História Do you really love me? - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Ian Somerhalder, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Amor, Colegial, Gray-assexual, Nina Dobrev, One Direction, Romance, Zayn, Zayn Malik
Exibições 24
Palavras 2.136
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Crossover, Ecchi, Esporte, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ജ Boa tarde!
ജ Novamente, com uma semana de demora... E mais um ponto de vista do Zayn <3
ജ A sinopse da fic foi feita por Rarebabygirl do Perfect Design.
ജ A capa foi feita pela Irmã do Silêncio, desse mesmo site.
ജ Capítulo betado pela ßBiazitha
ജ Nenhum dos artistas usados por mim me pertencem, apenas suas personalidades e histórias mostradas na fanfic.
ജ Plágio é crime.
ജ Desculpe qualquer coisa.
ജ Espero que gostem.
ജ Obrigada pelos novos favoritos que esqueci de agradecer antes... Vocês são demais!
ജ Obrigada pelo comentário Leh__Horan! E pela oportunidade, claro huehue

Capítulo 10 - Boa notícia


Fanfic / Fanfiction Do you really love me? - Capítulo 10 - Boa notícia

Z

Ficar com meu pai não é ruim. Ele fala mais do que eu e nem sempre gosto dos assuntos, mas na maioria das vezes sim porque é uma pessoa muito inteligente. Só que ter a companhia dele no hospital enquanto não sabemos o que está havendo com Safaa... Foi uma merda. Ela é a princesinha dele. Não que ele não ame Doniya, Waliyha e até mesmo eu. Papai é simplesmente exigente e todo mundo o decepciona em algum momento, porque ele mantém expectativas altas demais para que consigamos cumpri-las... Ao menos era o que a gente pensava até Safaa nascer. Desde bem pequena já nos surpreendeu, começando pelo fato de que aprendeu a ler sozinha e pulou mais de um ano na escola, tudo porque as matérias são fáceis demais. Ela gosta de estudar e quando gosta de uma coisa... Ah, é muito boa nisso. 

 

O problema é que ele a colocou em um pedestal, como se fosse inalcançável para qualquer mal e agora que uma doença a está atingindo... Reagiu muito mal.

 

E eu tenho que aguentar esse caralho. 

 

Preciso suportar todo o seu mau humor e irritação, ignorar, guiar todos do hospital contra sua fúria. Não é fácil. Jogar meus sentimentos bem no fundo do baú para continuar bem enquanto ele surta... Foi difícil fazê-lo dormir e depois para ir trabalhar... Inferno. Ele não queria ir embora enquanto não saíssem os resultados ou ao menos desse para ver Safaa, mas não nos era permitido visitá-la, pois seus sintomas indicavam algo contagioso. E os resultados demorariam mais um pouco. Não teve escolha. Papai foi embora e continuei lá para qualquer imprevisto. Depois de sua partida, consegui dormir como uma pedra e percebi que não era toda a minha preocupação com a pequenininha e sim a porra da minha preocupação com o meu pai. 

 

Doniya me acordou perto das onze da manhã. Ela parecia normal, nada além de um pouco sonolenta. 

 

— Chegou agora? — questionei em meio a um bocejo. 

 

— Não. Já faz meia hora. Tomei um chá... Acho que você não dormiu bem, hein... 

 

— Acha? Você sabe que o pai fica chato pra caralho quando se trata da Safaa. Puta que pariu, foi um inferno para manter ele relativamente tranquilo. Tinha horas que eu queria pegar aquela cara dele e... — soltei um grunhido, escondendo o rosto com as mãos. Doniya começou a rir. — ‘Tá rindo de quê? Estou falando sério.

 

— Aham, aham. Como é fofo esse meu maninho. 

 

— Cala a boca, Doniya. — revirei os olhos. Recostei na cadeira e comecei a me alongar, percebendo o quanto estava dolorido.

 

— Ah, o papai mandou esse dinheiro para você pegar um táxi quando for pra casa. 

 

— Valeu. Vai ficar aqui? 

 

— Sim. Pode ir. — me liberou. No entanto, apenas me recostei em seu ombro. 

 

— Não sei se quero ir.

 

— Está super animado para ficar sem dormir, né? — zombou, contudo logo em seguida começou a fazer cafuné em minha cabeça. — Sério Z, vai lá pra casa, toma um banho, come algo descente e dorme. Nem liberaram visitas, certo? — assenti. — Quando puder, vou avisar todo mundo, se eu estiver aqui. E a Safaa não iria gostar de te ver destruído. 

 

Suspirei. Ela tinha razão. 

 

Dei um beijo em sua bochecha e parti.

 

Ninguém viu quando cheguei, o único ruído que se ouvia era o do vento entrando pelas janelas. Encontrei mamãe dormindo na cama, encolhida como se quisesse se proteger, e a cena fez meu coração apertar. Cobri-a com um lençol fino e saí. Meu corpo gritava: "pelo amor de tudo que é mais sagrado, vá dormir!", mas pela forma que tudo na cozinha parecia intocado, imaginei que mamãe não tivesse comido nada e fui preparar algum lanche. Separei a parte dela em uma vasilha tampada e coloquei no centro da mesa, deixando um bilhete para indicar a quem pertencia. Comi um pouco e depois subi para meu quarto. Tomei um banho e me joguei na cama, apagando logo em seguida. 

 

— Meu amor, vamos acordar... — a voz distante foi se tornando cada vez mais próxima, assim como o carinho em meu cabelo. Abri meus olhos identificando minha mãe com dificuldade, pois já estava escuro. 

 

— Mamãe? O que aconteceu? 

 

— Liberaram as visitas para Safaa.

 

— Já sabem o que ela tem? 

 

— É apenas uma infecção, que já está sendo tratada. Ela vai ficar bem. — seu sorriso radiante foi apenas mais um fator para meu coração pular de alegria. 

 

— Caralho... 

 

— Zayn! — seu tom de advertência não parecia realmente bravo, de forma que me senti totalmente à vontade ao me sentar e abraçá-la com força. 

 

— Eu falei que ela é forte. — me gabei e mamãe começou a rir. 

 

— Te amo tanto, meu Z. — disse carinhosamente. 

 

— Eu também, mamãe. Eu também. — disse aliviado.

 

 

 

 

Não fui para o colégio novamente no dia seguinte, a fim de ficar ao lado de Safaa. O tratamento já havia iniciado e ela parecia bem melhor do que na última vez que eu a vira. Todos já estavam bem mais tranquilos e isso se aplicava a mim também... Puta que pariu, eu queria esmagá-la de tanto abraçá-la, o que a fez reclamar inúmeras – admito que isso meio que me incentivou a continuar, entretanto ainda assim parei. Não importava que ela se irritasse comigo. Safaa não entendia isso, não tinha consciência de como estávamos nos sentindo aliviados e do medo que havia nos tomado com essa situação. Mas foda-se. Ela estava bem. Ponto. 

 

Mamãe não estava satisfeita com a minha presença no hospital, pois odiava que eu faltasse na aula. No entanto, ela precisava trabalhar. Doniya estava a ponto de terminar a faculdade, o que a deixava na correria, Waliyha não serviria de nada e papai era o dono da porra toda, não dava para simplesmente desaparecer, ainda mais porque agora que os colégios estavam voltando às aulas, ele tinha muitas encomendas – o que fazia minha mãe ser ainda mais necessária. Eu era o que tinha mais condições. 

 

Quando estava voltando da lanchonete do hospital, ouvi meu celular apitando e xinguei assim que o abri.

Era uma mensagem de Lucy.


"Morreu? Se não for isso, seu filho da puta, você vai ver. Falta dois dias e não me fala nada! Você 'tá fodido comigo, Zayn Malik! xoxo Lucky" 

 

Apoiei o ombro na parede e a respondi:

 

"Lucky, desculpa por não te avisar. Safaa está internada e fiquei com ela no hospital. Segunda eu vou. Aconteceu alguma coisa? xoxo Zayn"

 

"Hum, vou pensar se te perdoo. Ela está bem? Sim, na aula de música estamos planejando uma apresentação pro Festival de Inverno. Deu a louca no professor e ele pretende fazer um pouco diferente dessa vez, com duplas e trios em vez de grupos a partir de cinco. Semana que vem temos que ter uma apresentação que todos precisam apresentar, individual ou não; já tem alguma música? Quer que eu faça o arranjo? Os professores passaram tarefas, mas não temos um horário tão parecido, precisa ir atrás. xoxo Lucky"

 

Franzi o cenho. Arranjo?

 

"Está bem melhor agora. xoxo Zayn"

 

Bloqueei o aparelho e voltei a caminhar, tomando um gole de café e logo reparando que estava frio.

 

— Aí fica foda... — resmunguei jogando o copo na lixeira mais próxima. Novamente meu celular apitou, mas apenas ignorei. Ela agiu como se tivesse certeza de que eu iria cantar. Por que ela não vai e me deixa em paz? Suspirei. 

 

Só pode ter pirado, bufei.

 

— Trouxe comida pra mim? — Safaa perguntou assim que entrei no quarto. Arqueei uma sobrancelha. 

 

— Não pode comer nada além do que te derem, Safaa. — respondi me sentando no final da cama. Ela mostrou língua e apertou Teebee em seus braços. Papai havia a trazido cedinho. 

 

— Mas você pode me trazer!

 

— Corrigindo: nada além do que as enfermeiras te derem pelas ordens do médico. — sorri irônico. 

 

Mamãe com certeza iria me punir por deixá-la puta enquanto doente, no entanto ver sua expressão emburrada era impagável porque Safaa era muito fofa sem querer, fazia meu sorriso se tornar verdadeiro. Claro, até ela me olhar e eu ficar sério.

 

— Eu quero ir para casa, Z... — disse irritada. Tombei a cabeça para o lado direito, observando sua expressão frustrada. 

 

— Não posso fazer nada, anjo. Estão te tratando. 

 

— CHATO! — gritou me fazendo encolher. Olhei-a puto da vida. 

 

— Porra Safaa, no hospital não né? — briguei. — Relaxa. — toquei em sua perna com carinho. — Agorinha já estamos em casa, prometo. 

 

— Por que fica aqui comigo? 

 

— Preferia a mamãe ou o papai? — Safaa comprimiu os lábios, negando. — Então o que tem? 

 

— Você não deveria perder aula no último ano. Eu sei que sou nova e tal, mas faculdade é bem importante, não é? Papai sempre fala isso... É o seu futuro. E eu não quero atrapalhar seu futuro.

 

Reprimi um sorriso ao ver sua preocupação. 

 

— Alguns dias não faz diferença, Safaa. Não me atrapalha em nada. 

 

— De verdade? — olhou-me duvidosa. 

 

— De verdade.



 

Safaa recebeu alta no domingo à tarde, sendo que nos foi recomendado que continuássemos observando-a; o que eu não faria, obviamente. Mamãe me intimou à ir ao Alette na segunda. Eu não tive escolha. Nenhuma. Sério mesmo, senti-me ameaçado, não de morte, entretanto sim de um castigo doloroso que não me era imposto desde meus, acho, doze anos: sem tocar na mesa. 

 

Isso pode não fazer sentido algum quando visto pela primeira vez, mas, ah... Eu entendo bem disso. A mesa do meu quarto não é só onde eu uso para estudar, meus livros didáticos permanecem nas prateleiras acima dela e dentro da mesa, em suas gavetas – e algumas em cima –, é onde guardo todo meu material artístico, digamos assim. Não só meus desenhos, como minhas composições. "Sem tocar na mesa" significa não desenhar, não escrever e, portanto, não me expressar. E, porra, apelar pra isso é uma puta sacanagem, mamãe sabe disso e sempre o faz quando não quer ser questionada. 

 

Ir para o colégio de primeira já me trazia Lucy à mente. Eu não a respondia desde sexta e sabia que ela estava puta comigo. Não estava a fim dessa morte dolorosa. No entanto, ela não parava de me encher o saco sobre a apresentação. Talvez eu tivesse entendido errado, só que não queria de jeito nenhum fazer aquilo. Desde o início do High School, eu fazia música e o professor formava grupos a partir de cinco para se apresentarem no Festival. Ele sabia que eu era tímido, então sempre me colocava em grupos menores. Nunca fez sentido pra mim, porém Lucy dizia ser uma tentativa de tratar esse meu medo. Puta babaquice! E agora duplas ou trios? Nem fazendo com Lucy eu conseguiria... Ou talvez sim. Como segunda voz, no máximo. Mas ele nunca me colocava com ela por sermos muito próximos – de novo, puta babaquice! – e assim fica foda. 

 

De qualquer forma, não a vi assim que cheguei ao colégio. Estava mais concentrado no garoto que entrara junto comigo, sendo que viera desde o meu edifício. Era bem cedo, então apenas me dirigi até meu armário, indo para A Árvore em seguida. Foi inevitável não me lembrar de Katerina na segunda-feira, vindo falar com Lucy sobre os uniformes e a forma como ela estava... 

 

— Obrigada pelos vácuos da vida, Zayn Babaca Malik. — o sarcasmo de Lucy interrompeu meus pensamentos. Joguei minha mochila nas raízes d’A Árvore e me sentei de pernas contra o peito,  apoiei os braços nos joelhos e a cabeça sobre eles, erguendo os olhos para fitar seu rosto. Ela parecia tão puta. 

 

— Foi mal. — murmurei.

 

— Sequer pensou no que te falei? 

 

— O que te faz imaginar que eu irei me apresentar naquela merda? 

 

— Que você ama cantar, talvez? — ironizou, me fazendo revirar os olhos. Lucy respirou fundo e se sentou ao meu lado. Lá vem... — Por que você não para de frescura, hein? Sinceramente, isso já está ficando demais. Esse seu medo sem noção. Porra Zayn, sua voz é maravilhosa. — aparentemente, ela esperava uma resposta, pois quando não falei nada, bufou e retornou ao seu monólogo: — Sinceramente, eu não te entendo. Já falei que te ajudo... Como você pode querer... 

 

— Não quero porra nenhuma, Lucy. Me deixa em paz. — a cortei. 

 

— ‘Tá, mas depois não fala que eu não tentei te avisar. — ela se levantou em um rompante e foi embora, soltando fumaça. 

 

Passei as mãos pelos cabelos, querendo arrancá-los para não gritar. Respirei fundo por várias vezes, contando até dez em cada suspiro. Quando meus batimentos normalizaram, deixei os braços caírem ao lado do corpo, suspirando. E então a notei.

 

Katerina me analisava de olhos arregalados há poucos metros de distância. Meu corpo voltou a se agitar em um milésimo de segundo, o rosto pegando fogo e o sangue fervendo, o peito apertando no que me parecia a prévia para algo que eu não gostaria que acontecesse.

 

Peguei meus materiais e saí da mesma maneira que Lucy havia feito há pouquíssimo tempo.

 

Puta que pariu, esqueci meu almoço de novo!


Notas Finais


ജ Estou rapidinha nessa, mas na minha outra fic, Look Here, estou atrasada... E uma coisa não tem a ver com a outra, penso, só estou inspirada nessa, enquanto não sei COMO colocar os meus planos pra LH em palavras ><
Enfim... Até o próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...