História Doce Acaso - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 5
Palavras 1.591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Incesto, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Não é minha primeira fic. Eu escrevo rápido, dou conferidas e tal, mas muitas vezes pelo nervosismo eu acabou tendo muitas falhas no português :3

Capítulo 1 - 1


Há pior escolha que fazemos é nos afastar. 

Tudo que me vinha na cabeça aquela hora, era em como á decepcionei. 

Olhava em volta. Tudo estava em câmera lenta. O fogo queimando minha pele. Estava com falta de ar.

Tudo ficou nebuloso então e, eu escuto... Eu escuto sua voz. Escuto ela rindo. Isso me enche o peito de alegria e, ao mesmo tempo, tristeza. Foi só há alguns anos, mas parecem décadas.

O Tempo então congela. E eu volto aquele dia. O dia que tudo começou.

 

31 de Outubro, 2011.

 

-Caio, anda logo. Vai se atrasar de novo. -Escuto minha irmã chamando do lado de fora da porta do meu quarto.

Pego minha mochila e abro a porta. Saio o mais rápido que posso. Ao fundo, ouço minha irmã gritando.

- Você esqueceu de tomar café.

Me viro e dou de ombros.

- Eu compro lanche na escola. Valeu, mana.

Cruzo a porta da sala e a fecho ao passar.

Pego minha bike no quintal. Depois de sair pelo portão de minha casa e fecha-lo, subi na bike e comecei mais um dia. 

Bom, apresentações. Meu nome é Caio, tenho 18 anos e estou no ultimo ano do ensino médio. "Nossa, Caio. Você repetiu?". Sim, eu repeti. Por faltas, na 5º serie.

Nunca tinha sido uma pessoa que se enturma com os outros, mas nesse ultimo ano eu confesso que fiz mais amigos que um dia sonhei que teria. Só faltava 1 mês e meio para acabar as aulas. Depois, formatura, faculdade e o resto de minha vida resumida em fazer favores a sociedade. O que mais o ser humano era capaz de fazer? Era esse o resumo da vida, certo? Nascer, crescer, estudar, trabalhar, envelhecer e morrer. Era isso que os seres humanos chamavam de vida. 

Minha vida toda foi planejada, mas não por mim. 

Minha mãe sempre colocou na cabeça que eu deveria ser alguém na vida. Nada de perdas de tempo, só estudos e resultados. Nesse tempo em que minha vida foi controlada, eu cheguei a conclusão de que meus estudos eram tudo que eu precisava. Me afastei de amigos, parei de brincar na rua, "e as namoradinhas?" Bem.... nunca tive uma. Nunca tinha me apaixonado. E mal sabia eu, que naquele dia, tudo que eu pensava, tudo que eu acreditava ser obra do destino, seria drasticamente mudado.

Ao chegar na escola, prendi minha bike e tranquei com o cadeado no apoio.

7:05. Cinco minuto de atraso. Não chego tão cedo assim há 3 meses. Corri para dentro da escola.

- Atrasado de novo, Caio?- Dona Maria pergunta pra mim quando passo por ela.

Me viro e dou de ombros. 

- Foi mal, Tia. Amanhã vou tentar não me atrasar. 

Me viro de novo indo em direção as escadas. 

- Você sempre fala isso!- Dona Maria exclama quase gritando ao fundo. 

Subi as escadas correndo. A primeira aula era do professor Rafael. Esperava que não me visse tentando entrar na sala. 

Chegando no final da escada, caminho até a minha sala que é localizada no final do corredor. Olho discretamente pra dentro da sala, que por sorte, se encontrava com a porta aberta. O professor estava passando lição. Minha sala, ao contrario das outras salas daquela escola, tinha a porta localizada no final dela, de frente para a lousa. Aproveitei a distração dele e caminhei discretamente até meu assento. Ao sentar, olho ao redor. Carlos, que sentava do meu lado, me encarou e perguntou sem emitir som o que tinha acontecido. Respondo do mesmo modo dizendo que tinha acordado atrasado. Logo o professor para de escrever, se vira para nós e começa a explicar.

- Muito bem turma. Como podem ver pelo que esta escrito na lousa, vamos discutir sobre o que vamos aprender nesse próximo mês. E como Caio insiste em ser o ultimo a chegar, por que não deixamos ele decidir? 

A turma toda olha para mim. Já acostumado, começo a conversar com o professor.

- Bom dia, Rafael.- Digo cruzando as mãos sobre a mesa e me debruçando um pouco para frente. - Como anda a Lucia? 

- Com as pernas, Caio- Ele responde tirando varias risadas do pessoal da sala.- Mas ela vai bem. Por que insiste tanto em se atrasar para minhas aulas? - Ele se apoia na mesa com os dois braços.

 - Se eu escolhesse me atrasar, professor. 

- Senhor Caio, sempre as mesmas desculpas. Se atrasar-se de novo semana que vem, vai assistir a aula da diretoria. 

E é assim que começa o dia. 

Rafael dá aula de Filosofia. Lucia é a esposa dele. A conheci em uma das reuniões de classe. Isso mesmo, sou representante de classe. Esses filhos da puta me elegeram porque eu era o aluno com as melhores notas da classe. Eu e a Alexandra, que acabou mudando de escola me deixando com o cargo só para mim. Por que não arrumaram uma substituta para a Alexandra? Porque achavam que eu poderia dar conta, eu era o melhor aluno. 

Adoro as aulas do Rafael, mas ultimamente ele andava estranho. Eu sabia que ele pegava pesado comigo para exigir meu melhor, mas as vezes ficava chato. 

Como ele disse, discutimos sobre o assunto que iriamos aprender no próximo mês. Posso evitar explicar, mas qual seria a graça? 

Estávamos na Situação de aprendizagem 8. Nosso professor, super avançado, insistia em nos adiantar. Já começou assim. No inicio do ano, ele deu uma revisada em tudo que aprendemos nos anos anteriores, isso foi em fevereiro. Foi quando todo mundo chegou a conclusão de que ele seria o professor mais legal do 3ºAno. Mas ai, chegou março. Ele passou tanta lição que os alunos começaram à odiá-lo. Por mais que ele passe lição pra gente copiar igual condenados, ele explicava muito bem. Ele conseguiu, realmente, fazer meus colegas pensarem. "E você se acha o espertão né Caio?" Não acho nada, eu sou. Ou pelo menos, tenho que ser. 

Ele continuou falando, e falando e falando... 

Até a inspetora aparecer na nossa porta.

Ela estava acompanhada de uma garota que tinha cara de delinquente. Certo, é errado julgar as pessoas sem conhecer e... qual é, sociologia nunca foi meu forte, não sei olhar sem criticar.

A menina usava uma camiseta preta de uma banda que eu não conhecia, uma blusa de flanela azul por cima, uma calça jeans desbotada na altura das coxas e uma sapatinha preta. Sua bolsa estava pendurada em só um dos ombros, e ela segurava um fichário roxo. Seu cabelo estava amarrado em um coque mal feito e suas unhas estavam pintadas de branco.

Ai vocês me perguntam... "Por que ela tem cara de delinquente? Ela é só uma garota normal, pelo o que você descreveu" Sim, sim. Ela, para mim, tinha cara de delinquente. Não pergunte por que. Quando eu acho eu acho e ponto! 

Rafael foi atender a inspetora, e enquanto eles conversavam, pediram para a garota entrar.

- Já volto, turma.- Rafael diz com a mão na maçaneta- Nada de bagunça, ou eu acrescento mas 10 paginas do livro.

Ele saiu e fechou a porta. 

Me virei para Carlos. 

- Pelo menos não levei advertência de novo!- Disse dando de ombros.

- Cara, tem uma mina nova se sentando la no fundo e você pensando na advertência que não levou.- ele disse apontando pra garota com a cabeça- Eu não te entendo. 

Olhei para a garota. Ela não tinha nada de mais. Era bonita, parecia ter interesse na nova escola, mas eu conhecia o tipo dela. Ela se fingia de nerd acanhada pelas primeiras semanas e depois virava o diabo em pessoa. Se bem que, não tínhamos tantas semanas pela frente, o ano já estava acabando e estava meio tarde pra entrar em outra escola. 

- Ela não é tão bonita.- Respondi- Nem parece ser interessante. Ela,pra mim, tem o tipico jeito de ser filhinha de papai. Essas são as piores. 

- Olha com quem estou falando de garotas! -Carlos aponta pra mim dos pés à cabeça com a mão- Nunca pegou ninguém e quer comentar! 

Dei risada do esforço dele de me chatear. 

- Desculpa ai, senhor catador. -levantei as mãos mostrando que me rendia- Vai lá, se eu estiver certo, não vou te consolar por coração partido. 

- Vou mesmo!

Ele se levantou e foi até o fundo da sala, para ser mais especifico, até o assento de nossa nova companheira de sala. 

Ele conversou muito pouco, logo se levanto e voltou até seu assento. 

- E aí, catador? - perguntei quando ele chegou.

- Ela é um doce de pessoa.- ele responde meio corado- E não é filhinha de papai! 

- Humrum... Conta outra - disse rindo dele.

Ele me olhou e começou a rir também.

- Levei um fora legal- e riu mais ainda do seu fracasso.

Olhei pra garota. Ela estava nos olhando dando risada também. Nossos olhares se encontraram. Ela acenou com a mão ainda dando risada. Retribui o aceno e disse para Carlos: 

- Sua paquera da vez ta olhando pra cá. 

Ele corou e eu ri mais ainda. 

- Descobriu pelo menos o nome? -pergunto me virando pra frente. 

- Ela me disse que era Eco.- ele responde ainda meio vermelho- Acho que estava brincando comigo. 

Olhe pra ela sobre o ombro. Ela estava sorrindo olhando para as mão encima do fichário. 

- Eco- sussurro

Carlos me olha. 

- Deve ter sido uma brincadeira.- ele diz apreensivo.

- Ou não... de um jeito ou de outro- Olho pra ele e sorrio- é um nome legal! 

 

 

 

 


Notas Finais


Acho que é isso ai :'3


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