História Divididos pelas Cores - Capítulo 6


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Palavras 1.440
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Amarelos - Estudantes
Vermelhas - Donas de casas
Azuis - Trabalhadores
Pratas - Donos de empresas
Dourados - Estudantes (porém filhos dos Pratas)
Entre outras demais cores.

Capítulo 6 - Escravidão


 

O salto deixa minhas pernas duras e doloridas, eu estou tropeçando a cada bloco de pedra que aparece em minha frente, sempre que tropeço o meu óculos pula e vem na ponta do meu nariz ameaçando cair e quebrar. Eu, Rebeca e Shay andavamos devagar, estavamos perto do portão para sair do condôminio Cinza, respirávamos fundo, devagar e assustados para o que nos aguardava a frente. E se descobrissem a gente? E se o porteiro visse falsas Douradas em um local Cinza?

E se? E se? E se?

Essas palavras me assustam, muitas frases podem se contruir com e se.

─ Escondam-se no beco. Vou faer um teatro – Shay mostrou os dentes brancos em um sorriso animado.

Ele marchou até o portão com peito estufado e nariz empinado, ficou na frente da saída e começou a bater as palmas .

─ Abre, abre! É para hoje cara – gritou Shay.

─ Hum? Falou comigo? – porteiro não parecia bravo, apenas confuso.

─ Tem mais alguém aqui companheiro?

O portão começou a gritar e ruíu; começara a abrir. O porteiro não tão mais amigável observou meu amigo desfilar para fora.

─ Valeu cara, você respeita sua cor e sabe abrir um portão – em seguida ele soltou uma gargalhada assustadora e maldosa.

Greg, nome que se destacava no pequeno crachá exposto em seu peito, saiu de sua cabina e empurrou Shay na parede da escada, levantou o punho se preparando para enfia-lo no meio do rosto de Shay. Aquele era o momento exato para nós duas correr para fora do condomínio.

Fomos nas pontas dos pés para não ficar fazendo toc,toc,toc com o baruloh do salto.

─ Pelo menos sei que meus pais estão em suas casas, no condomínio azul e não aqui – grunhiu Greg. Não vi o rosto de Shay, mas sei que aquilo o machucou, de verdade – você acha que é quem maluco? – Greg estava com a mão espalmada.

Eles agora estão grudados no portão, uma virada que Shay para que passassemos por eles sem que o porteiro nos visse. Shay estava estava com a cabeça no ferro fino. Greg segurava na gola dele. Estava de costas para a escada, não viu quando chegamos por trás.

─ Licença – Rebeca forçou uma voz horrível e enjoada – dá para soltar ele – exigiu – precisamos dele para terminar nossas lições, certo Aline?

─ Sim Alane – concordei tomando o braço de Shay e puxando para mim. Forçando o porteiro a solta-lo.

O porteiro soltou devagar a gola, assim que solto saímos de lá rebolando e levando Shay como um cachorro indefeso, senti um olhar sobre mim. Um olhar confuso de Greg.

─ Ufa! – suspirei arrumando os meus óculos.

─ Adorei quando me puxou pelo braço escada a cima – Shay piscou carinhosamente para mim, fazendo Rebeca cair na risada.

─ Desculpa, só gosto de Dourados  - pisquei de volta para ele.

Começamos a andar pela ponte, estava aterrorizada, sair de lá era a parte fácil, como vou fazer para entrar no castelo?

Minha vez de fazer o teatro. A saia grudada atrapalha quando ando, parece que tem cordas amarrando minhas pernas, o sapato já está me deixando com calos e bolhas nos pés e o corpete parecia uma armadura quente e pesada. O som abafado do salto alto, por causa da neblina, me acalmava.

─ Vamos lá Alana – eu disse.

Alana e Aline são nossos apelidos dado por amigos nossos. Falam que somos parecidas, pensamos parecido e também temos que ter nomes parecidos. Sorri ao lembrar de alguns dias atrás. Pensar que não conhecíamos de tudo.

Chegamos na parte de venda, mas agora não eramos invísiveis, todos olhavam para nós duas, odiando nós duas. Sempre gostei da feira, as tendas coloridas me divertem, fico curiosa em saber o que eles vendem e quanto combram por seus objetos. As crianças sujas e barulhentas pulam e brincam com bonecas ou carrinhos em suas mãos, depois os jogam na lama do parquinho que tem apenas dois balanços. Também não podemos ignorar os garotos. Todos os dourados piscam e sorriem, preparando-se para atacar as inofensivas Douradas falsas. Retribuímos com frieza, nunca saindo do papel que nos deram.

─ Aline, estou assustada, tem tantos predadores olhando suas duas presas.

─ Alane, confie em mim, logo nós seremos as predadoras.

─ Viu os garotos? Tinha um babando.

─ Imagine Shay aqui – disse rindo com desdém.

─ Ele morreria de ciúmes de você – Rebeca disse me acompanhando na risada sinistra.

O enorme portão exibia a bandeira de Kolour, mostrando que ali era o lugar especial onde morava a família real.

─ Finalmente – sussurramos em coro ao chegar perto da cabine do porteiro .

─ O-olá senhori-ritas! – enrolou-se Dillan. O porteiro.

─ Oi – murmurei, Rebeca optou por ignora-lo.

─ Vã-Vão entrar?

─ Se estamos aqui…

─ Ah si-sim. Po-podem passar a-as jó-jóias – ele clicou no único botão vermelho do paínel que fez o scanner pular para fora.

Passei o braço rápidamente, o aparelho apitou, Dillan permitiu minha entrada. Suspirei alíviada. Rebeca imitou meus passos. Quando estávamos do outro lado do portão percebi que a Rebeca estava lívida, parecia um papel.

A cidade Prata era diferente do que eu imaginei. Pensei que seria colorido, com parques e fontes, árvores que exibissem seus frutos, só que não, parecia que tinha nevado por anos. Era tudo branco, prata, azul, rosa; cores claras e depressivas. As pessoas pareciam formigas procurando comida e colocando-as dentro do formigueiro, o que dava coloração no lugar espaçoso deprimente  era as roupas douradas. No final da rua estava o castelo azul-claro, continha duas torres nas laterais com tetos brencos e pontiagudos. No topo tinha duas bandeiras conhecidas por todos. A de Amaidom, um arco-íris redondo com um passáro branco no centro. E a de Kolour, um passáro colorido que usa uma coroa prata. A porta no centro era vigíada por Pretos, três em cada lado da porta e um no meio, conferindo as pessoas que exigiam falar com o rei.

─ Uou – Rebeca sussurrou para si mesma.

─ Vamos logo.

Seguimos em frente ignorando qualquer um, menos os Pretos. Enfiava as unhas na palma da mão sempre que um Preto vínha em nossa direção. Meu estômago dançava ameaçando me fazer vômitar tudo o que comi no almoço.

─ Olá lindas – um par de garotos; um ruivo de olhos azuis e o outro moreno de olhos cor de mel, vieram puxar assunto.

O ruivo usava uma jaqueta estilosa de couro, uma sarja preta, blusa social aul-marinho e um tênis dourado, olhos azuis e sardas espalhavam-se pelo rosto inteiro. Até o acharia fofo se não fosse um deles.

O moreno usava uma blusa dourada, uma calça preta e tênis vinho que combinava com uma blusa de frio que ele usava, olhos mel e dentes pérola. Ele parecia ser um modelo, provavelmente era.

─ Vão encher o saco de outras – eu implorei, mas na hora me repreendi.

─ Opa! Essa é minha – disse o ruivo apontando para mim.

─ Sua? Lamento. Mas garotos com cebelo cor “molho de salsicha” – desafiei.

─ Estou apaixonado – ele ignorou-me.

─ Certo, fiquei com a mais bonita e mais educado – disse o moreno.

─ Quem disse que era a sua mais bonita? – gritou o ruivo.

Rebeca assustada, sugurou minha mão.

─ Parem de latir, já temos namorados, vem irmãzinha. O princípe nos espera.

Eles nos encararam e deram um sorriso malicioso. Empurramo-os e apressamos o passo para chegar no castelo logo.

─ Nome? – perguntou o homem que conferia em sua lista.

─ Não estamos na lista, mas o princípe sabe de nós duas.

─ Sério? Então por que não estão na lista?

─ Se não acredita chame-o.

Ele sussurrou algo para um empregado que entrou no castelo, voltou tempos depois concordando que poderíamos entrar. O princípe o acompanhava, assim que nos viu deu um sorriso que fez o coração de Rebeca pular.

─ Entrem por favor – disse ele – temos muito o que conversar.

Entramos saltitando, ele nos acompanhou devagar até chegar em uma biblioteca. Estávamos todos curiosos.

─ Preciso ir ao banheiro, ela te explica as coisas – eu disse.

Sentia que diva isso a ela, então corri entre as estantes apenas ouvindo a conversa deles.

─ Eu não te fiz minha pergunta.

─ Vai me explicar como conseguiram essas roupas e jóias? E tudo isso só para me fazer uma pergunta?

Passei os dedos nas lombadas coloridas dos livros até que um título me chamou atenção.

─ É, só deixa eu te fazer a pergunta?

─ Fassa.

Peguei o livro com o nome de Promovimento.

─ Para onde vão as pessoas do Promovimento?

Fui a primeira página que tinha um parágrafo grifado de verde que dizia: Promovimento? O nome verdadeiro deveria ser “Escravidão”!


Notas Finais


Espero que gostem <3
Terá a parte dois desta capitulo, vou deixa-lo incompleto para deixar uma misteriosidade no ar.


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