História Doce e Amargo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Bambam, Choi Youngjae, Im Jaebum, Jackbam, Jackson Wang, Mark Tuan, Markjin, Park Jinyoung, Saythename
Exibições 989
Palavras 3.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa Leitura!

Capítulo 1 - Estrela do rock e meio-irmão sorridente.


Fanfic / Fanfiction Doce e Amargo - Capítulo 1 - Estrela do rock e meio-irmão sorridente.

Estrela do rock e meio-irmão sorridente.

 

Encerrou o show dando um daqueles típicos sorrisos de “eu não aguento mais tocar e cantar, mas como amo todas vocês eu continuo aqui”.

Pegou sua guitarra e a colocou para o lado do corpo, possibilitando uma melhor locomoção. Seguiu pela pequena escadinha na lateral, ainda ouvindo todos aqueles gritos escandalosos. Deixou seu instrumento de lado com uma assistente e pegou uma toalha e garrafa d’água, logo a entornando. Secou o rosto com a toalha e a jogou nos ombros, cansado demais para recolhê-la assim que caiu no chão. Se tinha assistentes, era para esse tipo de trabalho.

— Ei, Jaebum! — Jackson correu até si ainda segurando as baquetas que usou durante o show — Terminou, cara! Nosso último show!

— Não é nosso último show, cabeçudo. — soltou uma risadinha — Apenas vamos entrar em pausa.

— Ainda sim vamos ficar parados por dois anos, dois anos é muita coisa! — gesticulou — Foi incrível estar com você, irmão.

— Você é tão exagerado — riu adentrando no camarim — Cadê o Jinyoung?

— Com o Mark em algum lugar, fazendo você sabe o que — deu de ombros e colocou as baquetas em cima da mesinha baixa — Eu estou acabado.

— Então estamos na mesma — suspirou e sentou-se em no sofá ao lado do Wang — Esses dois anos vão ser bons, você vai ver. Eu vou poder me acalmar e descansar.

— Eu vou poder ver meus pais — entrelaçou as mãos atrás da cabeça e se ajeitou, o olhar perdido na parede branca com manchas de spray para cabelo azul — Faz tanto tempo que não os vejo.

— Aproveite bem com eles — Jaebum sorriu fraco, dando alguns tapinhas na coxa do chinês e se levantando — Vou comer alguma coisa fora hoje, quer ir?

— Eu adoraria cara, mas eu sei que sua família vai aparecer e não quero ficar sobrando.

— Como sabe? — estreitou os olhos.

— Eu sempre sei — soltou uma risadinha e acenou — Eu te ligo pra gente marcar e sair, ok? Não some!

— Pode deixar, Jackson — acenou de volta e rumou para fora do camarim, tentando em vão arrumar os fios duros por conta do spray que usava.

Caminhou pelos corredores de um lado para o outro procurando Mark e Jinyoung, queria se despedir. Os dois pretendiam viajar para os Estados Unidos e visitar os pais do Tuan, e Jaebum queria ao menos dar tchau, já que eles ficariam um bom tempo sem dar notícias. Conhecia o casal, sabia que eram os mais largados e despreocupados que existiam.

Depois de percorrer quase todo o espaço interno do estádio concluiu que não iria encontra-los tão cedo, se é que já não tinham ido embora. Soltou um suspiro triste e mandou uma mensagem para Jinyoung desejando boa viagem, era o melhor que podia fazer. Guardou o aparelho no bolso da calça rasgada e decidiu ir embora de vez, certo de que teria outra chance de falar com os amigos antes da viagem.

A turnê tinha acabado, e agora Jaebum poderia descansar e ter paz.

 

***

 

Praticamente toda a família Im estava reunida naquele jantar de comemoração, mas Jaebum apenas conhecia sua mãe e seu padrasto de toda aquela gente.

— Filho! Você está tão bonito e forte, olhe só! — Hyejung, sua mãe, o abraçara pela cintura.

— Olá, mãe — sorriu fraco, logo retribuindo o abraço.

— Como foi o show? — perguntou ainda abraçada com o maior.

— Muito bom, os meninos e eu estávamos cansados, mas ver os fãs sempre nos anima.  

— E onde eles estão? Digo, os meninos.

— Jackson não estava se sentindo bem, não quis vir. Já Mark e Jinyoung vão viajar para os Estados Unidos.

— Oh, compreendo! — o sorriso ainda estava em seu rosto — Mas, deixando isso de lado, eu quero te apresentar alguém!

— Quem? — olhou em volta.

— Deixe-me acha-lo, um minuto — a mulher rodou o salão com os olhos atrás do desconhecido — Que estranho... Ele estava aqui há alguns minutos atrás.

— Talvez tenha ido ao banheiro — deu de ombros — Você ainda tem a noite inteira para me apresentar essa pessoa, por ora vamos conversar mãe, eu senti saudades.

— Eu também filho, eu também — o sorriso da progenitora apenas aumentara.

Andaram por toda a pequena reunião, com Jaebum sendo constantemente parado. Pessoas que ele com certeza não guardaria o nome se apresentavam, e depois disso pediam fotos e detalhes sobre a vida de um famoso. Ele deu a mesma resposta para várias perguntas, e ninguém pareceu se importar ou sequer ligar para o que falava.

— É muito cansativo, sabe? — sorriu amarelo.

Devia ser a décima vez que falava isso, seus lábios doíam de sorrir de forma tão esquisita e desconfortável. Sua mãe voltou a lhe puxar, arrastando-o para perto do padrasto. Ao lado do homem um garoto jovem sorria abertamente para o nada, e seus olhos capturavam alguns detalhes brilhantes. Jaebum sabia que o conhecia de algum lugar, mas sempre tivera dificuldade de se relembrar das coisas.

— Oh, aí está você! — Hyejung apressou o passo — Youngjae-ah!

— Ah, olá Sra. Hyejung — o garoto curvou-se sorrindo mais ainda.

— Já disse para me chamar de mãe! — reclamou fingindo irritação — Onde você se meteu? 

— Eu fui tirar algumas fotos por aí, você sabe, eu trouxe a câmera.

— Youngjae-ah, você realmente ama tirar fotos, não é? — a mulher sorriu encantada — Um menino tão bom.

— Eu vivo pela arte, mãe — sorriu galante.

Jaebum sentiu que sua mãe poderia chorar apenas com aquilo.

— Um garoto tão bom!  — repetiu boba — Ah, esse é meu filho Jaebum!

— Sim, eu o vi — curvou-se — Prazer em conhecê-lo, me chamo Choi Youngjae, sou seu meio irmão.

A mente do Im vagou entre as memórias do passado tentando lembrar-se sobre algum meio irmão. Havia saído de casa muito cedo para ir atrás de seu sonho, e nem mesmo chegou a ver o segundo casamento da mãe por conta das várias turnês e promoções. Ela não ficara irritada com isso, sabia da vida corrida do filho. Falava do padrasto por telefone citando algumas poucas coisas sobre ele, mas nunca falara nada sobre um meio irmão.

— Ah... Sim — disse sem jeito — Prazer em conhecê-lo, sou Im Jaebum.

— Eu sei, eu tenho seus álbuns e Hyejung... — recebera um olhar repreensivo da mulher — Digo, mamãe vive falando muito de você.

Não que fosse ciumento ou possessivo com Hyejung, mas sentia-se incomodado com o fato daquele garoto falar tão abertamente com ela e ainda chama-la de mãe. Era claro que a mais velha pedia por isso sempre, mas o tal Youngjae não precisava atender aos pedidos, ela saberia respeitar. Parecia que ele estava ali para tomar seu lugar, para roubar a sua família de si.

E se tinha uma coisa que Jaebum sabia era a quão dolorosa era dor de perder um familiar podia ser.

— Você é mais velho que ele, entretanto acho que podem acabar se tornando bons amigos —Hyejung sorriu — Não é, Youngjae?

— Claro que podemos mãe — sorriu.

Jaebum sabia que não.

 

***

 

Por mais que adorasse viver sozinho, ainda sentia falta dos velhos tempos. Gostava de ser acordado com um beijo na testa de sua mãe, e adorava quando abria os olhos e via o sorriso bonito e brilhante dela. Talvez a maior perda de sua vida por seguir a carreira dos sonhos fora não acordar todo dia sabendo que era amado, acordar sabendo que não seria sua mãe o beijando pela manhã.

E mesmo com todos os sentimentos tristes e sensações estranhas, se levantou. Seria um longo dia, mesmo não tendo muitas coisas para fazer. Tomou o café da manhã em um ritmo lento, sentindo falta de toda a correria que era estar perto dos meninos e de estar sempre viajando. Mesmo sempre reclamando de tudo, gostava de ter aquela sensação de estar vivendo a vida, de ser alguém que pôde dizer “Eu fui feliz”.

Colocou o melhor casaco que tinha limpo, logo em seguida saindo pelas ruas arrumando a máscara preta no rosto. Os óculos escuros sempre deixavam o cabelo negro e liso bem mais charmoso do que ele parecia estar no momento, os olhos sempre prestando atenção em tudo à volta. Gostava de estar sempre atento, assim nunca seria surpreso por algo.

Comprou um café no caminho, era viciado pela bebida. Apreciou o gosto um tanto quanto amargo ao descer a rua lentamente, observando as vitrines das lojas de roupas e acessórios. Ainda era cedo, mas um grande movimento já se via presente nas calçadas. Era cuidadoso para não esbarrar em ninguém e chamar atenção, gostava de ser discreto.

Cansado de andar, pegou um táxi. Não gostava de dirigir, se sentia entediado e frustrado por não conseguir apreciar a paisagem enquanto estava concentrado no trânsito. Informou o destino e enquanto seguiam, olhava pela janela admirando tudo e todos. As ruas de Seul sempre foram bonitas aos seus olhos.

Quando finalmente chegou, pagou o que devia e saiu. Parou em frente à bonita e enorme casa de sua mãe, observando tudo com cuidado e sorrindo fraco ao notar que nada tinha mudado. As mesmas paredes brancas contrastavam com os detalhes de madeira escura, e os pequenos detalhes nas janelas ainda mantinham o tom acinzentado e estranho que tanto adorava.

Tocou a campainha e aguardou. Não demorou dez segundos para ser atendido, logo andando livremente pela casa na presença de uma das empregadas. Perguntou pela mãe, e foi informado que ela havia saído, mas já voltava. Sentou-se na varanda, de frente para piscina, e relaxou o corpo ouvindo a melodia suave de um piano.

Sabia bem que vinha de fora da casa, e queria descobrir quem tocava, no entanto estava com muita preguiça. Tinha praticamente acabado de acordar, e o sono nem mesmo tinha ido por completo. O ambiente estava tão calmo e sereno, quase como um paraíso. Sentia suas pálpebras pesando cada vez mais, e não fazia nada para impedi-las. Nem mesmo o café ajudara.

Acabou adormecendo ali mesmo, sentado de mau jeito ouvindo a melodia gostosa e calma. Apenas acordou quando sua mãe já havia chego, e fora ela que o despertara. Com um toque materno e acolhedor em seu ombro, abriu os olhos assustado, mas logo relaxando ao ver o sorriso que tanto conhecia. Recebeu um beijo carinhoso na testa, e isso o fez sentir nostálgico.

— Veio ver a mamãe? 

— Sim — assentiu fraco, um sorriso brincando em seus lábios — Vê-la ontem só me deixou com mais saudades, mãe.

— Isso é bom — a mulher sorriu contida — Assim quem sabe passamos mais tempo juntos.

— Mas é claro — soltou um risinho — Onde estava?

— Fui comprar algumas coisas para Youngjae, ele estava precisando de roupas e por mais que tenha negado eu fui mesmo assim — deu de ombros.

— Ele está aqui? — olhou em volta intrigado — Ele mora com você?

— Mas é claro que mora! — rolou os olhos — Ele é apenas uma criança, e precisa de cuidados.

— Ele tem 19 anos, mãe. 

— Uma criança! — voltou a dizer — Mas logo eu e Woohyun vamos viajar, e ele irá se mudar daqui.

— Vocês vão viajar de novo? — perguntou curioso — Para onde?

— França — sorriu animada — Vamos ficar uma semana lá e partir para outros lugares, percorrendo a Europa inteira.

— Isso é incrível — sorriu da mesma forma — Você vai realizar seu sonho!

— Sim, é realmente incrível! 

— E Youngjae vai ficar onde? Se Woohyun vai com você...

— Eu já arrumei um lugar para ele ficar, mesmo sendo contra minha própria vontade já que não sei exatamente como isso vai proceder — suspirou entristecida — Tenho tanto medo de deixa-lo só.

— Já te disse que ele não é uma criança, deve saber se cuidar.

— Você viu como ele é, Jaebum — repreendeu — Youngjae não é um menino que enxerga o mal nas coisas, ele apenas age como bem entende e sorri para tudo e todos, ele é um doce. Não vê malícia, não deseja ao mal, é como um anjo. E você sabe o que acontece com os anjos na terra.

— Eles são corrompidos — murmurou.

— Isso mesmo.

De fato, Jaebum não tinha gostado nadinha do Choi. Ele era alegre demais, espontâneo demais, sorridente demais. Era seu oposto, aquele que ia contra todos os seus dogmas. Não tinha parado de falar a noite inteira, e ficava chamando Hyejung de mãe o tempo todo. Isso irritava o Im, mesmo parecendo criancice.

— De qualquer forma... Não acho certo ficar mimando ele assim. Youngjae um dia vai perceber que as coisas não são inocentes como ele é, e isso vai machuca-lo a ponto de abrir os olhos para tudo.

Hyejung fitou o filho e suspirou, não se lembrava de como ele podia ser  realista e rude demais. Jaebum sempre fora muito amargo.

Sorriu fraco — Vamos entrar, eu mandei fazer café pra você.

 

***

 

Jaebum abriu os olhos e espreguiçou-se, olhando para o lado e soltando um grito mudo de surpresa. Youngjae, aquele que até então o Im detestava um pouco, estava deitado ao seu lado. Os cabelos negros caíam para o lado, cobrindo por inteiro os olhos do garoto. A boca rosada estava entreaberta, e dela soprava um assovio calmo e sereno. Ele parecia um anjo, e Jaebum não negou isso ao constatar a beleza extraordinária que ele mantinha mesmo dormindo, entretanto ainda não gostava dele.

Não se lembrava exatamente como tinha parado ao lado de Youngjae, mas sabia que tinha dedo de sua mãe nisso. Levantou-se da forma mais discreta que conseguiu, e mesmo sendo tão suave acabou acordando o mais novo, que com um despertar sereno abriu os olhinhos e revelou as orbes negras e curiosas. Se viu absorto naquele olhar, que mesmo sendo tão ingênuo ainda parecia intenso demais.

— Me desculpe, eu te acordei.

— Está tudo bem, Jaebum hyung — voltou a deitar-se, sorrindo fraco — Me desculpe por ter que dormir aqui com você. Esse é meu quarto, e quando entrei você já estava aqui, não quis te acordar.

— Ah, é seu quarto? — olhou em volta — Bem, ele costumava ser meu antes... A mobília só está um pouco diferente.

— Suas coisas estão no meu antigo quarto. Com o tempo ele ficou pequeno para mim e Hyejung pediu que eu me mudasse para cá — explicou — Eu não me senti confortável de começo, já que ele era seu, mas confesso que me foi útil.

— Está tudo bem, não é como se eu usasse esse quarto — deu de ombros — Vou me retirar agora, estava muito cansado e não devia ter dormido aqui sem antes checar.

Ajeitou-se na cama e deu uma última olhada no garoto, o vendo quase adormecer novamente. Levantou-se da cama e rapidamente saiu do quarto, fechando a porta com cuidado e soltando um suspiro. Ainda não gostava de Youngjae, e também não conseguia entender o porque de tanto desgosto. Talvez fosse porque ele era completamente diferente, e Jaebum nunca lidara bem com pessoas opostas. 

Desceu as escadas arrumando seu cabelo e viu a progenitora tomando café e lendo jornal. Ao lado dela, seu padrasto fazia o mesmo, mas no celular. O ambiente estava calmo, e mesmo não querendo estragar toda aquela sensação de comodidade Jaebum se fez presente, sorrindo fraco e sentando-se ao lado da mãe. Essa largou o que fazia e sorriu, dando um beijo estalado na bochecha do filho.

— Bom dia mãe, bom dia Woohyun. — acenou recebendo um sorriso dos dois. Fitou Woohyun, que voltara a ler, e sorriu.

Choi Woohyun era um ótimo homem, e Jaebum nunca reclamaria dele. Woohyun fazia sua mãe feliz, e isso já era o suficiente. Não conseguia encontrar semelhança entre ele e Youngjae. O mais velho era quieto e reservado, calmo e tranquilo, tinha os pés no chão. Já o mais novo era extremamente gritante e feliz, com a voz estridente sendo ouvida a metros de distância, e também parecia muito sonhador.

— Ontem você parecia tão cansado, Jaebum — suspirou — Ainda bem que me obedeceu e dormiu aqui, eu ficaria assustada se você quisesse ir para casa naquele estado.

— Sim, me sinto melhor agora — sorriu — Mas... Por que não me avisou sobre o quarto de Youngjae? Ele teve que dormir comigo, mãe.

— Youngjae sempre divide cama com os amigos, e ele nunca viu problema nisso. Já que o outro quarto estava todo empoeirado e sujo, eu não quis te fazer dormir lá, muito menos no sofá, é desconfortável. Então te mandei lá pra cima.

— Eu não veria problema em dormir no sofá — suspirou — Mas já está feito, e eu preciso ir embora.

— Mas já? — exclamou triste — Fique até o almoço, filho.

— Não dá, mãe. Marquei de sair com o Jackson — mentiu — Outro dia eu apareço aqui.

— Ok — suspirou triste — Se algo acontecer, me ligue ok? 

— Eu te ligo — sorriu — Quando você viaja?

— Sexta-feira, às sete da manhã.

— Eu te visito antes disso. — acenou — Até mais mãe, até Woohyun hyung.

— Até mais Jaebum — o homem acenou de volta.

 

***

 

Jackson não parava de falar um segundo sequer, gesticulando freneticamente e sorrindo ao dizer o quão apaixonado estava. Claro que Jaebum não faria desfeita ao dizer que não estava interessado na vida amorosa do melhor amigo, mas não conseguia evitar as expressões entediadas que fazia. Tinha sorte que o chinês estava entretido demais narrando cada detalhe do tailandês que namorava.

— E quando é que eu vou conhecer esse garotinho? — perguntou comendo outra uva — Você me fala dele faz tanto tempo, mas eu nunca vi a cara do sujeito.

— Ele é estudante, eu mesmo não consigo vê-lo direito — suspirou — Uma vez eu fui visita-lo na faculdade, e tive que me esconder para não ser visto. É complicado ir sozinho, imagina levar você junto?

— Traga ele aqui para a sua casa, oras.

— Nesse prédio só moram celebridades, ele será fotografado de um jeito ou de outro — choramingou — E eu não quero meu bebê saindo na mídia! Ele é só meu e de mais ninguém!

— Por Deus, Jackson — riu — Apenas assuma esse namoro então.

— Não é tão simples assim — o Wang parecia querer chorar — Eu não quero que ele receba comentários maldosos nas redes sociais, também não quero que ele seja perseguido por aí por fãs malucas! 

— Vire encanador então, tenho certeza que ninguém implicaria com o namoro de um encanador — soltou um risinho.


       Jackson se afundou no sofá, ainda choramingando — Você é tão insensível!

— Não se iluda dessa forma — sorriu triste — Eu avisei você que quando escolhêssemos essa vida, teríamos dificuldades. Essa é uma delas.

— Ainda não conheci as outras, e espero não ter essa infelicidade tão cedo — suspirou cansado — Eu consigo lidar com a falta de privacidade, até porque eu sempre compartilho tudo com os fãs... Mas isso é irritante, hyung.

— Eu tenho certeza que se você assumisse esse namoro em alguns meses todo mundo já terá se conformado — acariciou os fios loiros do chinês em uma tentativa de conforto — Mas você não poderá demonstrar afeto em público, isso chama muita atenção.

— Eu não quero estar preso amando em casa, quero mostrar para o mundo o quanto é bom amar e ser amado — voltou a choramingar — O que eu tinha na cabeça...? 

— Você se arrepende? — Jaebum perguntou um pouco mais sério.

Jackson levantou o olhar, o semblante igualmente sério. Mesmo reclamando nunca iria se arrepender. Batalhou muito junto dos amigos para simplesmente alcançar o que queria e dizer que estava arrependido. Amava Bambam, mas nem mesmo ele poderia apagar tudo que presenciara enquanto lutava para debutar.

— Não me arrependeria de nada.


Notas Finais


Sim, eu voltei (mais cedo do que eu esperava).
Na realidade, eu descobri que eu não consigo ficar quieta por mais de dois dias sem tentar escrever algo novo, e eu tenho tipo 36 plots novos e eu não queria ficar paranoica desenvolvendo tudo de uma vez, então vou focar nesse meu projetinho novo~
Assim como Monster, essa fic deve ser bem curtinha, não passando dos vinte (eu acho). Ela também é 2jae, já que eu pretendo lotar a categoria GOT7 com o couple, hehe~
Essa é minha introdução a história, sem muita coisa, apenas comentando ali e aqui, espero que tenham curtido.
Eu não tenho dia certo pra postar, mas talvez de duas semanas em duas semanas? Ou até menos, tudo depende do meu tempo.
Até a próxima?
Chu~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...