História Do Que Somos Feitos - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Drama, Inanna Sarkis, Romance, Sexo, Violencia
Visualizações 229
Palavras 2.573
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura ♡

Capítulo 6 - Peaces


                                           Justin Bieber



É Incrível ver meu pai depois de anos. É um tipo de reforço pra minha alma não ser totalmente purgada por mim mesmo.


- Quero saber por quê está roxo, filho.


Erin concordou, prestativa como sempre.


Mas eu sei se falar a verdade meu pai vai enlouquecer e querer quebrar o pau em cima desse presídio, e, mais uma vez vai sobrar pra mim.


- Arrumei encrenca com um cara ontem no refeitório, a história de não socializar não é tão verdadeira, eu ainda almoço com esses caras - e, bom, a história da briga é falsa,  eu estar almoçando com eles é mentira. Marcus tem levado (jogado) minha refeição até a cela desde o dia que eu quebrei seu nariz, só tenho conversado com Sarah e Marcus… a conversa mais recente foi entre mim e o cacetete do Coronel.


Meu pai segurou minha mão.


- Não faça isso… só vai piorar sua situação - e se começa a onda de sermões, que eu escutaria por duas semanas seguidas, só pra ver Jeremy e me sentir amado, pelo menos um pouco  - é pro seu bem, filho.

- Pai… - eu ainda estou emocionado, muito - me desculpa por não ser quem você queria que eu fosse… eu poderia estar terminando a faculdade de música, estar te dando netos…


Meu pai olhou Erin, a mesma que manteve o sorriso entre as lágrimas o tempo todo, ele abaixou a cabeça e assentiu.


- É claro que eu desculpo você, Justin, eu te desculpei há anos atrás, você é meu filho e eu nunca vou te odiar.


Engoli em seco, secando os olhos e o nosso chamado de encerramento surgiu nas ondas sonoras, na voz de Jeffrey Harlem.


- Vou vir te ver no próximo dia de vistas - Ele falou, sorrindo.

-  Eu já ia me esquecendo - Erin pegou um pote na bolsa após suas palavras - aqui tem aquele croissant de caramelo que eu fazia… também tem tortas e algumas torradas com cream cheese… e nessa sacola tem sabonetes e esponjas.


Abracei Erin e beijei seu rosto. Meu pai tem sorte de ter essa mulher como esposa, Erin é a pessoa mais doce que eu já conheci.


- Obrigado, Erin, você é demais!

- Você que é - ambos se levantaram - tchau e se comporte, coma com cuidado, eu sei bem sobre sua alta glicemia.

- Pode deixar - a abracei mais uma vez e em seguida, meus braços contornaram o tronco largo do meu pai, em outro abraço - mais uma vez, obrigado, mande lembranças para os meus irmãos.


Não entrei em detalhes sobre os pequenos, porque simplesmente me destrói não vê-los e me deixa transtornado imaginar o que se passa na cabeça deles ao meu respeito.


Meu pai caminhou com lentidão, acenando pra mim e eu segurei as embalagens de plástico, com um sorriso que nunca dei nesses cinco anos.


- Que bonitinho - Zombou Marcus, passando as algemas nos meus pulsos, com tanta brutalidade que as guloseimas quase caíram das minhas mãos.


O ignorei e segui para a solitária, lembrando da agradável conversa que tive com meu pai. Passei pelos corredores e entrei na minha cela. Marcus jogou na cama umas peças velhas de roupa e eu procurei o interruptor, pois está um breu aqui dentro.


- Sua lâmpada queimou - Montgomery disse e saiu da cela, sem esperar alguma palavra da minha parte.


Sem querer fazer escândalo ou coisa do gênero, me sentei, deixando a sacola no chão. Abri a marmita descartável, pensei em tomar banho antes, mas as tortas de maçã e pedaços de frutas vermelhas nos croissants de caramelo me chamaram mais atenção.


Há anos eu não como isso, fiquei olhando por tanto tempo que a minha boca salivou, como se eu fosse aqueles cachorros que babam em frangos nas esquinas de Stratford.


Comi tudo devagar. Degustei cada pedacinho dos doces e salgados, percebi o quanto isso me faz falta e, que a visita do meu pai veio em hora certa.


É… eu pedi distância daquela psicóloga, mas ela me trouxe meu pai, com certeza o convenceu em vir me ver, quero vê-la - não só os peitos -, preciso agradecer Sarah de joelhos. A persistência petulante dela me deu um dia maravilhoso e, eu a tratei mal na nossa última conversa, pedi pra ela ficar uma semana sem vir por ter tocado naquele assunto. Não gosto de falar os detalhes que houve por trás do julgamento - que foi exibido para Deus e o mundo ver -, e, apesar disso, ninguém sabe o motivo da minha pena ter porcentagem em réu secundário, na verdade, é algo complicado de se explicar.


Terminei de comer e peguei a sacola, vendo sabonetes, giletes e um pacote com cuecas novas ( o que é ótimo, pois quando eu não estou sem cueca, estou com alguma cheia de rasgos).


Fui até o chuveiro e abri, vendo que em dois minutos ele não esquentou.


Não estou com a lâmpada queimada, tiraram a energia da minha cela e, uma coisa é certa : Tem dedo do Yale nisso.


Tentei não me estressar e tomei um banho longo.  Mesmo com a água fria, a sensação do sabonete novo passando pelo meu corpo me fez lembrar do cheiro da casa do meu pai, e, com os doces cheirosos que Erin preparou, ficou ainda mais familiar.


Isso me fez recordar de quando eu passava dias e mais dias com o meu pai, não suportava Nicholas, então eu saía da faculdade de música e ia direto para a casa do Jeremy, ficava horas brincando com meus irmãos e depois, eu dormia na sala dentro das cabanas que nós fazíamos. Eram bons tempos, até que minha situação com minha mãe e com Nicholas me tiraram do controle. Eu ia morar no campus, mas meu descontrole falou mais alto e eu coloquei tudo à perder.


Não me arrependo e nunca vou me arrepender, disso eu tenho certeza.


Minha mãe, após o divórcio com Jeremy, muito diferente do mesmo, não continuou a mesma de sempre com a chegada do novo marido, ela mudou totalmente, me tratava como qualquer coisa. Era Deus no céu e Nicholas na Terra, mas não, eu não matei o infeliz por ciúmes, foi muito além de provocações direcionadas à mim, o que eu não faço questão de lembrar.


Depois do meu banho frio e estar de barriga cheia, vesti a roupa velha laranja fluorescente e me deitei.


Eu queria ter visto Sarah hoje, bom, eu à vi no pátio mais cedo, mas eu quero conversar com ela, entretanto, tenho certeza que ela não irá aparecer pelos próximos dias.


(...)


                                               Sarah Montserrat



- Você devia ir, de verdade, desde a gravidez da Sun você não sai.


Olhei para Madeline e neguei com a cabeça, cobrindo minha filha em sua cama.


- Sou mãe, esqueceu? - falei e saí do quarto, apagando a luz.

Madeline veio atrás, ainda com a ideia absurda de me fazer ir para uma boate ou algum bar com uns velhos amigos da faculdade.

- É mãe, não uma vovó de noventa e nove anos - insistiu.

- Eu não gosto muito de ir a festas e você sabe o motivo.


Ela riu e revirou os olhos.


- Você precisa de um psicólogo - minha amiga se sentou no sofá e apontou um para balde de pipocas - não, um psiquiatra, isso aí, é disso que você precisa, Sah.


Bufei baixo. Odeio quando Madeline começa com as graças dela.


- Hoje é segunda-feira, está de noite e eu trabalhei até as seis, será que a gente pode falar em outra coisa que não seja voar pra uma casa noturna em pleno início da semana?


Ela coçou a cabeça e negou.


- Olha, nós duas somos amigas desde o colegial, você era a maior baladeira e depois que casou com o Charles virou uma recatada. Ele nem liga pra você, já faz o que? Uns cinco ou seis anos que ele foi embora?

- São quatro, Madeline, quatro anos, okay?


Minha amiga revirou os olhos e olhou minha mão.


- Ainda usa a aliança?

- Madeline, menos, por favor?! - eu estava ficando irritada, são assuntos que eu não quero tratar agora… nem nunca.


Ela torceu a boca.


- Sarah, já passou a hora de superar…

- Não, não vou superar nada, certo? Eu ainda sou casada, Madeline! Não posso sair por aí como se eu não tivesse feito burrada no meu passado!


Ela levantou do sofá sofá pegou a bolsa.


- Para de falar como se fosse uma psicopata que saiu matando todo mundo - a olhei, engolindo suas palavras, resultando em uma enxaqueca repentina - a Sunshine não é burrada, Sarah, não é!


Então, ela pegou o resto das coisas e saiu pela porta da frente, batendo com bastante força.


A Sunshine não é uma burrada, mas o que eu fiz foi uma burrada… foi uma das grandes.


(...)



Quando se completou uma semana exata que eu estava afastada do presídio - como meu paciente pediu -, retornei pela manhã, com uma linda intimação para o meu querido Jeffrey Harlem.


Precisa citar que ele surtou? Claro que precisa.


- Isso está totalmente errado!! - Harlem bateu na mesa fortemente, fazendo os papéis voarem - É um absurdo! O nosso presídio está entre um dos mais justos justos bem conciliados de todo Canadá!

- Não é o que parece - mantive a postura, usando um certo tom de escárnio - a cozinha é uma lixeira, não se sabe nem se os alimentos estão dentro do prazo de validade - pausei as palavras, casualmente - os banheiros estão imundos e, além de tudo, sua “punição” para os detentos são de serem sujeitos a pegarem alguma doença esfregando vasos sanitários e rejuntes encardidos, já parou para refletir como pode haver bactérias prejudiciais para a saúde de cada um?!


Harlem bufou, suas narinas dilataram como um verdadeiro cavalo (o que ele é, sem dúvidas) e, mesmo tentando não transparecer sua fúria, ele sorriu amarelo, apertando os dedos na mesa de madeira.


- São detentos, criminosos, senhora Montserrat, cri-mi-no-sos - ele soletrou, como se eu fosse uma analfabeta completa.

- São detentos, seres humanos, senhor Jeffrey Harlem, seres hu-ma-nos - fiz o mesmo, batendo o indicador na folha em cima da mesa.


O diretor se sentou e fechou a mão em um punho, me olhando com revolta.


- O que quer pra retirar a queixa?


Soltei uma risada interna absurda.


- Vou retirar a queixa se eu ver mudanças neste local, caso contrário, você irá fazer companhia para os seus detentos - Rude e firme, pus-me em postura e guardei a intimação na bolsa, indo até a porta - disponibilize para mim a sala de visitas, conversar na cela não é bom.


Relutante, ele assentiu e usou um walk talk para solicitar a ida do meu paciente até a sala.


- Não se acostume, Montserrat, não vai ser sempre essa mordomia.


Sorri para ele e saí da sala da direção, indo para o cômodo ao lado, esperando Justin chegar.


Observei o lugar por uma tempo, paredes acinzentadas, um ventilador barulhento pendurado em uma das paredes mofadas, dando a certeza de um grave problema de umidade. Vidros amarelados e finos como janelas, cobrindo um trinco com durex. Nada muito interessante.


Ouvi a porta se abrir e ergui meu olhar, assustei-me com a expressão de Justin.


Ele colocou os pés na sala com um sorriso de orelha à orelha, os olhos estão com um brilho incomparável, como se tivesse recebido a notícia de que sairá daqui. Por segundos, seu sorriso me deixou desconcertada, ele é um rapaz bonito - apesar de estar precisando de cortar os cabelos e se cuidar -, mas sorrindo ele é como a visão de uma miragem, não, não penso isso por desejo de tê-lo, mas sim por ser algo tão raro de se ver que me deixa absurdamente feliz.


- Bom dia - falei e o carcereiro arrancou as algemas do presidiário, saindo do local, Justin mexeu nos pulsos e continuou a sorrir, vindo até mim.

- Bom dia! - caramba, ele usou um tom animadíssimo, abraçando-me com tanta força cujo meus músculos e ossos fizeram barulho - Obrigado por trazer meu pai, Sarah, eu juro que hoje eu te respondo qualquer coisa que quiser saber, qualquer coisa mesmo.


Sorri para ele e fiz sinal para ele se sentar.


- Não tiro proveito dos meus pacientes quando estão felizes - sentei-me na sua frente, vendo ela me acompanhar com o olhar - então… nós podemos simplesmente conversar sobre o que você sentiu estando perto do seu pai novamente, não é uma boa?

Justin mexeu no cabelo, parecendo pensar e eu reparei um corte entre seus fios, começando na testa.


- O que houve? - perguntei - com a sua testa, digo.

- Ah… - Justin ajeitou o cabelo - nada, só machuquei um pouco pela madrugada, fui tentar matar um rato que tinha na cela.


Cruzei o cenho, não muito convencida da sua mera explicação.


- Certo… - torci a boca - como foi ver seu pai?

- Então… foi algo desconhecido por mim ver meu pai, eu adorei… não me sentia tão bem assim há muitos anos, Sarah.


Sorri para ele.


- Isso deve ser bom… ver uma pessoa depois de anos - lembrei do assunto com a Madeline há uns três dias e me dispersei um pouco da conversa.

Talvez eu esteja necessitando de um psicólogo.


- O que tem de errado com você e seu marido? Desculpe ser indelicado, mas de verdade, eu tenho certeza que essa sua frase esquisita e a ausência da aliança na sua mão te deixou abalada - Engoli em seco, coçando a cabeça - olha, Sarah, quer tanto saber de mim, mas por que não me fala sobre você?


Suspirei e respirei fundo, tão fundo que comecei a tossir, revirando minha bolsa atrás de uma garrafa d’água.


- Pelo amor de Deus, o que seu marido faz com você?! - ele exaltou a voz e eu abri a tampa da garrafinha, tomando até a metade - você tá pálida, Sarah!

- Ele não fez nada - eu ri nervosa e ele segurou minha mão.

- Você ficou extremamente pálida e tá tremendo - Justin tocou meu rosto e segurou com as mãos, numa proximidade meio indesejada e alarmante - pensei sobre você sempre tirar a aliança, qual é a de vocês? Brigam sempre?


Afastei sua mão.


- Não temos intimidade para falar sobre isso!

- Você me viu tomar banho, lembra?! - Justin pareceu realmente curioso e meio preocupado - você precisa desabafar, sério, você tenta tanto me ajudar e não se ajuda?!


Balancei a cabeça, sem deixar transparecer a pessoa destruída que sou por baixo dessa pose, mas o detento à minha frente saiu de seu lugar, deu a volta na mesa e me puxou para um abraço apertado.


Eu tenho tentado o ajudar, mas minha vida está uma bagunça… talvez eu seja pior do que ele, por isso essa sensação de segurança em seus braços.


Há anos eu não fico assim com um homem, sempre com a Madeline, a Sun e comigo mesma. Eu estava me esquecendo de como ter contato com alguém de outro sexo é bom, de como ondas de calor masculinas soam protetoras e altruístas.

Foi o melhor abraço que eu recebi em quase cinco anos. Parte dos meus cacos se juntaram novamente. 






Notas Finais


Desculpem a demora, meus amores ♡ beijão.
Obrigada pelos favoritos e comentários!
Todo amor ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...