História Do you really love me? - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Ian Somerhalder, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Amor, Colegial, Gray-assexual, Nina Dobrev, One Direction, Romance, Zayn, Zayn Malik
Exibições 43
Palavras 1.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Crossover, Ecchi, Esporte, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ജ A sinopse da fic foi feita por Rarebabygirl do Perfect Design.
ജ A capa foi feita pela Irmã do Silêncio, desse mesmo site.
ജ Capítulo betado pela ßBiazitha
ജ Nenhum dos artistas usados por mim me pertencem, apenas suas personalidades e histórias mostradas na fanfic.
ജ Plágio é crime.
ജ Desculpe qualquer coisa.
ജ Espero que gostem.

Capítulo 7 - O que você quer?


Fanfic / Fanfiction Do you really love me? - Capítulo 7 - O que você quer?

K

Não havia sequer virado a esquina quando senti as lágrimas molhando minhas bochechas, contradizendo toda a pose que eu havia sustentado dentro daquela casa. Estava indo completamente a pé para casa e tinha a impressão de que meus pés não sentiriam o impacto da distância. Afinal, a dor que estava em meu peito anulava tudo.

 

 Eu queria dizer que isso não havia me machucado, mas seria totalmente mentira. Queria também poder falar que essa mágoa é apenas pelo Tyler, pela forma como sei que ele vai acabar se machucando pois não acredito que haja uma mentira capaz de ser sustentada para sempre. Outra mentira. Nada do que estou sentindo é nobre. Não. Exagero. Uma minúscula parte é, a ponta do iceberg, aquela que se importa com Tyler. No entanto, todo o resto, se resume a mim, ao meu orgulho ferido por ter sido trocada, à mágoa de terem me enganado debaixo do meu nariz, afinal há quanto tempo estava acontecendo aquilo? 

 

Ri amargamente. 

 

Como Ashley pode ter dito tantas coisas sendo que por trás ela... Ela... Ela estava me enganando? Será que tem a mínima noção de que aquelas vezes que "a troquei" foi por culpa do seu amantezinho? Todas aquelas vezes eu a deixava por ele! Porque Christopher precisava do meu apoio e amor, fiz tudo o que pude para dá-lo! E para que? Para no final estar aqui, chorando como uma idiota. 

 

Eles não merecem nada disso!

 

Avistei meu condomínio a poucas quadras, mas não fui até ele. Segui por um caminho distinto, logo me encontrando em uma pracinha bem conhecida por mim. Não havia quase ninguém no lugar, de forma que consegui fugir dos olhares curiosos que encontraria se fosse para casa, andando rápido até as árvores que lá haviam, sem prestar atenção em ninguém. Era como uma pequena floresta, não muito densa, porém era perfeita para me esconder. Logo encontrei a árvore de tronco largo que procurava e me sentei no chão, escorando as costas em seu tronco. As raízes eram altas e junto ao tronco formavam uma parábola a minha volta, me escondendo de quem viesse por trás. E foi lá que, não pela primeira vez, chorei. Chorei como um bebêzinho. Por Christopher, por Ashley, pela falta que sentia de mamãe, pela mágoa que se encontrava bem enraizada em meu coração pela ausência de papai, por Tyler, por Lea e até por Harry. E Zayn. 

 

Eu queria morrer.

 

— Ah Zayn, se eu soubesse que isso iria acontecer... — falei sozinha. — Nunca teria te magoado daquela forma. Talvez isso seja um castigo por tudo o que te fiz passar. Eu não acredito em carma, mas olhe onde estou agora... — ri baixo, limpando o meu rosto com o braço. 

 

— Você vai pedir desculpas, então? 

 

Congelei completamente ao ouvir a voz suave e olhei para a direita, encontrando seu rosto atrás de uma das raízes. Seus olhos castanhos ora me fitavam, ora olhavam para a copa das árvores, indicando que ele continuava nervoso.

 

Por muito tempo, a cada vez que eu o via, sentia minhas mãos suarem, meu coração acelerar, as palavras desapareciam de minha boca e eu queria fugir. Sentia-me em perigo, sua presença me lembrava de tudo o que eu havia feito e essas lembranças não me abandonaram naquele momento.

 

Porém, dessa vez, Zayn não fez meu coração acelerar. Não o vi como um perigo, mas como meu alívio, minha anestesia. 

 

E não tive medo de perguntar, mesmo já sabendo a resposta:

 

— Você me desculparia?

 

— Não. — respondeu direto, a voz um tanto quanto seca de uma forma que poderia me deixar agoniada se ele não estivesse me olhando de forma tão calorosa que o gelo da dor pareceu se derreter. Todo aquele furacão em meu coração se tornou uma brisa suave de verão. Então eu pensei que talvez, mas só talvez, ele não me odiasse tanto quanto eu pensava. 

 

— Nem se eu deixar você quebrar meu coração? — brinquei.

 

— Eu não quero quebrar seu coração, Katerina. — me arrepiei ao ouví-lo falando meu nome de nascença. — Não quando você já parece quebrada. 

 

Engoli em seco ao ver seu olhar sério. Zayn não estava mais tímido e eu não sabia se gostava desse lado dele naquele momento, por mais sexy que fosse. Eu vira essa face de Zayn por poucas vezes, geralmente sendo desperta exatamente quando eu me encontrava "em crise". No entanto fora quando estávamos próximos. Agora eu sentia esse abismo entre nós, abismo que eu escavei com minhas próprias mãos, e essa segurança e racionalidade dele não parecia tão boa quanto era antes.

 

— Então, o que você quer? 

 

Zayn abaixou a cabeça ao ouvir minha pergunta e soltou uma risada baixa. 

 

— Nada. Não quero nada. 

 

De certa forma, sua resposta me decepcionou. Toda aquela boa energia que ele havia me trazido se foi e eu novamente só queria fugir. Encolhi-me contra o tronco da árvore e nossos olhares se conectaram por um segundo, quando pude jurar ter visto um lampejo de dor em suas íris castanhas. Zayn mordeu o lábio inferior antes de me olhar friamente, antes de falar da mesma forma gelada e cortante: 

 

— Olhe para você: frágil, destruída, se encolhendo contra uma árvore. Parece querer se esconder, fugir. É patético. Onde está aquela garota que parecia não se importar ao quebrar corações, que disse dane-se à tudo e continuou firme e forte, como se nada tivesse acontecido? Ou aquilo foi só comigo? Foi só porque não se importava com o dork ou realmente você tem um décimo daquela armadura aí? E se tem, por que não a usa? Ela só é útil quando está sendo babaca? Não sei o que aconteceu com você, Katerina, nem por que escolheu justamente aqui para vir desabar. Mas pegue esses cacos e se levante, seja mulher uma vez nessa vida. — e depois de tanto falar, ele se virou e foi embora. Deixando-me estagnada no mesmo lugar, sem saber como reagir.

 

Não sei quanto tempo continuei lá, com cada palavra de Zayn se repetindo em minha mente, vez após outra.

 

Em determinado momento, senti gotas geladas caindo em meu rosto, depois em meu cabelo e percebi que estava chovendo. Olhei para cima, observando o céu escuro entre as copas das árvores, o vento frio me fez estremecer e eu despertei de meu torpor.

 

Senti meus olhos arderem novamente, dessa vez por fatores climáticos e soltei um riso sem humor. Levantei-me e parti para casa, chegando com as roupas encharcadas sendo que a chuva havia se tornado muito forte.

 

Ao trancar a porta, peguei na barra da blusa para retirá-la, mas antes que pudesse o fazer, reparei em uma figura masculina sentada no sofá.

 

— Pai? 


Notas Finais


ജ Fiquei tão feliz por receber um comentário! Sério, estava tão desanimada e me deu um gás para escrever! Mesmo um "continue" já é ótimo, gente. Muito obrigada, Luana ^^


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