História Divine Harmony - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Cerisier_Hime

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Gajeel Redfox, Levy McGarden, Personagens Originais
Tags Casamento, Gajevy, Gajevyweek2017, Gale, Hentai, Romance
Visualizações 188
Palavras 2.126
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olaaaar

Quem tem limite é fronteira, nós não kkkj

Estou aqui com mais uma short, só que dessa vez eu tive a honra de transformar a minha beta em autora, juntamente comigo ❤

Essa fic será curtinha, sete capítulos, e vamos usar os temas da semana Gale/Gajevy desse ano!

É um casalzão msm 💞

Ou seja, vai ter muito hentai e divertimento entre os dois, para mostrar que dá para ser feliz de qualquer jeito!

Esperamos que gostem 💘

Obrigado, Bibis u.u

Boa leitura e desculpem os erros!

Capítulo 1 - Red line of destiny


Eu o conheci há dois anos atrás. Tudo aconteceu mais rápido do que deveria e mais rápido ainda parecia passar o tempo. Era loucura pensar em tudo aquilo e em como tinhamos chegado naquele ponto.

No meu último ano de faculdade a minha classe precisava fazer um intercâmbio para o trabalho de conclusão de curso. O curso de fotografia da Inglaterra foi, durante vários anos, escolhido como o mais completo e eu tinha que terminar com chave de ouro.

Com a viagem marcada para os Estados Unidos, eu fiz todo o planejamento para as duas semanas que seriam totalmente aproveitadas apenas para os estudos. Era o que eu pensava.

Aos meus vinte e dois anos, essa seria a primeira vez em que sairia de Manchester e do meu país, eu estava extremamente ansiosa para desvendar o mundo. Chegamos, nos instalamos e descansamos, já que no dia seguinte iríamos começar a explorar o lugar.

Como a diferente da turma, eu não tinha conseguido seguir o tuor e fui me aventurar pela cidade da Califórnia, coberta de neve, sozinha. Com um mapa, trezentos dólares e roupas que me distiguiam facilmente dos moradores locais, eu me sentia invencível. Pedi algumas informações e fiquei meia hora num táxi, apenas dizendo que queria ficar num lugar de fácil referência e sem dificuldades para voltar. O senhor foi extremamente gentil ao me deixar no centro.

Cheguei em um ponto turístico e armei minha câmera, pensando nas imagens perfeitas que fariam parte do meu portfólio, levando o tema de "Um mundo em preto e branco - o colorido aos olhos da alma". Mais profundo do que aquilo? Impossível.

A primeira coisa que me chamou atenção foi um casal tomando café, um de frente para o outro, sorrindo abertamente. Fui até lá e pedi autorização para tirar algumas fotos, até sem mostrar os seus rostos, se necessário.

As fotos ficaram boas e eu ainda ganhei um pão de queijo de brinde. Continuei caminhando, até achar um lago congelado, que já parecia estar em preto e branco até mesmo sem o efeito.

Assim continuei, de lugar em lugar, paisagem a paisagem. O fuso-horário era algo difícil de se adaptar, quase esqueci que tinha que estar no hotel às quatro da tarde. Já eram três e quinze.

Peguei o celular, tentando fazer ligações e pedir para que alguém enrolasse as inspetoras até eu chegar caso me atrasasse. Pena que o sinal não ajudou. Corri até uma banca de jornal, comprei um chip e sentei num banco, abrindo o mapa sobre a madeira e a neve em excesso.

- Por que essa porcaria não pega? - Xinguei mentalmente, nada podia sair do planejado. - Já sei, um táxi novamente!

- Eu não faria isso, o trânsito na treze com a dez vai estar carregado a essa hora. - Sentou do lado do meu mapa, bebendo mais do café grande. - Os taxistas não vão buscar o caminho mais rápido, e sim um que aumente o preço no taxímetro.

Todo vestido de preto, ele parecia se divertir com a situação. Assim que terminou o líquido, mirou a lixeira há uns dez metros na frente e jogou o copo lá, acertando como nos desenhos animados.

- E você é? - Perguntei, com uma certa irritação.

- Americano. - Finalmente virou para mim e esticou o braço esquerdo nas costas do banco, me analisando através da lente dos óculos de grau de armação preta. - E você, inglesa.

- Como tem tanta certeza? - Rebati, já imaginando uma boa resposta para sua próxima afirmação.

- Sotaque, é fácil distinguir. Você fala tudo certinho, não somos assim aqui. E tem um crachá pendurando no seu pescoço, caso não tenha notado. - Coloquei o objeto dentro do sobretudo bege. - Não pude ver seu nome.

- Ele não te interessa. - Disparei.

- Jura? Pensei que uma carona te interessaria. - Deu os ombros.

- Por que pensou isso?

- Duvido que você chegue ao lugar que quer, mas se for ajudar, primeiro vire o mapa, está de cabeça para baixo. - Suspirou. Apenas olhei para o papel e confirmei o que ele havia dito. - Onde está hospedada?

Mesmo não querendo admitir, eu precisava de ajuda. Tirei o crachá da blusa, mostrando o nome e o endereço do hotel no verso.

- Ah, sim. É aqui. - Mostrou no mapa, chamando minha atenção. - Está vendo essa linha verde? É no ponto ali do outro lado da rua. Pegue um ônibus nela e desça na avenida principal, qualquer um vai saber te informar. No mesmo ponto, vai pegar o cento e cinco e ir até o ponto final. De lá, facilmente você vai chegar no seu hotel. - Deu um sorriso encantador. - É melhor se apressar, daqui há pouco o primeiro passa.

- Obrigada. - Juntei minhas coisas na bolsa e estendi a mão para ele. - Desculpa se fui mal educada, as instruções que recebemos ao vir para cá são... Enfim, sou -

- McGarden. - Arqueei a sobrancelha. - Levy McGarden, eu vi no crachá. Meu nome é Gajeel Redfox, não precisa se desculpar. Também não fui tão amigável.

Apertamos as mãos e eu sorri, constragida. Depois saí andando como um foguete, disposta a chegar no ponto, mas parei. Voltei até lá com seu olhar sobre mim, sem acreditar que eu faria aquilo.

- Não lembra de nada do que eu disse, não é? - Tive que concordar. - Bem, só vou ter um compromisso daqui há uma hora, acho que posso te acompanhar.

- Ah, nem sei como agradecer! - Levantou e pôs as mãos nos bolsos. - Mas não tem problema deixar seu carro sozinho todo esse tempo?

- Ele não vai a lugar nenhum, está atolado na neve.

- E você planejava me dar uma carona como? Via pensamento? - Deu um sorriso aberto e ele estendeu o braço para mim, aceitei com um certo receio.

- Bem, precisava ter uma desculpa para puxar assunto com uma moça bonita, turista.

- Sabe o meu nome, não me dê apelidos. Seu, seu... Americano exibido.

- Inglesinha marrenta.

Ele me deixou na porta do hotel com dez minutos de antecedência, sem falar muito na hora do adeus. No caminho até lá, explicou um pouco de si. Ele estava no auge dos seus vinte e três anos, formado em arquitetura e nascido na capital, mas veio morar na cidade depois do intercâmbio de fim de ano.

Tínhamos as mesmas ideias, pensamentos e crença. Parecia ser alguém muito certo do que queria e ainda mais certo sobre sua fé, mas não seguia nenhuma religião. A nossa conversa fora baseada no "Sério? Eu também sou assim!". Ao se afastar, disse que me ligaria.

E ele realmente ligou no outro dia, quase meia noite. Sem amor ao meu curso e nem ao meu couro, saí do quarto uma da manhã para encontrá-lo no seu carro. Ele dirigiu um pouco para um lugar afastado, onde ficamos ouvindo música e falando sobre nós mesmos e das decepções que a vida tinha nos dado naquele pouco tempo de existência.

Ele foi noivo de uma garota que cresceu junto com ele. Namoraram, noivaram e se separaram após ela deixar claro que ele não era o homem que aparentava ser. Tive que compartilhar que nenhum dos meus relacionamentos duraram mais do que três meses por não entregar minha virgindade para qualquer um. Podiam falar o que for, mas era importante para mim.

Lembro perfeitamente de ver ele envergonhado, sem saber o que dizer. Quem o visse de longe, certamente imaginaria um lobo alfa de primeira, mas Gajeel era mais complexo e mais intenso do que qualquer um poderia ver ou imaginar.

E o impensável aconteceu. Perdemos a nossa virgindade juntos naquele carro, enquanto o dia amanhecia.

Nos outros dias, nos víamos quase sempre, ele até se disfarçou de estudante para que pudessemos ficar mais tempo juntos. As melhores fotos que tirei foram nos lugares em que ele me levou. Tudo parecia perfeito quando ele estava por perto.

Porém, as duas semanas acabaram.

Juramos não perder contato e nos encontrar assim que fosse possível, não iríamos deixar acabar algo tão bom que nasceu de maneira tão inesperada, certo? Errado.

Enquanto eu me afundava no último semestre da faculdade, ele parecia estar diferente. Cogitei diversas hipóteses para suas mudanças repentinas de humor, tantas coisas podiam ter acontecido no primeiro mês em que não nós encontrávamos. Gajeel não me falava e eu também não perguntava.

No final do ano, ele trocou todos seus meios de comunicação que eu tinha o número e não pude voltar a falar com ele de nenhum jeito. Comecei a namorar com um empresário do ramo da fotografia duas semanas depois.

Perdemos totalmente o contato durante três longos meses. Meu namoro já era um barco furado desde o começo, o sexo era apenas um alívio para as frustrações da vida e a saudade que sentia dele. Aquele idiota americano exibido.

Quando terminei meu namoro, que durou seis meses, estava com a viagem marcada para os Estados Unidos. Dois dias depois, estava num táxi, cortando as ruas da Califórnia.

Ele havia me dado três endereços na última vez em que nos falamos. O do seu trabalho, o da sua casa e da o da casa reserva. Não sabia o que significava o último, mas eu iria até o inferno para encontrá-lo.

No primeiro, descobri que ele não trabalhava mais lá. No segundo, a casa tinha sido vendida e o antigo dono fez tudo através de uma imobiliária para não ser encontrado.

O último endereço era a minha última esperança, era tudo o que eu tinha. Uma pequena fazenda mal cuidada foi o meu destino. Lembro de ter corrido como se não houvesse amanhã naquele gramado morto, com todas as expectativas na porta de madeira velha.

Assim que bati, o achei irreconhecível e acabado. Uma barba enorme, magro, aparência apática e rosto cheio de marcas. Chorando desesperada, sem conter mais tanta raiva e mágoa dentro de mim, o bati até não ter mais forças, caindo de joelhos na sua frente. Ele me abraçou, pediu desculpa e desmaiou no meu colo, apagando por três dias.

Quando finalmente acordou, contou o que havia acontecido. Eu fui embora e logo depois, seu pai morreu. A família não deixou que ele participasse do enterro, em Washington, por estar em outra cidade e ter se recusado a viver a vida de luxo que eles ostentavam. Foi proibido de se despedir da única pessoa que ainda se importava com ele, antes da minha chegada.

Eu fui a primeira pessoa que fez ele querer viver de novo depois de muito tempo, mas fui embora. A depressão acabou com ele aos poucos, que apenas torcia para que sua vida acabasse o mais rápido possível. Me mostrou a arma que carregava na cintura, se arrastando todos os dias, até que tivesse coragem de atirar contra sua própria cabeça.

Pediu desculpa por ter migrado de cama em cama, por ter descontado em outros corpos. Mas isso não importava, eu havia feito exatamente o mesmo. Ele sempre repetia a mesma coisa "Eu não te mereço", mas não havia motivos para isso. Abandonei minha vida na Europa e fui morar com ele naquela fazenda até o final daquele ano, até que ele se recuperasse e pudesse voltar a ver sentido na sua existência.

Ficamos noivos logo depois e o tempo voou. Nos casamos numa igreja pequena no sul da cidade, numa tarde quente e cheia de felicidade em nossas vidas.

Agora, estavámos em um avião a caminho do Brasil, tendo Fernando de Noronha como destino da nossa lua de mel. Mesmo que o tempo fosse curto, tudo seria perfeito enquanto estivesse com meu esposo ao meu lado.

- No mundo da lua? - Perguntou, acariciando meu rosto, enquanto eu me enroscava no seu braço esquerdo.

- Estou feliz. - Sorri. - Muito feliz.

- Me lembre disso quando chegarmos ao hotel. - Um sorriso brincou nos seus lábios e eu só pensava em subir sobre ele e sentar loucamente.

- Vou te lembrar quando estivermos no banheiro do aeroporto. - Senti sua mão escorregar pelo pano do meu macacão de malha e afastei as pernas, ele podia fazer o que quisesse comigo, onde quisesse.

- Alguém quer atenção. - Rosnou no meu ouvido, tentando tornar o movimento intenso, apesar dos tecidos incômodos. - É aqui?

- Exatamente aí... - Quando tocou no lugar certo, tive que gemer baixo e cravar minhas unhas no seu braço. - Não seja malvado e me deixe molhada se não vai poder me foder.

- Gosto de te deixar assim, sei que você vai estar louca quando chegarmos ao hotel. - Rimos junto. - Louca e molhada.

- Quando não estou assim? - Ironizei.

E bem, chegamos ao hotel. Um banho cheio de carícias abriu nossa noite, que terminou com nós dois abraçados na cama depois de um jantar delicioso.

- Fica para amanhã então... - Falei, morta de cansaço pelas dez horas de voo que enfrentamos.

- Isso. Amanhã. - Beijou minha testa. - Eu te amo, meu amor.

- Eu te amo, querido.


Notas Finais


Fizemos esse capítulo apenas para esquentar e deixar um gostinho de quero mais e.e

A potaria vem aí :v

Comenta, se gostou!

Tiau ! 😁😀


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