História Do You Like You? - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Chen, Exo, Hunhan, Kai, Kaido, Kaisoo, Kris, Lay, Luhan, Sehun, Suho, Tao, Xiuchen, Xiumin
Visualizações 148
Palavras 1.242
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei eu sei, podem me matar

Capítulo 3 - Capítulo 3


P.O.V KyungSoo

Quando vi, já era inverno, não nevava ainda, o céu estava limpo mas fazia muito frio mesmo com a pouco luz do sol.

Eu nem sequer havia levantado da cama, e já era quase tarde, a vontade de viver em mim era inexistente no momento.

ㅡ KyungSoo. ㅡ Escutei minha mãe gritar meu nome pela terceira vez, incapaz de responder qualquer coisa. Não queria sair, não queria ir para a escola, para onde nunca deveria ter voltado.

Desisti da escola quando se fez cem dias que Jongin havia ido embora, e voltei a um ano, para continuar de onde parei, exatamente de onde parei.

Mesmo quando ele partiu eu sentia como se fosse incapaz de o deixar, esta claro que nada mudou, ainda sou incapaz de o deixar.

ㅡ KyungSoo!

Levantei ao ouvir a voz de Jongin gritar meu nome pela janela, coloquei meu torço para fora após abrir a janela, lá estava ele, vestindo uma roupa tão estranha quanto ele, era um macacão branco e uma blusa azul escuro, que gosto estranho. Nada mudou.

ㅡ O que você está fazendo aqui? Como você descobriu que moro aqui?

ㅡ Foi fácil! Procurei pela casa mais afastada, e perguntei ao meu irmão, foi fácil.

ㅡ Vá embora. ㅡ Disse e coloquei meu corpo para dentro para em seguida fechar a janela.

Não era que eu não quisesse ele aqui, eu só não queria ele aqui, perto dos meus pais que usariam ele como desculpa para tudo, “Jongin não iria gostar de ver você assim”, eram sempre as mesmas coisas.

ㅡ Kyung, você tem visita.

Droga.

Ouvi o som de passos, ecoavam baixos cada vez mais próximos, seria ele? Soltei a respiração que nem percebi que segurava, andei de um lado para outro até ouvir a voz de minha mãe do outro lado, ela bateu duas vezes antes de abrir a porta e mostrar Jongin me encarando com um sorriso no rosto. Droga.

ㅡ Estarei lá em baixo. ㅡ Disse minha mãe, ela virou para Jongin e colocou suas mãos em seus ombros. ㅡ É bom ver você depois de tantos anos filho, seja bem vindo sempre.

Dito isso ela virou as costas para nos encontrarmos desceu as escadas, ficamos nos encarando até eu me ver de relance pelo espelho e ver que eu parecia ter sido atacado por cacatuas muito bravas.

Corri para o banheiro e ouvi sua risada quando encostei minhas costas na porta de madeira.

ㅡ Seu quarto continua o mesmo.

ㅡ É.

Tirei meu pijama que havia se tornando ridiculamente infantil no momento, e entrei de baixo do chuveiro, quase grito ao sentir a água fria em minhas costas, meu banho foi tão rápido quanto minha vontade de viver.

Enxuguei meu corpo e olhei ao redor. Eu não tinha trazido uma roupa, droga. Enrolei a toalha na minha cintura, abri um pouco a porta e o vi deitado em minha cama, olhando para o teto branco e sem graça. Suspirei e juntei coragem para sair do quarto. Ele já havia me visto várias vezes sem blusa, mas isso foi a dez anos atrás, agora as manchas quase escondiam minha pele, eu tinha vergonha.

Abri meu guarda roupa e vi que isso atraiu a atenção dele, eu poderia apostar que minhas bochechas estavam da cor de tomates. Peguei um moletom preto e uma calça preta qualquer e voltei para o banheiro.

Eu estava morrendo de vergonha.

Me vesti devagar sem coragem de voltar para o quarto, eu odiava que vissem meu corpo, além de meu rosto e minhas mãos, minhas mãos eram os únicos lugares onde não havia manchas.

ㅡ Podemos conversar? ㅡ Jongin perguntou batendo a seu lado na cama, sentei com uma certa distância.

ㅡ Sobre o que quer falar?

ㅡ Sobre os dez anos que passamos longe um do outro.

ㅡ Eu não acho que seja uma boa idéia, Jongin. ㅡ Olhando pela janela eu conseguia ver que agora chovia, como se o céu assim como eu não estivesse bem, porque eu não estava. Fechei meus olhos, suspirei, tomei coragem e os abri novamente, pronto para encarar o que estivesse diante de mim.

ㅡ Me responda por que você ainda está na escola?

ㅡ Quando você foi embora, eu estava no primeiro do ensino médio, eu tentei aguentar, mas tudo piorou, desisti da escola e decidi voltar a uns três anos, estou no último ano agora.

ㅡ Com 24 ainda na escola?

ㅡ Você não passou pelo o que passei. ㅡ O tempo parecia se esvair lentamente, eu precisava perder aquele medo das pessoas.

ㅡ Por favor apenas aceite seu destino, suas manchas não são feias. Elas são lindas, como estrelas no céu, salpicado de estrelas. Eu adoraria ter essas suas marcas, sem se importar com os outros. ㅡ Ele ainda era o mesmo Jongin de dez anos atrás, nada havia mudado nele, nem mesmo o desejo que ele parecia guardar dentro de si que tinha o objetivo de não me fazer desistir por mais pequenas que fossem suas palavras ou sem significado para alguns, mas essas simples palavras eram capazes de me arrancar o maior dos sorrisos sem ele ao menos se esforçar por isso.

ㅡ Desculpa Kai.

ㅡ Não se desculpe por isso, tá bom? Apenas aceite, não quero ver você para baixo assim.

ㅡObrigado então.

ㅡ Não agradeça. Agora tenho que ir, meu irmão vai me apresentar um amigo seu, mas hoje a noite me encontre no lugar de sempre, esta bem?

Acenei com a cabeça e o vi sair pela porta na qual havia entrado a alguns minutos. Pela primeira vez em tantos anos meu sorriso era verdadeiro.

Mil palavras não são suficientes para expressar o que penso, para a vida, para o amanhã, nem tudo parecia fácil.

••••

Eu estava animado, então corri para a casa de Jongin para contar a novidade, ele adoraria saber, assim como eu.

Corri tão rápido que quase dou de cara com um caminhão parado em frente a casa dele, apoiei minhas mãos nos joelhos.

ㅡ Oh! Kyung, você veio se despedir?

ㅡ Se despedir de quem Minseok hyung? O que está acontecendo? Onde está o Kai?

ㅡ Eu sabia que ele faria algo do tipo. ㅡ Minseok suspirou e chamou por Jongin, o mesmo saiu com uma caixa grande em seus braços, mas quando me viu soltou a caixa no chão.

ㅡ KyungSoo, o que você está fazendo aqui?

ㅡ Eu tinha algo para te contar, mas o que vocês estão fazendo?

ㅡ Eu avisei. ㅡ Minseok pegou a caixa que Kai havia derrubado e nos deixou para trás.

ㅡ Você vai me contar o que está acontecendo?

ㅡ Acho melhor você ir, amanhã conversamos sobre isso.

ㅡ Não parece que você vai estar aqui amanhã para conversar sobre qualquer coisa. ㅡ Ele virou de costas para mim e suspirou auto, ele fazia isso quando se segurava para não chorar, eu conhecia ele muito bem para saber disso.

ㅡDizer Oi é fácil, dizer adeus não é KyungSoo, eu não quero sentir essa dor.

ㅡ Se você tivesse me preparado teria doido menos do que dói agora.

ㅡ Jongin! Vamos! ㅡ Seu pai gritou por ele de dentro do carro, ele não disse adeus ou olhou novamente em meu rosto, ele só foi embora sem dizer ao menos tchau.

ㅡ Hyung! ㅡ Gritei para ele quando o carro ganhou velocidade, só de saber que talvez eu nunca fosse o ver, algo nunca doeu tanto quanto aquilo.


Notas Finais


Como dizia William Shakespeare : "Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente."


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