História Diversidade - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Dakota, Iris, Jade, Kentin, Lysandre, Melody, Nathaniel, Peggy, Professor Faraize, Professora Delanay, Rosalya, Violette
Tags Castiel, Lysandre, Nathaniel, Romance
Exibições 93
Palavras 2.538
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente eu demorei de novo, perdãooooooo.
Não me abandonem por favor, vou tentar melhorar, de verdade.
Sabe eu estava louca de saudade e não via a hora de escrever o capítulo, mas sabe quando a inspiração não vem? Pois é isso é horrível.
Agora deu de falar, vamos para o capítulo.
Boa leitura a todos <3

Capítulo 18 - Delinquente arrogante


Fanfic / Fanfiction Diversidade - Capítulo 18 - Delinquente arrogante


LINN


Meu coração parou assim que ouvi a voz de meu pai soar pela sala, o corpo de Castiel tapava a minha visão e eu não sabia se isso era bom ou ruim, senti o meu rosto queimar por causa da situação constrangedora em que nós nos encontrávamos e a única coisa que conseguia fazer foi esconder meu rosto no peito do ruivo.
Castiel estava paralisado, eu mal conseguia ouvir a sua respiração, suspirei ao pensar que eu teria que tomar as rédeas da situação.
_Castiel, deixe-me sair._ sussurrei para que apenas ele pudesse me ouvir.
Castiel piscou uma ou duas vezes, até que me olhou nos olhos, eu apenas balancei a cabeça o incentivando. E então finalmente consegui me liberar de seus braços, então nos colocamos de pé, e assim que olhei nos olhos de meu pai tive a sensação de estar no mais gélido inverno, de tão frio que estava o seu olhar.
_Pai, isso não é o que o senhor está pensando!_ “Nossa Lilian não tinha um jeito mais clichê de se explicar? ” não pude deixar de pensar. Vi que Castiel tentou segurar o riso, lancei um olhar ameaçador ao mesmo.
_Ai estão vocês!_ falou minha mãe ao adentrar a sala, até que avistou o ruivo._ Castiel, como é bom vê-lo.
Minha mãe agora sorria de um jeito bobo, ela realmente gostou do Sr. TPM. 
_Então você conhece esse indivíduo, Isabel?_ Paulo (pai da Linn) questionou sua ex mulher de um jeito incrédulo.
_Claro que sim Paulo! Esse é Castiel, amigo e colega de turma da Linn.
_Já que entramos nesse assunto, quero deixar vocês a par da novidade, eu vim aqui justamente para pedir a tábua em namoro._ Minha boca se abriu assim que ouvi as palavras de Castiel, como esse idiota pode soltar uma bomba dessas com tanta naturalmente, pelo visto todo aquele pavor já havia passado.
_Do que você chamou a minha filha seu moleque?_ os olhos de meu pai estavam cravados em Castiel.
_É o apelido carinhoso que ele me deu pai, Castiel, está brincando._ falei tentando amenizar a situação.
_Você é que pensa._ disse o garoto próximo ao meu ouvido.
_Cala boca._ respondi no mesmo tom baixo em que ele havia falado comigo, Castiel fez uma careta para mim, aparentemente irritado com a minha ordem.
_Vocês estão mesmo namorando?_ perguntou minha mãe, praticamente batendo palminhas de tão alegre. 
_NÃO!
_SIM!
Falaram meu pai e Castiel ao mesmo tempo enquanto eu passava as mãos pelo meu cabelo de um jeito frustrado. “Por que será que eu nunca consigo ter um dia normal? Sem nenhuma discussão ou  confusão?” 
_Paulo a Lilian não é mais uma criança, não vejo problema nenhum em ela começar a namorar._ falou minha mãe de um jeito firme, cruzando os braços ao olhar para meu pai.
_Ahh você não vê problema nenhuma  Isabel, pois eu vejo vários, vocês mal conhecem esse garoto, quem vai afirmar que ele não é um psicopata louco, que pretende acabar com a vida da nossa filha. Olha a roupa e os cabelos desse delinquente e me diz que eu estou enganado._ vi os pulsos de Castiel se fecharem, meu pai havia passado dos limites.
_Não foi o senhor que me ensinou a não julgar o livro pela capa?_ questionei meu pai, que já foi logo tomando ar para rebater a minha argumentação, porém, minha mãe foi mais rápido e o interrompeu.
_E Paulo quem é você para chamar alguém de delinquente se baseando na aparência, quando eu te conheci o seu cabelo batia quase na cintura de tão comprido, além de usar aquelas calças boca de sino horríveis._ Castiel agora se matava de rir ao meu lado e eu tive que morder o lábio para segurar o riso, meu pai bufou e minha mãe então continuou._ Você lembra de quando eu te apresentei ao meu pai? Ele te correu lá de casa, dizendo que você era um vagabundo que não servia para mim, e agora você faz o mesmo com a nossa filha, você não acha que isso é hipocrisia da sua parte?
_O seu pai estava certo eu não servia para você e nem sirvo, por isso que estávamos divorciados._ meu pai cuspiu estas palavras, fazendo com minha mãe desse um passo para trás de tão surpresa._ Estou gastando saliva atoa, minhas palavras não vão adiantar de nada afinal tudo isso foi feito pelas minhas costas, vou voltar para minha casa.
E sem dizer mais nada, ele se virou e foi em direção a porta, eu e minha mãe nos entreolhamos e sem pensar sai correndo atrás de meu pai.


CASTIEL


Eu ainda não conseguia entender como o dia pôde mudar tão drasticamente em tão pouco tempo, há umas duas horas estava tudo as mil maravilhas, e agora estava uma porcaria.
Os meus sentimentos oscilavam entre raiva e arrependimento, raiva pelas poucas e boas que eu tive que ouvir do pai da minha namorada e arrependimento por ter despejado a informação sem nem ter perguntado se era isso que a Linn queria, obviamente ela me pediria para esperar a poeira baixar, contudo, já não estava suportando o ar prepotente do Paulo.
Ele é o pai dela e está apenas tentando a proteger e ele está certo eu não sou o garoto certo para a Linn, ela merece alguém melhor, mas afinal será que isso é o que realmente importa? Ser certo ou errado? Bom ou ruim? Linn fica feliz quando está comigo, eu consigo ver isso sem muito esforço e ela me faz tão bem, sempre tão divertida e alegre e me surpreende a cada instante, com certeza a tábua trouxe mais cor a minha vida. 
Parando para pensar é isso que realmente importa, namorar alguém que acrescente coisas a tua vida e não te tire nada, não achar alguém que te preencha mas sim alguém que te transborde e é isso que ela faz comigo e é por isso que eu vou até nos quintos dos infernos por ela.
Passei as mãos pelos cabelos, ainda perdido em meus pensamentos, quando percebi que a Isabel estava me olhando.
_Hoje está sendo um dia cheio, não é mesmo?_ Dona Isabel estava com um sorriso fraco em seu rosto.
_Nem me fale, aconteceram muitas coisas em tão pouco tempo!_ respondi enquanto me sentava no sofá, Isabel me acompanhou, sentou-se ao meu lado e olhou em meus olhos.
_Não ligue para as coisas que Paulo disse ao seu respeito, ele foi pego de surpresa, ele é um pai ciumento e protetor, Linn nunca havia nos falado sobre nenhum garoto antes, ela sempre foi uma menina quieta e focada e isso sempre deixou Paulo nas nuvens, é compreensível que ele esteja sem chão com essa história.
Mesmo sem deixar transparecer, as palavras de Isabel me deixaram imensamente aliviado, era muito bom saber que Linn nunca havia tocado no nome de nenhum outro garoto, só de imaginar ela com alguém já sentia o meu corpo enrijecer.
_Sabe, mesmo que aquelas palavras tenham me irritado, eu sei que seu ex marido está certo, ele só está querendo protegê-la._ falei dando o braço a torcer._ Mas quero deixar claro que não vou me afastar de sua filha, independe da aprovação dele, nem se eu quisesse eu poderia fazer isso.
_Eu não esperava menos de você, Castiel, e fico feliz em ouvir isso, você vai fazer bem a minha filha, passei muito tempo preocupada com a Linn, achando que ela nunca iria aproveitar a sua juventude e finalmente ela está agindo normalmente para uma pessoa de sua idade, ela precisa se divertir, precisa expandir seus horizontes e eu acho que você será capaz de mostrar a ela.
Não pude deixar de rir com a observação da minha sogra, ela era igual a filha, surpreendente.
_Pode apostar, enquanto, Linn, estiver ao meu lado ela vai se divertir!_ exclamei com confiança.


LINN


_Papai, espere!_ Gritei, antes que meu pai entrasse em seu carro. Ele parou e olhou para mim, o seu olhar de decepção cortou o meu coração.
_O que você quer Lilian?_ ouvir ele me chamar de Lilian era ainda pior, meu pai só me chamava assim quando as coisas estavam realmente feias para o meu lado.
_Pai desculpe, eu não queria ter te desapontado, não sabia que essa seria a sua reação ao saber do Castiel.
_E como poderia não ser, aquele garoto se veste igual a um delinquente, tem um ar arrogante, parece não estar nem aí para nada, e o jeito que ele te tratou, ele te chamou de tábua filha, tábua! Eu não te criei para ser desrespeitada.
_O Castiel está brincando, ele fala da boca para fora, tenta me irritar, mas isso não passa de uma brincadeira, eu também o chamo de coisas estranhas, Ruivo idiota, Sr. TPM, ruivo de farmácia e não lembro se eu já o chamei assim, mas caso não o tenha pretendo ainda chamá-lo de tomate.
Vi meu pai tentar reprimir o sorriso, ele havia gostado dos apelidos, mas não daria o braço a torcer, foi logo fechando o seu semblante novamente.
_Minha filha, você é uma moça tão instruída e educada, sempre se dedicou aos estudos, eu quero que você arranje um homem sério, que saiba te acompanhar, que busque as mesmas coisas que você é que sempre te impulsione a ir em frente._ meu pai já não me encarava de um jeito triste, agora o seu olhar era do mais puro e terno amor, ele queria o meu bem.
Os pais são assim mesmo, eles fazem e falam coisas pensando que estão nos ajudando, protegendo e cuidando. Muitas vezes essas coisas são duras e nos machucam, nos fazendo pensar que é de propósito, fazendo com que a gente se sinta preso e impotente, mas no fundo essa não é a intensão deles. Eles só estão tentando fazer o seu melhor. 
“O ser humano é falho, hoje mesmo eu falhei, ninguém nasce sabendo, então me deixe tentar.”
Bom mas o que me resta é tentar explicar a minha situação, eu sei que gritar e dizer que eu amo o Castiel, não vai me ajudar em nada, isso só vai irritá-lo ainda mais. 
_Pai, o Castiel pode não ser todas essas coisas, mas ele tem qualidades, você sabe melhor do que ninguém o quanto eu estudava, deixava de sair para ficar com a cara nos livros, sempre me isolando e me afastando das pessoas à minha volta, você não sabe o vazio que eu sentia todas as noites ao botar minha cabeça no travesseiro e finalmente as coisas mudaram, Castiel fez com que eu me sentisse incluída, eu já não apenas existo, eu vivo, agora eu vejo que as coisas são mais alegres, e eu finalmente me sinto uma jovem normal, capaz de fazer amizades, se apaixonar, sair, conhecer pessoas.
Meu pai me encarou por alguns segundos e então finalmente falou.
_Eu não sabia que você se sentia dessa forma.
_Nem mesmo eu sabia, eu era como um quebra-cabeça incompleto, toda vez que eu olhava para mim mesmo eu sentia que algo estava faltando, mas não sabia o que era, agora eu sei.
Meu pai então pegou a minha mão e me puxou para um abraço apertado.
_Linn, desculpa, as vezes nós pensamos que sabemos das coisas, todavia, não sabemos de nada, eu estou de acordo com esse namoro, mesmo que de errado, você tem que ter suas próprias experiências, aprender com seus erros e acertos._ senti meus olhos ficarem marejados, e aos pois as lágrimas rolaram pelo meu rosto, porém em meus lábios havia um sorriso. 
_Obrigada, eu nem sei como agradecer._ minha voz foi abafada por sua camiseta, porém, eu sabia que ele havia ouvido.
Antes de me soltar, ele beijou minha cabeça e após isso me olhou nos olhos.
_Agora eu preciso ir, avisa aquele ruivo idiota que se ele te fizer sofrer eu vou caçá-lo e quando eu o achar vai ser bem doloroso.
Não pude deixar de rir.


CASTIEL


Quando a tábua passou pela porta, Isabel saltou do sofá, tentei observar a expressão de Linn, seus olhos estavam vermelhos e seu rosto estava inchado, ela havia acabado de chorar, isso me causou um aperto forte no coração.
_E então filha como foi com o seu pai?_ Isabel questionou, visivelmente nervosa.
_Ele me proibiu de ver o Castiel novamente, disse que caso eu fosse adiante com essa história ele não iria mais me considerar como sendo sua filha._ agora foi a minha vez de pular do  sofá.
_O que?_ gritamos juntos._O SEU PAI NÃO SERIA LOUCO DE FALAR ALGO ASSIM._ Isabel, seu tão de voz era cortante, se Paulo estivesse ali, eu não tinha dúvidas a mulher lhe daria uma voadora.
_E o qual foi sua resposta?_ perguntei de um jeito desesperado.
_Disse que terminaria com você, o que mais poderia dizer?_ respondeu Linn, suas palavras me acertaram como um soco, senti o meu corpo estremecer, ela havia desistido de mim. 
_Você que sabe._ minha voz era glacial, comecei a caminhar até a porta, nunca mais olharia na cara dela, isso era certo. Mas foi aí que eu senti ela pular em minhas costas, passando as pernas pela meu quadril.
_Estou brincando seu bobo, meu pai consentiu, ele aprovou o nosso namoro._ Afirmou Linn em meio a gargalhadas, e então começou a beijar o meu pescoço, pode parecer um trocadilho mas senti um imenso peso sair das minhas, costas.
Meu coração estava palpitando, e tive que me segurar para não deixar que o suor masculino escorresse pelos meus olhos, essa tábua ainda vai me enlouquecer.
Assim que ela saiu de cima de mim, me virei para poder observá-la
_Nunca mais faça isso comigo entendeu, nunca mais!_ exclamei enquanto sacudia os seus ombros.
Linn começou a sorrir, seus olhos estavam fixos nos meus.
 _Você ficou com medo de me perder não é mesmo ruivo?_ questionou ela em um tom vitorioso.
_Cala a boca tábua estúpida._ quando Linn foi abrir a boca para responder os meus insultos, puxei ela para um abraço apertado.
_Eu não deixaria você escapar de mim tão facilmente, tomate._ declarou ela sorrindo, minha namorada é tão linda, vocês não tem noção, é a tábua mais linda que eu poderia ter achado. 
Então ouvimos o flash de uma câmera, eu e Linn olhamos para o lado e ali estava Isabel, com uma máquina fotográfica em suas mãos.
_Ficou perfeita._  falou a mulher.
_Mãeeeee, para com essas coisas estranhas por favor.
Nós três começamos a rir e depois de algumas horas, falei para Linn que eu tinha que ir para casa, não podia deixar Dragon sem comida por muito tempo, ela disse que me acompanharia até a frente de sua casa.
_Ruivo, esqueci de te falar, Alexy e Rosalya me convidaram para ir em uma festa hoje à noite.
_Aonde vai ser essa festa?
_Ministry of Sound, Não sei se você conhece?_ perguntou minha namorada de um jeito descontraído.
_Conheço sim, e por sinal vou ir também._ falei dando de ombros.
_Você não precisa se preocupar eu não vou fazer nada, não precisa ir por ciúmes.
_Não tô indo por sua causa idiota, Dake, um amigo meu, me chamou para tocar na festa, eu e Lysandre._ respondi revirando os olhos e a puxei para mais alguns beijos.
 


Notas Finais


Esperam que tenham gostado, estou ansiosa para saber a opinião de vocês <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...