História Do seu lado - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias B.A.P
Personagens Bang Yongguk, Daehyun, Himchan, Jongup, Personagens Originais, Youngjae, Zelo
Tags Assassinato, Bap, Drama, Jongup
Exibições 13
Palavras 7.257
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiiiii, olha eu de volta com mais uma fic desses lindos.
Dessa vez a "estrela" será Jongup, o nosso cheetos *-*
Será uma twoshot inspirada no novo clípe deles, Skydive.
É a primeira vez que eu escrevo algo assim, então perdoem qualquer erro.

Boa leitura ><

Capítulo 1 - O doce sabor do seu sangue


Fanfic / Fanfiction Do seu lado - Capítulo 1 - O doce sabor do seu sangue

 

Fechou a porta de seu apartamento em um baque surdo que foi abafado pelas paredes pasteis de sua nova moradia, sabia que não devia ficar ali por muito tempo, eles queria a sua cabeça entregue em uma bandeja e jogaria seu corpo pros cachorros comerem.

Dramático? Em certo ponto sim, mais não era impossível.

Cloe solta um suspiro e fecha os olhos desejando sumir assim como seu pai... Pensar no grande e temido mafioso, Mao Dong Jun ou simplesmente Mao, ainda lhe dava arrepios. Já havia se passado um mês desde que seu pai foi assassinato “misteriosamente” por alguns homens ainda desconhecidos.

A policia tentou tranqüilizá-la dizendo que iriam encontrar os assassinos de seu pai, mais ela não acreditou em suas palavras, ela sabia que na verdade, eles estavam aliviados por Mao ter morrido, afinal pouparia o trabalho deles de prendê-lo.

Mais um resmungo é solto pela morena, a sua cabeça latejava e ela estava desejando que uma forte dor de cabeça lhe invadisse, assim, quem sabe, iria conseguir dormir profundamente e sem ajuda de seus remédios, mais isso nunca acontecia.                                             

Em passos lentos ela chega em seu quarto, vai direto pro banheiro e tira suas roupas dentro do pequeno cômodo, nua ela entra debaixo do chuveiro e abri o mesmo. Enquanto se lavava, sua cabeça começa a trabalhar.

Fazia duas semanas que estava ali, tempo demais. Precisava arrumar um jeito de ir embora dali, tinha que sair de Seoul o mais rápido possível era muito perigoso e arriscado continuar ali.

Poucos minutos depois, Cloe finaliza seu banho e enrolada em uma toalha branca, ela sai e vai até o quarto, acaba decidindo se arrumar para sair, fazia dias que não se aventurava pelas ruas noturnas da capital. Já estava se sentindo sufocada presa dentro daquele apartamento, por mais “grande” que seja, ela precisava sair.

Depois de muito olhar, ela decide vestir uma calça preta, uma camiseta branca de mangas cumprida e social, os cabelos negros ficam soltos e caídos em caracóis em seu busto até a cintura e por fim uma sandália baixa e confortável. E uma maquiagem leve destacando apenas seus olhos ocidentais.

Cloe não era coreana, e sim britânica, seus pais biológicos a abandonaram em uma de suas viagens pela Ásia, e foi em uma noite fria e solitária dos becos de Seul que Mao encontrou a pequena e frágil garotinha de dois anos a adotando em seguida. Mais ele não colocou seu sobrenome na garota, apenas a batizou de Cloe e manteve a sua presença em segredo.

Apenas pessoas de extrema confiança dele e alguns funcionários da casa sabem sobre a existência da garota, bem até agora. De alguma forma misteriosa, todos os inimigos de Mao descobriram a existência dela, e a maioria deles querem vê-la morta. Um tipo de “vingança”? Talvez, mais ela não conseguia entender muito bem a razão.

A única coisa que ela queria, era ter uma vida normal, sair com amigos e ficar até tarde bebendo, ter um namorado, poder ter ido à escola como todos da sua idade, cursar a faculdade de seus sonhos... Enfim, ter uma vida como qualquer outra pessoa, mais infelizmente isso não é possível.

Ela respirou fundo.

- Não é hora de ficar remoendo coisas do passado, está na hora de sair e curtir.

Ela murmura para si mesma, determinada.

Pegando sua bolsinha de lado, ela conferi o dinheiro que ali tinha e em seguida sai do quarto. Pega seu celular e a chave de sua casa, saindo logo depois.

O porteiro a cumprimenta simpático e pergunta.

 - Quer que eu chame um táxi?

Ela confirma com um aceno.

 - Sim, por favor.

Em questões de minutos o veiculo para no meio fio, ela entra e diz apenas que queria ir no bairro Hongdae*.

O táxi já se aproximava do bairro e a distancia foi possível ver o fluxo de pessoas, e ainda eram nove horas da noite.

Cloe pede para parar perto de um bar que ainda estava razoavelmente vazio. Ela paga a corrida e sai do veiculo indo até o tal bar, ela nem se preocupa em ler o nome do estabelecimento, só queria entrar e curtir.

Escolhe se sentar em dos banquinhos dispostos na frente do balcão, imediatamente um jovem com um sorriso pra lá de simpático – e muito lindo – a cumprimenta e pergunta o que ela deseja.

 - Uma batida de fruta com álcool, me surpreenda.

Ele sorri e pisca.

 - Seu desejo é uma ordem, Lady.

Nem um minuto havia se passado completamente, e o homem já estava de volta com um copo médio da cor verde exótica e um canudinho preto. Ela experimenta um pouco e tenta se conter para não pular, aquilo estava muito, muito bom.

Ela sorri para ele e o mesmo confirma.

Cloe continua saboreando a sua nova bebida – que nem sabia o nome – cada vez mais se surpreendendo com o gosto combinado do doce das frutas e do queimor da tequila. Sabia que se não maneirasse, ficaria bêbada rapidamente.

Só faltava dois dedos para terminar a sua bebida, quando ela nota um olhar sobre si, quase a queimando só pela intensidade. Cuidadosamente, ela olha pro seu lado esquerdo com uma mecha tampando seu olho, ela vê no canto um homem de meia idade sentado em uma das mesas, ele bebericava um copo de uísque com gelo e a olhava tão intensamente que por alguns instantes ela se sentiu nua.

Ela voltou atenção pro seu copo e terminou de beber o restante do conteúdo do copo em um gole só. Ela chama o mesmo cara que lhe atendeu e pede a conta, indo pro caixa ela paga rapidamente sai dali o mais rápido e naturalmente possível.

Cloe solta um suspiro fundo e expira o ar fresco da rua, olhando pros lados ela vai andando e tentando se infiltrar em meio as pessoas na calçada. Aparentemente deu certo.

Depois que se acalma, ela volta a prestar atenção nas baladas que ali tinha. Ela morde os lábios, pensativa. Mais de novo, como um instinto, ela olha pro lado e vê um cara parado, com capuz e um sorrisinho de lado, olhando um pouco mais para baixo ela percebe que ele tinha uma arma presa no coes da calça.

Engolindo seco, Cloe começa a correr entre as pessoas da calçada, algumas resmungam quando a garota tromba nelas, mais ela não tinha tempo para se desculpar, tinha que correr.

Sem pensar muito, ela entra dentro de um beco, correndo mais do que suas curtas pernas conseguia agüentar. A garota já estava ofegante, mais não parava de correr, ela mantinha o mesmo ritmo conforme se perdia naqueles becos que mais parecia labirintos.

Mais ela para subitamente ao se deparar com outro homem, mais alto que o primeiro e também estava de capuz e com a arma na mão. Cloe engoli seco e se sente encurralada, mais como uma espécie se salvação, ela olha pro seu lado esquerdo e vê outro corredor estreito. Se fosse para morrer, que fosse pelo menos correndo.

A garota entra no outro corredor e volta a correr ao mesmo tempo que vários tiros são disparados em sua direção. Ela se abaixa tentando se esquivar dos disparos e rezando para que nenhum lhe acertasse, e se acertasse que pelo menos fosse fatal.

Suas pernas cansam pela corrida e clamam por um descanso, mais Cloe não podia parar. Disparos ainda eram direcionados a ela, e das duas uma, ou ela estava com muita sorte hoje ou aqueles caras eram horríveis de mira.

De repente os disparos cessam, ela olha para trás e não nota mais a sombra dos dois atrás de si. Ela chega em um corredor maior e suas pernas fraquejam, por mais que quisesse não podia dar mais um passo.

Quando finalmente olha pra frente, Cloe se depara com seis homens, todos vestidos de preto e com expressões impassíveis, a não ser por um que estava um pouco surpreso. Cloe respira fundo tentando recuperar o ar perdido, ela sentiu vontade de correr novamente, mais duvidava que seus pés iria obedecê-la.

 - O que aconteceu?

Uma voz grave e alta se faz presente, ela engoli seco e respira fundo outra vez.

 - Eu... Dois caras estavam, me perseguindo e estavam... Armados, eu acho que consegui despistar... Mais...

Diz com dificuldade por causa da sua respiração ainda descompassada. Ela abaixa a cabeça sentindo que poderia desmaiar a qualquer instante. Já era...

Um dos homens, um que tinha o olhar felino e afiado, se aproximou um pouco mais dela e Cloe se sentiu acuada.

 - Não se preocupe, não vamos machucá-la.

Diz ele tentando tranqüilizá-la, Cloe faz um sim com a cabeça. Outro homem se aproxima.

 - É melhor irmos conferir se eles já foram embora. – Ditou ele com a voz grossa e firme sem deixar espaço para discussões. – Dae Hyun, Young Jae e Zelo fiquem aqui com a moça, o restante vem comigo.

Todos confirmaram e os outros dois seguiram ele, Cloe ficou com os três, sozinha. Um se aproxima dela e toca gentilmente seu braço esquerdo.

 - Você está bem?

Ela confirma com a cabeça, já conseguindo normalizar a respiração.

 - Sim, obrigada.

Ele sorri docemente e ela sorri de lado.

 - Eu me chamo Jung Dae Hyun, esse é o Yoo Young Jae – ele aponta para outro rapaz de cabelos castanhos que a encarava não muito contente, mais ela não conseguiu entender o por quê. – E o Zelo.

Ele era mais alto que todos, mais tinha uma face delicada e ainda infantil, mais não deixava de ser perigoso. Zelo faz um sinal com a cabeça.

 - Olá, - Cloe sorri. – E você? Como se chama?

 - Cloe.

 - Apenas Cloe? Apelido?

Ela nega com a cabeça.

 - Eu não tenho sobrenome.

Young Jae franzi o cenho, uma garota aparece do nada, sendo perseguida de noite e ainda por cima sem sobrenome. Isso não estava cheirando bem, por alguma razão ele não confiava nela. Por conta da vida que ele e seus amigos levam, eles aprenderam a desconfiar de todos, até mesmo de seus próprios amigos.

Aquela garota era uma ameaça, Jae sentia isso.

 - Que estranho...

Sons de disparos interrompe Dae, ela se vira rápido para trás, assustada.

 - Pelo visto, os Hyungs encontraram eles.

Disse Zelo com um sorrisinho de lado, meio sinistro. Cloe sentiu cada pelo de seu corpo se arrepiar.

 - E pelo numero de disparos, Jong Up se animou novamente.

A garota engoli seco, querendo mudar de assunto mais preferiu ficar calada até os outros três chegarem novamente.

 - Pronto, seu “pequeno” problema foi resolvido.

O dono da voz grave e aparência imponente diz, Zelo se aproxima.

 - Descobrimos algo interessante, Hyung. Ela não tem sobrenome.

O moreno de cabelo azulado franzi o cenho.

 - Mesmo? E qual é o seu nome?

 - Cloe, apenas Cloe. – Eles a encaram intrigados, e seu corpo fica tenso. – Bem, obrigada pela ajuda, mais acho melhor eu voltar logo.

Cloe estava grata pela ajuda dos rapazes, mais sentia medo por estar tão perto deles. Ela conhecia bem aquele tipo de homens, eram os mesmos tipos de homens que costumavam “trabalhar” com o seu pai.

A garota estava prestes a se virar e ir embora, mais uma mão fria em seu pulso a faz parar, uma onda de medo invadi se corpo, a vontade de correr ficando cada vez mais forte.

 - Acho que não seria uma idéia muito inteligente ir embora, sozinha e desprotegida. Aqueles caras, provavelmente, não estavam sozinhos. Mais se quiser ir, bem, você que sabe.

As palavras “gentis” do moreno invadi seus ouvido e lhe penetram em seu corpo tremulo. Ele tinha razão, seria muita burrice sair sozinha de novo. Engolindo seco, Cloe confirma com um leve aceno.

 - Okay, já está ficando tarde, é melhor irmos embora.

Ditou os de olhos felinos, firme e forte igual ao seu outro amigo. Jae franzi o cenho.

 - Mais e ela? Para onde vamos levá-la?

O mesmo dá de ombros.

 - Ela irá conosco, óbvio.

Ele a olha de lado e ela engoli seco. Ferrou, agora estou nas mãos desses caras.

Mais Cloe viu o lado “bom” da situação, eles já sabiam seu nome – por que a mesma disse – mais não sabia de seu pai, e nem a razão de estar sendo perseguida. Ou talvez eles estejam fingindo muito bem. Mais ela se permitiu se sentir “segura” por alguns instantes.

O primeiro a se retirar é Young Jae, meio insatisfeito com a presença da morena, Zelo o acompanha em seguida. Um dos três que havia saído, se aproxima, esse era mais sinistro de todos, o cabelo azul-marinho, pele branca e tatuagens nas duas mãos e no pescoço, e com um olhar gelado que foi direcionado para Cloe.

Ele se aproxima dela e sorri de lado, psicótico. Cloe tenta se manter impassível por fora, mais por dentro estava... Quente? O sorriso do rapaz morre aos poucos, seus corpos estavam tão pertos que ela conseguia sentir o cheiro de canela que emanava de sua pele, a deixando zonza.

Perigo, perigo, perigo... Seu subconsciente gritava para si, mais ela não conseguia – por mais que quisesse – se afastar daquele cara. Ela desce um pouco olhar, finalmente reparando em uma pintinha que ele tinha no nariz, e aquilo o deixava incrivelmente mais charmoso.

Um sorriso novo é desenhado em seus lábios perfeitos, revelando seus dois dentes da frente, como um coelhinho fofo. Fofo? Não tem nada de fofo aí... Não, ele não é fofo, e sim excitante... Enlouqueceu de vez, foi? Volte a si Cloe.

A garota se encontrava em uma guerra interna, tentando entender aquele ser humano que se encontrava na sua frente, mais era impossível.

Ainda sem dizer nada, ele se vira e segui o mesmo caminho que os outros dois. Cloe respira fundo, tentando controlar seu corpo e a sua mente, e principalmente, tentando entender o que tinha acontecido.

 - Vem vamos.

Chama Dae a tirando do transe, ela confirma com cabeça e começa a andar junto com eles. Rapidamente eles saem dos becos e ela se depara com dois carros pretos e imponentes, iguais aos donos.

 - Você vai na frente com o Dae, Young e o Zelo, eu e os meninos vamos no outro.

Ela se sentou no banco de trás do passageiro, Zelo do seu lado, Dae Hyun foi dirigindo e Jae do seu lado, ainda sem dizer nada. Cloe sentia que ele não havia gostado nada, nada da presença dela, mais a morena só queria entender a razão, que ela soubesse não tinha feito nada de errado, deve ter sido o famoso “ódio a primeira vista”.

O carro permanece em silencio e isso é suficiente para Cloe viajar no tempo, mais precisamente a alguns minutos atrás onde encarou aquele cara. Se fechasse os olhos, ela ainda conseguia sentir o cheiro inebriante de sua pele alva marcada por aquelas pinturas.

Ela engoli seco e respira fundo disfarçadamente, para os outro não notarem. Ela já havia se sentindo assim antes, por um garoto que era um ano mais velho que ela e filho caçula de um dos seguranças de seu pai. O nome dele era Kim Jongin ou, como gostava de ser chamado, Kai.

Quando o homem se mudou para a sua casa, Kai tinha apenas treze anos, a princípio Mao quis proibir a amizade dos dois, mais Cloe e Kai não ligavam para isso e se encontravam escondidos para conversar. Com o passar dos anos, ambos cresceram e se desenvolveram física e mentalmente, e além disso eles começaram a nutrir um sentimento mais profundo além da amizade.

Cloe foi a primeira a descobrir e não demorou muito para se confessar para o moreno, mesmo surpreso pela atitude da garota ele aceita namorar com ela. Mais o relacionamento durou apenas um ano, quando ela tinha dezenove anos e ele vinte, o pai de Kai morre em um de seus “serviços”. O garoto ficou muito chateado e triste, mais pelo menos tinha Cloe do seu lado, por pouco tempo, já que ele conseguiu uma bolsa para estudar medicina na Califórnia e assim eles teve que se separar.

 Apesar de já ter se passado três anos, ela ainda sentia um carinho especial por ele, afinal ele foi seu primeiro amigo de verdade e também seu primeiro amor. Mais agora essa mesma sensação de ficar “boba” possui seu coração, e dessa vez parecia ser bem mais forte...

Não seja boba Cloe, acabou de conhecê-lo. Pensa ela fechando os olhos. E mesmo assim, se envolver com esse cara seria arriscado, muito arriscado.

O carro vira à direita e eles entram em uma rua pequena, logo Dae Hyun para o carro e o outro também.

Todos descem e Cloe franzi de leve o cenho, mais com sorte ninguém notou. O moreno de olhos felinos se aproxima de uma porta de correr preta de metal, ele abre o cadeado e depois empurra a porta revelando um grande e espaçoso galpão que antes era de uma loja de móveis.

Cloe apenas segui os rapazes em silencio, eles vão para direita e continua andando, aquele lugar estava com luzes precárias e algumas piscavam sem parar, lhe dando uma sensação ruim no estomago.

O moreno de cabelos azulados e voz grossa e Zelo vão andando na frente, Cloe, Dae Hyun e Young Jae estavam mais no meio, o outro moreno de olhos apertados estava atrás de Jae e o de cabelos azuis e tatuado atrás da Cloe. E ela teve que se concentrar para conseguir andar normalmente com aquele par de olhos negros lhe fitando atrás de sua cabeça.

Em questões de segundos, eles chegam na frente de uma outra porta metálica, essa era menor e tinha um aparelho do lado com vários números, o moreno aperta uma combinação e Cloe faz questão de não prestar atenção, seria arriscado se descobrissem e também ela não ficaria ali por muito tempo.

Zelo abre a porta e dá passagem para os outros entrarem, a fechando em seguida, seguem por um pequeno corredor iluminado até chegar em uma sala mais espaçosa, do lado esquerdo dela ficava os sofás e uma poltrona com uma mesinha de centro no meio com vários vidros em cima lhe decorando. Do lado oposto se encontrava uma espécie de bar, com um balcão de granito preto e com cadeiras na frente, e mais adiante outro corredor que ela deduziu que dava para alguns quartos.

E o local tinha a iluminação semelhante a um bar.

 - Bem, eu me chamo Bang Yong Guk, Kim Him Chan. – Aponta pro de olhos felinos, e o mesmo sorri de lado. – E Moon Jong Up. – E por fim aponta pro de cabelos azuis e que cheirava a canela, pelo menos na opinião de Cloe. Canela sempre foi seu sabor favorito. – Quantos anos você tem, Cloe?

 - Vinte e dois.

 - Mora com os pais?

A pergunta lhe faz sentir um incomodo no estomago.

 - Não, moro sozinha.

 - Okay, então não terá problema se dormir aqui essa noite. Por questões de segurança.

Dormir? Aqui, com eles? Por alguns instantes, ela achou que Bang estava ficando maluco.

 - Não se preocupe, ninguém aqui irá te atacar.

Notando seu desconforto, Him Chan diz. Uma voz ao seu lado se faz presente.

 - Fale por si mesmo, Hyung.

Todo o corpo da garota se arrepia ao ouvir, pela primeira vez, a voz de Jong Up. Ele passa por ela e se acomoda no sofá, a fitando com intensidade.

Engole seco

 - Não ligue para ele, ele não fará nada sem a nossa autorização.

Him diz rapidamente quando vê a garota tensa. Ele havia gostado dela, e como se fosse natural, queria deixá-la tranqüila e protegê-la, como costuma fazer com os meninos.

 - Aceita beber alguma coisa?

Pergunta Dae Hyung já indo para trás do balcão.

 - Só uma água, se tiver.

Ela acaba comentando sem querer e ele ri.

 - Não somos tão alcoólatras assim.

 - Talvez só um pouco.

Completa Bang com um leve sorriso, indo se sentar no sofá. Dae volta trazendo consigo um copo médio com o liquido transparente, ela sorri para ele quando pega o copo lhe agradecendo. E então ela nota a cara de poucos amigos do Young Jae, e sentiu que ódio dele por si só aumentava.

E foi quando, finalmente, caiu a sua ficha, ele não estava com raiva dela, e sim com ciúmes de seu “amigo” com ela. Agora tudo faz sentindo... E mesmo Dae sendo muito bonito e atraente, ele não fazia exatamente o seu tipo – na verdade, ela não tinha um “tipo ideal” – mais não conseguia negar que estava abalada por causa do Up.

Assim que termina de beber, Him Chan diz.

 - Acho melhor você ir desancar, já teve emoções demais para uma noite só. Dae Hyun leve ela para algum dos quartos desocupado, sim?

O mesmo confirma com a cabeça. Aish, justo ele! Pensa raivoso Jae, o mesmo se vira e se senta em um dos banquinhos antes que fizesse algo que fosse se arrepender depois. Cloe nota, claro, o ciúmes que Yoo estava sentindo, mais nada diz. Dae pro outro lado, nem pareceu notar o desconforto de seu companheiro.

 - Boa noite Cloe, espero que durma bem.

Diz Zelo com um sorrisinho fofo, ela também sorri.

 - Obrigada, Zelo.

Ela o acompanha até um corredor do seu lado direito, eles vão andando e passando por algumas portas, na qual ela deduziu serem os quartos dos meninos. Dae para em um deles e abre a porta dando espaço para ela entrar. O quarto era mediano, as paredes azul claro, um guarda roupa branco com detalhes preto, uma cama de casal que não estava forrada e um criado mudo branco do lado.

 - Acho melhor eu ir em um dos quartos e pegar algum cobertor para você dormir, acho que Him Chan não irá se importar.

Ela sorri de lado e se senta na cama sentindo as molas rangerem em resposta.

 - O Young Jae não gostou nada, nada de mim.

Ele franzi o cenho.

 - Sério? Não reparei.

Ela ri

 - Acho que ele sente ciúmes de mim.

Se aproximando da cama, ele se senta nela e suspira.

 - Ele é assim mesmo, vive tendo ataques de ciúmes. Ele acha que eu vou trocá-lo por alguma garota ou garoto.

 - Faz tempo que estão juntos?

 - Uns três meses, ainda não pedi oficialmente ele em namoro, mais é como se fosse, não?

Ela confirma com a cabeça.

 - Sim

 - Sabe, esse quarto era do Junhong.

 - Quem?

 - Choi Junhong, é o nome verdadeiro do Zelo. – Ela solta um “Ah” entendendo. – Mais agora ele acha bem mais “divertido” dividir o quarto com o Bang Hyung.

 - Hmn, entendi.

Sem querer, ela acaba soltando um bocejo.

 - Eu vou lá pegar os cobertores e, ah antes que me esqueça, o banheiro é a ultima porta do corredor. Pode ir lá, tomar um banho, ou sei lá, enquanto isso vou no quarto do Hyung pegar os cobertores.

E assim ele sai do quarto, ela se levanta e vai até o tal banheiro.

Na sala, Young Jae ainda estava sentado e enquanto bebia o seu Martini, ficava jogando os dardos no alvo pendurado na parede do seu lado esquerdo, um de seus passa tempos favorito. Zelo se aproxima e se senta ao lado de Bang, o mesmo sorri e passa o seu braço direito sobre os ombros do maior, o mesmo cora com a aproximação intima.

 - Hyung, você confia na Cloe?

Bang se surpreendi com a pergunta, mais mesmo assim respondi.

 - Não totalmente, mais acho que está meio cedo para julgá-la.

 - É eu também acho.

 - Eu não gostei dela, - Diz Young Jae lançando outro dardo, com mais força do que o necessário. – A forma que a encontramos foi muito suspeita, e ainda por cima a garota nem tem sobrenome, ah por favor, quem, em pleno século XXI, não tem sobrenome? Na minha opinião ela pode ser alguma espiã de outra gangue, algum inimigo nosso que quer nos matar ou roubar, sei lá.

Jun morde o lábio inferior.

 - Pior que faz sentido.

 - Bem, se suspeitarmos ou se ela for mesmo uma espiã, damos um fim dela, como sempre fazemos.

Jong Up comenta de forma natural e sombria.

 - Gente, não vamos tomar nenhuma decisão precipitada, nós nem a conhecemos direito. – Diz Him Chan, calmo. – Vamos esperar até amanhã de manhã.

 - Se acordamos amanhã.

Rebate Up, frio. Sem dizer mais nada, ele se levanta e sai da sala indo até o corredor. Chan nunca iria admitir isso em voz alta, mais de todos quem ele mais tem medo é do Jong Up, apesar de ser o segundo mais novo dali, ele tinha um jeito frio e sombrio de tratar as coisas, principalmente quando o assunto era matar alguém.

Dae Hyun volta rapidamente e Jae não consegui evitar uma pergunta áspera.

 - E aí, já colocou a sua garota pra dormir?

Ele sorri de lado e balança a cabeça, Cloe tinha razão, Jae estava se mordendo de ciúmes.

O moreno se aproxima dele e o abraça por trás, envolvendo a cintura de Jae com os dois braços. E então sussurra em seu ouvido.

 - Sabia que você fica lindo quando está com ciúmes?

Todo o corpo de Jae se arrepia ao senti-lo tão próximo, e as coisas só pioraram quando Dae morde seu lóbulo o provocando. Ele tenta se manter firme, mais já era tarde demais, Jung já tinha percebido os sinais do corpo do outro.

 - Eu te odeio, Jung Dae Hyun.

Ele sorri

 - Então pode me punir a vontade, você sabe que eu amo transar com você quando está chateado assim.

 - Seu filho da...

Sua fala é interrompida quando sentiu um aperto forte em seu abdômen, Jae solta um suspiro sôfrego. Ah, Dae iria ter que lhe pagar, e ele sabia muito bem como seria.

 - Se querem fazer alguma coisa, por favor, vão para o quarto de vocês, okay?

Resmunga Him Chan interrompendo os dois. Ele era hetero, mais não era preconceituoso, mais mesmo assim não era obrigado a ficar assistindo “ceninhas” dos outros. Bang e Zelo eram mais respeitosos e não se pegavam na frente de ninguém – em parte por que o Magnae era muito tímido – já Dae Hyun e Young Jae eram terríveis, Channie perdera as contas de quantas vezes já os flagrou aos beijos, dentro do carro, ali na sala, no galpão, em algum bar...

Jae raspa a garganta.

 - Okay, então vamos Dae Hyun.

Diz o mesmo lhe puxado para fora da sala. Os três não conseguem conter uma risadinha.

- Borá dormir, então né?

Comenta Bang e os outros dois confirmam se levantando.

 - Antes de ir pro meu quarto, irei passar no da Cloe para avisá-la de trancar a porta do quarto. Só para prevenir.

 - Você acha que o Jong Hyung terá coragem de atacá-la de noite?  

- Daquele lá, pode se esperar qualquer coisa.

 

J∞C

 

Os raios solares já invadia o quarto, quando Cloe desperta. Ela coloca os braços para cima, se espreguiçando e soltando um suspiro no final.

Enquanto fitava o teto, pensou em tudo que tinha lhe acontecido em apenas uma noite, a sua saída, o cara do bar – que havia lhe assustado, e muito – a perseguição, o encontro com os meninos e ele, Jong Up.

E ela estava grata por eles terem lhe ajudado, mais agora tinha que ir embora, não podia ficar ali. Ela se levanta e veste as mesmas roupas de ontem, Cloe se sentiu grata quando Channie apareceu e pediu para ela trancar a porta de seu quarto antes de dormir, mais ela confessa que já havia pensando nisso também.

Seria perigoso dormir com o quarto destrancado, quando se tem Jong Up “a solta”, se bem que não seria má idéia se ele entrasse aqui. Ela balança a cabeça, não pense besteira Cloe.

Antes de sair do quarto, ela dá uma olhadinha no espelho que ali havia, passa as mãos em seus fios, arrumando um pouco. Ela abre a porta e vai até o banheiro, e depois de fazer a sua higiene matinal e de fazer um pequeno gaguarejo com água e a pasta, ela sai do banheiro indo até a sala e encontrando os cinco reunidos, só faltava um.

Moon Jong Up.

 - Bo-bom dia, Cloe.

Diz Jun corado quando a garota chega, ele estava envergonhado por que ela tinha visto o Bang praticamente o abraçando no sofá e quase o beijando. Cloe sorri de leve.

 - Bom dia, rapazes.

Eles a respondem em coro, até Young Jae, que estava sentado do lado de seu namorado, a cumprimentou com um sorriso. Para a surpresa dela.

Provavelmente Dae Hyun e ele tinham feito as “passes” de noite.

 - Aceita um café?

Pergunta Channie, ela confirma com um aceno e senta em um dos banquinhos de frente pros outros.

 - Puro, por favor.

Enquanto estava no banheiro, Cloe pensou e tomou a decisão de contar a sua história. Afinal eles a ajudaram sem nem conhecê-la direito, e deixou ela dormir ali com eles, se fosse outros caras iria deixá-la na rua ou até mesmo se aproveitar dela, mais eles não fizeram nada disso. Então, por que não contar?

 - Aqui.

Him Chan lhe entrega uma xícara de porcelana com alguns desenhos abstratos.

 - Obrigada. – Ela dá o primeiro gole e imediatamente seu corpo reagiu positivamente ao gosto forte e adocicado da bebida. – Está ótimo.

O moreno faz um sim com a cabeça meio sem graça pelo elogio. Alguém entra na sala e imediatamente o cheiro de Canela invadi suas narinas e seu corpo se aquece, não precisava nem olhar para ver que Up havia chegado. Ela coloca a xícara, já pela metade no balcão, e se vira para eles.

 - Estou realmente muito grata pelo que vocês fizeram por mim ontem. Vocês nem me conhecem, mais mesmo assim me ajudaram, não deixaram eu ficar na rua sozinha e permitiram que eu passasse a noite aqui. São poucas pessoas que aceitam ajudar uma completa estranha, que nem sobrenome têm. Então, a única forma que eu encontrei de retribuir a gentileza, é contando um pouco a minha história.

Os que estavam sentados ajeitam-se no sofá, prontos para ouvi-la, Him Chan se apóia no balcão a encarando com curiosidade e Jong Up se apóia em uma parede e cruza os braços, a encarando impassível, como sempre.

Ela respira fundo e começa a contar.

 - Os meus pais biológicos me abandonaram quando eu tinha dois anos, eles eram britânicos e em uma de suas viagens pela Ásia, eles me deixaram. Fiquei na rua durante um mês, dependendo de algumas pessoas caridosas que me davam comida, ou roupa para dormir de noite, mais nenhuma delas quis me adotar, até que ele apareceu. Fui adotada pelo mafioso Mao Dong Jun. – Todos engoli seco ao ouvir o nome daquele cara, eles o conhecia, claro, todos conheciam Mao. – Ele me batizou como Cloe, mais não me deu o seu sobrenome por causa da vida que ele levava, se seus inimigos soubessem que ele tinha uma filha eles iriam vir atrás de mim. Passei toda a minha infância e a minha adolescência presa dentro de casa, não podia sair, não podia ter amigos, muito menos ir a escola, eu tinha aulas particulares, mais não era a mesma coisa. Bem, meu pai conseguiu arrumar documentos falsos para mim, inclusive um passaporte. Então, se quiserem, podem me chamar de Lauren Cloe, que era o sobrenome dos meus pais verdadeiros.

 - Desculpe interromper, mais por que você diz era?

Interrompe Jae confuso.

 - Eles morreram quando eu tinha doze anos, foram assassinatos, meu pai disse que não teve nada a ver com isso, mais eu tenho as minhas duvidas. Bem, acredito que o resto, vocês já devem ter uma noção, meu pai morreu mês passado e desde então a minha vida virou esse inferno.

 - Ninguém sabia da sua existência além do seu pai?

Pergunta Bang

 - Só alguns homens que trabalhava com ele, e os empregados da casa.

 - E como esses caras descobriram sobre você? E o mais importante, por que eles querem te pegar?

Him Chan pergunta

 - Desconfio que alguém contou, algum homem que trabalhava com o Mao, ou algum empregado. – Ela dá de ombros – Agora a razão deles está me perseguindo, eu não sei de fato. Pode ser vingança, talvez? Alguns estão querendo roubar o dinheiro que tenho, outros querem me ver morta, como meu pai. E, infelizmente, a minoria não está dando a mínima.

 - Nossa, que barra. E o que você pretende fazer?

Pergunta Dae Hyun

 - A única saída que eu tenho, é ir embora. Estou planejando pegar o primeiro vôo para Califórnia. Tenho um conhecido que mora lá. E vocês, o que fazem?

Eles olham entre si, em um questionamento mudo se devia ou não contar. Bang acaba falando.

 - Somos matadores de aluguel, eu sou o líder, o ultimo a se juntar a nós foi o Dae Hyun, e como já deve ter notado, ele é o mais sensível.

Matadores de aluguel, Cloe senti um frio subir pela espinha.

 - E ás vezes ficamos com alguns “bônus”.

Diz Jong Up com um leve sorriso.

 - Entendi. Bem, agora acho melhor eu ir embora, já me aproveitei demais à hospitalidade. Tenho que ir.

 - Acho melhor alguém acompanhá-la, para ela não ir sozinha.

Diz Bang olhando pro seus acompanhantes.

 - Eu posso levá-la. – Him Chan ergue a mão atraindo a atenção de todos. – Alguém mais quer ir?

 - Eu vou.

Diz Jong Up para surpresa de todos, inclusive de Cloe.

 - Eu também.

Bang se levanta e lança um olhar para Up, o mesmo apenas solta um de seus sorrisinhos de lado, irônico.

 - Okay então vamos nós três.

Depois de algumas recomendações básicas de Him Chan e Guk, eles saem deixando os outros três sozinhos.

 - Espero que eles não façam nenhuma bagunça.

Resmunga Channie enquanto andavam pelo galpão até a saída.

 - Você sabe que com Zelo e Dae “sozinhos” é impossível.

Cloe acaba sorrindo com aquilo, quando saem encontram os dois carros parados no mesmo lugar de ontem. Eles entram e Him Chan dá a partida, Yong Guk ia na frente, Cloe estava sentada atrás dele e Jong Up do outro lado atrás do motorista.

Ela sentia o olhar dele sobre si algumas vezes, e tentava ignorar o calor que se instalava em seu corpo.

 - O seu apartamento é longe daqui?

Pergunta Channie quando param em um farol.

 - Não muito.

Cloe vai orientando o moreno pelas ruas, até se aproximarem do prédio que ela mora.

 - Tem alguma coisa errada.

Murmura Bang reparando no fluxo anormal de pessoas na calçada. Chan para o carro no meio fio ainda meio longe. Cloe se curva para conferir o que estava acontecendo.

 - O que a policia está fazendo lá? Será que alguém foi roubado?

Pergunta confusa.

 - Não é só a policia, a funerária também está lá.

Jong Up fala ao reparar no carro preto parado do outro lado da rua.

 - Se continuarmos aqui, nunca saberemos o que aconteceu

Fala Yong Guk e todos confirmam, eles saem do carro e vão na direção do prédio.

 - O que aconteceu?

Pergunta Cloe para um dos policiais que estava ali perto.

 - É moradora do prédio? – Ela faz um sim com a cabeça. – É que invadiram o prédio nessa madrugada, mataram o porteiro e conseguiram entrar no prédio. A Senhorita por acaso, é a moradora do apartamento 205?

 - Sim, sou sim, foi o apartamento invadido?

Não precisava perguntar, ela já sabia a resposta.

 - É sim, sinto muito.

 - Eles roubaram alguma coisa?

Pergunta Him Chan.

 - Só alguns objetos de valor, outros foram destruídos, aparentemente eles tinham a intenção de colocar fogo no local, mais os vizinhos ouviram o barulho e ligaram para a policia a tempo. Eles tentaram fugir, mais conseguimos capturá-los.

Cloe faz um sim fraco com a cabeça, droga, meu apartamento, destruído.

 - Será que eu posso, pelo menos pegar algumas coisas minhas? – Diante da face de duvida do homem, ela acrescenta. – Só irei precisar de algumas roupas.

 - Espere só um minuto, que eu vou falar com o Delegado.

 - Será que foi aqueles caras?

Him Chan pergunta depois que o homem se afasta, Cloe se vira para eles.

 - Os mesmos claramente não foram, já que matamos eles ontem. Provavelmente os outros souberam da morte deles, e vieram atrás dela para se vingar. Que bom que você não voltou.

Cloe faz um sim com a cabeça.

 - Mais fico triste pelo Sr. Lee, era um homem tão bondoso e simpático.

Ela abaixa o olhar, se lembrando da ultima vez que o viu vivo. Pobre homem, morreu por sua causa.

 - A senhorita pode ir, mais terá que subir sozinha. Tem alguns policiais lá dentro, pode dizer que é a moradora do prédio e que se chama Lauren Cloe.

 - Ex-moradora. – Diz ela, amarga. O homem apenas acena com a cabeça. Ela lança um olhar pros meninos.

 - Vamos te esperar aqui.

Assegura Bang e ela sorri agradecida. O Delegado a acompanha até o hall do prédio, e depois de se identificar, ela sobe.

Chegando lá, ela encontra alguns policiais no corredor e uma fita amarela amarrada na porta de seu antigo apartamento. Uma policia barra ela.

 - Sou a Lauren Cloe, ex-moradora do prédio. Vim pegar algumas roupas minhas.

A policial confirma com um aceno. Afastando a fita, dá passagem para Cloe entrar a acompanhando em seguida. A morena senti seu coração de apertar ao ver a desordem do seu antigo “Lar”, a mesinha de centro se encontrava em pedaços no chão, a TV quebrada, o sofá cheio de furos feito por alguma faca, a cozinha totalmente destruída e havia alguns sinais de fogo aqui e ali.

 - Sinto muito.

A policia diz baixo e Cloe tenta sorrir, mais falha.

Rapidamente a morena entra em seu quarto e tenta ignorar a bagunça do mesmo. Vai até seu guarda-roupa e se espanta ao ver a maioria de suas roupas intactas, ela pega uma mala grande de rodinhas e começa a colocar as suas roupas ali, vai até o banheiro e pega a sua escova e alguns utensílios para a higiene pessoal.

Gastou cerca de trinta minutos, para conseguir arrumar tudo, com ajuda da policia que se diz chamar Hyosungie, depois lhe agradeceu e desceu novamente. Respondeu a algumas perguntas do Delegado, do tipo se ela tinha brigado com alguém no dia anterior, se tinha alguma divida com alguém ou se tinha inimigos.

Cloe negou tudo, e mentiu claro. Ele ainda questionou se ela queria algum tipo de ajuda da policia, mais a mesma nega.

 - Não, obrigada. Vou ficar na casa de uma amiga e irei viajar em breve.

Ela tinha certa noção de que eles não havia acreditado muito no seu pequeno depoimento, mais como ela não estava em casa quando tudo aconteceu não podia ser julgada como testemunha. Ela era apenas a moradora do apartamento que foi invadido a noite.

Todos entram no carro novamente.

 - É, eu acho que agora você terá que ficar mais um dia conosco.

Comenta Him Chan.

 - Parece mesmo.

Eles refazem o caminho e todos se surpreendem com a volta de Cloe, e ainda com uma bagagem.

 - O que houve?

Pergunta Zelo, confuso.

 - Invadiram meu apartamento essa noite, e destruíram tudo que foi possível, se a policia não tivesse chegado, eles iriam colocar fogo.

 - Nossa, que horror. Deve ter sido os amigos daqueles caras de ontem, descobriram onde você mora e resolveram se vingar.

Comenta Dae Hyun, pensativo.

 - É o mais provável. – Diz Bang, depois completa. – Vamos ficar de olho, pode ir lá no antigo quarto do Zelo deixa as suas coisas. Depois você pensa com calma o que vai fazer.

Cloe faz um sim com a cabeça e depois de retornar para sala, Dae Hyun se levanta e diz.

 - Tô com fome, vou ver se encontro algo de bom para comer.

 - Você está sempre com fome, Dae.

Murmura Jae, girando os olhos, ele dá de ombros.

 - Fazer o quê, né? Você vai querer alguma coisa para comer, Cloe?

Ela nega

 - Não estou com fome.

 - Eu vou com você.

Diz Zelo se levantando e eles saem em seguida. Cloe se senta no sofá e Young Jae se senta do seu lado.

 - Eu, eu acho que te devo um pedido de desculpas. – A moça franzi o cenho, sem entender. – Você deve ter reparado que eu não gostei de você quando te conheci, mais depois que você contou a sua história e a razão de estar sendo perseguida... Bem, isso me fez refletir sobre os meu atos, e agora me sinto envergonhado pelos pensamentos ruins que eu tive sobre você. Então, me desculpe.

Ela sorri

 - Não se preocupe, não fiquei brava com você. E eu te entendo, vocês tinham acabado de me conhecer e não sabiam nada sobre mim, é natural ficar desconfiado. E também, você estava com ciúmes. – Ele arregala os olhos, surpreso. – Foi bem fácil para mim descobrir que você estava com ciúmes de mim com Dae Hyun. Mais não se preocupe, não costumo julgar ninguém pela aparência ou pelas suas escolhas.

Ele sorri, ainda meio envergonhado. Ela também sorri e desvia o olhar, Jong Up estava sentado ali perto no outro sofá, e mexia no celular. Ele desvia o olhar do aparelho para ela, a mesma cora e se concentra em qualquer ponto da sala, menos naquele par de olhos pequenos e frios.

 

 - Por 200.000,00 dólares, te entrego todo esse dinheiro se matar a garota. – Seus olhos se apertam ainda mais enquanto encarava o teto branco em cima de si. Proposta interessante... – é bem simples, não? Creio que para você isso não será problema nenhum, afinal é só uma garota. Ela vai morrer de qualquer forma mesmo.

 - E o que me garante que você vai cumprir a sua parte do acordo?

A risada alta do outro lado o interrompe.

 - Meu caro Jong Up, eu te conheço e sei que você fará certinho o trabalho. E não precisa desconfiar de mim, somos todos farinha do mesmo saco.

Ele desliga o telefone e solta o seu sorrisinho de lado, psicótico. Matar alguém nunca pareceu tão tentador. Em um pulo ele se levanta, pega sua arma e a prende no coes de sua calça a tampando com a jaqueta preta.

Sai do quarto e chega na sala encontrando Zelo e Young Jae, os outros três mais velhos haviam saído.

 - Onde a Cloe está?

Perguntou com naturalidade. Zelo respondi.

 - Está lá no galpão com o Tablet, acho que esta...

Ele para quando nota que o mesmo já não se encontrava mais ali. Up se aproxima e nota a luz brilhante do aparelho que estava nas mãos da garota, ele sorri de lado até se aproximar o suficiente para que a morena notasse a sua presença.

A mesma se vira e estava surpresa com a presença do outro.

 - Jong Up...

 - O que está fazendo?

 - Ah, estou pesquisando quando será o próximo vôo para Califórnia, terá um depois de amanhã.

Ela desvia o olhar e fica de lado, era desconcertante ficar tão perto dele, e ainda mais sozinha. Várias coisas passam pela sua cabeça, mais nenhuma nem chegava perto do que acontecera.

Todo seu corpo fica rígido e ela sente o frio subir pela sua espinha quando sente o metal gélido da arma dele encostar na sua têmpora.

Já era...

 

Continua...

 

 


Notas Finais


Eitaa será que o Up terá coragem de matá-la mesmo?
Mistério...
O proximo estou terminando agora, então já, já vocês saberam se Cloe morre ou nao nessa história louca que eu criei.
Até o próximo Babyz


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