História Do I Wanna Know!? - Norminah - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Norminah, Trolly
Exibições 87
Palavras 6.830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey Sweets 💜

Esse capítulo era para ter sido devidamente postado tarde anterior, mas o fato do acidente aéreo no qual envolveu os integrantes do time da Chapecoense, foi o suficiente para me abalar por completa. Faltava apenas finaliza-lo, porém não consegui e deixei para hoje, não queria intervir a Bad nesse capítulo. 😭

Sei que alguns aguardam pelo encontro proposto entre Normani e Dinah, e peço calma, pois irá acontecer! 💙

E antes de tudo, queria agradecer a todos serumaninhos que passaram por aqui, deixando seu favorito, comentário, ou meramente uma visualização, hoje atingimos a marca de 1K e me sinto imensamente feliz por isso, não por números e sim pelo rumo que estamos tomando! Amo vocês! 😍

Enjoy 😋

Capítulo 8 - Unplanned Meeting


Fanfic / Fanfiction Do I Wanna Know!? - Norminah - Capítulo 8 - Unplanned Meeting


Normani Kordei Hamilton Point Of View
Miami, Flórida, 3 de Abril de 2016.  

"Lábios contam mentiras, mas olhos contam verdades." 

A criança brincalhona e espontânea que vivia em meu interior, estava guardada em meio a sete chaves e cadeados, em meio a raízes de um coração que antes vivia para alegrar a si mesma, sem importar-se com opiniões alheias. Mas quando a perda acontece, o que era matéria vira pó, levado pelo vento, deixando destroços, não apenas lhe lembrando da perda ao seu redor, mas sim, da forma na qual eu mesma havia me perdido. 

Quantos 'e se' eu tinha guardado? Apenas na esperança de novos recomeços. 

Vazio. 

É o que sente quando tudo ao seu redor desmorona e leva consigo tudo de precioso no qual lhe pertencia. 

A depressão se arrasta sobre você silenciosamente, tudo que criamos para nós, de que não temos necessidade, se transforma em angústia. As pessoas não exitam em em te usar, principalmente quando há, sentimentos, e um coração envolvidos no meio.

''Não se iluda com o amor. Ele será um bom sentimento até o ponto final. Após isso, virá a depressão que fará você se destruir aos poucos. Apaixone-se por si. Melhor amor que esse não há. Você nunca vai deixar de se amar.'' - Quem disse que minha mente era capaz de absorver as simples palavras? 

Mas quem disse que o amor está envolvido nesse assunto!? Amor, é destinguido como a lua, tem suas fases. Não é o amor por dois apaixonados no qual estamos tratando, e sim, o amor de ter os braços acolhedores das duas únicas pessoas capazes de lhe mostrar que o mundo não é uma simples caixinha de surpresas, que não haverá apenas uma noite estrelada e muito menos um desejo após assoprar as velas em seu aniversário. 

Haveriam muitos deles, se você os fizessem acontecer. 

A dor vem acompanhada de uma forma capaz de transparecer a própria alma, conduzindo a uma estado vegetativo. É como uma dor de cabeça que você insiste em dizer que é temporária, assim como os 'eu estou bem', diz que vai passar. Porém é um grito da alma, alertando que seu progresso natural está atrasado.

Não é só mais um dia comum. Você está preso nisso, como algemas de chaves perdidas, pássaros sem asas, árvore sem frutos. E seu coração se torna inútil, e você insiste em dizer, que vai passar, enquanto vê de camarote, a vida passando diante de seus olhos.

Olhos esses que hoje opacos. 

Respirar se torna uma obrigação, pois viver não é tão interessante quanto antes.

Lutar todos os dias, e cair mais fundo a cada um deles, se torna cansativo. Isolar-se completamente não resolve, nada mais é que um ciclo vicioso pessimista. Quanto mais se pensa, mais se enfraquece, quanto menos se age, mais se afoga.

Por que continuar tentando, pois tudo o que faz apenas lhe leva mais para baixo? Tudo lhe faz sentir-se cada vez pior, vendo-se presa novamente. Talvez felicidade não será mais sentida, e possa enganar com uma gargalhada espontânea, porém falsa, capaz de poder mascarar um enorme vazio na alma. 

Ou você decide buscar ajuda, ou você pode vir a tentar suicídio. 

A segunda opção parecia ser mais convidativa, porém, quando em vão, senti que ainda estava sobre o sólido chão que sustentava meus pés.

Seria uma segunda opção? 

Eu costumava ser alguém que procurava estar sempre feliz. Eu acordava feliz, mas então acontecesse isso. E tudo se tornou mais difícil, precisava ser planejado e pensado de ponta a ponta.

Minha vida não parecia mais combinar comigo, eu quis acabar com tudo, jogar tudo fora e recomeçar do zero. Recomeçar em outra vida, uma vida que combinasse com o que me tornei, com quem eu sou agora. 

Mas perco a vontade no primeiro suspiro. 

Aparentemente eu me perdi, achei que estivesse passado pela parte mais complicada, pensando na hipótese de que estava bem.

Depois de tudo o que passei, sobrevivi.

Arrependida por algo de minha legítima defesa. Não cometi, porém me sinto culpada em absorver. 

Desculparia a minha alma todos os dias se possível, mas ela já se encontra destruída por meu psicológico.

Enjoada de toda essa montanha russa de sentimentos. Mil vezes quis chorar, mas eu me segurei, me segurei ao ponto de um dia, não suportar.

Meu corpo se encontrava sobre o estofado da sala de estar, encarando o teto branco do pequeno apartamento no qual havia me

instalado a pelo menos três anos, não posso dizer que foi fácil, porém merecido, como preferia dizer. 

:-  E aí sapata master?! -  Sorriu empolgada, e então correu até minha direção.

O som meramente audível da porta principal sendo aberta - prontamente escancarada - tomou minha total atenção quando um sobressalto foi dado de cima do sofá. Meu sorriso foi de orelha a orelha assim que ouvi sua voz, corri até a mesma a abraçando com força, a saudade apertava meu peito - embora tivéssemos nos visto á poucos dias, sabia que iria questionar. - me fazia falta, nem que fosse por miseras horas. 

Nada mais, nada menos, que o Terremoto Ambulante, nomeado Camila Cabello.

:- Eu estou então feliz em ver você. - Algumas lágrimas de felicidade escorreram pelo meu rosto, eu realmente estava precisando das minhas velhas amigas por perto.

Ela sorriu amplamente e então envolveu seus braços ao redor de minha cintura, correspondendo o abraço enquanto escondia seu rosto na curvatura de meu pescoço. 

:- Que saudades de você minha tocha humana com mega hair preto. - Ironizou o fato de sempre ser aquela a ficar de vela em seus encontros entre 'amigos'. - Que felicidade toda é essa? Acabou a greve de sexo e encontrou alguém para lhe satisfazer?

Revirei os olhos, pude ouvir sua gargalhada ecoar naquele cômodo.

Rio baixo me afastando um pouco dela contragosto, notou que algumas lágrimas escapavam de meus olhos e então riu baixinho enquanto limpava meu rosto, tendo seus próprios olhos marejados.

:- Vejo que seu lado canceriano floresceu bastante pra você estar assim tão emotiva. - Prosseguiu. 

Zombou e então me afastei mais dela a olhando de cima á baixo, sorrio de lado vendo-a ter um pingo de ironia no sorriso.

:- Signo errado, Mila. - Ela apertou a ponta do meu nariz, fazendo-me virar o rosto rindo da situação.

Camila sempre fora mais nova, com uma diferença um pouco menor de um ano, um lado infantil, capaz de ter uma mentalidade de uma criança de cinco anos, dos olhos vibrantes ao ganhar seu doce predileto, porém ao mesmo momento, podia muito bem ser a mulher madura, das curvas avantajadas.

E seios minúsculos, porém não vem ao caso.

:- Está bem em Kordei, andou malhando? - Perguntou após lhe puxar para sentar junto a mim no sofá, que antes me encotrava em estado deplorável devido ao cansaço.

Comecei a rir de suas palavras e olhei de relance para a sacada, tendo em vista, o céu alaranjado de fim de tarde, que milagrosamente, não tinha nuvens negras. Dei de ombros de sorri para Camila, a abraçando outra vez. 

:- Não, eu não estou malhando. - Cocei a nuca. - São apenas as aulas de dança, virou minha rotina, você sabe. - Ela afirmou.

:- Minha mãe sente sua falta. - Comentou prendendo seus madeixas castanhas em um coque despojado ao topo de sua cabeça.

Camila era esbelta de todas as formas, jeitos e maneiras.

:- Sou imensamente grata por ela, talvez esteja na hora de uma visita. - Ela sorriu.

:- Mas não em uma noite de Sexta-feira... - Sorriu sapeca. - Cadê a comida que te pedi, Normani? Você é uma péssima anfitriã. 

Reviro os olhos sorrindo de lado.

Modo infantil ativado. 

Pegou uma das almofadas que posicionavam-se sobre o móvel onde estávamos sentadas e colocou em cima das minhas pernas em posição de índio.

Brincou com o almofada sobre seu colo, como quem quisesse se distrair, parecia funcionar.

:- Vamos fazer alguma coisa, não aguento mais esse tédio e o final de semana nem começou. - Bufou frustrada antes que eu contestasse algo. 

:- O que sugere? Já avisando que não quero, em hipótese alguma, ter que gastar minhas energias que ainda restam, dançando enquanto sou encoxada por um estranho. 

Pude ouvir sua gargalhada ecoar pelo cômodo, não que abominasse, mas estava cansada o suficiente para isso. 

Movimentou os ombros e umedeceu os lábios e me voltou a me encarar com o castanho vibrantes de suas avelãs em sua face.

Negou com a cabeça lentamente e riu baixo, parecia pensar. 

Jogo o objeto em seu colo, para o lado e deitou-se para trás com os pés em cima de mim. Franzi o cenho devido sua audácia e fitei seus olhos aguardando uma resposta. 

:- Pode ser um filme, ou sair um pouco, eu queria andar em um carrinho de supermercado. - Respondeu simples e ri nasalmente.

:- Uma pessoa responsável nunca deixaria você andar num carrinho de supermercado - Ditei com um semblante sério. A morena fez uma careta ao ouvir, e imitou baixinho, porém não hesitei em dar meu maior sorriso maléfico logo em seguida. - Conheço um supermercado aqui perto, que tal!? 

Sorriu largo ao ouvir as seguintes palavras ditas por mim levantou-se rapidamente.

:- Só se for agora, vamos... 

Ri baixo seguindo-a em direção a saída, tendo a chave do apartamento rodando entre os dedos. A mais baixa, devido a empolgação, não tomou rumo ao elevador, que possivelmente nos levaria ao andar desejado, e seguiu em direção as escadas, correndo sem direção alguma, embora conhecesse bem o local. Tentei acompanhar os passos apressados da mesma, porém apenas consegui ver trocando um toque de mãos com o porteiro antes de sair portão á fora. 

Ela era boa com amizades.

:- Se algum principal nos ver, a gente corre, agora vamos, partiu andar de carrinho! - Botou uma mão para cima e andou em direção a uma rua qualquer. 

Nesse momento ainda tentava controlar minha respiração. Embora as aulas de dança devessem muito de mim, proporcionando a mim uma boa resistência e fôlego, estava cansada o suficiente para usá-los enquanto tentava alcançar Camila. 

:- Camila! - Aumentei meu tom de voz para a mesma que já se encontrava distante, virou-se em minha direção e me encarou com uma expressão confusa. - Esse rua é sem saída. - Reprimi meus lábios evitando rir quando a mesma coçou a testa em confusão. 

:- Partiu andar de carrinho! - Novamente botou uma mão para cima, agora passando ao meu lado e seguindo na direção certa. -

Qual é o supermercado mais próximo Mani? - Perguntou-me.

Estávamos caminhando lado a lado faziam alguns minutos. Indiferente de antes, ela parecia menos eufórica.

Dou de ombros e paro em uma esquina com um mercado enorme bem do outro lado da rua.

:- Serve aquele? -  Digo apontando para o mesmo e sorrio pra ela, que prontamente teve um sorriso no rosto. - Só quero lembrar que você não é responsável hoje, e muito menos eu.

Era cômico, geralmente era Camila que tinha tais palavras na ponta da língua. 

Dei um passo para frente, mas logo paro ao me voltar para ela que negava com um movimento lento usando a cabeça, rindo baixo.

Franzi o cenho, como se tivesse um ponto de interrogação sobre a cabeça, ela não pensou duas vezes antes de me puxar para o mercado atravessando a rua correndo e adentrando no estabelecimento.

Sem ao menos olhar para ambos os lados.

:- O plano é o seguinte. - Constatou antes que pudesse intrigar de algo. -  Pegamos o carrinho mais próximo, eu entra e você me empurra pra fora daqui o mais rápido possível, entendeu? - Me fitou seriamente, como se nossas vidas dependesse aquilo, e afinal dependia, estávamos morrendo de tédio.

Afirmei colocando uma mecha do cabelo para trás da orelha.

:- Não conte comigo caso perder o controle e acabar lhe dando acesso restrito diretamente para o hospital mais próximo. 

Ela riu, parecia nervosa, apenas movimentei meus ombros.

Sorriu animada e olho para os carrinhos ao lado dos caixa. Tornou seus calcanhares andando até eles como quem não quer nada, disfarçadamente pegou um e andou até um canto vazio seguida por mim. Olhei em volta, pairando meu olhar sobre ela.

:- Você vai conseguir me empurrar ? Porque se você me derrubar, e eu machucar a minha bunda eu vou chorar. - Disse manhosa, fazendo-me rir.

Fez uma careta mas logo começou a subir no carrinho, escorou-se em meu ombro e entrou logo se sentando com uma mão em cada lado do carrinho, sorriu esperando a aventura começar. 

:- Sabe Camz, tem momentos no qual você me ofende. - Sussurrei em bom tom, digamos que, o suficiente para que pudesse ouvir. 

Ela riu assentindo freneticamente com a cabeça enquanto suspirava forte.

Logo começo a empurrá-la para fora do mercado, ela não pesa muito o que facilitou o meu trabalho. 

:- Ao infinito e alémmmmm. - Gritou enlouquecida ao sentir o carrinho andando cada vez com a velocidade maior. Pude ver algumas pessoas nos olhando, queria ter onde enfiar minha cabeça naquele momento. Ergueu as mãos noa ar. -  Uhulllll aqui é CabeYoooooooo. -

Gritou novamente.

Deu um pulo quando saímos do mercado e o carrinho passou por uma lombada, colocou as mãos na boca me acompanhando entre gargalhadas enquanto atravessava a rua ainda empurrando a estrutura de ferro. 

Gargalhei mais ainda com toda essa situação, quando quase esbarrei em uma senhora que carregava algumas sacolas enquanto andava lentamente na calçada. Confesso não ser proposital.

Camila arregalou os olhos ao perceber e se segurou nos cantos do carrinho, ajoelhando-se dentro do mesmo.

:- Desculpa. - Sorri amarelo para a mesma que nem ao menos me encarou, talvez não tivesse percebido algo. Deixei que o carrinho fluísse cada vez mais devagar, a morena ao me olhar apenas afirmou com a cabeça.

Desceu do carrinho com dificuldades quando parei em um 'beco', afinal, ninguém precisava saber o que estávamos aprontando, por mais visível que fosse. Ri baixo quando quase caiu para frente, lhe ajudei segurando em seus braços. 

Parou em minha frente, ajustando a roupa que usava em seu corpo. Tornou a me fitar aguardando por algum ato meu, não entendi no mesmo momento, quando tinha meu cenho franzido. 

:- Nem pense nisso. - Joguei meus cachos para trás dos ombros. 

:- Vai, você entra e eu empurro de volta... - Juntou as mãos em frente ao meu rosto e fazendo um biquinho com seus lábios curvados. -  Vaiii, vai ser divertido, eu juro que eu não te derrubo... - Murmurou manhosa. 

Cruzei meus braços abaixo dos seios virando meu rosto para o lado oposto. Tinha que resistir. 

:- Camila, se nos pegarmos, estaremos fritas. - Murmuro percebendo não fazer diferença. 

Suspiro. 

:- Sua confiança me surpreende. - Comentou irônicamente com um sorriso sádico. 

Revirei meus olhos e sentei na ponta do carrinho, sem ao menos adentrar. 

Me observou atenta enquanto sorria movimentando os ombros, colocou as mãos no carrinho e viro em direção contrária da qual seguíamos. 

:- Vamos voltar, e comprar bananas, é proibido dirigir com fome. - Riu e começo a andar com o carrinho de volta para o mercado na maior velocidade que conseguia, atravessou a rua e fez uma cara de "Fodeu" quando um carro vinha em nossa direção, grito encobrindo o rosto com ambas as mãos enquanto a morena andava mais rápido. Parou bruscamente na frente do mercado e levantou as mãos. - Se eu morresse com fome, iria ser muito triste.

Lhe encarei incrédula enquanto tentava controlar minha respiração. 

:- O que foi!? - Apenas neguei lentamente com a cabeça socando de leve sem ombro, descendo então do carrinho. Ela deu de ombros e prosseguiu - Acredite se quiser, mas eu não trouxe dinheiro, será que se eu pedir eles me dão? - Coçou a nuca olhando para a entrada do estabelecimento. 

Arregalei os olhos levemente ao ver a mesma se afastando para adentrar, tentei lhe alcançar, porém foi falho. 

:- Será que eu posso pegar uma banana ? É que eu to com fome, e não se pode dirigir assim... - Fez uma cara de coitada enquanto o segurança lhe encarava estático com um olhar torto. 

Lhe abracei pelos ombros quando mais próxima, afastando-a aos poucos.

:- Depois você me paga... - Murmuro.

Ela beijou minha bochecha de modo estalado sorrindo radiante. Seguíamos em direção a sessão de frutas. 

:- Tem notícias de Ally? - Comentei quando a mesma voltava com uma cestinha em mãos. 

:- Ela vive dentro daquela empresa, provavelmente nem lembra mais dos coleguinhas. - Colocou a mão no peito fingindo estar ofendida. 

:- Quanto tempo não a vê? - Parei em frente as grandes prateleiras de frutas. 

Deu um pulinho ao ver a diversidade de cachos de bananas, para ela deveria ser um paraíso. Umideceu os lábios, franzindo o cenho enquanto tinha as mãos na cintura. Provavelmente selecionando em sua mente os melhores para levar. 

:- Fazem algumas semanas, soube que foi promovida, agora é secretária da sua própria chefe. - Comentou pegando três cachos repletos de bananas, empacotando-os em alguns sacos plastificados que o supermercado oferecia. - E é só falar no diabo que ele aparece...Allyson! Quanto tempo. - Falou a primeira parte irônica e então olhou na direção contrária a minha, dando um sorrisinho.

Elevei meu olhar por cima do ombro, podendo ver um ser de pequena estatura se distanciando de uma garota morena, na qual se encontrava de costas. Ally tinha o cenho franzido, porém suas feições se modificaram ao me ver, curvando os lábios em um sorriso simpático. 

Estaria Ally namorando!?

:- Manibear! - Exclamou ignorando totalmente a presença da latina, tornando seus braços em minha cintura, e o rosto, enterrado entre meus seios. 

Em momento algum deixou de sorrir.

Sua altura ajudava um pouco. 

:- Senti saudades, Allycat!- Sorri abertamente lhe envolvendo em meus braços, tínhamos manias de criar apelidos apenas usados por nós.

Camila apenas observou inquieta. 

:- Me desculpem, vocês sabem como tudo está ficando cada vez mais corrido e... - Repreendeu Camila que sussurrava tudo baixinho, de modo debochado. 

:- Ouch! - Murmurou ao receber um beliscão em seu antebraço, ri baixo da cena e balancei a cabeça discordando.

Camila conseguia ser pior que muita criança. 

:- Ally! - Uma voz ofegante gritou seu nome, fazendo a pequena virar-se para trás em um susto, tanto eu, quanto Camila, seguimos seu olhar pairando sobre uma loira de alta estatura.

Dinah!? 

A voz me era familiar. 

:- Dinah... - Engoliu em seco, fazendo a maior rir enquanto se aproximava.

Ainda não havia percebido minha presença. 

:- Você é pequena, mas se enfia em lugares peculiares hein!? - Comentou arrancando uma alta gargalhada de Camila. Fez com que a loira ficasse um tanto quanto confusa, era visível em sua expressão facial. - Você sumiu. - Finalizou.

A menor riu nasalmente dando de ombros. 

Só então que minha presença for perceptível ao castanho de seus olhos.

:- Ow...Olá Normani. - Sorriu radiante em minha direção.

Um sorriso só dela. Sorriso aquele que retribuí sem ao menos mostrar os dentes.

Agora quem se encontravam confusas, eram Ally e Camila. 

:- Mama... - Nossos olhares pairaram sobre o garotinho que segurava as mãos da mesma morena que acompanhava Allyson minutos atrás. - Compra pra Seth? - Perguntou erguendo um pote mediano de Nutella para que a maior pudesse entender suas palavras com mais clareza.

:- Não meu amor, vinhemos comprar apenas o necessário. - Disse tentando convencer os olhos pidões que lhe fitavam. 

:- Mas é que eu queria saber o gosto da caverna da felicidade! - Sorriu inocente.

Okay, estávamos mais que confusas. 

Dinah bateu com sua mão direita sobre sua testa negando frenéticamente com a cabeça.

:- Hoje não, meu amor. No futuro, talvez. - Comentou tentando encerrar o assunto, porém o pequeno voltou-se para a morena dos olhos verdes, tentando chantageá-la de alguma forma.

Ri baixo com a cena.

:- Me perseguindo Kordei? - Dinah voltou ao assunto enquanto cruzava seus braços abaixo de seus seios, deixando-os mais elevados. 

:- Pelo o que eu me lembre, não ando buscando informações de ninguém. - Ri baixo, fazendo-a reprimir os lábios. - Apenas retirando o tédio, nada demais para uma Sexta-Feira a noite. 

Olhei para Camila que arqueou as sobrancelhas. 

:- Você vai querer bananas? - Perguntou abraçando a mesma que estava em suas mãos. 

:- Não, só retirar o tédio que já se alastrou novamente. - Comentei. 

A morena das esverdeadas amêndoas em seus olhos pegou o pequeno Seth - que presumi ser seu nome ao falar em terceira pessoa - e aproximou-se de Dinah, trocando poucas palavras, inaudíveis por mim. Camila tinha um certo olhar sobre ela, não sabia decifrar o mesmo, mas algo estava tramando. 

:- E agora? Oque a gente faz? Assalta alguém? Ou invadimos uma festa? - Falou com a boca cheia enquanto mastigava um pedaço de sua banana.

Nem havíamos pago ainda, quanta audácia! 

:- Não somos vandalistas! - Contatei juntando as sobrancelhas. 

:- Correr com um carrinho de supermercado pela rua não é nada responsável, Kordei. - Sorriu ironicamente. 

:- Você disse que não seríamos responsáveis essa noite... 

:- A noite mal começou. - Piscou. 

:- Espera... - Disse Ally, tomando a atenção de todos. - Vocês realmente fizeram isso? 

:- Assaltar alguém? - Perguntou a latina meramente confusa. 

:- Sim, pegamos um carrinho e saímos correndo por aí. - Afirmei fazendo Camila relaxar os ombros ao entender. 

:- Minha bunda ainda está doendo. - Comentou fazendo a de olhos esverdeados rir.

A mesma observava junto a Dinah, parecia séria, mas nem tanto. 

:- Bom, acho que... Precisamos animar isso aqui. - Dinah disse referindo-se a Ally e Lauren, tendo o franzir das sobrancelhas com um sorriso safado dos lábios. - Acho que um pouco de álcool não faz mal a ninguém, certo? 

Ally negou.

:- Não estou para álcool essa semana. - Respondeu simples e apontou para Seth, fazendo Dinah suspirar. 

Realmente parecia exigir uma certa responsabilidade. 

A morena havia sorrido ao ouvir a loira, porém ergueu as sobrancelhas quando ouvir Ally falar que estava longe de álcool nessa mesma semana enquanto passava o braço do redor do ombro da menor, tentando lhe convencer a tal ato. 

:- Sério Brooke? Pelo amor de Deus, o que houve com a garota animada que era minha amiga?! Vamos lá, você irá beber sim! -Ditou. Ela tinha uma voz calma, nenhum sotaque, talvez fosse da região na qual estávamos. Porém fechou a cara suspirando ao perceber a menor fazer um sinal indicando Seth. 

:- Quem disse que para retirar o tédio precisa-se de álcool? - Camila envolveu-se no assunto. Inxerida. - Podemos acabar com esse clima de velório que se instalou em plena Sexta-Feira não chuvosa. - Ela riram. - Porque se fosse para ficar deprimida, eu ficaria no meu apartamento ouvindo a gostosa da Lana Del Rey. - Revirou os olhos. 

:- Podemos? - Perguntei, sendo que o assunto era entre as três. 

:- Ambas estamos no tédio. Por que não algo juntas? - Sugeriu.

Sorriu para as garotas que tinham aquela cara de quem está pensando em algo.

:- É uma boa ideia. - Disse Dinah. - O que acha Lauren? 

Lauren, a garota dos olhos verdes.

Belo nome. 

:- Melhor que nada. - Sorriu sem mostrar os dentes. 

Será que seu sorriso era tão belo quanto!? 

:- Mas onde? - A loira voltou-se a nós. 

:- Apartamento de Normani! - Ally entrou na conversa. 

:- É o que? - Ergui uma de minhas sobrancelhas. 

:- Isso mesmo que ouviu. - Tornou a mania de Camila, puxando todas para fora do estabelecimento.

Sem antes pagar, claro.  

:- Então, vamos logo antes que eu coloque Lana e a você vai la na pia do banheiro se cortar. - Camila me convencia a ser praticamente 'arrastada' como as demais. 

Seth apenas gargalhava animado. 


...

 

:- Churros é melhor e ponto final. - Lauren exclamou decidida. Ally revirou os olhos e Dinah bufou. - Definitivamente temos que fazer churros! 

:- Nada supera um bom pastel doce, meu bem. - Dinah retrucou movimentando os ombros. 

Nos encontrávamos em uma discussão, em busca de decidir qual melhor doce a ser feito naquela noite. Apenas observava intercalando meu olhar entre ambas as garotas. - e Seht. -. 

:- Vocês são tão inúteis, que nem conseguem reconhecer que Torta de Chocolate reina. - Ally  comentou jogando-se no sofá, fazendo Camila murmurar algo inaudível. - Em terra de tortinha, churros e pastel são nadinha! 

Finalizou empinando o nariz, causando uma baixa risada da latina. 

:- Torta de Chocolate! - Gritou Seth em apoio a Ally. - Chocolate! - Dinah torceu a boca travando seu maxilar.

Desgosto.

:- Vou te jogar em um orfanato, Seth Hansen. - Falou a polinésia.

Talvez ofendida, pelo fato de seu próprio filho estar contra si. 

:- Mas que traíra. - Lauren concordou, negando com a cabeça. Sua expressão também era desgostosa.

Seth deu um sorriso amarelo, e tentou se explicar: 

:- Mamãe, entenda que Torta de Chocolate, é o melhor doce inventado! - Tentou convencê-la.- Tia Ally tem razão! - Fizeram um Hi-5.

Sorriu satisfeita com as palavras do menor. 

:- Escute seu filho, Jane. - Comentou a mesma com um sorriso debochado nos lábios. 

Olhava de um lado para o outro, sem saber a quem escutar. Me via completamente perdida em meio á aquela guerra de opiniões sobre qual doce deveriam fazer. Sabia que qualquer opinião seria falha, Camila devia pensar o mesmo, ou não, pois se encontrava calada, fazendo cafuné nos cabelos de Brooke enquanto ouvia algo através de seus fones de ouvido.

Tinha os olhos fechados, provavelmente não estava ouvindo nada. 

:- Meninas, decidam-se logo! - Resmunguei me apoiando no braço do sofá, tendo meus olhos sobre elas. 

:- Churros!

:- Pastel doce!

:- Torta de chocolate! 

Revirei os olhos bufando. 

:- Precisamos de churros pessoas, será que é tão difícil assim de entender? - Lauren levantou-se do tapete da sala, ficando em frente a televisão, podendo assim, encarar o semblante de cada uma. - Posso fazer uma lista do porquê Churros é a melhor opção! - Falou veemente.

:- Pois faça então. - Ally desafiou-a.

Nesse momento Camila retirou seus fones, talvez cansada de tanto se perder em seu mundinho imaginário. 

Não era a única, embora fosse libertador. 

:- O que há aqui? - Indagou olhando em volta.

:- Cala a boca - Dinah repreendeu-a. -  Estamos em meio a uma discussão importante!

Sem saída, Camila apenas deu de ombros ainda tentando entender o que acontecia ao seu redor. Ri baixo de suas expressões faciais. 

:- O primeiro item da minha lista é óbvio: Doce de leite! - Falou erguendo o indicador, tendo uma das mãos sobre a cintura. 

Dinah revirou os olhos. 

:- E o que tem demais nisso? - Debochou. 

:- O que tem demais!? - Ecoou soando perplexa. - Ô encosto! Doce de leite é considerado a nona maravilha do mundo! 

:- Não seria a oitava? - Perguntou Camila erguendo sua mão ao ar, uma mania sua. 

Rapidamente se recompôs ao receber um olhar repreendedor de Dinah, que sorriu satisfeita. 

:- Imaginem só aquele doce escorrendo pelo churros, tão quentinho que você chega e lambe! Hum...Tão gostoso. - Enquanto falava, fazia poses e gestos um tanto quanto sugestivos. 

Dinah encobriu com suas mãos, os olhos de Seth. 

:- Ele não precisa ver essa pornografia ao vivo! - Comentou autoritária arrancando uma gargalhada da morena. 

Bufou em desgosto, novamente. 

Camila tinha um sorriso malicioso nos lábios.

:- Quer dizer que você gosta de lamber as coisas como churros, certo? Digo, que tenha o mesmo formato e tal. - A latina dizia totalmente pervertida. 

Todos ao redor gargalharam da expressão chocada de Jauregui, Lauren em excessão e Seth, que não fazia ideia do que acontecia naquele cômodo.

:- Gosta!? - Dinah disse entre risos, embora todos tivessem cessado. - Essa gosta da mesma fruta. 

:- Dinah! - Repreendeu-a, fazendo a amiga rir mais ainda. 

Rapidamente teve as bochechas coradas, perceptível tão rapidamente, devido a sua pele tão pálida quanto papel A4. 

:- Continue sua lista, Laur... - Disse Camila.

Apelidos!? 

:- Bem, continuando. - Lauren prosseguiu. - Churros tem açúcar em volta, e tudo que tem açúcar é bom! - Umedeceu seus lábios contando nos dedos. 

Coloquei uma mecha de meu cabelo para trás da orelha, impedia minha visão. 

:- Pastel doce tem açúcar, meu bem! - Rebateu Dinah. - Sendo assim, o melhor doce a ser feito, e a melhor opção também! -

Completou.

Ally sentou-se rapidamente no sofá. 

:- Nananinanão! - Retrucou. - Torta de Chocolate! - Falou junto a Seth, que gargalhou gostosamente. 

:- O quê? - Camila falou, finalmente começando a entender o que se passava. - A melhor opção de doce é sonho! Tem leite condensado, e isso sim, é a oitava maravilha do mundo! - Comentou fitando Lauren, com ênfase em tal palavra.

A mesma revirou os olhos bufando. 

:- Eu ainda não terminei de listar meus motivos! - Gritou e todos se calaram imediatamente. Sorriu falsamente. - Obrigada. - Voltou a contar nos dedos. - E continuando. Ele tem o poder de fazer a pessoa ir ao céu apenas com uma única mordida. Falem que eu estou mentindo agora! Falem, suas pragas mesquinhas! 

:- Você está mentindo. - Ally realmente falou e ainda falou pausadamente. Lauren ficou boquiaberta com a audácia de Brooke. 

:- Então façam melhor! Façam, e falhem! - Concluiu revirando os olhso mais uma vez enquanto cruzava seus braços. 

:- Calem a boca! - Gritei antes que começassem mais uma vez. Me fitaram perpléxos, pois até então me encontrava devidamente calada. - Porque não cozinhamos todos esses doces e cada um come o que quiser? Evitaremos dores de cabeça.

Pareciam reparar o quão óbvia era a opção.

:- É uma boa ideia. - Lauren falou meramente envergonhada. - Mas churros ainda é melhor!...Ouch! - Resmungou.

Apenas consegui ouvir o soar da mão firme de Dinah espalmando sobre a nuca da morena. Ri baixo balançando a cabeça em

negação seguindo em direção a cozinha, junto as demais. 

Céus, aquilo era coisa de louco!


...

 

A impertinência que continha meu estômago, parecia deixá-lo contrair entre o próprio causando-me o incomodo levemente suportável. Não recordava do último momento no qual havia ingerido algo, passei boa parte do meu dia em meio ao trabalho, queria apenas um pouco mais de descanso. Era recíproco.

Porém a presença das quatro era realmente relaxante, em meio a gritarias e discussões, momentos de risadas que podem ser consideradas escândalos. Nunca pensei em dizer isso, mas, estou amando todo e qualquer barulho mesmo que minha cabeça aclame por um comprimido urgentemente. 

:- Um pouquinho para você...E um pouquinho para mim! - Ditou Lauren elevando uma colher de Doce de Leite, no qual compartilhava com Seth, sentado sobre a bancada. 

Ri baixo com a cena enquanto trazia todo e qualquer ingrediente desejado da dispensa, o suficiente para sentir meus antebraços pesarem e relutarem para manter postura e não derrubar algo ao chão, seria um desastre. Com certa dificuldade, deixei tudo organizado sobre a bancada revestida em mármore gélido e bem polido.

As vezes penso comigo mesma se possivelmente tivesse TOC. 

:- Que feio, Lauren! - Disse Camila enquanto se degustava com a colher lambuzada de brigadeiro, tinha vantagem por ser um doce fácil e rápido de se preparar. - Roubando o doce de leite da criança! - Balançou a cabeça negativamente.

A de olhos verdes arqueou uma de suas sobrancelhas.

:- Estou ensinando o que há de melhor para o meu afilhado, licença. - Murmurou com a boca cheia, causando-lhe uma certa dificuldade.

:- Posso lhe garantir que meu brigadeiro pode ser muito melhor que esse seu doce. - Disse confiante levando novamente a colher a sua boca.

O jeito em que se deliciava com o doce era cômico. 

:- É? - Perguntou. - Então me prove! - Sorriu sarcástica se debruçando sobre a bancada na qual ficou apoiada sobre seus cotovelos. 

Seu decote ficou visível, deixando Camila estática por alguns momento. 

:- Que pouca vergonha. - Ally murmurou do outro lado da bancada enquanto finalizava a decoração de sua torta. - O que acha de alguns morangos? - Me fitou.

Parecia deliciosa diante meus olhos. 

Afirmei sorrindo de lado. 

Me voltei ao armário, e eu pude sentir minha falta de altura, me colocando na ponta dos pés para alcançar alguns recipientes, mas convenhamos é engraçado. Em meio aos meus dons culinários e de memória para lembrar da receita, faltou-me o equilíbrio, fazendo-me recuar alguns passos. 

Porém antes de ir ao contato do chão, pude sentir segurarem meu antebraço, suspirando aliviada. Embora pudesse ouvir a risada baixa soando próxima ao meu ouvido. 

:- Precisa de ajuda? - Perguntou Dinah com um sorriso no canto dos lábios.

Reatei minha coluna afirmei em um minimo sinal com a cabeça, enquanto movimentava meus ombros tentando afastar a tensão. 

:- Adoraria. - Sorrio de lado vendo-a pegar alguns dos recipientes em minhas mãos.

Que ao contato do chão frio, seriam apenas pedaços de um fracasso muito bem sucedido. 

Já próximas as bancadas, deixei que Dinah separasse algumas medidas nas quais orientadas por mim, nunca eram falhas.

Sugeri que fizesse uma pequena mistura de Manteiga, Açúcar e Essência de Baunilha, sim, eu havia decidido minha receita a muito tempo, como Dinah estava esperando a sua ficar no ponto, decidiu me dar uma pequena ajuda, não negaria. 

Deixou uma tigela de vidro a sua frente sobre o mármore plano. Então colocou dentro do recipiente uma quantidade certa dos ingredientes indicador. Creio, que, as medidas estavam certas, perante a mim. Voltou ao armário, abrindo uma das gavetas, pescando dentro uma colher de pau. Retornando rapidamente , colocando-se a mexer a mistura de ingredientes.

Era o primeiro passo, então eu não tinha muito o que fazer enquanto Dinah ainda estivesse colocando as mãos na massa, portanto, deixe-me por lhe observar minimadamente, tinha um sorriso que varria meus lábios. 

:- Desistiu de incendiar a cozinha, Ally? - Perguntou, parecia distraída com seus atos, mas ao mesmo tempo atenta com tudo ao seu redor.

A menor que deixava sua torta descansando dentro da geladeira, fechou rapidamente a porta virando-se em direção a polinésia.

:- Nem me dou o trabalho, de, te responder isso meu amor. - Enfatizou a última palavra, então a acompanhei com os olhos.

:- Folgas merecidas, não? - Comentei  ajeitando um bocado de fios de cabelo atrás de minha orelha. 

Ela pegou o pequeno Seth que apresentava seus primeiros sinais de sono, mesmo em meio a discussão de Lauren e Camila, que pelo o que deu a entender, o motivo veio de Camila desviar a colher que levava em direção a morena. 

Camila nunca foi santa, suas risadas escandalosas ainda ecoavam pelo cômodo, não me dava o trabalho de descobrir o motivo. 

Ri baixo ouvindo Dinah resmungando algumas coisas. 

Tomei um punhado de Farinha de Trigo em minhas mãos, estava ao lado de Dinah, facilitando meus atos seguintes. Aproximei meus lábios de seu ouvido, tornando assim chamar sua atenção ao sussurrar seu nome. Pude perceber a loira suspirar, apertando o cabo da colher entre meus dedos. Virou seu rosto para encarar minha face, uma menção digna se a essa altura eu já não estivesse confusa, o que ocorreu foi inoportuno ao seus pensamentos, me via rindo como desordenada enquanto desfrutava sua cara frustada, e coberta pela palidez da farinha de trigo. 

Revirou os olhos. Soltando lufas pesadas de ar.

:- Agora eu estou da sua cor, Lauren! - Sorriu ironicamente, então levantou a colher de pau, tendo meu corpo ainda próximo ao seu, passou lentamente a mistura fragmentada nas costas da colher em minhas bochechas. Foi sua vez de gargalhar. - Nossa que apetitosa que você está, querida. – Debochou a rir desenfreadamente.

:- Oh No... - Resmunguei ao sair daquele transe que tomou conta de minhas estribeiras tomando minha noção da realidade, franzi meu cenho ouvindo sua risada ecoar até atingir meu aparelho auditivo, era claro minha feição confusa. Elevei uma de minhas mãos a bochecha, sentindo a textura pastosa e ao mesmo tempo esfoliante, poderia servir para um bom tratamento de pele, pensei. 

Levei aos meus lábios, sentindo o gosto nem tanto suave, se não fosse a essência, que segundo a receita, é bem exagerado em tal medida. Passei a ponta da língua sobre a extremidade rosada dos mesmos, retirando qualquer vestígio da mistura que poderia sobressair de minha boca.

Meu corpo se afastava a cada passo importuno, recuando de sua presença. Olhou em volta, agora de costas ao balcão, alcançando uma caixa com tal dúzia de ovos, pegando apenas um deles, escondendo por trás de meu corpo, tal ato não percebido por minha pessoa.

Com passos lentos, o suficiente para ver meu corpo contra a parede, colidindo respirações e calor corporal.

:- Poderíamos discutir esse assunto de outro modo, que tal!? - Perguntou agora encarando minhas esferas castanhas. Quebrou o conteúdo em mãos, quando chocado a seu couro cabeludo, deixando fluir a composição por minhas madeixas.

Reprimiu seus lábios mantendo sua feição séria e um sorriso de canto. 

 Ela usou disso como uma armadilha, não acreditei por alguns segundos, mas sim a composição grudenta escorreu, por meu cabelo e fronte. Entreabri minha boca, sem expelir som algum, apenas o pesado de meus pulmões, demostrando meu espanto.

:- Traiçoeira. –Sussurrei, afastando-a de mim. Meus olhos caíram sobre ela, um sorriso sarcástico dançava em meus lábios. - Você limpará essa bagunça e terminar o que começou. Eu resolvo esse problema sozinha. - Dois passos e tinha uma distância mínima entre nós. Sorri vangloriada, isso não terminaria em fins carnais. - E a propósito isso terá volta, mas saiba que sou um tanto criativa. Aguarde seu momento Dinah Jane Hansen - Murmurei, encarando as esferas delirantes. 

Dei costas a ela antes que meus sensos de provocação se rendesse. Destinei passos curtos, a quebrar meu quadril, ao ritmo de cada movimento de meus pés. Banho, eu necessito de um, e lógico algo que sirva de troco para isso.

:- Chamou pelo nome, eu não deixava. - Murmurou Jauregui. 


...

 

Aquele cheiro estava insuportável, eu já estava a alguns minutos de baixo do volume absurdo de água que corria do chuveiro, não obstante meus fios ainda estavam grudentos e com o odor de chorume e misca. Minha vontade era esfolar a loira, no entanto sou conhecida por agir em momentos certos. Meus truques nunca voltaram na mesma moeda. Apanhei o shampoo na cantoneira do box de vidro, despejei um bocado do líquido na palma de minha mão direita, deixei o pote comprido entre minhas pernas, protamente levei minhas mãos a minha cabeça, então eu esfregava o couro cabeludo e os fios decorrente, a espuma, que, se formava rapidamente diluía a água que escorria ao chão. Repeti o processo, por duas vezes. Meu cabelo estava duro, como esponja de bombril, mas me dei por vencida já que, o cheiro insuportável já não existia. Passei o condicionador, fechando as cutículas assanhadas. Logo me deixei relaxar embaixo da morna água, logo eu deslizava o sabonete com aroma adocicado por meu corpo. Qualquer tensão se foi alí, bom suspeita, já que tenho um grande apreço por água.

Um sobressalto foi dado quando ouvi o banque de algo ir ao contato do chão, provavelmente algum dos meus incontáveis cremes e óleos corporais. Desliguei a válvula que regulava o fluir da água, deixando o chuveiro livre de qualquer gota inapropriada. Me sentiria culpada pela escassez de água, pois meu tempo se estendia á mais de quarenta minutos dentro daquele banheiro. Alcancei uma toalha, podendo assim enxugar qualquer parte úmida de meu corpo, ficando relaxada a cada momento, foi extremamente necessário.

Vesti algo simples e ao mesmo tempo  confortável, não tinha planos extravagantes demais para o fim daquela noite. Fechei a porta por trás de mim, deixando o quarto devidamente vazio, podia ouvir algumas risadas vindas da sala de estar.

Por mais incrível que pareça, não apenas as risadas de Camila. 

Mancha de bebida sobre meu tapete, garrafas de Vodka pela metade e copos batizados. Céus! eu realmente extrapolei o tempo dentro daquele banheiro, se demorasse mais, era muito provável encontrá-las em um estado crítico de coma alcoólico. 

Lauren estava devidamente sóbria, rindo atoa com seu copo em mãos. Enquanto Camila tinha seu corpo completamente jogado sobre o tapete, rindo do vento juntamente a Dinah. Enquanto Ally aninhava o pequeno Seth em seus braços, apenas maneeando em negação com a cabeça quando observava a cena.

Queria muito saber de onde surgiu toda aquela bebida, porém as memórias passadas no supermercado me comprovaram, embora Ally negasse querer se embebedar.

Pareceu cumprir.

Espera...E dos doces!? 

Olhei em direção a cozinha, devidamente vazia e com um aroma capaz de fazer florescer um sentimento em meu estômago. Obrigada a Vodka na qual beberam, posso desfrutar de cada um deles sem me preocupar com qual seria o melhor. 
 

"Ela não se dá bem com o amor, pois sem querer, ela acaba amando demais."


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

Eu queria muito uma opinião de vocês, venho me decepcionando comigo mesma e queria saber se minha escrita está decaindo, realmente me preocupo e odiaria decepcionar vocês, então, ficaria grata se pudessem responder.

XoXo 💜💙


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