História Dividida ll - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias David Luiz, Demi Lovato, Originais, Thiago Silva
Personagens David Luiz, Demi Lovato, Personagens Originais, Thiago Silva
Tags Drama, França, Revelaçoes, Romance, Vidas Passadas
Exibições 34
Palavras 2.052
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Finalmente o Ultimo Capitulo! agradeço a todos a leitoras que passaram por essa fic nesse dois anos e fique sabendo que vocês foram muito especiais para mim.
Darei uma pequena explicação sobre o titulo ser Oração a Dante.
me Baseie na divina comedia que o personagem dante passa por todos os círculos do inferno e consegue sair de la. achei que ficaria uma metáfora boa para a historia de Carol que passou por tanta coisa e mesmo passando por todos os círculos infernos fez disso uma força, um mantra, uma oração.
Fiz uma cena do casal Alain e Erica em pedido da minha amiga
Apreciem!

Capítulo 15 - Oração a Dante


Fanfic / Fanfiction Dividida ll - Capítulo 15 - Oração a Dante

 Foi noticiário no mundo inteiro a morte do grande jogador Thiago silva vitima de uma grande depressão e por isso suicidou-se com um tiro no peito que parou no ombro por descuido, Alain fora cuidadoso nos detalhes e conseguiu arma uma cena impecável, as horas que fiquei trancada no quarto me deram tempo para pensar. Por mais que fosse doloroso revive diversas vezes o assassinato que cometi, foi como se eu tivesse me libertado.

 O enterro seria daqui a dois dias e me sentia preparada para ele. O celular toca no canto da cama, era uma mensagem.

Depois do enterro do Thiago

Preciso falar com você

David Luiz.

                                                                               [...]

Pov Alain.

 Carol era forte! Por mais que suspeitasse disso. Passara dias da daquela noite horrenda. Mas eu não deixaria sozinha para se lembrar disso toda hora, ela precisava se distrair. Hoje era meu encontro oficial com Erica.

  Eu não tinha certeza dos meus sentimentos por aquela baixinha loira, por muito tempo fora apenas Carol, mas eu tinha que conforma que ela jamais seria minha como fora antes. A imensa paixão que sentia por ela tornara-se um amor sem a macula do ciúme.

 Olhei-me no espelho pela ultima vez e pus uma camisa confortável, nunca vi num pais em pleno inverno fazer.

 - Alain! Cacete! Cadê sua confiança. Até parece que é primeira vez que vai sair com ela. - Carol batia na porta levemente irritada.

Abri a porta do banheiro e encarei com os braços cruzados me olhando de cima em baixo com reprovação.

- Eu estou tentando enrolar Erica. Mas as neuras dela vão acabar mais rápido que as suas e pelo amor de deus coloca uma roupa decente. Você não está em Paris para usar Blazer.- Ele me empurrou de volta pro banheiro.

Então me troquei. E Carol deu uma piscada satisfeita com meu novo vestuário composta por bermuda bege e uma blusa do vento dos mares. Ela veio e me deu um beijo na bochecha.

- Agora joga todo seu charme Francês. E lembre-se cazuza, Gregório de matos e açaí.- Assim que ele terminou seus conselhos deitou-se na cama.

Catete, zona norte.

Erica estava encantadora com seu vestido floral e All star azul, seus cabelos loiros curtos e seus olhos azuis eram encantadores. Ela fingiu indiferença como parte do seu charme e me veio da minha direção.

- Obrigado por ter vindo, gravou todas as musicas do cazuza?- Ela inquiriu se aproximando aos poucos.

- acho que umas três...

 Ela fez cara de desdém e fomos para o evento em homenagem a cazuza que segundo Carol foi um cantor muito famoso por aqui.  E sentamos numa mesa e começou as melodias.

  Pensei em começa uma conversa. Mas passou uma hora e depois mais uma hora. Ela parecia tão ávida e quando tentava puxar assunto ela me mandava ficar em silencio.

 Eu comecei a ficar irritado com a situação, era um encontro ou o que. Um rapaz apareceu indo dar dois beijinhos na bochecha dela. Tinha que admitir que era um costume desagradável. Ele sentou ao lado dela e começaram a falar de Fernando de pessoa.

 Não aguentei e levantei indo em direção à saída. Erica percebeu vindo à minha direção e me cercou na porta da saída. Pensei que fosse ficar irritada e ela apenas riu.

- Está com ciúmes, Alain.- Ela questionou com um brilho nos olhos.

Como ela ousa fazer isso! Eu com ciúmes? Dessa baixinha que mal passa no ombro.

- Primeiro que você não é meu tipo de mulher, E só dou valor pra morenas.- Eu retruquei querendo ir embora.

Ela se aproximou ficando mais próximo de mim, aquele corpo pequeno mexia comigo de forma inexplicável.

- Serio, Ainda bem que você só dar valor pra morenas. Você iria pastar muito na minha mão. O se ia.- ela retrucou sarcástica.

Eu segurei seu braço trazendo para mais perto.

- Olha aqui, não sou os tipos de cara que você esta acostumada a lidar. Comigo o bicho vai pegar!

Ela mordeu o lábio me deixando excitado.

- É mesmo, só estou esperando...

Então ela me largou indo para o show. Filha da puta. Algo me levou de volta a mesa que estávamos.

Duas horas depois.

Caminhávamos pelo bairro das Laranjeiras onde Erica estava morando. Fora uma ótima noite e tenho que admitir. Ela era especial e geniosa. Assim que chegamos ao seu portão dei um beijo em sua bochecha por um longo tempo.

- Está entregue, senhorita!- Eu falei galante e ela sorriu.

- Não quer entrar? Beber algo?- ela perguntou com segundas intenções.

Por mais tentador que fosse eu ainda teria que passar na casa da Carol para ver como ela está, então dei um sorriso de canto.

- hoje não, tenho um assunto para resolver. - Eu respondi meio triste.

- Tem certeza?

- Sim.

Ela então fez uma careta e segurou meus cabelos.

- Alain! Você virou viado ou eu que estou uma merda?- Ela descarou isso na minha cara.

  Não pensei muito

Apenas agarrei pela cintura dando o beijo que quis dar desde primeira vez que a vi essa noite e sei muito bem onde isso nos levaria.

                                                              [...]

Lucas olhava atentamente o celular e então deu um ok. Levantamos nossas taças de vinho e brindamos em comemoração.

- Não sabia que dar um mortal no ego de Alain seria tão legal. - Lucas falava rindo, abraçando Jessica que não parava de rir.

- você não presta Lucas! Você já sabe que a Erica é do mal e você ajuda.- Eu comentei  forçando um riso.

Jessica percebeu que eu estava meio calada e veio do meu lado deitando sua cabeça na minha.

- você gostava um pouco daquele Thiago? Mas saiba que você tem seus amigos e no fim tudo o vento levara.

 Eu estava bem, eu pensava. E assim seria. Thiago fora um ponto final na minha vida e minha ansiedade estava em David Luiz.

                                                              [...]

  Dia do Enterro.

  O carro de Alain andava velozmente para o Cemitério onde ocorreria o enterro, ele apenas me deixaria, fui convidada apenas por que Oscar insistiu.

- Em outubro irei para Paris com Erica. - Ele comentou comigo, enquanto dirigia em silencio. - Tem uma certa pessoa que precisamos acerta as contas.

  Eu sabia de quem se tratava. No fim, eu consegui sorri com essa possibilidade. Quando chegamos antes de sair do carro, Alain segurou minha mão.

- David está ai, talvez devesse falar com ele. - E assim partiu com seu carro.

 Eu encarei firme tudo, observei todos chorando: a torcida do fluminense, familiares e amigos. Sentia-me deslocada até que uma pessoa apareceu por destra de mim.

- Oscar!- assim o abracei fortemente.

- Saudades, musa da seleção!

 Ele me acompanhou durante boa parte do velório e depois me deixou sozinha para chegar perto do caixão. Eu não conseguiria por mais que tentasse, E então eu o vi de longe com seus olhos verdes me cercando.

 Ele caminhou em minha direção e me abraçou por trás beijando meu pescoço.

- Pensei que não viesse. - ele falou num fio de voz.

- Pessoas marcam a gente mesmo com as coisas ruins que nos fazem depois. - eu respondi meio perdida olhando o caixão descendo para a terra.

- Eu o amava tanto, Carol! Mesmo com tudo. - Ele continuou triste.

 Lembro que a cena que mais me marcou foi o processo da terra sendo jogado no buraco, Thiago não morreu, mas via aquilo como memórias sendo enterradas. Como se eu estivesse esquecendo ele cada vez que terra fosse jogada.

 Então surgiu uma visão de uma mulher caminhando pelo escuro, ela vestia preto e chorava demasiadamente. Cavava com angustia um buraco na terra com as próprias mãos e começou a enterra cartas, cartas e mais cartas. Aquelas cartas continha lembranças, alguém e algo.

  Aquilo fora uma lembrança

  Um arrepio passou por mim.

 Uma hora depois.

Quando a floresta escura caiu diante de mim

E todos os caminhos estavam encobertos

Quando padres do orgulho dizem não haver outro caminho

Eu cultivo a tristeza de pedra

 

 Era Copacabana no Hotel miramar onde David estava hospedado. Eu o esperava sair do banheiro e assim que saiu se se encostou a um móvel. Encaramos-nos por um longo tempo sem saber o que falar.

- precisamos conversar sobre nos. - Ele falou um pouco inquieto.

Eu me aproximei devagar toquei seu rosto e o beijei levemente com doçura! Tocando sua nuca e descendo pelas suas costas.

- Preciso ter certeza, David! Mais do que nunca...

Eu não acreditei porque não podia ver

Embora você tenha vindo a mim durante a noite

Quando a aurora parecia para sempre perdida

Você mostrou-me o seu amor na luz das estrelas

 

Ele segurou meu rosto com força e me beijou fortemente.

- Sei que fui errado com você esse tempo todo e não tem como me desculpar.- Ele se exasperou.

Eu toquei seu peito

- Isso não importa mais.

Lance seus olhos no oceano

Lance sua alma para o mar

Quando a escura noite parece sem fim

Por favor, lembre-se de mim

 

Então, ele me pega no colo puxando minha camisa e me deixando em sua cama. O toque dos seus lábios macios e toques delicados das suas mãos sobre meu corpo. Nossos corpos desnudos clamando por isso há tanto tempo.

então a montanha elevou-se diante de mim

Pelo vão profundo de desejo

Da fonte de perdão

Além do gelo e do fogo

 

Barrigas grudadas iguais dois pardais, ele entrou em mim, possuindo meu corpo levemente. Enquanto arranhava suas costas devagar perdida pelos pequenos prazeres que ele me proporcionava.

Lance seus olhos no oceano

Lance sua alma para o mar

Quando a escura noite parece sem fim

Por favor, lembre-se de mim

 

Eu precisava dos seus toques, precisava saber se aqueles sentimentos estavam vivos ainda, eu queria me reconhecer de voltar. Suávamos e continuamos incasavalmente pela busca daquilo que nos dois tanto procurávamos.

                              Embora nós partilhemos este humilde caminho, sozinhos

                                                       Quão frágil é o coração

                                         Oh! Dê a estes pés de barro asas para voar

                                             Para tocar a face das estrelas

 

A pequena morte chegou atordoante nos levando a nuvens de nossas ilusões e prisões. Sabíamos que depois daquilo tomaríamos decisão certa e nos olhamos no olhos pela ultima vez antes de adormecemos cedidos pelo cansaço.

                              respire vida dentro deste fraco coração

                              Levante este véu mortal de medo

                Pegue estas esperanças despedaçadas, gravadas com lágrimas

                       Nos ergueremos por sobre esses cuidados terrenos


 

                                    Lance seus olhos no oceano

                                  Lance sua alma para o mar

                             Quando a escura noite parece sem fim

                                  Por favor, lembre-se de mim

                                   Por favor, lembre-se de mim

 

O por do sol me fez levantar da cama deixando um David seminu sozinho, dei um sorriso ao enxerga-lo tão pleno, peguei minha calcinha e vesti sua camiseta. Me sentei num canto da janela e enxerguei o horizonte.

  O mar, a sombra do cristo redentor, os prédios e as pessoas caminhando por aquela cidade tão pequena e onde tantas coisas aconteciam. Simplesmente milhares de memórias vierem a minha mente. Um sorriso me veio a mente.

  Não era o fim, não existia um fim, eu tinha muita coisa pra viver. Muitas aventuras me aguardavam. Só existiria um fim quando eu morresse.

  Só que as vezes pensava?  Você já quis tanto uma coisa que o medo não conseguir fez pensar se alguma vez deveria ter desejado tê-la.   

                                       Eu não tenho medo da estrada Ser visto

temos que ouvir Meandros da parte inferior das costas

 E tudo ficará bem

 O Vento nos Levará

 Sua mensagem tem o grande curso

 E a trajetória do curso

Um instante de veludo

Mesmo que não há nada acontecendo

O vento vai levar

Todos, mas desaparecer

 O vento nos levará

 O carinho e a metralha

 E essa ferida que lágrimas nos fez

 O palácio de outros dias

 Ontem e amanhã

 O vento vai levar

Genética na alça de ombro Cromossomos na atmosfera

 Táxis de galáxias

E o meu tapete voador que O vento vai levar

Todos, mas desaparecer

O vento nos levará

Este perfume de nossos anos mortos Que pode atacar em sua porta

 Destinos infinitos

Nós poses e que mantém em?

O vento vai levar À medida que a maré sobe E novamente a cada contas Tomo a palma da minha sombra

 A poeira de você O vento vai levar


Notas Finais


Então esse é o fim. a saga de Carol prosseguira, mas não saberei. E duro me despedir de uma pessoa que te acompanhou por tanto tempo. papo de escritor, mas é verdade. só espero que ela tenha muito momentos felizes.
Espero que tenham gostado da historia meus amores
Caso queiram acompanham meu trabalho
tenho mais duas fics
Ate em breve
saudade é o que fica


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...