História Doce - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias NCT 127, NCT Dream, NCT U
Personagens Mark
Exibições 17
Palavras 1.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Escrito pelas mãos do Destino.

Capítulo 3 - Um amargo doce toque


Fanfic / Fanfiction Doce - Capítulo 3 - Um amargo doce toque

II

Um amargo doce toque

 

Ela fora demitida, assim como temia. Sua chefe lhe dera uma hora para tirar seus pertences de sua mesa da equipe de tradução, ela quis implorar para ficar, mas não o fez. Não segurou as lágrimas e juntou suas coisas em soluços enquanto sentia todos encarando-a com pena. Um dos garotos que trabalhava em sua equipe, Junhyung, veio lhe ajudar e sussurrou palavras agradáveis para ela.

— Não chore. — ele pediu. — A senhorita Cho não sabe a grande tradutora que está perdendo. — murmurou afagando o topo da cabeça dela.

— É porquê sou estrangeira. — ela balbuciou em lágrimas. — Sou a única ocidental. — fungou.

— Pode até ser, mas ela se arrependerá. — ele sussurrou. — Pegue suas coisas, vá para casa e se acalme. — aconselhou.

Ele era bonito e era o mais antigo na equipe de tradução, ele deveria ter quase vinte e cinco anos e já havia se formado. Ele era o intérprete oficial da editora e chamado por muitas empresas de entretenimento para traduzir entrevistas e shows de grupos nacionais lá fora. Ela encarou os olhos castanhos dele e suspirou tentando se acalmar, agarrou a caixa com seus pertences e levantou-se com o rosto vermelho.

— Não sei até quando terei uma casa para morar. — ela disse e ele arregalou os olhos.

Ela saiu andando com a enorme caixa nos braços e agora estava sentada na calçada de alguma rua. O céu estava azul, mas alaranjava-se ao horizonte, começava a entardecer. Não sabia a quanto tempo estava absorta em pensamentos, mas queria crer que não fosse muito. Não tinha vontade de ir para casa, mas também não tinha vontade de ficar.

Não tinha para quem recorrer.

Se ligasse para a mãe, a mesma pediria que voltasse para casa ou jogaria em sua cara que quem quis ir embora do próprio país foste ela e que se virasse. Pegou o celular e olhou as horas, mas ainda era cedo, — cinco e vinte da tarde —, e ela decidiu recorrer a alguém para conversar. Discou o número e esperou chamar até ser atendido.

— Mark? — ela indagou quase que retórica.

— Oi. — a voz dele soou baixa e ela percebeu um tom de timidez. — Tudo bem? — ele indagou.

Ela nunca ligara para ele naquelas semanas desde àquela ligação.

— Está livre hoje? — ela questionou e escutou um ruído.

Ele engasgou-se e começou a tossir.

— E-E-Estou. — gaguejou. — Por que? — indagou ansioso.

— Pode sair comigo? — ela questionou sentindo o rosto esquentar.

— Posso. — ele respondeu de imediato. — Quando? — ansiou.

— Agora, onde você está? — ela indagou e ele ficou surpreso.

— Em Gangnam. — ele respondeu.

— Me espere na primeira estação daqui uma hora. — ela pediu e desligou.

Mark sentiu o coração saltitar dentro do peito, ele olhou as horas e pulou da cama. Trajou-se com uma calça jeans clara, um moletom cinza e uma touca azul escura, escovou os dentes duas vezes e pegou sua máscara. Correu pelos corredores do apartamento e assim que encontrou o primeiro hyung o atacou:

— Johnny hyung! — chamou e o mesmo virou-se meio assustado pelo grito do mais novo.

— O que foi? — ele estava em estado de alerta.

— Vou sair, mas já volto. — disse parando em frente ao mais velho. — Por favor, avise os hyungs que não devo demorar. — explicou e o mais velho assentiu.

— Cuidado na rua. — afagou a cabeça do mais novo.

A primeira estação de Gangnam não era longe, mas ir caminhando levava tempo e não queria se atrasar. Ela não ligara nenhuma vez e ele estava surpreendido com tal ato, e aproveitara a ausência da maioria dos membros para conseguir sair de casa sem ter que dar satisfações, isso graças a Johnny. Durante a manhã estava em uma sessão de fotos com Jeno e Johnny, e a tarde os ausentes estavam em um photoshoot especial, que ele participaria amanhã.

Ele caminhou distraído, mas esperto para não ser visto e reconhecido por ninguém, isso um fato trágico. Nunca fora tão ligado á misticidade das coisas, mas de repente acreditava que era fatídico seu encontro com ela. Nos últimos dias, vira Koeun todos os dias na empresa, e infelizmente ou felizmente, seu coração não disparara feito uma bomba relógio no peito, apesar dela estar linda e sorrir como um anjo para ele. Ele respirou com dificuldade ao perceber que estava sozinho com ela e não conseguiu tirar os olhos da boca dela, mas seu coração estava calmo e a visão não estava turva.

Ele se camuflou bem entre as pessoas e logo avistou a estação, suspirou e adentrou-a. Viu no relógio digital que eram seis horas já e ela deveria chegar a qualquer momento, então ficou parado em um lugar visível, — já que não sabia de onde ela viria —, e tentou relaxar o máximo que conseguia. Não tardou muito a vê-la, com os cabelos escuros emoldurando as feições entretidas, os olhos perdidos e as bochechas avermelhadas, além de uma enorme caixa em seus braços, — fato que ele estranhou —. Acenou para ela e a mesma abriu um sorriso mínimo, que o encantou, e segui até o mesmo como se fosse uma criança. Parou diante dele encarando alma do mesmo e colocou a caixa no chão.

— Não esperava que viesse. — ela disse comprimindo os lábios.

— Aconteceu algo? — questionou percebendo o semblante de choro.

Ela envolveu seus braços no tronco dele e o nariz  bateu contra o ombro dele. Mark assustou-se com o ato e seu corpo automaticamente endureceu, ele estava em estado de choque e de vergonha. O corpo dela emanava calor e ele sentiu um fio de eletricidade passar pela sua coluna imediatamente. Ela apertou e suspirou próximo ao pescoço dele, e o mesmo envolveu-a próximo aos ombros.

— Aconteceu. — ela disse sussurrou. — Só preciso de um abraço.

Os lábios dele se entreabriram, mas logo se fecharam. O mundo parecia ter parado e as únicas coisas que ele sentia era calor e vergonha naquele momento, mas não queria soltá-la nunca mais. Ela prometera não ser doce com ele, mas estava tão decepcionada consigo mesmo que achou que a parte boa que não existia nela, existiria nele, e estava certa. Foi como um revigorante aquele abraço quente e confortável, talvez, quisesse mais daqueles em sua vida.

— Desculpe. — ela pediu e ele assentiu coçando a nuca encabulado. — Não quero que se sinta violado. — ela tentou se explicar.

— Não, não! — ele exclamou levantando as mãos em defesa. — Não me sinto assim, eu só não estava esperando... — ele pausou diminuindo o tom de voz.

— Mesmo assim, desculpe-me. — pediu reverenciando-o.

— O que aconteceu? — ele perscrutou.

— Fui demitida. — ela admitiu.

— Oh, mas...— ele pausou percebendo que não sabia nada sobre ela.

— Não pensei que pudesse ser demitida agora, eu estava me esforçando tanto para subir de cargo. — ela comentou agarrando a caixa em seus braços.

— Quer ajuda? — ele disse ainda corado.

— Não precisa. — ela sorriu e ele desviou o olhar. — Preciso de outro emprego urgentemente, mas não tenho certeza se irei achar tão cedo. — ela comentou parecendo definitivamente derrotada.

— Não pode desistir, sei que há lugares que precisam de pessoas esforçadas como você. — ele disse tentando melhorar o semblante dela, mas não melhorou.

— Vamos tomar um sorvete. — ela sorriu com a tentativa dele. — Vamos aproveitar que ainda tenho dinheiro para comer. — ela gargalhou e ele arregalou os olhos.

Como ela poderia rir assim naquele momento? A resposta dela seria "chorar não vai trazer meu emprego de volta agora, já chorei tudo que tinha para chorar" e era a realidade dela diante das coisas. Ela caminhou meio desengonçada com a caixa e ele sorriu. Ela é estranha e especial, ele pensou coçando a nuca enquanto ela resmungava com a caixa. Ele riu, mas no fundo sentia que precisava ajudá-la, afinal, ela devia ter muitas pessoas na vida, entretanto resolveu contar com ele.

— Cuidado, você vai cair! — ele exclamou indignado, mas assim que acabou de falar, ela caiu de joelhos no piso da estação. — Oh, está bem? — ele correu ao amparo dela, mas a mesma estava rindo.

— Acho que você é vidente. — ela disse e ele entreabriu os lábios.

Talvez, exótica a defina melhor, ele pensou ajudando-a.


Notas Finais


— Desculpe a demora para atualizar, mil perdões. Espero que gostem e essa semana prometo atualizar mais algumas vezes. ♥


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