História Do you really love me? - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Ian Somerhalder, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Amor, Bebida, Bullying, Colegial, Distúrbios, Drogas, Gray-assexual, Malik, Nina Dobrev, One Direction, Paixão, Personagens Originais, Romance, San Diego, Sentimentos, Sonhos, Zayn, Zayn Malik
Exibições 92
Palavras 1.631
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Crossover, Ecchi, Esporte, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ജ A sinopse da fic foi feita por Rarebabygirl do Perfect Design.
ജ A capa foi feita pela Irmã do Silêncio, desse mesmo site.
ജ Capítulo betado pela ßBiazitha
ജ Nenhum dos artistas usados por mim me pertencem, apenas suas personalidades e histórias mostradas na fanfic.
ജ Plágio é crime.
ജ Desculpe qualquer coisa.
ജ Espero que gostem.

Capítulo 6 - Realizar


Fanfic / Fanfiction Do you really love me? - Capítulo 6 - Realizar

K

Procurei por Halsey durante os quatro primeiros tempos, sem ter nenhum sinal de vida, assim como Christopher. Na hora do almoço, não vi nem sombra dos dois, então apelei ao Tyler que, sem hesitar, me informou que Halsey não havia vindo – não sabia nada sobre Chris. Perguntei o porquê e tudo o que recebi foi: 

              

— Ela não me disse.  

 

Mas eu sabia que tinha dito. Estava escrito naqueles olhos castanhos, brilhantes como os de uma criança, o fato de que ele não queria me machucar, o que deixava tudo bem claro: Halsey não queria me ver. 

 

Não deveria ter me chateado. É minha culpa, como sempre, e ainda disse que não queria que eu falasse com ela. No entanto fazer isso não chega a ser sequer uma opção. Sei que se deixar isso continuar, Halsey só vai ficar com mais e mais raiva, deixando que esta se acumule e antes que percebamos, tudo o que construímos não valerá nada. Por mais que eu tenha vacilado, jamais deixarei que isso aconteça. Pois eu a amo e, agora que notei meus erros, me esforçarei para ser uma amiga melhor.

 

Tentei mandar mensagens, me focando primeiro na amiga,  mas ela sequer visualizou. Liguei e fui rejeitada em todas as vezes. Só me resta uma opção se tratando de Halsey. 

 

Decidida, fui até a diretoria. 

 

Judith estava mexendo com alguns papéis quando abri a porta de sua sala. Ela me olhou e sorriu. Um sorriso que Harry havia herdado. Foi impossível não me lembrar do que ela havia feito ao próprio filho. Talvez devesse ficar com raiva, porém não consigo fazer com que essa história entre na minha cabeça. Judith sempre foi uma ótima pessoa, além de muito apegada aos filhos.

 

Lembro-me de quando ainda éramos crianças e eu passava quase todo final de semana lá. Ela sempre nos fazia cookies deliciosos, muito diferentes dos tradicionais – às vezes eram azuis, com certo sabor de tutti frutti, outros vermelhos, de morango ou amora, mas sempre com gotas de chocolate. Então ela se sentava na beira da piscina com minha mãe e ambas conversavam animadamente enquanto as três crianças enérgicas brincavam na piscina, saindo apenas para comer. Se algum de nós se machucasse, elas não hesitavam em nos socorrer. Mamãe fazia nossos curativos enquanto Judith nos mantinha calmos. Eram uma dupla e tanto. Não dá pra pegar a imagem que tenho dela e converter em alguém que rejeitou aquele que um dia cuidou tanto. 

 

Ao mesmo tempo, é impossível ver Harry fazendo algo tão errado que a faria não conseguir perdoá-lo. Ele nunca foi exatamente um anjinho, mas o que poderia ter sido tão ruim? 

 

— Querida, entre, está com algum problema? — ela começou, se pondo de pé. Tratei de me focar nas lembranças boas que tinha de Judith, o que tornou meu sorriso o mais verdadeiro possível. 

 

— Não... Quero dizer, sim. Eu queria saber se a senhora sabe o que está havendo com Ashley. 

 

— Ah, fala por ela ter faltado, certo? — confirmei com um aceno de cabeça. — Ela disse que estava doente... Sei que a danada estava mentindo, mas psicologicamente não parece estar bem. Sabe o que houve? 

 

— Saber eu sei... 

 

— Só não pode falar, não é? Tudo bem, entendo. Segredo de melhores amigas. 

 

Dei um sorriso amarelo, me forçando a não corrigi-la. 

 

— Eu posso ir na casa da senhora depois do colégio, então? 

 

— Claro. Eu até te daria carona, mas tem uma reunião marcada, desculpe. — me fitou culpada. 

 

— Tudo bem. — tratei de tranquiliza-la. — Consigo uma carona. 

 

— Oh, ainda bem. Então, precisa de mais alguma coisa? 

 

— Na verdade, sim. Estamos precisando trocar o uniforme da equipe de líderes de torcida e...

 

 

 

 

 

Assim que o último sino tocou, me dirigi ao estacionamento, onde Louis e Lea me esperavam. Entrei no banco de trás, já que Lou dirigia e Lea estava no banco do passageiro. Eles seriam minha carona e me esforcei para aquilo não parecer tão estranho. 

 

— Tem certeza que quer ir direto para a cova da cobra? — minha amiga perguntou, me olhando seriamente assim que o namorado deu partida, indo pelo conhecido caminho.

 

— Leane... — a repreendi. — Não fale assim. 

 

— Não é nada de mais, largue de chatice. Qualquer um sabe o quanto ela é insuportável! E você, ao invés de aproveitar que teve um dia livre, vai atrás.

 

— Ela é minha amiga, assim como você. Da mesma forma que não a deixo ditar com quem converso, é o mesmo para você. Ponto. — disse irritada. 

 

— Nossa... — ela falou, seu olhar se nublando de mágoa. 

 

— Lea... — comecei, me sentindo mal, porém, Louis me olhou, mandando que ficasse quieta. Mordi o lábio inferior, tentada a falar. No entanto deixei para lá. 

 

O restante do caminho se passou em um silêncio desconfortável. Lea ficou o tempo todo emburrada e toda vez que eu pensava em falar algo, Louis me olhava, como se lesse meus pensamentos. Podia parecer crueldade, contudo eu entendo o que ele quer. Lou pensa que iria "adulá-la" ao me desculpar, sendo que ela não estava certa. Falava como se Halsey fosse um monstro de sete cabeças, o pior ser humano do mundo, que comete atrocidades sem culpa alguma, mas ambos sabemos que não é bem assim e ela precisa perceber isso. 

 

— Obrigada por me trazerem. — falei, assim que paramos em frente ao condomínio. 

 

— De nada, Kat. — Louis respondeu. 

 

Cumprimentei o porteiro antes de adentrar o condomínio, agradecendo por ainda se lembrar de mim, e segui para a casa de Halsey. 

 

Estava morrendo de medo d’ela me expulsar. A loira não é do tipo que perdoa assim, sua raiva só aumenta, então não há isso de "deixar a poeira baixar". Preciso provar que mereço seu perdão. No entanto não é algo que dê para fazer com palavras. É necessário convencê-la a me dar uma chance, o que pode ser complicado.   

 

Adentrei a mansão Frangipane, estranhando que estivesse tão silenciosa. Então me lembrei que Harry era o único a fazer ruídos aqui. Ele sempre ficava andando pela casa, ouvindo música, jogando video game na sala de estar. Aquele garoto só ia para o quarto quando o forçávamos. Entretanto ele não estava mais aqui.

 

Fui direto para o andar de cima até o quarto de Halsey, mas o encontrei vazio, assim como a biblioteca e a sala de cinema. 

 

— Halsey? — testei. Resposta: zero. — Não é possível, será que essa ‘demônia’  saiu? — conversei sozinha. Atravessei a cozinha indo até a área da piscina, a única restante e finalmente avistei os fios loiros de Halsey dentro da água. Aproximei-me da borda, vendo seu vulto nadar, acompanhado de outro corpo maior. O que diabos? Ela está acompanhada... Arregalei os olhos. Ela veio nadando até a borda do meu lado, dois metros para a direita e emergiu com as costas grudadas na parede da piscina. Um sorriso malicioso surgiu em seus lábios quando a outra pessoa veio em seu encontro, ainda debaixo d'água. Sua expressão denunciou prazer, enquanto a garota soltava um gemido baixo, me fazendo quase cair na piscina. Tyler tinha treino hoje, não deve ter sequer saído do colégio e a namorada dele aqui... Puta que pariu, Halsey. Não consigo nem me conter.

 

Então a pessoa vem à superfície e a beija com vontade, fazendo com que meu corpo estremeça, pois eu conheço essa pessoa. Sem pensar, praticamente grito:

 

— Christopher? 

 

Os dois se assustam e me olham chocados. Com certeza não estavam esperando por companhia. Mas acho que sabemos de quem foi a maior surpresa aqui. 

 

— Vocês... Vocês dois... — não consigo sequer formular uma frase, as palavras vem como as águas de um oceano, sendo agitadas por um redemoinho incontrolável. Tento dizer a mim mesma que não tem nada demais, que não tínhamos nada sério e que não me importo nenhum pouco. Todavia dói. E mesmo que não doesse, a decepção por Halsey estar fazendo algo assim com Tyler, alguém que se importa tanto com ela.... Não dá. 

 

Assim que a surpresa passa, suas expressões se transformam completamente: Halsey parece estar dividida entre a culpa e o foda-se, mas Christopher está definitivamente tendendo para o segundo sentimento, o que me deixa mais chocada, afinal Tay é seu amigo. Ou era o que eu pensava. Mas, também, achei ter alguma importância para ele. Por mais que não estivéssemos namorando, acabei criando expectativas, deduzi que, assim como eu, Christopher não estava ficando com ninguém além de mim. 

 

— Kat... — a voz de Halsey me desperta e a vejo sair da piscina vindo até mim. — Kat...

 

— O que vai dizer? Não é nada do que eu estou pensando? — soltei, sentindo minha garganta apertar. 

 

— Não. É exatamente o que você está pensando. — é Chris quem responde e a frieza em sua voz me surpreende. — Mas por que isso te incomoda tanto? Não temos nada, afinal. É um lance, não é? Não foi você mesma que disse para mantermos dessa forma? E, sinceramente, um cara tem necessidades e se tem alguém disposto a supri-las... — ironizou. Abri a boca, chocada. 

 

— Tem toda a razão. Não tínhamos nada mesmo. — falei seca, fingindo que nada daquilo me afetava. — Mas e Tyler, Christopher? Hein, Ashley? E O TYLER? — gritei sentindo meu sangue ferver. — Quando ele souber disso, como vai se sentir? — a garota abaixou a cabeça, mas os olhos azuis de Chris continuavam frios. 

 

— E quem vai contar? Você? — riu alto, fazendo com que todos os pelos do meu corpo se arrepiassem. — Seria a sua palavra contra a nossa. Acha mesmo que ele vai preferir acreditar em uma colega do que na namorada e no melhor amigo? 

 

Engoli em seco fechando os olhos. Ele estava certo. Eu não tinha prova alguma. Seria apenas eu contra duas das pessoas mais próximas dele. A escolha era óbvia. 

 

— Tudo bem. — suspirei. — Faça o que quiser. A consciência é sua. — fitei Halsey uma última vez antes de me virar e ir embora sem olhar para trás.



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