História Do you remember me? - Capítulo 3


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Categorias Turma da Mônica Jovem
Tags Cascao, Cebola, Franjinha, Magali, Marina, Monica, Turma Da Mônica Jovem
Exibições 9
Palavras 1.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Escolar, Famí­lia, Ficção, Lírica, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Amores, desculpem pela demora, fiquei sem internet esses dias, mas irem compensar vocês, espero que gostem, o capítulo está bem especial!

Capítulo 3 - O parque


Fanfic / Fanfiction Do you remember me? - Capítulo 3 - O parque

As três meninas permaneciam abraçadas por alguns minutos enquanto Dona Luísa presenciava aquela cena emocionante. O coração de Marina se encontrava numa explosão de felicidades, tinha tanto para falar e tanto para ouvir!

– Vamos subir, Má. Temos que pôr a conversa em dia. – Mônica falou, empurrando as duas garotas para o andar de cima.

Ao chegarem lá, as meninas espalharam-se pela cama de Mônica, jogando seu material escolar por todo o quarto para iniciarem a pesquisa, mas estavam tão contentes que até esqueceram-se do trabalho e só ficaram conversando, ouvindo música e rindo.

– Sinto que fosse realmente novata, as pessoas não me reconheceram. – Marina suspirou triste, logo sentando na ponta da cama.
– Perdoa a gente, amiga. – Magali respondeu, tentando aliviar a tristeza perceptível em sua amiga. – Faz quase dez anos, ninguém iria lembrar assim, de uma hora pra outra.
– Não que você não tenha importância... – Mônica completou. – É só que você está diferente, está tão linda...
– O que eu faria sem vocês? – Marina falou num tom que se notava a alegria súbita em sua voz.

As três continuaram conversando sobre tudo que a jovem havia perdido e Marina contava de suas experiências ao viajar com sua família por causa do emprego de seu pai. Marina ficou perplexa quando descobriu que Cebola e Mônica finalmente tinham se acertado, sempre soubera que seria assim. A conversa continuava até Dona Luísa abrir a porta sorrateiramente, fazendo as meninas levarem um susto e silenciarem.

– Os meninos estão esperando no andar debaixo.
– Os meninos... Acabamos esquecendo completamente. – Magali levou a mão até a sua testa.
– Vocês querem que eu vá embora? – Marina perguntou sem entender o que estava havendo.
– Imagina... Estamos indo ao parquinho para nos encontrar com o resto da galera. – Mônica respondeu, enquanto arrumava seu quarto. – Vai ser ótimo, assim podemos contar à turma que você voltou.
– Meninas, é melhor não falarem nada. – Marina engoliu a seco e tentou achar uma desculpa o mais rápido possível. – Não quero que forcem nada, deixem lembrar-se de mim naturalmente.

Elas deram de ombros e voltaram para a sala, recebendo Cascão e Cebola. Logo, se retiraram de casa e foram caminhar até chegar ao parque que era bem pertinho. Ao passo que caminhavam, iam conversando, mas Marina permanecia em silêncio, triste. A menina recebia uma atenção especial de Cebola, despertando certo ciúme em Mônica, mas logo a baixinha tranquilizou. Quando chegaram ao parque, os garotos já jogavam futebol, alguns mexiam nos celulares e as meninas conversavam.

– Vamos sentar ali, Má. – Mônica falou enquanto puxava Marina pelo seu pulso e apontava a sua mão livre para um banco vazio.
– Se importam se eu ficar sozinha? Eu quero terminar de ler esse livro. – Marina retirou um livro de sua bolsa para confirmar o que estava dizendo.
– Te dou alguns minutos! Depois queremos você junto conosco. – Magali deu uma piscadela e Marina retribuiu um sorriso.

Logo, começou a caminhar pelo parque em busca de um lugar em que pudesse ficar sozinha.  Achou uma árvore que fazia uma grande sombra sobre o gramado do parquinho. Estava na companhia dos meninos que jogavam futebol, mas eles estavam entretidos demais para notar a sua presença. Sentou-se, abriu o seu livro e dentro do mesmo, havia uma folha em branco e um lápis grafite, correu os olhos pelo campo à procura de algo para desenhar quando viu Franja jogando futebol. Lá estava ele e lá estava ela, podendo se abraçar, se reencontrarem, mas nada aconteceu. E então, com suas mãos ágeis começou a desenhá-lo perfeitamente, cada detalhe fazendo jus ao Franjinha que sempre lhe cativou.

– Ai! – Marina resmungou em um grito. A bola havia acertado sua cabeça em seu momento de distração.
– Você está bem? – Olhou para os pés de quem perguntava e foi subindo o seu olhar até olhar para a pessoa que lhes fazia a pergunta. Era Franja, a menina corou e se esqueceu até de como se falava. – Meu Deus, deve ter se machucado mesmo...
– Eu estou bem! – Marina gritou após despertar de seu transe.

O menino estendeu a mão para levantá-la e assim o fez, logo, Marina começou a sacudir seus cabelos com as mãos numa tentativa de limpar a areia e a grama que a bola havia deixado em seus fios encaracolados. Levantou-se e o menino ficou sem entender, logo Marina estendeu os braços, segurando a bola.

– Sua bola. – Ela deu um sorriso amarelo, entregando-o.
– Você está bem? – Ele repetiu a pergunta, ainda preocupado.
Franja, vem jogar! – Ouviu alguns rapazes gritarem em coro.
– Estou indo. – Correu para perto do seu time antes mesmo que Marina pudesse se apresentar.

Marina soltou a respiração que nem sabia que estava segurando, ainda estava perdidamente apaixonada pelo loirinho. Abaixou a cabeça, recolheu seu livro e o guardou embaixo do braço, começando a caminhar pelo parque em busca de suas amigas.

– Marina, aqui! – Mônica gritou enquanto acenava, chamando a atenção dela. Logo, Marina se aproximou e ela diminuiu o tom de voz. – Essa aqui é a Aninha, não estuda mais conosco por ser mais velha, mas não deixa de fazer parte da nossa turma.
– Prazer, Marina. – Aninha estendeu a mão para cumprimenta-la.
– Prazer. – Marina foi recepcionada com um belo sorriso e não deixou de retribuí-lo.

Estava impressionada com a beleza de Aninha, seus cabelos ruivos estavam mais belos que nunca, seu rosto transbordava de delicadeza, apesar da idade, ainda aparentava ser uma menininha. Outra garota se aproximou da ‘’rodinha’’, dessa vez, seus cabelos eram loiros e curtos.

– Eu sou a Cascuda! – A menina falou num tom animadíssimo.
– Cascuda é a mais inteligente da turminha. – Mônica retrucou. – Caso queira ajuda com a matéria, é com ela que precisa falar.

– Que bobagem, Cebola também se sai muito bem.

As meninas começaram a conversar e Mônica e Magali respeitaram o espaço de Marina, a trataram como uma novata, que era como queria ser tratada. No fundo, o real desejo de Marina era que seus amigos a reconhecessem, mas queria que isso ocorresse tão naturalmente quanto a luz do dia. Já anoitecera, quando a partida, ou melhor, as várias de partidas de futebol acabaram. Todos já estavam cansados e seus únicos rumos seriam ir para casa.

– Marina. – Ouviu seu nome, estava virada de costas para quem a chamava, logo, virou-se para ver quem era. Era Franja novamente. Seu coração palpitava com uma esperança que Franja a reconhecesse, mas ainda não era o momento certo. – Eu não tive a chance de me desculpar pelo incidente de hoje.
– A bola? Não há problema! Cem por cento desculpado. – Marina soltou uma risada.
– Assim me tranquiliza. – Ele relaxou os ombros, soltando uma risada também. – Seja bem-vinda ao nosso bairro.
– Franja? – Os dois viraram para ver quem era a dona da voz tão melancólica, era Amanda. A menina se aproximou dos jovens que conversaram e tascou um selinho demorado em seu namorado. – Quem é essa aí? – Olhou Marina de cima a baixo.
– É a minha nova vizinha. Marina, essa é a minha namorada, Amanda.  Eu tenho que ir, te vejo depois.

Franja acenou para se despedir de Marina, pegou a mão de sua namorada e logo desapareceram pelo bairro. Seu coração estava partido, ela não queria aceitar que seu namorado seguisse em frente sem ela. 



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