História Do lado de Fora - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella, Personagens Originais
Tags Farosella, Ficção, Romance
Visualizações 96
Palavras 2.600
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E aqui estamos nós, com o próximo capítulo em mãos!
Espero que gostem, como eu gostei de escrevê-lo. O meu mais sincero obrigada a cada comentário, opinião, crítica que vocês deixaram para mim. E aos favoritos também. Espero agradar, ao menos um pouquinho ^^
Enjoy!

Capítulo 13 - Aves negras


O dia seguinte amanheceu radiante, seria um dia perfeito para gravações. Era o pensamento coletivo de toda a diretoria. Pensamento, este, que ninguém ousava transformar em palavras já que por algum motivo, sabiam que toda vez que desejavam o dia de gravações perfeito ele simplesmente terminava de uma forma nada agradável. Já havia acontecido outras vezes... Poderia acontecer agora.
                Embora trabalhar debaixo de um sol escaldante não fosse tão agradável, todos pareciam dispostos após o dia de descanso que tiveram anteriormente. Não era diferente entre o júri, que chegou mais cedo que o costume nas locações da prova externa, um grande centro olímpico ajustado às vontades da equipe cenográfica. Levantaram barracas que pudessem servir de camarim, e figurinistas e maquiadores já se encontravam a todo o vapor arrumando os chefs. Havia duas grandes diferenças na gravação daquela manhã.

A primeira era o fato de todo o lugar estar infestado pelas “aves negras”, apelido que Marcela havia colocado nos jornalistas de colunas de fofocas. Os chamados: Paparazzi.
A chegada do Masterchef naquela cidade levantou todo o tipo de colunista, repórter, fotógrafos e afins. Eles sabiam que seria uma prova externa, aberta ao público, e não perderam a oportunidade de se infiltrarem. Filmagens e fotos fora da equipe técnica oficial eram terminantemente proibidos, mas como instaurar a ordem em um espaço tão extenso? Eles foram proibidos de se aproximar das gravações, mas não poderiam ser proibidos de entrar. Motivo, este, que ficavam aglomerados na parte mais alta e distante da arquibancada. Não era preciso ser um grande conhecedor das artes visuais para saber que não estavam ali para registrar os acontecimentos da prova em si. Só queriam uma desculpa para flagrar qualquer momento pessoal que lhes rendessem um bom dinheiro.

O segundo motivo era Paola, que disputava com o sol o posto de mais radiante do dia. Ela transparecia felicidade e sobretudo: Paz. Conversava com todos, puxava assuntos, ria, coisas que não costumava fazer no dia a dia do trabalho por conta do seu recato e timidez. Desta vez, ela simplesmente parecia ignorar toda a vergonha, sorrindo sem parar e puxando os colegas de trabalho para fotos assim que entravam em seu camarim que dividia com Ana Paula. Esta, por sua vez, quase não conseguia conter a felicidade em ver a amiga naquele estado. Queria espalhar para o mundo os motivos, mas conteve-se apenas a rir e tirar graça da situação:

-Meu Deus, Paola! Deixe eles irem trabalhar! – Riu tentando soltar um dos figurinistas, que precisava sair do camarim, das mãos de Paola. Conseguiu, por fim

-Ah, Aninha! A conversa estava boa!

-Converse comigo, então! – Se sentou na cadeira de frente para ela – Quer me contar o motivo de toda esta felicidade, ou vou precisar adivinhar?

-No. Não precisa adivinhar. Você já sabe – Sorriu timidamente– Estou apenas feliz que as coisas estão dando certo, finalmente.

-Havia apenas uma coisa que não dava certo pra você. E ela tinha a ver com um certo chef carrancudo e tatuado

-Ele não é carrancudo! – Defendeu de imediato

-Sério? Já estão nesse nível de defender um ao outro? Meu Deus! Logo vocês vão ficar impossíveis de tão melosos! – Dramatizou, colocando o dorso de uma das mãos na cabeça, jogando-a para trás. Paola riu da cena à sua frente

-Olha só quem diz, senhorita “primeira drama” do estúdio. Ou acha que não sei dos comentários que todo mundo está fazendo sobre vocês?! – Acentuou a pronuncia, enquanto apontava para a amiga semicerrando os olhos em uma expressão provocativa

-Vamos parar por aí! – A menor levantou os braços- Estamos falando de você e do Henrique. Não ouse jogar a conversa pra mim! – Repetiu a mesma expressão de Paola e logo começaram a rir. Pareciam duas adolescentes falando de namorados e por algum motivo se sentiam bem assim. –E então?

-Estamos nos entendendo. Só isso – Levantou um dos ombro, desdenhando a profundidade que ambas sabiam que o assunto requeria

-Entendendo? – Encarou a chef incredulamente – Ah, me poupe! Sei muito bem como é esse entendimento entre vocês, e posso assegurar que não tem nem um pouco de... Recato – Riu alto, vendo a expressão de choque se formar no rosto de Paola em questão de segundos

-Ana Paula! – Lançou um tapa próximo a ela, sem acertá-la de fato. Logo depois, colocou as mãos no rosto tentando evitar o rubor subindo por toda sua face. Ana riu ainda mais da situação da amiga

-Só tome cuidado do lugar escolhido para se “entenderem” – Fez aspas com as mãos, mudando seu tom de voz para algo mais subjetivo. – Não esqueça que seu quarto fica ao lado do meu. E que tenho sonho leve...

-Para! – Paola gritou em desespero, levantando da cadeira e quase fugindo do camarim não conseguindo conter a vergonha, sem saber se ria ou não da situação.  Ana por sua vez estava muito certa do que fazer, iniciando um ataque de risos incontidos.

-Toc, toc – Ouviram uma voz masculina do lado de fora – Posso entrar?

-Entra! – gritou Ana, ainda rindo de Paola – Olá amigo! – Disse assim que Fogaça colocou a cabeça para dentro –Chegou em boa hora!

-Cheguei? – Indagou, já entrando no camarim improvisado.

-Claro! Preciso sair para fazer meu teste de áudio. Você chegou na hora certa para fazer companhia a Paola. – Respondeu se levantando e caminhando para a saída. No percurso, encarou Paola e piscou para ela de forma divertida – Fiquem a vontade por aqui. Se conheçam bastante! – Gargalhou, saindo do recinto.

-Preciso entender sobre o que ela estava falando? – Indicou onde Ana estava com o dedo, se aproximando mais de Paola e notando a expressão sem jeito dela. Estava suando, nervosa, e parecia estar muito ruborizada.

-Só ignore. Ana é louca, você sabe! – Paola respondeu por fim, tentando arrumar os cabelos despenteados. Apenas uma desculpa para que Henrique não reparasse mais no estado em que estava.

-E isso não tem nada a ver com o fato de você estar vermelha desse jeito? – Conteve uma risada, segurando o rosto dela com as duas mãos

-Esqueça, Henrique!

-Tudo bem. Já esqueci! – Enlaçou a cintura da mulher e fez com que ela se aproximasse – Só achei que a ideia que ela deu foi boa!

Mais uma vez Paola entrou em choque, perguntando-se se ele havia escutado tudo. Fogaça apenas riu das reações dela. Aproveitou os pensamentos que levavam a morena para longe e iniciou um beijo. Paola assustou-se ao sentir os lábios de Fogaça sobre os seus, mas não o repeliu. Correspondeu até sentir que ele pedia para aprofundar a carícia. Quebrou, então, o contato físico:

-Fogaça – alertou-o, sussurrando seu nome

-Ana disse para ficarmos à vontade. –Sorriu mais uma vez e antes que Paola pudesse argumentar, beijou-a novamente. Puxou os braços de Paola para trás de seu pescoço tatuado para que ela o enlaçasse, permitindo que seus corpos se aproximassem mais. Conduziu o beijo de forma calma e constante, com noção de que não tinham muito tempo ali, sozinhos.

Como se cronometrado aos seus pensamentos, escutaram uma voz novamente do lado de fora. Era Jacquin, que batia palmas gritando para dentro do camarim:

- Ô casal! Andem logo... Temos trabalho por aqui!

-Mas será possível? – Fogaça responde, separando-se dela, levemente irritado.

Paola apenas ri da situação, fazendo com que o chef a olhasse nos olhos. Rapidamente dispensa mais um beijo em seus lábios, para acalmá-lo, antes de sair. Alguns segundos depois, Fogaça a acompanha em direção ao cenário.

As gravações foram iniciadas assim que se posicionaram. Os participantes entraram e Ana explicou a prova, um pouco diferente da normalidade, que seria dividida em três partes. As duas primeira seriam realizadas por lá e a terceira em um ambiente fechado, em um grande centro de eventos. Os participantes já estavam cozinhando e os chefs estavam mais concentrados do que nunca. Avaliavam, conversavam com alguns concorrentes, perguntavam sobre os pratos e logo depois se reuniam para discutir a coerência, ou não, das equipes. Foram horas à fio de gravações, sem pausas nem descansos, até que as duas equipes serviram seus cardápios. Os chefs experimentaram os pratos, junto com os convidados do dia, e Ana fazia as intermediações necessárias.
Durante o comentário de um convidado, um grande estrondo de trovões preencheu todo o ambiente estragando o áudio. Só então olharam para o céu e perceberam como o tempo havia mudado desde o começo do dia. As nuvens carregadas se fechavam tornando o céu, antes limpo, em denso e escuro. A equipe gentilmente pediu para que o convidado falasse novamente seu comentário para poderem regravar. Apressaram-se para as considerações finais e logo terminaram a segunda parte da prova.
 

Correndo contra o tempo, Patrício gritou o fim das gravações e Marcela saiu correndo por toda a extensão do local apressando a equipe para que desmontassem tudo. Os convidados já haviam saído e os chefs já estavam protegidos sobre as tendas montadas quando o céu desabou em uma chuva pesada. A diretora deu as últimas instruções, mandando sua equipe de volta para o hotel para guardar o equipamento e então serem liberados o restante do dia. Era óbvio que precisariam estender a última parte das gravações para o dia seguinte. Entrou debaixo de uma das tendas, completamente encharcada e fungando. Pegou uma das toalhas que Patrício, sentado em uma cadeira observando as gravações já feitas, oferecia para ela. Permaneceram em silêncio vendo os vídeos quando foram surpreendidos por Fogaça, que acompanhado de Paola, aproximava-se deles:

-E agora? Vamos ter que esperar a chuva passar para voltarmos a gravar?

-De jeito nenhum! – O diretor respondeu, tirando os olhos dos pequenos visores –Vamos adiar as gravações para amanhã. É impossível continuar assim!

-Então temos o resto do dia livre? – Foi a vez de Paola falar

-Que triste, não? – Ironizou, sorrindo logo depois para eles. –Estão liberados por hoje, pessoal! –Disse, de forma geral, para o restante da produção que ficava para guardar as câmeras.

Como resposta, ouviram o flash disparar bem ao longe. Voltaram seus olhos para as arquibancadas e perceberam que vários paparazzi continuavam a gravá-los. Estavam protegidos por capas de chuvas e mantinham-se nos mesmos lugares.

-Bando de urubus! Nem com este fim dos tempos de chuva se mexem dali – Marcela praguejou, unindo-se a conversa.

-Bom, de qualquer forma – Fogaça voltou a atenção para a roda de conversa, ignorando a presença dos fotógrafos – Já estamos indo.

Entrelaçou sua mão à de Paola e estava para dar meia volta quando ouviu o grito dos diretores, chamando atenção deles.  

-Soltem essas mãos, agora! – Bradou Marcela, tentando não movimentar os lábios.

Ele se soltaram no mesmo instante, sem entender direito. Ela levou a cabeça para o lado, como se estivesse apontando. Seguiram em direção ao lado que Marcela tentava lhes indicar e então compreenderam. As "aves negras", continuavam ali. Alertas a qualquer movimentação.

-Sabe quanto vale uma foto de vocês dois juntos? – Ela indagou, sem obter resposta alguma.

Os chefs apenas concordaram com a cabeça e novamente tentaram sair dali para irem embora. Quando já estavam saindo, a diretora novamente os chama. Eles voltam o corpo e a encaram:

-Seja lá para onde forem esta noite, tomem cuidado. Eles vão estar atrás de vocês – Um último aviso, com o dedo levantado para eles. Os chefs compreenderam e foram embora, cada um em seu carro.
Quando partiram de lá, Marcela ouve novamente os flash desenfreados, se irritando a cada clique. Volta para onde estava, um lugar planejado para não serem captados pelas câmeras, e grita:

-Eu os desprezo!

-Quer fazer o favor de se acalmar. Eles não conseguem nos fotografar, mas podem nos ouvir se você continuar gritando assim – Patrício a interpelou, ainda sentado como estava. –Estou tão irritando quanto você, mas isso não vai ajudar em nada.

Ela apenas bufa em frustração, cruzando os braços, não o respondendo. Ana Paula, que ainda estava em seu camarim aproxima-se da tenda dos diretores ao ouvir o grito da jovem:

-Qual o tema da discussão dessa vez? – Ela sorri, estando acostumada com os típicos debates entre Patrício e Marcela. Parou ao ver, pela expressão de ambos, que algo não estava bem – O que houve?

-Essas gralhas irritantes. – Aponta novamente para fora e Ana logo entende

-De quantos nomes de aves você ainda pode chamá-los? – Debochou Patrício.

-Não me provoque!

-Gente, acalmem-se vocês dois! Ou eles realmente terão um motivo para nos fotografar – Ana intrometeu-se antes que a discussão se transformasse em problemas. Ambos os diretores estavam irritados e pareciam cansados. Esperou até que o silêncio pudesse os acalmar. Aproximou-se de Patrício colocando seus braços sobre ele, o abraçando por trás e colocando seu rosto ao lado do dele – E o senhor, trate de parar de irritar a Marcela, menino mau! – Ela riu, usando uma voz melodiosa e sonora para tentar acalmar o homem. Levou suas mãos até os ombros dele, em uma rápida massagem até perceber seus músculos relaxando. Virou-se e depositou um beijo em seu rosto.

Ele fechou os olhos e sorriu em resposta à carícia. Levou uma de suas mãos até o braço de Ana, em volta de seu pescoço apenas para deixa-la ali por mais tempo. Marcela permanecia afastada, desesperando-se silenciosamente com medo de que os paparazzi pudessem estar vendo tudo. Ana Paula percebeu a inquietude da amiga:

-Quer um abraço também? – Direcionou-se para a diretora rindo.

-Dispenso! – Levantou os braços em negação e voltou a trabalhar. Deixando os amigos ali em seu momento particular.

 

Anoiteceu cedo e quando menos esperavam já estavam de volta ao hotel. Paola e Fogaça já se encontravam no hall de entrada, decidindo o que fariam após a série de avisos e condições que Marcela havia imposto a eles. Sabiam que era para sua própria segurança e por isso não ousavam desobedecer.
Decidiram por fim jantarem no próprio restaurante do hotel, evitando a fina chuva que ainda insistia em cair do lado de fora.
Escolheram uma mesa ao fundo e rapidamente foram atendidos. Tentavam a todo custo não chamar atenção, ao menos dos outros clientes do local, e por fim encontraram-se sozinhos. Fogaça esticou sua mão até alcançar a de Paola, do outro lado da mesa. Por alguns instantes, permaneceram em um silêncio agradável:

-Já havia parado para pensar nisso? Que um dia estaríamos sentados sozinhos em uma mesa de restaurante, passivelmente? – Paola indagou, sorrindo timidamente com a carícia dela sobre sua mão

-Você fala como se fôssemos inimigos declarados! – Ele riu do exagero da mulher

-Convenhamos que fazer as pazes não foi o nosso forte

-Como assim?! Sempre fomos ótimos em fazer as pazes! Várias e várias vezes... Estou até pensando em fazer as pazes de novo hoje, o que acha? – Ele perguntou, sorrindo maliciosamente tirando uma risada sonora de Paola, que logo bateu em sua mão. A mesma que permanecia atravessada sobre a mesa

-Não comece de novo! - Revirou os olhos, não conseguindo evitar sorrir para ele, que piscava para ela tentando seduzi-la.

Permaneciam nesta troca de carícias e afeto, distantes do mundo e aproveitando um dos poucos momentos onde poderiam ser eles mesmo, sem câmeras, sem terceiros. Apenas os dois. Jantaram muito bem e ficaram ali, estendendo o tempo em conversas banais e cotidianas. Recuperando o tempo perdido.

O restaurante já se encontrava praticamente vazio e eles não faziam menção de sair dali quando ouviram um dos funcionários gritar algo, do outro lado do recinto. Tiveram tempo apenas de se virar e observar diversas pessoas de preto correndo até a mesa deles, levantando câmeras, flashes e microfones. Em um último movimento rápido, Fogaça voltou sua mão quebrando o contato com Paola no exato momento em que uma das pessoas levaram o gravador de áudio até o centro da mesa, lhes dirigindo a palavra:

-E então chef, como se sente namorando Paola Carosella?

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 


Notas Finais


*Pausa dramática*

E aí? Hora de revelar sobre o relacionamento deles? O que acham?
Me digam nos comentários e vamos teorizar sobre nosso casalzão!
Nos vemos logo! Até o próximo capítulo!


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