha seus olhos no caderno de desenhos à sua frente. Nós estavamos na aula de desenhos e ela era minha dupla. Neguei com a cabeça e esperei por mais perguntas. - Ele parece estar afim de você. - Disse em seguida, e eu apenas mexi meus ombros. - Ele é um cara legal e vocês fariam um casal bacana. - Concluíu soltando um suspiro no final. Apoiei meus cotovelos na mesa, e em seguida apoiei meu queixo no mesmo. Mantive meus olhos em Shauna, e o jeito como ela mordia os lábios mostrava para mim, que ela queria dizer-me mais alguma coisa, entretanto não sabia como fazer.

- Sabe que sou sua amiga, não sabe? - Perguntei, e Shauna assentiu com a cabeça, largando o desenho à sua frente, e virando o rosto em minha direção. - Por que não me diz o que esta pensando? - Hesitante, ela mordeu os lábios e depois voltou à falar.

- Zeke é um cara lindo, e tão carinhoso. - Suspira em seguida, e em minha cabeça o alerta começa a ecoar. - Eu gosto dele à muito tempo Beatrice, e agora ele esta tão perto da gente. - Ergui minhas sobrancelhas olhando minha amiga, que agora estava na cor carmim. Aquilo estava sendo uma surpresa para mim.

- Por que nunca disse isso para mim? - Perguntei curiosa. - Você nunca deu bandeira de que gostava dele.

- O que adiantaria dar pinta ou um arco - Iris inteiro? - Perguntou-me respirando fundo. - Olhe só para mim Beatrice, eu não sou nada comparada à você. - Ouvir uma coisa dessas de uma pessoa que convive comigo a vida inteira foi doloroso, e não era assim que eu queria que Shauna se sentisse. Além de ser humilde, inteligente e batalhadora, Shauna tinha um coração do tamanho do mundo, e era amiga de todos. Orgulhava a mim, ter alguém como ela em minha vida.

- Shauna, eu não sou uma competidora. - Olhei seriamente para ela, e pude ver que Shauna queria falar mais. - E nunca nessa vida, eu competiria contra você. Principalmente se eu sei que tem sentimentos por uma pessoa. - Peguei nas mãos da minha amiga, e a mesma sorriu de lado para mim. - Podia ter me dito sobre isso antes, eu teria feito o possível para aproximar vocês dois.

- Você não sente nada por ele? - Perguntou-me, e agora fora a minha vez de respirar fundo. À anos que eu não sei o que é amar outra pessoa que não seja Tobias. Balancei minha cabeça negativamente para minha amiga, que agora me mostrava um sorriso grande e encantador. Shauna era linda quando sorria.

- Eu não sinto nada por ele. Zeke tem sido um amigo e tanto, mas, ele não é o cara que eu procuro para a minha vida. - Disse firme, enquanto Shauna analisava-me.

- E quanto a Peter? - Suspirei com a pronuncia do nome dele.

- Eu não vi o Peter hoje, não sei se ele veio à escola. Não me mandou mensagens, não me telefonou... - Fecho os olhos e em seguida abro-os novamente.

- O que será de vocês dois agora? - Olhou atentamente para mim, enquanto eu pensava na resposta que daria para Shauna. Sua pergunta era importante até para mim também. Eu não sabia o que esperar de Peter, e estava com medo de encontrar com ele. Eu já não sabia se erámos namorados ainda ou não.

- Eu ainda não sei o que vai ser de mim e Peter depois da noite de ontem. - Eu disse tranquilamente. - Primeiro de tudo, eu preciso encontrar com ele, e depois ver o que vai ser. - Shauna assenti para mim e em seguida acaricia minha mão com seu dedão.

- Eu estou com você para o que você precisar. - Sorriu para mim, fazendo-me sorrir também.

( . . . )

O refeitório era no fim do corredor, e assim que o sinal do intervalo berrou em nossas cabeças, todos, levantaram apressadamente, e junto com meus amigos, segui o caminho que levasse à todos até o refeitório. No decorrer da aula, eu vi que alguns alunos estavam com seus telefones apitando, e esses mesmos alunos olhavam-me com certa irônia no olhar. Não liguei de inicio, mas agora caminhando com meus amigos silenciosamente, eu passei à estranhar.

- Eu estou com alguma coisa na testa? - Perguntei para úri, que estava caminhando ao meu lado, e de cabeça baixa. Ao me ouvir falar, Úriah levantou o rosto e me encarou. Seus olhos eram lindos iguais ao do irmão.

- O que disse? - Úriah que sempre fora tão atento, estava bem distraído.

- Eu perguntei se estou com algo em meu rosto. - Seus olhos passearam por todo o meu rosto e ele balançou a cabeça negativamente com a sobrancelha arqueada. - Estão todos me olhando, e eu não sei o porque. Será que é por conta dos meus pés machucados? - Perguntei bufando de irritação e olhando ao redor. Alguns riam ao passar por mim, e ao longe vi uns meninos fazerem sinais de chifres na cabeça. - O que deu em todos hoje?

- Por que nós não vamos comer em outro lugar? - Perguntou Christina que possuía uma estranha expressão no rosto. Olhei para ela e depois para Úriah e Shauna agora um pouco distante possuía a mão na boca como se estivesse segurando um grito e seus olhos estavam presos na tela do pequeno Samsung rosa em suas mãos. Olhei para minha amiga e sua expressão me deixava preocupada.

- Shauna, esta tudo bem? - Perguntei fazendo com que a mesma soltasse um gritinho baixo e saísse de seu transe.

Beleza, todos estavam estranhos, e eu não sabia o porquê. Estava me sentindo um alienígena.

- É o boi, é o boi. - Um garoto cantarolou perto de mim, e eu o encarei confusa.

- Idiota! - Christina gritou para o menino, levantando o seu punho, como se alertasse à eles de que ela era perigosa.

- Christina! - A repreendi, e a mesma encarou Úriah.

- Vamos para outro lugar comer sossegados? - Perguntou meu amigo moreno, enquanto Christina assentia ao seu lado.

- Ta gente, como vocês quiserem. Eu não me oponho. - Digo. - Mas antes temos que ir pegar nossos lanches. Lá fora não vende lanche gostoso como a cantina daqui de dentro. - Disse, girando em meus calcanhares, e com esse movimento topei de frente em Molly.

- Idiota! - Murmurou à garota encarando-me com raiva.

- Desculpe Molly, eu não te vi.

- Por quê? Os teus chifres taparam seus olhos? - Perguntou-me encarando à mim. Escutei Christina e Shauna arfarem atrás de mim, e outros alunos rirem da situação. Aquelas palavras pronunciadas não faziam sentido para mim. O que uma coisa tinha haver com a outra?

- O que disse? - Foi à única coisa que eu consegui pronunciar, e Molly riu de forma maldosa.

- Chifruda e burra bela combinação! - Disse entre seus risos, deixando-me atônita.

- Deixe-a em paz Molly! - Escutei Úriah se pronunciar, e se por à minha frente. Tapando a visão que Molly tinha de mim.

- O que foi Úriah, a sua amiga é corna mesmo, e todo mundo sabe disso. Não sei qual é o motivo de tanta chateação. – Disse ela ironicamente, e um buraco começou a se abrir em meu peito quando as palavras em questão passaram à surtir efeito.

- Não dê ouvidos à ela Tris. – Falou perto de mim Shauna, e eu a olhei perdida. Meus olhos estavam embaçados, e eu via seu rosto retorcido. Era mesmo aquilo que eu estava entendendo?

- Não dê ouvidos para mim? – Riu Molly enquanto falava e em seguida pegava seu telefone. Assim como a escola estava, e meus amigos também estavam, Molly agora tinha seus olhos fixos no telefone em sua mão, e em seguida ela estendeu o mesmo para mim, erguendo a sobrancelha como se estivesse provando-me suas palavras. Respirei fundo e ia levantando minha mão, quando em um ato rápido, Christina segurou o telefone, e mexeu nele deixando Molly irritadiça. – Devolva meu telefone garota! – Rugiu para Christina que a encarou, e sem nenhuma piedade tacou o aparelho no chão, fazendo o mesmo se espatifar.

Todos olharam atônitos para a cena e a última coisa que vi, foi Molly tentando voar em cima do pescoço de Christina. As duas caíram no chão em gritos, e falavam coisas desconexas uma para a outra. Eu olhava ainda sem entender o que realmente estava acontecendo. Escutei gritos de Shauna, e depois William apareceu no fim do corredor com Zeke, Tobias e uma garota que usava uma roupa colada, ao seu alçado. Não me dei o trabalho de olhar para o garoto de olhos azuis que eu sabia que me encarava e nem para à garota que agora tinha as mãos na cintura e encarava com um sorriso maroto no rosto Christina e Molly. Certamente Four estaria rindo de mim pelas costas.

- Tris, o que esta acontecendo? – Perguntou-me Zeke pertinho de mim assustando-me.

- Zeke, me empresta seu telefone um instante. – Pedi com a voz embargada e o mesmo me olhou confuso. Depois pegou o seu Sony, e ligou a tela, desbloqueando o mesmo. Antes de me entregar, uma mensagem chegou, e ele resolveu ver o que era.

Para minha surpresa, a mensagem em questão era o assunto do momento. Eu deveria imaginar que coisas assim aconteceriam até mesmo comigo. Não era porque eu tinha um relacionamento que eu julgava saudável, que coisas como essas não aconteceriam comigo. Aquele cara que possuía toda a minha admiração, agora teria de mim todos os sentimentos ruins existentes na face da terra.

Algumas risadas próximas à mim, e Zeke encarando-me de olhos arregalados, foi o suficiente para querer enfiar-me em um buraco e nunca mais sair.

-Tris eu não tinha idéia disso... – Parei de ouvir Zeke, quando o rosto no vídeo que passava no telefone, ficou ainda mais nítido. Peter estava encaixado em uma menina que eu não conhecia. Eles se beijavam ardentemente, e as mãos estavam em lugares nada apropriados para um casal que não era nem de namorados. Ele entrava e saia com força enquanto a garota gritava pelo seu nome, e lhe pedia para dizer coisas sensuais. Meu coração que já estava detonado pela noite de ontem, já não batia mais dentro do meu peito, e as lágrimas já escorriam pelo meu rosto sem eu querer.

A cena do vídeo continuou, mas agora Peter mudara de posição, e falava o meu nome enquanto a garota ria descontroladamente.

-Fale mais alto Peter, não estou te ouvindo! – Ela falava gemendo para o rapaz que a segurava de costas e pela cintura. Sua cabeça agora estava erguida para cima, e ele gemia de olhos fechados.

- Beatrice quer ser puritana para o resto da vida! – Rugiu enterrando-se ainda mais forte na garota, fazendo-a gritar como uma louca. – Eu tenho necessidades, e porra Cara, como você é apertada!

- Fala que eu sou gostosa, e bota fundo! – Gritava a loira descontroladamente empinando-se ainda mais para ele. Peter estava completamente entregue e os gemidos dos dois, era audível a metros de distância.  

Fechei meus olhos não acreditando em toda aquela situação, e quando o inspetor chegou para levar Christina e Molly com ele, eu não fiquei para ver o resto e corri o mais apressadamente que podia para longe daquele lugar, ignorando os protestos dos meus amigos, e as risadas dos fofoqueiros que ainda olhavam o vídeo, e ainda ouvindo um “coitada” da garota que acompanhava Tobias.

Tobias: POV

O dia estava passando estranhamente rápido, e eu já estava contemplando a vida lá fora quando o sinal batesse libertando a nossa turma da tortura que era a aula de Edith. Pelo canto dos olhos vi algumas pessoas olhando os celulares e rindo. Olhei para Zeke que me encarava confuso, porém não demos importância. E continuamos com nossas atividades.

Quando por fim o sinal tocou, estava jogando minhas coisas dentro da bolsa quando uma menina morena aproximou-se de mim. Já havia reparado nela na sala antes, mas por ser tão na dela, e ser nova, nunca trocamos mais que algumas palavras cordiais.

Seus olhos eram castanho mel, sua pele era bronzeada e pelo decote da blusa eu conseguia ver a marca de seu biquíni. Seu cabelo era grande e era preto quase azul, e ela possuía um sorriso de deixar qualquer um babando. Vi que Eric me olhava do outro lado da sala fazendo um joinha com as mãos.

-Olá rapazes. – Ela começou dizendo, olhando para mim e sorrindo de canto. Assenti sem ter muito o que dizer.

- Oi Joanita. Como vai? – Perguntou Zeke encarando à garota à nossa frente.

- Eu vou bem e vocês? – Mordiscava os lábios e nos encarava. – E, por favor, chame a mim, apenas de Nitta. Eu gosto mais. – Pisca encarando Zeke e depois seus olhos voltam aos meus.

- Tudo certo. – Respondi desviando meus olhos da garota à minha frente, e a mesma sorriu escorando-se na mesa logo atrás dela. Zeke prestava atenção em todos os movimentos feitos por ela. – E ai, o que quer conosco? – Perguntei encarando-a, e a mesma sorriu mais abertamente, como se estivesse lembrando-se de algo.

- Que cabeça à minha. – Riu e afastou-se da mesa. – Bem, queria convidar vocês para a festa que eu vou dar na minha casa no próximo final de semana. – Disse entusiasmada.

- Legal! – Digo enquanto ela me examina.

- Posso contar com a presença de vocês dois? – Encarava-me e eu dei de ombros.

- Eu não sei, mas verei e te dou à resposta mais para à frente. – Sorri de lado para ela, e em um rápido movimento, seus lábios encontraram minha bochecha e ali ela dera um selinho rapido. Fiquei encarando à garota quando ela se afastou de mim.

- Posso acompanhar vocês? – Perguntou ela, como se nada tivesse acontecido.

( . . . )

Ver Christina e Molly na situação em que as encontramos era estranhamente esquisito. Eu sabia que Molly não era uma pessoa controlada, entretanto ver ela se arrastando no chão como uma louca e com Christina puxando seus cabelos e gritando coisas desconexas, foi ainda mais surpreendente.

-Zeke, me empreste seu telefone um instante? – Perguntou Tris com a voz embargada, e um estranho aperto no peito me empurrava em direção à ela. Porém, era preciso me conter. Eu ainda estava injuriado pelo que acontecera na noite de ontem.

Zeke demorou um tempo para passar o telefone à ela, e nesse meio tempo as voz de Peter e de uma outra pessoa estavam altas no telefone dele, e nem seu pedido de desculpas fora o suficiente para segurar Beatrice que aos prantos correu porta à fora.

-Coitada! – Disse Joanita enquanto eu via a silhueta de Beatrice sumir.

( . . . )

Ao chegar em casa, notei que tudo estava mais silêncioso do que deveria. Não ia até o quarto dela, afinal, eu não precisava ter mais confusões com ela. Entretanto foi só parar na porta de seu quarto, para escutar a garota loira chorar. Eu gostaria de poder abraçá-la, e acariciá-la, mas, o fato de vê-la tão próxima de Zeke, e de já ter recebido quase 100 mensagens dele querendo saber dela, me prendiam em um único ponto.

Tentei caminhar até meu quarto, porém escutá-la chorar havia sido o suficiente para eu resolver bater em sua porta.

-Beatrice? – Chamei e nada de respostas. – Olha, estão todos preocupados com você, será que pelo menos poderia atender o telefone? – Perguntei tentando soar o mais tranqüilo possível.

- O que você quer Tobias? – Perguntou-me ela chorosa. – Não foi o suficiente para você o que viu mais cedo? – Perguntou-me irritada enquanto eu balançava a cabeça em negação.

- Beatrice o Peter te trair não era novidade para mim. – Eu disse. – Eu já sabia que isso acontecia, então, eu meio que acho que você esta exagerando um pouco. – Silêncio absoluto do outro lado, e a preocupação voltou a tomar-me.

A porta abriu-se abruptamente, revelando para mim uma garota com olhos inchados pelas lágrimas. Meu coração se partilhou ainda mais, enquanto a respiração da garota e sua expressão mostrava para mim que ela estava furiosa.

-O que foi que você disse? – Perguntou elevando a voz, enquanto eu a encarava.

- Como assim? – Perguntei confuso, enquanto ela ainda me encarava. As lágrimas que eu tanto odiei, estavam brotando de seus olhos azuis, machucando-me ainda mais profundamente.

- Você sabia que ele me enganava e não me disse nada? – Sua expressão ficava a cada minuto mais séria, e eu levantei minha mão para tranquilizá-la.

- Espere ai Beatrice. Isso não é problema meu. Vocês dois são namorados, ele é que tem que ser verdadeiro com você. – Disse lembrando à ela. – E aliás gata loira, você fez o mesmo comigo! – Pisquei para ela que me olhava boquiaberta. – Não se lembra que eu te peguei com Max na floresta? - E então sem aviso, Beatrice pulou em cima de mim, e me desferiu tapas em todo o meu rosto, e corpo. Suas mãos batiam forte em meu corpo, machucado em algumas partes, enquanto ela gritava descontroladamente.

- Eu te odeio seu idiota! – Gritava e batia em mim. Tentava segurar suas mãos, mais ela sempre se desvencilhava.

- Pare com isso Beatrice! – pedi e ela ainda assim não queria parar.

- O que foi que eu te fiz para me odiar tanto desse jeito? – Gritou comigo, acertando meu rosto em cheio. A fúria dessa vez tomou conta de mim, e eu não medi minhas palavras para lhe responder.

- Você não se faça de Santa! – Apontei meu dedo indicador em seu rosto, vermelho de raiva, e gritando também. – Quer brigar com Peter, brigue! Mas não se faça de santa porque eu sei que você já se deitou com Max, enquanto o palerma aqui estava atrás de você. Te amando! – Falei ainda mais alto essa última parte. Beatrice jogou a cabeça para trás rindo debochadamente de mim. – Do que esta rindo garota? – Perguntei cuspindo as palavras para ela, e quando dei por mim, Beatrice estava novamente me batendo e falando coisas das quais eu não entendia.

- Você é um imbecil! Um milhão de vezes idiota! Eu deveria te odiar por ser um babaca, por deixar que Max me violentasse. – Ela disse chorando novamente, e aquilo atingiu a mim como um baque. Segurei forte nas mãos dela, e Tris ofegante, ainda sim se soltou e desferiu mais um tapa em meu rosto, fazendo-me piscar. – Você é um idiota sem noção! Eu te odeio com todas as minhas forças! – Gritava e voltava a me socar.

- Você disse que Max tentou te violentar!? – Segurei forte em seus braços puxando-a para mim, para que ela parasse de se debater, mas foi envão. Ela ainda se debatia e gritava comigo. Em um ato para controlá-la, e sentindo seus lábios tão pertos dos meus, sentindo a necessidade de tê-la em mim, eu a puxei mais forte, grudando nossos lábios em seguida.

A explosão de sentimentos dentro de mim fora intensa como eu nunca sentira antes, e apesar de tentar fugir, Beatrice se rendeu ao meu beijo, e quando dei por mim, já estávamos entregues um ao outro. 



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