História Doce como café - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Comedia, Mistério, Revelaçoes, Romance
Exibições 5
Palavras 827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Visual Novel

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey, olá.

Bem, estou começando com essa nova história. Tema principal: Cadê a senhorita Helena Grace? Eu sei que a sinopse não conta muito, mas se fosse maior acabaria contando algum spoiler sobre a história, e eu não iria querer isso, então ela acabou daquele tamanho.

Espero que goste da leitura.

Capítulo 1 - Prólogo


Sonhos de vento

"O conflito é um sinal de que existem verdades mais amplas e perspectivas mais belas."

- A. N. Whitehead.

- Eu quero fazer isso, Simon. Esse sempre foi meu sonho, eu preciso ir atrás dele. - Disse uma jovem ruiva que não aparentava ter mais que trinta anos, olhando pensativa pela janela de seu quarto. Mal dava para perceber a idade dessa senhorita, ela não possuía nenhuma ruga ou marca de velhice, o corpo, era bem cuidado e moldado, a academia influência muito a aparência dela. Isso era muito bom, a vida e a riqueza estavam sendo realmente generosas com essa mulher.

- Não dará certo, Helena, isso é impossível. Você não nasceu para isso, essa aqui é a sua realidade, não aquela, não dará certo. - Exclamou o homem com quem a mulher conversava, Simon, de forma calma, ele estava parado ao lado da porta fechada do cômodo, olhando para a enteada com os braços cruzados, uma expressão indiferente moldava sua face, mas no fundo ele estava horrorizado com a ideia.

Simon tinha cerca de cinqüenta anos, cabelos negros com alguns fios acinzentados, olhos cor de Âmbar, era bastante robusto e bem definido para alguém com sua idade. Ele usava um terno azul escuro, tinha acabado de chegar de seu emprego, mal teve tempo de trocar roupas, precisou ir falar com a sua excêntrica enteada, não podia deixar que ela continuasse com tais idiotices. Onde estava o senso dessa garota.

- A realidade verdadeira é aquela que nós quisermos que seja. - Retrucou a mulher virando-se e encarando o homem, um sorriso brincando em seus lábios. - Se é meu sonho eu vou segui-lo, não importa se é impossível, transformarei-o. - Helena sorriu ainda mais ao terminar a frase, abaixou o vidro da janela do quarto e voltou a focar seu olhar no homem diante de si. - Com licença mas, pode sair do meu quarto?

- Eu não vou deixa que você estrague a sua vida com esse sonho bobo de criança." Gruniu Simon, fechando a mão e batendo ela com força na porta. - Se você tiver a audácia de seguir em frente com essa besteira eu prometo que te deserdarei, você e a criança!

- Faça isso e você nunca mais verá minha filha. - Murmurou Helena, audivelmente, ela desviou o olhar que antes estava sobre o homem para o seu pequeno guarda-roupa e ficou o fitando, pensativa.

- Você não pode me impedir de ver a garota, ela é minha neta! - Voriferou ele. Achando que a outra falava sem seriedade, apenas para contradizê-lo.

- Claro que posso empedir-lhe, eu sou a mãe dela e você nem avô biológico é. O senhor não passa de alguém que casou-se com minha mãe. - Helena andou até o guarda-roupa do quarto e pegou duas malas, uma grande de rodinhas e a outra pequena, de mão, levantou- as com um das mãos com pouco de dificuldade e ficou diante do homem, sorrindo. - Bem, se o senhor me permite, eu vou indo.

- Não, eu não permito. Para onde a senhorita pensa que está indo? - Indagou Simon, amargura e pavor presentes em sua trêmula voz.

- Para minha nova vida. - Respondeu simplista enquanto abria a porta do quarto. Ela já ia sair quando sentiu a mão do padrasto segurar-lhe o braço em que não havia nenhuma mala.

- Não ouse sair por essa porta! Eu estou falando sério, eu a deserdarei! - Exclamou o homem olhando nos olhos da mulher e soltando o braço dela.

- Então, Simon, sinto muito, parece que isso é um adeus. - Helena sorriu fraco, passou ao lado do homem e abriu a porta, logo atravessou a passagem, saindo do quarto.

- Esqueça essa família para sempre, você e a garota estão deserdadas. A partir de hoje você não é mais uma Garcia! - Gritou Simon enquanto a jovem andava pelo corredor, em direção a saída da casa. Ele poderia ir atrás dela, porém preferiu ficar lá, parado, empedindo que qualquer um entrasse ou saísse daquele quarto. - Você vai se arrepender disso! Esse sonho infantil não dará certo!

- Não, ele dará certo, e eu não vou me arrepender. - Helena voriferou pegando na mão da filha que estava sentada em um pequeno banco da sala. - Vamos querida, precisamos ir embora. - Murmurou para a garota.

- Para onde vamos, mamãe? - Perguntou a criança olhando confusa para própria mãe, mas a acompanhando.

- Vocês estão deserdadas! Esqueçam nos. - Gritou Simon, várias vezes seguidas, sem se importar de estar ou não sendo ouvido.

- Não sei dizer. - Respondeu Helena para a própria filha ignorando os gritos do próprio padrasto.

A jovem junto a criança atravessaram pelo portão de entrada da casa e seguiram rumo ao futuro. Aquele era o começo de uma vida nova, juntas, mãe e filha, indo em busca de um novo caminho, uma grande aventura esperava por elas.



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