História Do seu (ex) idiota favorito, Chanyeol - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Lu Han, Sehun
Tags Carta, Casamento, Chanbaek, Citação Kaisoo, Exo, Segunda Chance, Separação, Twoshot
Visualizações 25
Palavras 3.641
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OIEEE OIEEE GENTEEEEE ^-^

Olha quem resolveu aparecer rsrsrsr
Enfim... pra quem tava esperando, DESCULPAAAA EU SOU MUITO ENROLADA MANO, NAO DESISTE DE MIM. Foi uma odisseia pra escrever e pra postar gente, eu não acheia que ia conseguir hoje. Eu só consegui graças a ~kadiscute que além de linda é a melhor pessoa do mundo, e ao PC da minha mãe, obrigada vocês, amo os dois kkksjdkjs <3

desculpaa a enrolação, e (finalmente) BOA LEITURA S2

Capítulo 2 - How I choose to stay


Não sei o que havia dado em mim, mas eu simplesmente precisava ver Chanyeol depois de ler tudo aquilo, e não ter levado nenhum guarda chuva talvez não tivesse sido uma boa ideia. Eu tremia da cabeça os pés e não era só pelo frio. 
Perdido em meio a toda a nostalgia que aquela casa me trazia, eu tentava formular alguma coisa que não saísse embolada ou gaguejada demais.

 

– Chan e-eu... – respirei fundo procurando coragem pra continuar – ...eu não posso jogar fora como se fosse nada. É uma aliança, aliança do nosso casamento.

 

– Baek... – Ele respirou fundo esfregando a mãos no rosto como ele sempre faz quando está confuso. Provavelmente não foi uma boa ideia ter vindo aqui, ou sequer abrir aquela caixa. Mas, já está feito. – Entenda, eu não fiz isso como se eu não me importasse...eu me importo, muito. E é justamente por me importar que eu quero que você a jogue fora... – disse com uma calma descomunal tentando esconder a tristeza evidente em seu rosto – A-acabou Baek... acabou...

 

O clima ficou realmente pesado. Um silêncio sepulcral se instalou na sala que era preenchida pelas lágrimas nada discretas rolando no rosto de Chanyeol. Podia até parecer que pelo tamanho Chanyeol era um gigante que não era afetado pelos sentimentos, mas vendo melhor, ele parece sentir tudo com mais intensidade, viver cada sentimento no seu mais profundo sentido e sofrer em dobro tudo que a gente passou. A verdade é que ele, diferente de mim ou de qualquer pessoa, não esconde o que sente nem se quiser. Seus sentimentos são claros como vidro. Seu rosto bonito, com orelhas um pouquinho maiores que a média, sempre faz questão de nunca esconder nada que se passa pelos seus devaneios, nem que isso custe às vezes uma careta enorme ao provar um prato novo que sua mãe resolveu testar. Seu jeitinho extremamente sincero e sentimental foi umas das primeiras coisas que me fizeram ter certeza de que eu era perdidamente apaixonado por ele.

Me permiti observar os detalhes da sala que continuavam todos ali intocados, desde a posição dos sofás até o relógio-cuco (extremamente feio segundo Chanyeol) que eu amava. Os porta-retratos com nossas fotos também continuavam ali, exatamente como era antes. Cada foto continha um significado enorme por atrás de si, até mesmo aquela dentro do menor porta-retrato marrom escondida no canto, em que eu simplesmente decretei que o dia estava lindo e que a cena do Chan emburrado e deitado na grama molhada merecia um lugar no móvel da sala. A presença nostálgica e incrivelmente significativa daquelas fotos apenas deixavam o ambiente mais triste ainda. Os pedacinhos de história congelados ali eram hoje apenas uma lembrança constante de que tudo passou, e não iria voltar. A pintura um pouco descascada do por-do-sol visto da casa da minha mãe ainda estava pendurada na parede. As maçanetas das enormes portas que levavam até o jardim ainda eram as mesmas, redondas e pintadas num tom de rosa salmão extremamente esquisito que eu adorava. 

Só que, aquela não parecia a mesma sala. O conforto extremamente familiar não estava mais ali, a decoração meio esquisita não trazia mais o ar leve e alegre que costumava ter, mas principalmente as Tulipas do vaso no cento da mesa... 

 

                                             As Tulipas não eram  

                                                                             vermelhas...

                                                                                               elas eram

                                                                                                                   brancas.

 

                                                                                        "

 

2 de outubro de 2014

Seul, Coreia do Sul

11:27

 

Fazia quase meia hora que eu tinha acordado sem meu marido do lado, e francamente, eu to começando a ficar bem puto. 

 

Veja bem, desaparecer um dia depois que você volta da sua lua de mel, e deixar seu maravilhoso esposo sozinho, com fome, depois de acordar não é uma boa ideia. Primeiro porque me deixar com fome nunca é uma boa ideia...sequer é uma ideia a ser cogitada, não só por eu ficar com o meu humor incrível de estresse / raiva / vontade de morrer, como pelo fato da minha incrível habilidade de estragar qualquer coisa que eu toco na cozinha. Ou seja, nem se eu quisesse eu conseguia acabar com a minha fome. 

 

Segundo que eu odeio acordar sozinho. Se eu casei eu espero acordar com um Chanyeol descabelado e meio sonolento fazendo a difícil tarefa de ser meu despertador humano, não com grande nada do meu lado na cama. 

 

E o terceiro e não menos importante, o poste que eu tenho o prazer de chamar de esposo resolveu sumir no dia que o resto da mudança chega, sumiu cinquenta e três minutos antes pra ser mais específico.

Ou seja, não foi uma boa ideia essa de sumir no meio dessa manhã. Eu espero um motivo muito plausível pra passar fome depois da minh-

 

– Amor? J-já acordado? – Chanyeol que finalmente resolveu dar o ar de sua graça disse parecendo (muito) surpreso em me ver acordado.

 

– Olha só, apareceu a margarida. Que bom que você chegou Park Chanyeol eu estava exatamente pensando em você, pensando em como eu iria esconder o seu cadáver depois de você chegar em casa na verdade. São meio dia e eu acordei SOZINHO e com FOME. Eu acho muito bom o GDragon ter te chamado pra salvar a vida dele ou algo assim se não você vai s-

 

– Baekkie – ele disse baixinho me abraçando – Você fica muito fofo bravo, apesar de eu ficar com um leve medo também.

 

– ME SOLTA CHANYEOL! Eu só quero comer e você nem pra estar em casa, QUE MERDA! VÊ SE PARA DE ME INTERROMPER E ME DÁ UM BOM MOTIVO PRA EU NÃO ARRANHAR SUA CARA INTEIRA.

 

– Só um? Eu tenho vários! – disse me apertando mais ainda – Primeiro que você não vai querer arranhar a lindíssima cara do seu marido, imagina esse poço de beleza machucado? Não dá. E ainda mais depois de saber que eu fui atéeee aquela cantina com café americano no outro lado da cidade SÓ porque você disse que queria comer panquecas quando voltasse de viagem. – Chanyeol deu um daqueles sorrisos brilhantes dele, orgulhoso de sua proeza – Perdoado?

 

– Hmmm... Perdoado! Agora sai da minha frente que eu quero comer!

 

O restinho da "manhã" foi preenchido pelos risinhos baixos de Chanyeol que parecia mais se divertir comigo comendo do que de fato comia seu café. O sorriso pequeno estampando no rosto dele parecia iluminar a nossa casa melhor que que qualquer lâmpada jamais faria. Eu tive certeza que eu estava no lugar certo na hora certa e com a pessoa certa, porque eu não trocaria aquele café da manhã regado a olhares amorosos e pequenas guerrinhas pela última panqueca por nada.

O estranho era que ele tinha deixado uma sacola esquecida no canto (ou muito mal escondida) e eu como bom curioso tentei espiar sendo atrapalhado por um pé em cima dela. 

 

– Aish Bae você já quer estragar minha próxima surpresa? – puxou a sacola para o seu colo – Sabe, já que você resolveu "tocar no assunto" deixa eu te contar a minha incrível aventura... Na vinda pra casa eu resolvi passar na floricultura, por iss-

 

– Uhhhh flores, amei! Muito fofo amor, agora dá aqui...

 

– Ei nada disso! Deixa eu contar a historinha bonitinha.– disse se levantando e ficando em cima da cadeira numa "pose de discurso" – Lá estava eu a caminho da minha linda casa, levando um café muito gostoso pro meu marido muito gostoso também...

 

– Obrigado, sou mesmo.

 

 – Aish Bae, agora é sério, SHIU! – ele disse adquirido um tom sério – Eu queria trazer flores pra você, já que é o nosso primeiro dia oficialmente na nossa casa nova, e flores sempre alegram o ambiente. Entãooo passando na floricultura, eu ganhei uma aula da Ajumma que é dona da loja - muito simpática por sinal - sobre os significados das flores... Daí eu até  pensei em trazer rosas vermelhas mas, eu não trouxe... Rosas vermelhas significam paixão, e baixinho eu não sou apaixonado por você...

 

– N-não? – eu disse sentindo meus olhos marejarem

 

– Não Baekkie, então eu trouxe tulipas vermelhas...sabe porque? 

 

– Hum... – murmurei sentindo ele me abraçar

 

– As rosas vermelhas são muito bonitas mas murcham rápido, acabam rápido demais, igual uma paixão. Já as tulipas vermelhas demoram a abrir, mas quando abrem são tão lindas quanto as rosas. Elas sobrevivem a temperaturas frias e duram muito mais...

 

– Onde você quer chegar com isso tudo? 

 

– Elas simbolizam amor verdadeiro e eterno Bae, por isso eu trouxe as tulipas. Eu não sou apaixonado por você...eu te amo pequeno.

 

E então ele me beijou, e por Deus como beijar Chanyeol é bom. Éramos  apenas nós dois ali, como se o mundo evaporasse cada vez em que nossos lábios se tocavam. Nossas línguas exploravam com calma os sabores já bem conhecidos por nós. Dentro daquele beijo, e mais um, e incontáveis outros que demos em seguida eu senti exatamente o que ele disse.

 

 

                                   Eu não era apaixonado por Chanyeol,

                                                                                                   eu o amava.

 

 

E talvez, só talvez, nós deixamos a mudança esperando lá fora enquanto nos perdíamos mais um pouquinho nos lábios um do outro.

                                

                                                                                              "

 

– Baekhyun? Você tá bem? – Escutei a voz de Chanyeol ao fundo e percebi que devo ter ficado vagando tempo demais por aquela memória, afinal, era melhor que encarar o meu presente – D-desculpa se eu te deixei confuso, eu sei que a gente não oficializou o divórcio no papel, mas eu sei que voc-

 

– Chanyeol, o que as tulipas brancas significam? – soltei fixando meus olhos nos dele 

 

– O-o que você disse? 

 

– As tulipas, qual o significado das brancas?

 

Chanyeol pareceu hesitar um pouco olhando fixamente para o teto e adquirindo um súbito interesse por ele antes de soltar com os olhos oscilantes:

 

– Perdão, elas significam perdão... – Disse num sussurro baixo, fechando os olhos, enquanto parecia lembrar do tom vermelho que antes coloria as tulipas no meio da sala. – M-mas porque?

 

Olhei pra si mais uma vez. Aquele olhar parecia vazio, opaco...  Ele não tinha mais aquele brilho extraordinário de antes, parecia faltar algo. Mas a cada passo que eu dava pra perto de si, uma pequena faísca parecia acender dentro dos seus olhos esperando qualquer movimento meu, como se esperasse um contato, qualquer ele que seja. A cada centímetro mais perto podia observar cada detalhe de seu rosto como eu não fazia a tempos, e Chanyeol podia ter pequenas olheiras e olhos ainda inchados de chorar, mas por Deus, ele continua incrivelmente lindo. Era o mesmo idiota gigante e sensível demais ali na minha frente, totalmente exposto...

Era o mesmo cara que me uma declaração em forma tulipas vermelhas.

 

– Sabe Chanyeol... Eu não vou jogar essa aliança fora, nem guardar ou algo do tipo...

 

– E o que você vai fazer com ela então? – Olhou um pouco desconfiado em meus olhos procurando alguma resposta.

 

– Vou deixar no lugar de onde nunca deveria ter saído...

 

– Você vai devolver pra loja? Escuta Baek eu não sei se depois de todo esse tempo você pod-

 

– Cadê a sua aliança? Não vai me dizer que você...

 

– Primeira gaveta no criado-mudo da direita... Mas Baekhyun o que você vai fazer com ela?

 

– Me espera aí! – Decretei escondendo um sorriso enquanto subia as escadas decidido como nunca antes.

 

                          ♡

 

Afinal... Porque Baekhyun queria as nossas alianças? Eu não imaginava sequer uma resposta dele, como eu iria imaginar que ele ia aparecer aqui? 

Baekhyun sempre foi imprevisível... Seu jeito atrapalhado e criativo sempre me surpreendiam em qualquer situação... Afinal, quem subiria nos meus ombros para tirar foto do novo ninho no carvalho do jardim? Ou então, pintaria o armário de amarelo gema porque "é uma cor alegre e perfeita pro quarto" ? Eu não consigo imaginar outra pessoa senão  ele. 

 

Suas aventuras e planos mirabolantes sempre me fascinaram desde o começo. Desde o nosso começo, quando eu consegui retirar aquela camada de proteção que ele tinha, me vi hipnotizado sem poder negar qualquer pedido vindo do meu baixinho. 

 

Baekhyun sempre foi mais aberto e "solar" que eu, apesar de gostar de andar com poucos (mas ótimos) amigos. Qualquer um que o procurasse na faculdade provavelmente o encontraria rindo escandalosamente de alguma coisa com seus amigos enquanto balançava seu cabelo meio ruivo levemente pra trás, pintando um quadro novo no seu dormitório, ou então com sua câmera pendurada no pescoço enquanto esperava sentado na janela o pôr-do-sol colorir o céu. Baekhyun sempre foi cheio de manias estranhas e atitudes inesperadas que o faziam excepcionalmente único.

 

Seria muito clichê se eu dissesse que sempre observava seu sorriso de longe na faculdade, sentado com seus amigos enquanto ele simplesmente existia ali sem saber da minha existência? 

Mas bem, era exatamente assim... Pra falar a verdade, eu era tão idiota que se Kyungsoo e Jongln não tivessem "armado" pra nós nos encontrarmos eu provavelmente nem falaria com ele. Não me julguem, afinal vai dizer que você chegaria no seu "crush supremo" e chamaria ele pra tomar um café? Eu sei que não, principalmente se só de olhar aquele sorriso você sentisse um turbilhão de coisas dentro da sua cabeça e coração. 

 

Ah mas não ache que depois daquele encontro tudo tenha ficado mais fácil... só piorou.

 

Desde que me lembro por gente eu sempre fui muito fechado e tímido, mas o engraçado é que isso quase nunca se aplicou a Baekhyun. Quem era o "fechado" da história era ele, e não foi nada fácil fazer esse escudo cair. Quem nos visse quando nos conhecemos nunca diria que ia dar alguma coisa, imagine que iríamos casar? Chegava a ser o cômico o quão emburrado e ranzinza ele era comigo no início, nem parecia o garoto que andava com um sorriso por ai. Eu me lembro muito bem... Baek tinha que me agradecer por ser "cabeça dura", porque aguentar os coices que eu levava não era nada fácil.

                         

                                                                                             "

04 de Março de 2009

Faculdade Estadual de Seul, Coreia

12:17

 

— Baekhyun-ah! 

 

Já devia ser a milésima vez que eu chamo o Baekhyun no último minuto, e eu não sabia o quão bom ele podia ser em ignorar alguém...

 

sério,

 

eu estou realmente impressionado.

 

 

— Ah qual é Hyuuuung! O que custa me respondeeer? – Disse o puxando levemente pelo ombro enquanto fazia uma careta emburrada.

 

— Park, primeiro me solta. – tirei minha mão do seu ombro olhando com um bico – Aish tira essa careta extremamente fo-... irritante que não funciona comigo.

 

— Mas Baekkiee...

 

— "Mas Baekkiee" nada. Não é porque você me deu café hoje que eu vou começar a te tratar bem, e se-

 

— Hyung eu só quero que você me responda. – Eu acabei o interrompendo, e bem... Eu acho que não foi uma boa ideia pelo olhar mortal que eu ganhei – Des-Desculpa e que...você simplesmente saiu andando ai...

 

— Hm então pera aí, deixa eu tentar te entender... – Fechou os olhos como se lembrasse de algo. – você me vem hoje todo simpático com um capuccino querendo me comprar; acha que SÓ porque o casal Kaisoo nos arranjou um ""encontro"", - que na verdade neeem foi um encontro - a gente tem alguma intimidade; me rodeia a semana inteira, e agora me chama pra sair?

 

— Errr... Sim? – sorri torto 

 

— Ok, me espera hoje as 7hrs na frente do dormitório de artes. E ah, vê se não se atrasa, eu odeio esperar.

 

— SÉRIO? – pigarrei percebendo o grito que eu acabei dando e me corrigindo em seguida – Anh okaay!! Obrigada pela chance Hyung!

 

— Pff abaixa a bola que eu só to fazendo isso pra você me deixar em paz. – Disse revirando os olhos. 

 

— Você não vai se arrepender! Eu prometo! – Gritei enquanto o via se afastar entrando no campus.

 

— Veremos Park! Veremos! 

 

                                                                                           "

Lembrando assim eu nem sei como eu consegui conquistar Baekhyun... Foi tão demorando quanto uma daquelas histórias que os personagens já são apaixonados mas não falam nada. Mas será que ele se arrependeu? Não naquele dia mas-

 

— Não Chanyeol eu não me arrependo... – Baek disse enquanto me encarava, parecendo me observar há algum tempo. 

 

— C-Como você...

 

— Você ainda tem esse hábito de pensar alto demais... - Riu soprado me encarando. - Mas de verdade, eu não me arrependo de nada...

 

Então Baekhyun se aproximou lentamente, como se contasse seus passos e o efeito que essa proximidade fazia em mim.

Eu não percebi quando acabei esbarrando na mesinha de centro, eu não reparei que ele estava escondendo algo na mão, e eu nunca me importei menos com o vaso que acabou caindo no chão... Mas eu percebi sim o sorriso que Baekhyun tentava esconder, eu reparei muito bem no jeito que ele espremia os olhos como sempre faz quando esta ansioso, e eu acho que nunca odiei tanto cada centímetro que nos distanciava agora.

 

— Eu posso ter me arrependido de ter comido kimchi demais no nosso nono encontro, posso ter me arrependido de ter descolorido o cabelo no trote da faculdade, de ter emprestado o laptop do Luhan pra você, e até de ter deixado minha câmera nova em cima da cama... - Mais um passo - Mas eu acho que... Eu acho que eu vou sim me arrepender se eu... - Ele ficou mais perto ainda - Se eu não dizer agora, que você está completamente errado Park Chanyeol.

 

Eu não sei se era pela proximidade de Baekhyun e toda aquela maldita aura hipnotizante, mas eu estava completamente zonzo.

 

— H-Hum? Errado? - murmurei confuso

 

— Completamente errado. - Disse convicto me encarando. - Errado por não ter me escutado quando você achou que eu tinha te traído, por não ter conversado comigo depois disso, por ter se isolado durante esses seis meses, por ter se desculpado só hoje, e justamente hoje... – senti meus olhos quase que automaticamente marejarem 

 

— B-Baek eu s-sei, eu não deveria ter te mandado essa cart-

 

— Ei me deixa acabar poste - Disse com um meio sorriso que me derreteu inteiro - Apesar de tudo isso, e de toda essa sua demora, com certeza um dos seus maiores erros foi achar que eu conseguiria viver sem você do meu lado. Eu cansei de sofrer. Eu já te perdoei Channie, te perdoei há tempos, não é como se eu conseguisse viver com essa mágoa dentro de mim. Mas ao mesmo tempo eu também não sei ficar mais sem você... - engoliu seco procurando coragem pra continuar - Três anos... Hoje fazem três anos que eu provei te provei isso...

eu te amo seu idiota.

 

Arregalei os olhos completamente sem reação. Será que isso não é um sonho que minha mente solitária acabou criando? 

Não, não podia ser, era tudo muito real... Desde a luz amarelada da rua refletindo nos olhos pequenos de Baekhyun até o seu cheiro familiar que me lembrava baunilha. Tudo pareceu parar quando ele me encarou daquele jeito que me deixava sem fôlego. O mundo, mais uma vez depois de tanto tempo, se resumia a nós dois naquela sala, que já foi cenário de brigas mas também de tantas declarações, nos encarando enquanto matávamos a saudade.

 

— Eu acho que você vai cometer mais um erro horrível se ficar parado aí ao invés de me beijar depois de toooda essa declaração sabe...

 

E como descrevem um daqueles filmes clichês, eu sentia as borboletas no estômago e as mãos suando, era uma sensação que me deixou de ser familiar. Não esperei muito antes de trazê-lo pra perto, e eu queria poder dizer que encostei nossos lábios e o beijei castamente e sem pressa...

mas bem...

seia um enorme mentira por que...

nós tínhamos pressa, e muita.

 

Eu conheço Baekhyun muito bem e sei que ele odeia esperar, não foi diferente agora. Quase sem conseguir pensar direito, eu apenas senti sua boca macia encostando na minha, e sua língua não tardando em explorar cada canto da minha boca, assim como eu fazia com ele. Eu segurava Baek tão forte que talvez eu apanhasse depois, mas eu não podia correr o risco de perder ele... não mais.
Eu não sei como descrever essa sensação em palavras, pelo menos não em algumas poucas. O mundo podia congelar, acabar, tanto faz, eu estaria feliz, muito feliz. 

Talvez por causa desse transe que entrei, eu não percebi quando fui arrastado até jardim... Mais especificamente para debaixo do carvalho... Ao lado dos girassóis... Espera ai...

 

— Bae porque você nos trouxe pr-

 

Antes que eu tivesse qualquer resposta eu percebi o que ele segurava em mãos... Ah eu ainda morreria por causa desse baixinho.

 

— Eu sinto que você que deveria fazer isso, mas eu faço tudo nessa casa mesmo... – soltou com um meio sorriso enquanto eu só sabia o observar abismado – Park Chanyeol, eu Byun Baekhyun prometo continuar com você na saúde e na doença, na felicidade e na tristeza até nós ficamos velhinhos e você não aguente mais me ouvir berrando por comida. Prometo te amar, te respeitar e te castrar se você me fizer chorar como fez hoje. Eu te amo Channy.

 

Quando ele botou o anel de volta no meu dedo eu me senti completo.

Como eu tinha vivido esse tempo sem ele?

Eu arrisco dizer que Baekhyun nunca esteve tão lindo, aquele blusão com aquela bermuda caiu tão bem nele como nenhuma roupa antes. O sorriso radiante dele junto às lágrimas secas e as que caiam me fizeram apagar qualquer tristeza que eu passei antes. Ele estava ali por mim, e eu estava ali por ele, e eu não deixaria essa sensação me escapar nunca mais.

 

— Byun Baekhyun, eu Park Chanyeol prometo continuar com você na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, e cozinhar sempre que você me berrar por comida e meu aparelho auditivo estiver sem bateria. Prometo te amar, te respeitar e só te fazer chorar tanto assim de novo se for de alegria. Eu te amo muito Baekkie.

 

Depois de trocarmos alianças mais uma vez debaixo daquele carvalho eu me sentia vivo de novo. Quando deitamos na grama húmida e nos beijamos matando a saudade eu me sentia amado de novo. Eu não vivia sem aquele pedaço de gente do meu lado. 

 

Afinal eu amava Baekhyun,

e Baekhyun me amava,

e amor não se conjuga no passado.

 

                             ♡


Notas Finais


TCHARAAAAAAAAAM
Desculpa, eu não resisto a um clichezinho... E tambem, hoje em dia (parece que é velha) tem tanta gente se separando que eu gosto de pensar que em algum lugar tem um casal reatando que ainda se ama, sabe...(alá a iludida)

Enfim, espero que tenham gostado!
Dúvidas, críticas construtivas e um pouco da sua maravilhosa opinião são muuito bem vindos!!
beijuus e até.... Bom ainda não sei rsrsrs

(ps: NUNCA formatem uma historia pelo celular ao invez do comutador, SéRIO)
(ps2: vão dar view em Dreamcacther SÓ TEM HINO)
(ps3: se você realmente leu até aqui você é um ser humano muito cherosu)

chuuu~~


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