História Divórcio - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Xiumin
Tags Busan, Divórcio, Kaisoo, Praia
Exibições 168
Palavras 5.982
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu ia postar na quarta, mas estava ansiosa ahahahaha
ÚLTIMO CAPÍTULO!! EU ESTOU FELIZ POR TER CONSEGUIDO AGRADAR VCS!
Obrigado especial às pessoinhas que comentaram todos os capítulos.OBRIGADO!!!
Uma pessoinha mandou uma mensagem pra mim e me deixou mais feliz pra postar o cap. djsjdjsjwjsidksnwjsjsjssj
leiam as notas finais por favor <3 POR FAVOR

~Uma ótima leitura para vcs.

Capítulo 4 - 04


  Ambos se encararam por um longo tempo, Kyungsoo com a boca entreaberta tentando respirar, enquanto Jongin o olhava de forma serena, não demonstrando o que estava sentindo.

Kyungsoo lembrava-se de tudo que havia falado; não queria, mas lembrava. E sentiu-se mal, pois apesar de tudo que Jongin já o tinha feito sofrer, nunca fora tão cruel a ponto de machucá-lo com palavras.  As pessoas dizem que se pode machucar alguém com uma pedra, ou com um pedaço de pau; mas que palavras nunca doeriam, porque o ser humano é forte para aguentar. Era mentira, Kyungsoo preferia ter machucando Jongin fisicamente, a ter magoado seu coração com palavras tão afiadas.

- O que você está fazendo? - conseguiu perguntar com a voz que parecia ter desaparecido.

- Não é óbvio? Eu vou embora. - o maior respondeu.  

- Mas... Porquê?

- Você está bem acompanhado pelo ruivinho, tenho certeza que teve uma ótima noite, não?

Mesmo que Kyungsoo soubesse que não havia acontecido nada entre ele e Minseok, se sentiu culpado. Porque odiaria saber que Jongin tinha passado a noite no quarto de outra pessoa.

- Me desculpe Jongin... - se aproximou, mas Jongin se levantou da cama, afastando-se, fazendo Kyungsoo parar onde estava - Não aconteceu nada, você me conhece... Sabe que não aconteceu nada.

- Você não precisa se explicar Kyungsoo, hoje mesmo quando eu chegar em Seoul vou assinar os papéis do divórcio. Você pode ficar tranquilo, vai ficar livre de mim.

"E quero, mais que tudo, me livrar de você." as palavras que Kyungsoo havia dito na noite passada ecoaram em sua mente.

- Eu estava bêbado Jongin, eu falei da boca para fora, eu... Não vai... Por favor. - pediu.

- Nós dois sabemos que você fica bem consciente quando bebe. - Jongin respondeu ríspido.

- Eu estava com raiva! Não vai...

- Você não entende mesmo, não é? O divórcio...

- Eu não quero me divorciar! - Kyungsoo gritou. - Você quer!

- Você não entende! - Jongin gritou de volta - Você não sabe os meus motivos, eu preciso fazer isso!

- Porque? Sou eu? - Kyungsoo sentiu um nó se formar na garganta, não queria chorar, mas já estava ficando difícil segurar - Se eu fiz qualquer coisa Jongin, me desculpa...

Jongin ficou sem saber o que falar, claro que não, Kyungsoo nunca fez algo que o levasse ao divórcio. A culpa não era sua.

- Você não fez nada... - repondeu mais calmo - Eu não posso ficar com você porque... Porque, eu sei o quanto é importante para você ter uma criança em casa. Eu mais do que ninguém sei como você se sente por não poder realizar esse desejo; eu via você pelos cantos, triste, às vezes ficava sem comer. Eu nunca entendi porque você ficou tão desapontado por não poder adotar uma criança, mas eu era o culpado. Aquela mulher do orfanato olhava para nós dois com nojo, repulsa... E eu estava fazendo você passar por isso. Ninguém entenderia se eu explicasse o motivo do divórcio, mas eu vi... Vi como você ficou depois disso, era importante para você, só que a minha presença estava destruindo tudo o que você pretendia para sua vida. Eu decidi a separação para que você fosse mais feliz. - Jongin contou de uma vez, Kyungsoo sentiu algumas lágrimas deslizarem por seu rosto, não estava acreditando que esse era o motivo.

- Então você ia desistir de tudo, por isso? Desde quando você virou um covarde?!

- Eu fiz por você! Não me importo de ser odiado, mas não aguentava ver todos aqueles olhares que as pessoas te lançavam. Eles... Machucavam.

- E você pretendia me deixar passando por isso sozinho? Ia me largar e sofrer sozinho? - Kyungsoo tentava entender o que Jongin havia feito, mas tudo o que vinha na sua cabeça era uma vontade de gritar "você é burro!". Jongin nunca foi de pensar muito sobre as coisas que fazia, ele sempre agiu por impulso, pelo momento.

- Eu não... Claro que não.

- Mas é isso que você está prestes a fazer, se você sair agora... Vai se destruir, vai me destruir... Quer dizer, se você ainda me ama. - falou num fio de voz, parecia que ela sumiria a qualquer minuto. Kyungsoo pensou que esse seria o momento em que Jongin correria para os seus braços e diria "claro que eu te amo!"

Mas não aconteceu.

Jongin congelou no lugar, ainda olhando nos olhos de Kyungsoo.

-  Eu quero que você fique bem. Você nunca vai conseguir uma família comigo, eu só quero... 

- Você É a minha família! - será que Jongin não entendia? - Você é tudo que eu tenho... Se você for embora agora eu vou ficar sozinho, e eu tenho medo de ficar longe de você...

Jongin esboçou um pequeno sorriso, se Kyungsoo não o conhecesse tão bem não teria percebido, o maior deu um passo pequeno em direção à Kyungsoo, mas parou logo em seguida de forma brusca. Segurou-se na cômoda que estava próxima de si, inclinando-se  para a frente com a mão na barriga.  

Kyungsoo avançou para perto de Jongin o segurando, lhe ajudando a sentar-se na cama, seu rosto estava branco, estava suado.

- O que aconteceu? - perguntou num tom de desespero, analisando o rosto contorcido do maior.

- Nada... Só uma pontada no estômago. - respondeu controlando a respiração.

- Você já comeu alguma coisa hoje?

-  Nós estávamos discutindo Kyungsoo...

- Responde! - Kyungsoo ignorou  o mais novo, que balançou a cabeça negando - Você não comeu nada ontem, o dia todo! Você quer morrer?!

- Eu não senti fome...

- Jongin, você precisa parar com isso. Eu nunca te vi desse jeito, tão relaxado.

- Eu só não estava bem esses dias. - Kyungsoo o repreendeu e tocou em sua testa, para sentir a temperatura, que estava um tanto elevada. Uma das coisas favoritas do menor era cuidar de Jongin, não havia nada que tirasse tanto sua atenção quanto ver o maior doente - Você está cuidando de mim... - Kyungsoo  parou seus movimentos, virando para encarar Jongin e percebeu o quão próximo estava dele, sentiu mais uma pontada de saudades de como era antes.

- Eu sempre cuidei de você... - falou - Eu ainda te amo muito Jongin, só que eu não vou impedir você de fazer suas escolhas. 

Jongin sentiu seu coração falhar, não lembrava-se de como era bom ouvir Kyungsoo dizer que o amava; não lembrava-se de como era mil vezes melhor enfrentar um problema junto de quem se ama, do que enfrentar sozinho. E era isso que faria com Kyungsoo se o deixasse, ele teria que enfrentar tudo sozinho, sem a ajuda de ninguém, sem ter com quem desabafar quando estivesse indo tudo mal. Ele não queria isso.

Jongin levou sua mão até a bochecha de Kyungsoo, acariciando. O menor instantemente fechou os olhos, aproveitando o toque do outro rapaz, Jongin puxou o rosto de Kyungsoo para mais perto ainda, admirando cada centímetro.

O maior achou que essa seria a hora de acabar com a história do divórcio, nunca quis isso de verdade e seria bom tentar voltar atrás, ao que eram antes.

- Kyungsoo... - o chamou fazendo-o abrir os olhos para encará-lo - Eu nunca deixei de te amar, e acho que isso nunca vai acontecer. Nem se um dia eu desejar - os olhos de Kyungsoo ganharam um brilho incrível, parecia cheio de vida, como se estivesse esperando por isso à muito tempo. E de fato, estava.

O menor aproximou-se dos lábios de Jongin, entreabrindo-os com os seus, iniciando um beijo lento. Kyungsoo acariciava as bochechas de Jongin, enquanto as mãos do maior foram para sua cintura o trazendo para seu colo, Kyungsoo sentou-se sem desfazer o beijo que agora tomava outras proporções, tornando-se mais malicioso.

Separaram-se apenas para respirar e Kyungsoo suspirou quando Jongin mordeu seu lábio inferior ao mesmo tempo em que apertou sua cintura o puxando para mais perto.

Jongin puxou a bainha da camisa do menor para cima, tirando-a. Ambos conheciam muito bem o corpo um do outro, afinal, estavam juntos a quase oito anos. Isso significava que Jongin sabia muito bem o que fazer com Kyungsoo, e vice-versa. Não precisavam ir com calma, não era a primeira vez que faziam isso, claro que não; também não eram mais dois adolescentes apaixonados se descobrindo para ficarem nervosos; eram casados.

E há um bom tempo, sabiam exatamente o que fazer.

Jongin segurou mais uma vez Kyungsoo pela cintura, mas dessa vez para colocá-lo na cama. Kyungsoo deitou e encarou Jongin ajoelhado com as pernas ao redor de seu quadril, enquanto tirava a própria camisa jogando-a em qualquer canto, deitando-se em cima de si e voltando a beijá-lo com certa pressa. As línguas se encontravam de forma urgente, mas ainda assim, encaixando-se perfeitamente; Jongin sugava os lábios de Kyungsoo de forma provocativa, sabia que Kyungsoo gostava.

Lembrando-se disso Jongin deu um pequeno sorriso entre o beijo, era bom saber que apesar de todo esse tempo, ainda sabia de tudo que agradava o companheiro.

O maior se separou da boca de Kyungsoo, passando a beijar seu pescoço, as mãos do mais velho foram para as suas costas, arranhando de leve enquanto sentia a língua de Jongin passear por toda a extensão de seu pescoço. 

- Eu te amo Soo... - Jongin sussurrou para si mesmo, mas o menor ouviu e sorriu.

Era tão estranho estarem assim, tão íntimos novamente; não de um jeito ruim, mas é como se todo esse tempo das brigas não tivesse passado de um pesadelo, parecia nem ter acontecido de fato. Pareceu que tudo foi uma perda de tempo idiota, que só serviu para atrapalha-los.

Jongin começou a descer os beijos pelo peitoral de Kyungsoo, o abdômen, deixando algumas marcas vermelhas onde passava, depositou um beijo no umbigo do menor que o fez sentir cócegas. Ao chegar no cós da calça Jongin parou para abri-la, mas não ficou por lá, engatinhou pela cama e voltou a beijar Kyungsoo, estava com muita saudade de seus lábios, do seu beijo.

Kyungsoo suspirava entre o beijo, já estava excitado e cada vez que as pernas de Jongin tocavam em sua intimidade, sentia vontade de arrancar suas roupas de uma vez; mas Jongin gostava que as coisas acontecessem de forma lenta.

Kyungsoo estava concentrado no beijo, nas línguas se encontrando, quando uma das mãos de Jongin parou em seu membro, por cima da calça surpreendendo-o, fazendo-o gemer mais alto do que deveria, apartado o beijo. Jongin não o culpou, estavam em abstinência a quase um ano. Para quem vive junto, isso é muito tempo...

O maior massageava levemente o membro de Kyungsoo que arqueava as costas com cada toque. Kyungsoo levou suas mãos para a calça de Jongin tentando tirá-la, quando ouviram uma batida na porta.

Os dois pararam com os movimentos rapidamente, se entreolhando.

- Serviço de quarto! - ouviram uma voz feminina chamar do lado de fora.

- Serviço de quarto? - Kyungsoo perguntou baixinho sem entender.

- Eu pedi café da manhã para você, para quando voltasse do... Quatro daquele seu amigo. - Jongin falou, se desculpando, já que sabia o que Kyungsoo estava pensado. Ele iria mesmo embora se o menor não tivesse chegado a tempo. - A gente não precisa atender...

Ouviram mais uma batida.

- Você não vai fazer a moça subir tudo isso em vão, vai? - Kyungsoo perguntou. 

Jongin encarou o menor por alguns segundos antes de suspirar e sair de cima de Kyungsoo, que correu para o banheiro. Jongin vestiu a camisa rapidamente e deu um jeito no cabelo desalinhado, abriu a porta se escondendo atrás da mesma - para esconder o volume na calça - colocando apenas a cabeça para fora.

- Oi. - falou sorrindo sem jeito, a mulher sorriu e apontou para a bandeja com o café da manhã. - Ah, pode colocar para dentro?

- O senhor pega a bandeja, eu tenho que levar o carrinho.

- Pode deixar que eu levo... 

A mulher sem entender direito, colocou o carrinho para dentro do quarto, se curvou e saiu. Jongin trancou a porta recostando-se nela, Kyungsoo saiu do banheiro vestido com outra camisa.

- Pronto. - o maior falou.

- Agora você vai comer... - Kyungsoo aproximou-se de Jongin devagar, receoso pela reação do maior, vendo que ele não o impediria, lhe deu um selinho - Você vai desistir do divórcio? - perguntou.

- Eu quero que você seja feliz.

- Eu só serei feliz com você Jongin, quero enfrentar meus problemas ao seu lado.

- Eu não quero te deixar...

- Então quer dizer que vai desistir do divórcio?

Jongin precisou de um segundo para pensar na resposta, não deixaria Kyungsoo. Já que teve a chance de mudar de ideia antes de fazer besteira, aproveitaria para fazer a coisa certa.

- Eu nem acredito que comecei. - Jongin sorriu.

Não continuaram o que estavam fazendo, pois Kyungsoo fez o maior comer tudo o que tinha na bandeja. Depois deitaram-se na cama e acabaram dormindo, pela primeira vez desde muito tempo, juntos e abraçados. Estavam finalmente se entendendo, isso era um grande passo; depois disso seria mais fácil se entenderem de vez, nada que uma conversa não resolvesse.

                         * * *

Kyungsoo e Jongin descobriram que só precisavam estar de bem com a vida - e um com o outro, claro -, para se divertirem naquele lugar.

Depois de uma conversa séria, onde Jongin prometeu que nunca mais tomaria decisões sozinho, ambos foram dar uma volta pela extensão da praia. Juntos era mais fácil de encontrar beleza e diversão na praia, no hotel, na piscina. Talvez não tivessem percebido o quanto o lugar era incrível por estarem cheios de problemas.

O tempo em que passavam no quarto agora era um dos melhores, podiam aproveitar para fazer tudo o que sentiam falta; podiam se beijar sempre que um quisesse; podiam se aproximar para fazer carinho. Aproveitaram para matar a saudade um do outro; mesmo que não tenham deixando de morar juntos com todos os problemas, não eram mais como um casal, viviam discutindo, dormiam em lugares diferentes. E a última semana em Busan serviu para reaproximá-los. 

Kyungsoo encontrou Minseok dois dias depois da festa e pediu desculpas por aquela noite, sentia-se extremamente envergonhado por ter bebido e tentando beijá-lo. O ruivo apenas sorriu dizendo que estava tudo bem, e Kyungsoo sentiu-o cabisbaixo, parecia triste. Queria perguntar o que ele tinha, o que estava acontecendo; mas tinha medo de parecer um fofoqueiro intrometido, então apenas sorriu de volta.

                       * * *

- Você tem mesmo que ir falar com ele? - Jongin perguntou

- Eu só quero avisá-lo que nós vamos embora amanhã... - Kyungsoo respondeu.

- Eu vou. Não quero mais que você chegue perto dele - o maior levantou-se da cama indo procurar uma roupa melhor para sair. Kyungsoo revirou os olhos, ele já estava com a mão na maçaneta da porta, pronto para sair.

- É sério isso Jongin? - perguntou - E o que você vai falar para ele?

- Que tal, "adeus e fique longe do meu namorado"?

- Não sou mais seu namorado... E você não vai não.
  Jongin nunca usava o termo marido, por achar estranho. E Kyungsoo não se importava, também preferia não ser chamado assim.

- Eu não gosto dele. - Jongin avisou, desistindo de ir.

- Ele é um amigo. E acho que ele ama alguém... Só não quer demonstrar.

Jongin caminhou até Kyungsoo lhe dando um beijo rápido.

- Eu não vou falar com ele, mas eu vou com você.

Kyungsoo sorriu quando Jongin se afastou para procurar uma roupa novamente e desistiu de impedi-lo.

Pegaram o elevador e desceram para a recepção, Minseok tinha avisado que estaria lá, pois estava resolvendo alguma coisa sobre o concerto de seu computador. As portas duplas do elevador se abriram e os dois rapazes saíram, Kyungsoo colocou a mão no peito de Jongin impedindo-o de continuar.

- Você fica aqui, eu vou lá. - viu o olhar reprovador do maior e continuou - Eu só quero conversar com ele e a sua presença não vai ajudar...

- Qualquer movimento, eu vou na mesma hora. - Jongin avisou.

Ficou encostado na parede perto do elevador, de braços cruzados, encarando enquanto Kyungsoo se afastava, não desviaria o olhar dele em momento algum.

                       * * *

Kyungsoo tocou no ombro de Minseok, que estava olhando para fora do hotel por uma parede de vidro que dava para o jardim do local, onde algumas crianças brincavam, o ruivo virou-se e sorriu.

- Kyungsoo...

- Oi. - o moreno sorriu de volta.

- Acho bom que vocês tenham se entendido. - Minseok comentou ao olhar para Jongin perto do elevador, um tanto irritado por ver Kyungsoo conversando consigo.

- Eu também... - Kyungsoo deu um sorriso que iluminou seu rosto - Mas e você? Quer dizer, você falou que veio para cá por causa de um problema com uma pessoa...

Minseok desviou o olhar, mas não estava desconfortável, talvez estivesse pensado no que falar.

- Um relacionamento - ele começou -, Eu vim para cá porque queria fugir de um relacionamento. Não com uma garota - Minseok sorriu - Estou falando de outro homem.

Kyungsoo assentiu, claro que já tinha percebido que o ruivo não gostava de mulheres.

- Você não vai me contar? - perguntou esperando que ele continuasse.

- Eu cansei de tentar sozinho, sabe? Só eu me esforçava para dar certo. Eu desistiria de toda a minha vida só para ficar com ele, mas ele não faria o mesmo por mim.

- Ele quem...?

- Luhan, o nome dele é Luhan. - Kyungsoo concordou, mas não falou nada percebendo que Minseok iria continuar - Ele... Gosta de homens, mas a família chinesa dele nunca aceitaria. Ele tentou contar uma vez, não sei direito o que aconteceu, mas ele me ligou chorando e pediu desculpas por não conseguir. E eu simplesmente cansei, eu fazia tudo o que ele me pedisse, eu gostava de fazer as coisas que ele gosta porque era incrível admirar o sorriso de felicidade no rosto dele, eu ignorava todos os problemas, o fato de ele viver me pedindo para esconder nosso namoro; às vezes, quando a gente saia, ele ficava distante como se eu fosse apenas um conhecido. Ele acha que eu não percebia, claro que eu percebia. E mesmo assim continuava tentando o agradar, de todas as formas... Mas não podia continuar assim, por isso vim para cá, queria esquecê-lo.

Kyungsoo não conhecia Luhan, mas não o odiava, ele só tinha medo. Isso é normal.

- Talvez ele só estivesse com medo das consequências de magoar a família. - ponderou.

- Sim, ele tinha medo. Luhan é um covarde. - a amargura na voz de Minseok era visível - Eu esperei durante dois anos que ele se decidisse. Você não entende Kyungsoo, cansei de esperar ele aparecer num encontro, num passeio, que ele ligasse quando eu estava doente... Porque ele estava ocupado demais fingindo ser o filho perfeito. Me trocava pela mãe, a tia, os primos, o cachorro... Então eu desisti, você também cansaria. - terminou.

- Mas ele te amava? - não era curiosidade, Kyungsoo estava desapontado pelo coração partido do amigo.

- Acho... Acho que sim. Mas como eu falei, ele é covarde demais para admitir isso para as pessoas.

- Naquele dia, na festa... Foi ele quem ligou? - o moreno perguntou lembrando-se de ver Minseok nervoso quando o telefone tocou.

- Foi, queria saber como eu estava. Para você entender; ele estava cochichando, então aposto que ele pediu licença da mesa de jantar da família perfeita, se trancou no banheiro e me ligou. - Minseok deu de ombros - É típico dele.

- E você, ainda o ama?

Minseok voltou seu olhar para o moreno, o encarando de modo intenso, na verdade Minseok estava há muito tempo em uma guerra interna de eu amo, eu não amo. Luhan o magoou muito, e o ruivo só queria poder se livrar desse amor enquanto ainda havia tempo. Depois de dois anos esperando Luhan mudar, o aceitar e principalmente; aceitar a si próprio. Aceitar que não gostava de mulheres e que isso não era feio e nojento, como a mãe do chinês frisava sempre.

A verdade é que Minseok sentia-se mal, porque era um homem e amava Luhan, por isso ficou com tanto medo de perdê-lo. No fundo sabia que não seria a escolha de Luhan, que seria trocado por peitos e curvas delicadas.

Amava e ao mesmo tempo odiava Luhan. Ele era a criatura mais incrível e adorável que Minseok já conheceu, parecia uma criança carente que precisava de carinho; mas era um grande covarde.

- Não importa. Se eu amar ou não, isso não importa... Estou tentando esquecê-lo.

Kyungsoo achou melhor parar de falar sobre esse assunto, percebeu que Minseok ficava desconfortável algumas vezes e não queria ser intrometido. Queria saber como Luhan era, porque não tentava por um cara como Minseok? Quer dizer, ele era uma pessoa incrível, se não amasse tanto Jongin ficaria feliz em ter o amor do ruivo. Minseok era do tipo que valia a pena lutar. 

Mas decidiu mudar de assunto.

- E o seu livro? - Minseok sorriu.

- Consegui terminar, claro que foi difícil me lembrar de tudo o que já havia escrevido, mas consegui. Tive que falar com o pessoal do hotel para arrumarem alguém que consertasse meu computador, eu tive sorte de não perder tudo.

Kyungsoo sorriu da felicidade do amigo, olhou para onde Jongin estava e lembrou-se do que tinha ido fazer.

- Minseok, eu vim me despedir. Eu e Jongin vamos embora amanhã.

- Sério?

- É, nós estamos aqui à duas semanas, nossa hospedagem acabou - sorriu.

- Ah, tudo bem... Espero que a gente se encontre em Seoul, você é uma ótima pessoa.

- Você também é. - Kyungsoo o abraçou, meio sem jeito se despediu mais uma vez e caminhou em direção à Jongin.

-  Finalmente...

- Ele estava desabafado.

- Todo mundo vem para esse hotel desabafar? - perguntou irônico, entrando no elevador sendo seguido por Kyungsoo. O menor viu Minseok e sorriu mais uma vez, então o ruivo começou a correr na direção deles, a porta do elevador estava se fechando e Kyungsoo não entendeu muito bem, até Minseok colocar a mão entre as portas impedindo que elas se fechassem. 

- Posso ir junto com vocês? - perguntou um pouco ofegante, com um pequeno sorriso.

O ruivo viu o rosto de Kyungsoo se iluminar e Jongin murmurar "era só o que faltava." logo atrás.

                      * * *

No dia seguinte, os três rapazes acordaram cedo - decidiram que seria melhor voltar para Seoul o mais cedo possível, estavam com saudade de suas casas -, Kyungsoo e Jongin encontraram com Minseok na recepção do hotel, de malas prontas. A recepciona do local, a mesma que dera em cima de Kyungsoo, lhe lançou uma piscadela e o menor sorriu, fazendo Jongin encará-la de modo rude. Até perguntou o que tinha sido aquilo, mas Kyungsoo continuou caminhando, fingindo não ter ouvido. Depois de tantas brigas, Jongin achou melhor resolver isso uma outra hora.

Nenhum dos três prestou atenção na viajem, dormiram o vôo inteiro. E quando o avião finalmente pousou, ninguém se pronunciou, apenas pegaram suas respectivas malas e caminharam para dentro do aeroporto.

- Ah! - Jongin murmurou quando saíram do avião - Finalmente, lar doce lar!

Kyungsoo apenas sorriu, ele ia na frente enquanto os outros dois o seguiam. Encontraram a escada rolante e subiram nela para ir para a parte superior do aeroporto. Kyungsoo desceu primeiro, Jongin logo em seguida, mas Minseok deixou sem querer que um fio solto de sua mala se prendesse na escada.

- Droga! - o ruivo murmurou enquanto puxava o fio tentando tirá-lo do aperto.

- Caramba... - Jongin falou - Tem um cara alí com um cartaz enorme escrito "eu te amo". - Kyungsoo olhou para onde Jongin estava apontando e sorriu, olhou para Minseok que continuava tentando puxar o tal fio, murmurando alguma coisa para si mesmo.

- Sai, sai! 

Finalmente conseguiu retirar, levantou-se e olhou para onde os dois homens também olhavam. Abriu a boca incrédulo.

- Ah, meu Deus... - murmurou.

- Sorte da namorada dele... Ai! - Jongin começou, mas foi interrompido por Kyungsoo que lhe deu um beliscão. Jongin o olhou com o rosto contorcido, massageando o braço machucado, Kyungsoo não falou nada, apenas balançou a cabeça negativamente, voltando-se para Minseok.

- Vai lá...

Minseok o encarou ainda abobado, tentando falar.

- Como ele... O que... Como...? - Kyungsoo revirou os olhos.

- Vai logo lá Minseok. - falou exasperado.

- Não. - Minseok balançou a cabeça - Não deve ser para mim...

- Qual é! Aquele alí é o Luhan; ele está no aeroporto em que você está, olhando em sua direção e segurando um cartaz enorme escrito "eu te amo". Claro que é para você.

Minseok se perguntou como Kyungsoo sabia que aquele era Luhan, mas preferiu não se preocupar com isso agora, olhou novamente para onde o chinês estava; ainda com o cartaz acima da cabeça sendo empurrado por algumas pessoas que passavam apressadas, sorriu minimamente e andou em sua direção.

- Você tem algo a ver com isso, não tem? - Jongin perguntou.

- Eu só ajudei um pouquinho. - Kyungsoo respondeu, confessando.

- Como você o encontrou? - o maior quis saber.

- Sabe a recepcionista do hotel? - Jongin revirou os olhos mas assentiu - Descobri que ele é uma ótima hackeadora, encontrou o número dele rapidinho.

- Por isso ela piscou para você?

- Sim, eu acho. Ela é uma boa menina.

- Ela só fez isso por sua causa, certeza. - Jongin comentou.

                         * * *

Minseok precisou chegar bem perto para ter certeza de que era mesmo Luhan. O pior de tudo foi que vê-lo trouxe todo aquele misto de sentimentos que tinha por ele, se achou que um tempo fora iria fazê-lo esquecer o chinês, estava totalmente enganado. Vê-lo novamente só serviu para mostrar o quanto ele o amava. Amava bastante.

Sentiu-se um idiota, percebeu agora que ele estava sendo covarde fugindo daquele jeito. As pessoas não podem fugir do amor, porque ele te persegue; ele pode até adormecer, mas ver a pessoa amada o ascende como uma árvore de natal. E, droga! Minseok sentia-se desse jeito, tudo estava revirando em seu interior.

Luhan entregou o cartaz à uma menininha que estava ao seu lado e acenou para ela, sorrindo. Voltou a encarar Minseok - que estava feito uma estátua -, parando de sorrir aos poucos.

- Eu te amo. - falou de forma suave. - Eu te amo e esse tempo que você ficou longe de mim foi horrível.- Minseok continuava sem se mover, não sabia bem o que deveria fazer - Eu queria que você me abraçasse agora... - Luhan pediu.

Era engraçado o modo como Luhan agia, ele sempre pedia carinho para Minseok, sempre como uma criança, parecia um gatinho carente às vezes. Percebendo que o maior já estava ficando sem jeito, Minseok decidiu o que faria. 

Se aproximou de Luhan e lhe abraçou, sentindo seu cheiro familiar. Seu cabelo cheirava a menta - Luhan tinha mania de usar shampoos diferentes -, suas roupas cheiravam a amaciante, mas seu cheiro natural era o melhor. Abraçou-o sendo apertado pelo maior de forma possessiva.

- Eu te amo Baozi, eu preciso de você - Minseok sentiu todas as lembranças voltarem quando ouviu o apelido que Luhan havia lhe dado - Você quer que eu grite? Eu posso gritar para todo mundo ouvir. - Minseok achou graça do outro e o afastou com as mãos.

- Não precisa... 

- Tem certeza? Eu sinto que devo gritar... - os olhos de Luhan estavam brilhando, Minseok não sabia se eram lágrimas ou apenas felicidade por vê-lo novamente.

- O que aconteceu com você? - quis saber.

- Eu sei que estava sendo um péssimo namorado, mas eu quero ficar com você. Eu faço qualquer coisa...

Algumas pessoas que passavam olhavam para a cena, mas nenhum dos dois estava prestando atenção no que estava acontecendo ao redor.

- Então que tal você ir para o meu apartamento? Lá a gente conversa.

Luhan sorriu e assentiu. Minseok olhou para onde Kyungsoo e Jongin estavam, quer dizer o local vazio, eles não estavam mais lá. Mas não se preocupou, Kyungsoo tinha seu número e Minseok tinha o de Kyungsoo.

Os dois saíram do local e pegaram um táxi para o apartamento do ruivo.

                       * * *

Quando Kyungsoo percebeu que Minseok se sentiu confortável perto de Luhan, resolveu ir embora com Jongin sem chamá-lo. Não queria atrapalhar.

Quando os dois chegaram no condomínio, foram recebidos pelo porteiro com um sorriso largo nos lábios. Kyungsoo e Jongin não entenderam o motivo - talvez eles estivessem felizes demais com a reconciliação que deixavam transparecer, deixaram bem óbvio que estavam de bem um com o outro -, apenas retribuíram o sorriso para o mais velho.

Pegaram o elevador para o oitavo andar, onde ficava o apartamento de ambos. Jongin reclamara o caminho todo; dor nas costas, sono, cansaço, o peso das malas. Kyungsoo apenas observava sorrindo, nem acreditava que estavam finalmente bem, seu coração parecia querer rasgar seu peito de tão forte que batia. Cada vez que Jongin fazia um bico nos lábios enquanto resmungava, tirava um sorriso discreto do menor.

Não era exagero que Kyungsoo estava feliz; considerando que ficara por um ano e alguns meses sem nem ao menos tocar em Jongin, e que agora poderia fazer isso sempre que tivesse vontade - como antes - tinha o direito de estar soltando fogos de artifícios por dentro.

Finalmente o elevador parou no andar desejado e os dois saíram apresados, Jongin arrastava sua mala por obrigação, se pudesse tinha jogado-a pela janela do carro.

- Graças a Deus! - falou alto.

Kyungsoo suspirou também cansado, os dois ficaram encarando a porta do apartamento por quase um minuto.

- Então? - perguntaram ao mesmo tempo, virando-se um para o outro, Kyungsoo foi o primeiro a se pronunciar.

- Você não vai abrir?

- Como assim, eu? Você está com a chave. - Jongin respondeu.

- Não, eu não tenho a chave. Você tem a chave...

- Você foi o último a sair quando a gente foi para Busan - Jongin falou um pouco mais alto.

- Sim, mas eu te dei a chave. Você sabe que eu sempre dou - Kyungsoo falou, era verdade, Jongin guardava até os documentos do menor.

- Você não... - Jongin começou então lembrou-se de ter mesmo pegado a chave, mas não sabia onde tinha deixado - Merda...

- Não me diz que você perdeu a chave... - olhando para Jongin o menor calou-se. Ele tinha perdido a chave.

Jongin começou algo como um choro, começou a chutar a porta enquanto resmungava alguns palavrões. Kyungsoo apenas virou-se pensado no que fazer.

- Abre! - Jongin murmurava.

Kyungsoo sabia que o maior estava nervoso, estava cansado e só queria um sofá para se jogar. Estava com um pouco de medo também, Jongin se enfurecia por qualquer coisa, e descontava em qualquer coisa.

- Jongin! - o chamou - Ei! - pegou em seu braço - Não adianta nada esmurrar a porta, só vai nos trazer mais contas com o concerto.

- Eu quero entrar!

- Presta atenção, eu vou chamar o chaveiro e você fica aqui, tudo bem?

- Aqui?! Em pé? - Kyungsoo sentia-se mal pelo maior.

Foi assim que decidiram descer os dois para a recepção, Kyungsoo pediu para Jongin ficar sentado no sofá enquanto ligava para um chaveiro indicado pelo senhor da portaria, que disse que em alguns minutos estaria no condomínio. Quando terminou a ligação seguiu para o sofá, sentando-se ao lado do maior.

- O chaveiro está vindo... - Jongin apenas balançou a cabeça. - Porque você está assim?

- Eu só queria chegar em casa e me deitar um pouco, com você... - respondeu sincero - Queria sentir de novo aquelas coisas que eu sentia quando você estava deitado comigo.

Kyungsoo sorriu.

- Nós dormimos juntos no hotel.

- Sim, mas não era a mesma coisa. Não tinha seu cheiro em todo o canto; tudo estava arrumado, mas não do seu jeito. Queria um pouco da minha vida antiga com você. - Kyungsoo olhava nos olhos de Jongin. Era tão bom ouvi-lo falar assim novamente.

O menor se aproximou de Jongin e selou seus lábios.

- Você falando essas coisas me faz querer arrombar aquela porta - falou tirando um sorriso de Jongin. 

- Eu te amo - o maior falou num tom baixo que só Kyungsoo ouviria - Me desculpa por ser um idiota.

- Pare de se desculpar. Só vamos esquecer isso, ok? - Jongin assentiu.

- Sabe do que eu me lembrei? Temos que agradecer a juíza Park. - Jongin concordou.

- Ela é maluca, mas sabe das coisas. - o maior continuou.

- Ainda está cansado? - Kyungsoo perguntou, Jongin balançou a cabeça, assentindo.

O menor ajeitou-se no sofá, trazendo a cabeça de Jongin para seu ombro. Jongin agradeceu mentalmente por estar sentindo o cheiro doce de Kyungsoo. 

Todos no condomínio sabiam da história dos dois, e, por incrível que pareça, ninguém se incomodava com a relação. Até apoiavam. Isso significava que os dois não precisavam fingir não serem um casal.

Uma garota do décimo andar, aparentemente dezoito anos, era louca pelos dois. Jongin não sabia direito o que ela tinha, mas a menina curtia muito casais gays. Não era estranha, era engraçada.

Kyungsoo começou a alisar o cabelo de Jongin num carinho.

- Eu prometo que nunca mais vou te fazer sofrer Kyungsoo... - o menor sorriu.

- Nós vamos tentar, juntos. - replicou, referindo-se à promessa. Sabia que as brigas viriam, os problemas; mas nada que os dois não resolvessem. Juntos.

- Obrigado por não desistir de mim - Jongin falou com a voz cansada.

Kyungsoo não respondeu. Apenas lembrou-se de todo o passado e tentou jogá-lo no lixo, no esquecimento. A partir de agora fariam como se fosse a primeira vez, não importa quantas pessoas o olhassem com repulsa, não importa se não podem adotar uma criança. Para Kyungsoo isso era questão de tempo.

Não importava as mudanças de humor de Jongin, o menor já sabia muito bem lidar com isso. Era até engraçado imaginar; uma hora Jongin estava soltando fogo pelas narinas e, na outra, enchendo Kyungsoo de beijos.

Ele sempre foi assim.

Kyungsoo abaixou a mão que fazia carinho em Jongin, colocando-a em seu ombro.

- Continue... - o maior pediu de forma manhosa. Parecia tão infantil. Kyungsoo voltou a acariciar seus cabelos fazendo-o sorrir e fechar os olhos.

Jongin passou um de seus braços ao redor de Kyungsoo, como um abraço.

- Eu te amo, Jongin - murmurou mas não recebeu uma resposta, Jongin havia adormecido em seu ombro. Kyungsoo deitou sua cabeça sobre a do maior, esperando a chegada do chaveiro.

"Obrigado por não desistir de mim..."

Isso significava mais do que Jongin tentara expressar, queria dizer muito... Estava mostrando o quão covarde havia sido, mas que, graças à Kyungsoo não teve chance de terminar a loucura que havia começado. Estava agradecendo por Kyungsoo ter feito com que ele tivesse mais uma chance, e dessa vez não iria dar uma de egoísta; não pensaria por si só.

Divórcio é uma palavra um tanto dolorosa quando falada onde ainda existe amor, e machuca muito pensar nela... E por Kyungsoo não ter desistido, não precisariam pensar nem mais um minuto.

Era uma boa ideia compensar o tempo perdido, mas no momento, Kyungsoo apenas ficaria alí. Acariciando os cabelos castanhos de Jongin enquanto ouvia sua respiração leve, vendo seu peito subir e descer. Dormindo como uma criança.

Ficaria alí para sempre.


Notas Finais


Então... Um círculo completo xnsksjsjdisjsisissjjsmz
ME DESCULPEM POR BROXAR O LEMON, ainda não estou pronta, e fiquei com medo de terminar e acabar estragando o capítulo ou a fic toda... E sobre o final, poderia ter feito uma coisa hiper multi bacana (acho) mas preferi terminar com uma cena simples e fofa que eu particularmente AMEI. Mas desculpa se não agradei...
Muito obrigado por tirarem um tempinho para acompanhar essa fic, que por ser a primeira "longa" que faço é minha favorita. No início não pareceu, mas acho que ela serve para dizer NÃO DESISTAM. Insistam como Kyungsoo, que apesar de ser a "vítima" de tudo persistiu. Ou como Luhan que mesmo com medo dos seus sentimentos, não desistiu de ficar com Minseok. É, eu sei, não faz sentido sjsjsjsjdiskamaiajanba pra mim fez...

TENHO UMA COISA PARA FALAR:
Eu tenho um capítulo bônus, que conta um pouco sobre Luhan e Minseok (o que aconteceu depois desse capítulo). Quero saber se vcs querem que eu poste, sim? Não?
É que eu sei que pouca gente gosta desse shipper, que eu particularmente AMO, por isso quero saber de vcs, querem ler? Só isso... Se vcs aceitarem então não devo me despedir aqui, só no próximo.
(Estou pensando num especial de natal com esse casal, sei que é muita informação nas notas finais, mas só queria mesmo avisar ahaha)
OBRIGADO A TODOS QUE COMENTARAM E FAVORITARAM! AOS FAMOSOS FANTASMINHAS <3 muito obrigado por ler.

Beijinhos!! <33


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