História Do you like me now? - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Johnny Depp, Tom Hiddleston
Tags Johnny Depp, O Libertino, Tom Hiddleston
Visualizações 42
Palavras 1.897
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estou sendo mais rápida para postar porque a partir da semana que vem vou demorar um pouco mais para atualizar a história. Perdão pelo tamanho do capítulo!
Obs: temos o personagem novo. qual será o futuro dele na história?

Capítulo 5 - Apenas um olhar


Fanfic / Fanfiction Do you like me now? - Capítulo 5 - Apenas um olhar


 -John, já está arruma..- Elizabeth fixou os olhos em mim enquanto estava próximo a lareira, jogado ao chão, com uma garrafa de vinho em uma das mãos - oh céus.. você está bem? Deixe-me te ajudar.
     Enquanto ela se aproximava colocando as mãos em meus ombros e buscando uma reação em minha face, eu simplesmente a ignorei. 
 -Vamos, John, ajude-me também.
 -Eu não quero sua ajuda. Saia.
 -Não vou te deixar aqui assim, venh..
 -EU MANDEI SAIR. NÃO FOI UM PEDIDO, FOI UMA ORDEM.
     Pude ver seus olhos marejados exitando em derrubar uma mísera lágrima sequer, sua expressão se fechou enquanto ela se erguia. Nossos desentendimentos eram rotineiros, me sentia jogado aos porcos com um casamento deste tipo.
 -Não se esqueça do baile. Não faça sua mãe vir até você.
 -Não vou ao baile.-respondi de forma ríspida enquanto sentia descer por minha garganta mais um gole do vinho.
 -Iremos e as crianças ficarão em casa. Por favor, Johnny, a quanto tempo não saímos?
 -Me falta vontade.
-John, eu suportaria nosso casamento com mais facilidade se não houvesse tamanha impostura. Se eu não passasse de uma governanta e um canal para o traçado nobre. Quando você está longe, escreve de maneira ardente e apaixonada e..- um suspiro- você pode não querer me torturar, mas, é uma tortura ser correspondida a distância para em carne ser tão menosprezada. 
-Você sabe que eu anseio por me manter bem quando estamos juntos,- eu não estava com cabeça para mais nenhuma discussão- mas, após algumas semanas de sua volta percebo que já não tenho sanidade suficiente para tal. Em meus pensamentos, não estou aqui.
-Então, simplesmente arranque-me de seu coração.
-Não me peça algo que está além de meu poder.- refutei.
-A culpa é minha, eu reconheço. - toda aquela lamentação estava me deixando enjoado- Se eu fosse uma esposa melhor você não passaria tanto tempo na taberna e nos bordeis!
-Todo homem precisa da taberna e dos bordeis.
-Mas, não é isso que vejo em seus olhos. Não é a bebida ou uma prostituta, é uma outra criatura. O teatro.
-Uma moça,- eu não poderia mais esconder- é somente uma bela dama.
-E quando seus olhos brilhavam no outro dia, eles brilhavam por ela.
-Por ela e mais ninguém. 
     Ouvi um choro que recuava para longe enquanto meu olhos cercavam as chamas acesas da lareira. Olhei para Elizabeth que estava de partida até que parou na porta daquele cômodo tão aconchegante para meus pensamentos sórdidos.
-Receio ser a única coisa que te prende. Pela manhã terei partido, mas antes disso, um favor. Um baile como os que frequentávamos. É a única coisa que peço antes que eu saia de Londres.
    Apenas assenti com a cabeça enquanto a encarava, eu poderia me sentir mal por tratá-la de tal forma mas eu libertei um peso enorme de minhas costas. Eu não teria mais que fingir um amor que se apagara.
                                                                                             ## 
- Não consigo respirar!- dizia com dificuldades.
- Pare de reclamar, Alice. Logo se acostumará com o corset e o espartilho. 
- Nunca irei me acostumar com isso. 
- Um marido gosta que sua mulher ande bem vestida.
- Mas, eu não tenho uma marido, mamãe. E quando eu estiver casada ele irá preferir que eu não ande vestida. 
-Alice, Alice.. estou me cansando de ouvir tamanhas vulgaridades vindas de você. Onde aprende essas coisas?
-A senhora não iria gostar de saber..- cochichei.
-O que disse?
-Que é algo fácil de aprender.
-Pois desaprenda! Não foi essa educação que recebeu nesta casa.
-Está apertado demais.- resmunguei passando a mão por minha cintura.
- É um baile importante, você poderá encontrar pretendentes.
-Me recuso a ir completamente!
-Está pálida, vá se arrumar. Os cabelos bagunçados. Está terrível.
-Eu também amo a senhora.
-Não estou para brincadeiras. Como filha de um nobre você deve andar bem vestida, incrivelmente elegante. 
-Não vejo nada demais nessas roupas, um único vestido estaria muito bom para mim.
-Pare de reclamar e se esforce com esse espartilho. Respirando ou não, você deve ficar deslumbrante.
-É só mais um dos tantos outros bailes entediantes, para quê devemos perder nosso tempo com isso?
-Não falarei com você duas vezes. Ande logo.
    Tudo o que minha mãe falava não me cabia em nada, adentrava por um de meus ouvidos e logo saia pelo outro. Ela se retirou de meu quarto enquanto as criadas me ajudavam com toda aquela tortura, seria muito melhor um vestido simples de seda e os pantalettes, todas essas vestimentas se tornam um fardo desnecessário. 
  Meu vestido era um tom claro semelhante ao bege e com pequenos detalhes de flores que só era possível reparar de muito perto. Nunca fui a favor de muita extravagância e por isso meu cabelo estava com um simples penteado, algumas madeixas caiam do coque mal-feito e boa parte do cabelo estava solta, era meu penteado favorito e eu tinha certeza que seria motivo de uma nova discussão.
 -Está linda! 
-Obrigada, Margareth, mas nem mesmo um elogio me fará ter vontade ir a esse baile.
    Margareth era como uma amiga para mim, uma das poucas pessoas em que eu conseguia conversar durante dez minutos seguidos sem que a conversa não se voltasse para homens e seus membros.
-Ora, quem sabe não encontre alguém interessante lá. Os outros criados comentaram que todos os condes estarão presentes, junto aos filhos de muitos marqueses, senhorita.
-Essa informação só me traz mais vontade ficar em meu quarto.
-A senhorita co-conhece o Conde de R-rochester?
-N-não que eu me recorde.
      Me espantei com a pergunta. Enquanto ela ajeitava algumas coisas de meu vestido, eu tentava disfarçar meu entusiasmo ao ouvir sobre John olhando para o espelho e começando a imaginar como seria vê-lo novamente depois de ter se passado um bom tempo desde nosso primeiro encontro.
- Muitas damas comentam sobre ele. Achei que conhecesse, ouvi a senhorita chamar por seu nome enquanto cochilava a alguns dias.
-Margareth..-corei.
-Desculpe-me, fui longe demais?
-Não.. Bom, já ouvi histórias, fatos, sobre o comportamento deste tal conde.
-Comentam muito sobre seus.. bom..-suspirou- desejos. O jeito que ele se move e enlouque…
-Margareth! Agora você foi longe demais.
     Meu tom passava toda a ideia do quanto aquela conversa estava tomando um rumo do qual eu não estava disposta a seguir.
 -Perdoe-me. Com licença.
    Enquanto ela estava de saída, voltei meus olhos para a sacada e comecei a me perder em meus sonhos. Passei todos os dias sonhando com nosso encontro no Duke’s, o que ele tinha feito comigo? Eu me sentia presa naquele sorriso que carregava malícia e tentação, mas, por quê?  Por alguns momentos, assim que fitei o moço por quem sinto tamanha atração, nossos olhos se encontraram e eu também me encontrei, por poucos segundos. Não posso sentir nada por ele, não posso nem pensar em sentir ao menos pena dele.   
 -Não sonhe, Alice, ele é casado e você irá se casar em breve. Não alimente sentimento algum por aquela pessoa encantadoramente asquerosa.  
     Durante o momento em que estava me perfumando com a melhor fragrância que encontrei, ouvi os gritos de minha mãe alertando que a carruagem havia chego. Não consigo entender para que tantos bailes sem graça para comemorar a visita da família de Catarina, tudo gasto em festas luxuosas.
 Desci as escadas rapidamente enquanto Ellie me aguardava para entrar na carruagem. Depois de uma pequena e entediosa viagem, chegamos ao baile e fomos anunciadas, eu desprezava todas as pessoas presentes naquele salão e meu sorriso não escondia minha vontade de ir embora o mais rápido possível.
    Cumprimentamos o rei e a família da rainha e, enquanto minha mãe se aproximava das demais senhoras, eu consegui escapar por pouco de assuntos desinteressantes como: casamentos. Ao longe avistei uma pequena varanda onde o beleza do jardim era evidente, mesmo competindo com a venustidade das estrelas que surgiam aos poucos no mais alto do céu. Me aproximei aos poucos, nada de euforia, estava a pensar sobre como seria minha vida com todos os contratempos, se meu pai estava bem e se voltaria logo para casa... até que meus pensamentos me levaram até John.
-Será que posso ficar junto da senhorita?
  Voltei meu olhar para onde estava vindo a voz e acabei por me deprimir ao perceber que não era quem eu esperava.
-M-mas, é claro. Sinta-se a v-vontade.
    Sorri como quem gostaria de gritar "ME DEIXE EM PAZ", porém, resolvi aguardar as surpresas daquela companhia. Era um rapaz, um homem, que aparentava ter entre 18 e 22 anos, nada mais e nada menos, os olhos claros e os cabelos num tom castanho como os meus. Seu olhar era doce, sua boca tão desenhada esboçava um sorriso e eu me permiti sorrir também naquele momento. 
-Incrivelmente linda!- ele exclamou.
-E-eu também acho e-essa vista m-maravilhosa. 
-Eu não estava me referindo somente a vista. 
     As palavras teimavam em sair e quando percebi que ele ainda me fitava me limitei a corresponder o sorriso sincero que ele também apresentava. 
- Perdão. Eu não queria deixá-la envergonhada. Que cabeça essa minha!
-Eu quem peço perdão por meu jeito- se ele soubesse que eu estava me imaginando na cama com ele, nunca me pediria perdão- e aproveito para agradecer pelo.. ahn.. p-pelo..- meus olhos encontraram por entre as pessoas presentes no baile o único olhar que me arrancava suspiros antes de arrancar minha roupa.
- Elogio?
-Como?- voltei ao rapaz a minha frente- Ah sim.. isso.. o elogio. 
-Permita-me apresentar. Thomas William, descendente do Conde de Leicester. 
    Ele pegou minha mão direita com delicadeza e levou a seus lábios enquanto se curvava delicadamente depositando um beijo. No mesmo momento percebi que John voltava seu olhar para a cena de um jovem rapaz me cortejando e, como quem não queria ser obrigado a presenciar tal ato, se virou no mesmo instante. Não hesitei em retirar minha mão rapidamente. 
-É encantador, Thomas, mas, eu preciso ir. Mil desculpas por isso mas..- eu o deixava devagar procurando novamente os olhares atentos do Conde de Rochester- mas.. eu preciso mesmo ir. 
-Ao menos, diga-me seu nom..
    Eu mal escutei a última frase dita para mim por Thomas, saí em disparada procurando em todos os cantos da imensa sala por um único olhar. O encontrei em um dos corredores e fui o mais rápido, minha curiosidade me consumia de maneira absurda. 
                                                                                         ##
    Se aquele baile já estava me dando nos nervos antes, agora estava pior. Depois de tantos dias pensando na pequena Lizzie e no poder que ela tinha sobre mim, eu a encontro sendo cortejada por outro e parecia corresponder. Entendo que seja impossível uma pessoa como ela se aproximar de alguém como eu, porém, eu estava mais que disposto a satisfazê-la. 
     Assim que me virei novamente, retomando o caminho para um corredor qualquer afim de tirar a última cena de minha cabeça, percebo que Lizzie está atrás de mim, vindo ao meu encontro. Certamente, reparou em meu olhar de desdém e vem tirar satisfações, ela é tão teimosa e timidamente ardente. Fiquei esperando-a escondido entre um dos muitos e pequenos monumentos que haviam espalhados e quando observei que ela estava prestes a passar por mim, puxei-a para mais próxima de meu corpo e a beijei enlouquecidamente como se minha vida dependesse do calor daqueles lábios carnudos. 
- Sentiu saudades? - questionei assim que nossos lábios se soltaram, mas, não distantes o bastante para deixar de sentir a bela moça ofegar. 
 


Notas Finais


Lembrando que os personagens são TOTALMENTE diferentes em relação à história propriamente dita. // Será que Alice sentiu algo pelo rapaz novo? SENTI UM CERTO CIÚMES VINDO DE ALGUÉM?
Boas Lonjuras!


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