História Do You Believe in Fairies? - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 879
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem qualquer erro

Capítulo 4 - Capítulo 3 - Animal Selvagem


03 

Animal Selvagem 

 

 

- Como sua filha veio parar aqui na floresta? - Araptes perguntou quando ambos pararam para almoçar. 

Um dos pequenos e raros arbustos em meio a floresta selvagem era frutífero e não venenoso, segundo Araptes. 

- Uma amiga dela a chamou para brincar, e pelo que Louise disse, elas correram para perto da floresta, Trudie, minha filha, falou para ela que havia visto algo na floresta e queria saber o que era, então simplesmente entrou, mas Louise ficou com medo de entrar e veio falar comigo.  

- Sua filha é bem corajosa - Araptes elogiou 

- E você como veio parar aqui?  

- Minha bisavó foi acusada de bruxaria e foi sentenciada a morte, suas últimas palavras foram "ragniv em arap ieratlov ue e, ailimaf ahnim maregetorp atserolf ad sotiripse so", o restante da família foi obrigada a sair da cidade, meu bisavô foi expulso a pedradas do vilarejo, e desde então minha família vive aqui na floresta, fomos proibidos de voltar a cidade e o capitão não querendo que os aldeões viesse até nós, começou com a lenda dos espíritos da floresta, mas ele não sabia que a lenda era verdadeira e dois anos depois ele foi pego pelos espíritos e sacrificado na frente do meu bisavô.  

- Sinto muito - disse Nicholaus.  

- Já nos acostumamos a viver aqui em meio aos animais e as árvores.  

- Acho que na mesma situação também irá me acostumar.  

- Vamos - Araptes falou se levantando.  

Nicholaus também se levantou pegando sua espada.  

- Ainda falta muito? 

- Estamos em uma floresta, não em uma rua qualquer - Araptes respondeu grossamente - acho que daqui três horas nós chegamos lá.  

- Três horas, não parece tanto assim.  

- E não são, mas será que os espíritos da floresta o deixaram viver por essas três horas.  

- Vão, porque eu vou salvar minha filha custe o que custar.  

- Bom tomar cuidado.  

Ambos se levantaram e seguiram pela floresta as folhas ainda secas, as árvores voltavam a ter a coloração marrom natural delas.  

 

*******       ******* 

 

- Não da pra saber que hora é...- Nicholaus comentou olhando para o céu ainda cinzento coberto por nuvens.  

- Os espíritos me ensinaram uma outra maneira de saberem que parte do dia estamos - ela se aproximou de uma das árvores deu uma volta completa nela e depois pareceu forçar a vista olhando para as nuvens. 

- E que horas são?  

- Horas?  

- Sim.  

- São três quartos de dia, falta pouco para anoitecer - ela falou e voltou a caminhar. 

- Três quartos, o que é isso? 

- Não te ensinaram a descobri quanto falta para escurecer? – Araptes perguntou o olhando seriamente enquanto caminhava pisando em algumas raízes como se fossem simples degraus. 

- Eu nem entendi o que você fez ali – Nicholaus falou apontando para trás. 

- Eu apenas descobri a posição do sol, só que também me baseei no tempo que faz desde o nascer do sol e no musgo que é mais verde no norte. 

- Inteligente. 

- Brigado – ela terminou de falar e ouvi algo se mover em meio as folhas secas atrás de mim. 

Virei e vi uma espécie de cavalo, ele tinha a pelagem branca, a crina preta assim como o rabo, olhos vermelhos e um chifre preto em sua cabeça, parecia extremamente magro era possível ver os ossos de seu tórax. 

- Aquilo é...? – Nicholaus perguntou apontando para a criatura. 

- Unicórnio – Araptes respondeu – vem aqui - ela disse para o animal. 

O unicórnio se aproximou devagar parecia receoso, um passo após o outro sem tirar os olhos de Araptes, ela se abaixou devagar para pegar uma fruta e oferecer ao unicórnio, ele cheirou a fruta, seu tórax se expandiu de uma maneira agoniante deixando os ossos ainda mais visíveis abaixo da pele, os olhos vermelhos fixos em Araptes. 

Ele se aproximou deles, o unicórnio relinchou e ficou sobre as duas patas, parecia se preparar para um ataque, Nicholaus se colocou entre ela e o unicórnio empunhando sua espada. 

- Não seja idiota – ela o puxou para trás e esticou a mão para o unicórnio – calma –  Araptes falou séria – calminho – o unicórnio não avançou, por outro lado, ficou parado a olhando – isso – ela se aproximou dele lentamente do unicórnio que permaneceu imóvel - aqui - ela deu a ele algumas uvas. 

Ele se aproximou e novamente as cheirou, começou a come-las apressadamente. 

- Vamos - Araptes disse quando as uvas acabaram, se virou de costas para o unicórnio, o mesmo começou a segui-la, ela simplesmente o olhou novamente, o unicórnio pareceu se assustar com algo e correu para longe. 

- O que foi isso? - Nicholaus perguntou. 

- Apesar de parecerem assustadores são extremamente dóceis, costumam se juntar com que os ajudar, mas se assustam ao ver outras criaturas de olhos fechados, creio que devem imaginar que a criatura é cega, ou que sabe algo pior - ela explicou. 

- Animais não pensam 

- Talvez não como nós 

- Está querendo dizer que eles tem uma maneira própria de pensar? Cada animal? 

- Claro, o medo é logico e ilógico. 

- Como assim? 

- Você tem medo porque sabe que pode te causar mal, e as vezes mesmo sabendo ser inofensivo sentimos medo. 


Notas Finais


"ragniv em arap ieratlov ue e, ailimaf ahnim maregetorp atserolf ad sotiripse so" = Os Espiritos da Floresta protegeram minha familia, e eu voltarei para me vingar.


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