História Doce e Amargo - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Bambam, Choi Youngjae, Im Jaebum, Jackbam, Jackson Wang, Mark Tuan, Markjin, Park Jinyoung, Saythename
Exibições 622
Palavras 2.604
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa Leitura!

Capítulo 8 - Estrela de rock manhosa e meio-irmão envergonhado.


Fanfic / Fanfiction Doce e Amargo - Capítulo 8 - Estrela de rock manhosa e meio-irmão envergonhado.

Estrela de rock manhosa e meio-irmão envergonhado.

Jaebum agora podia compreender quê, independente da situação ou problema, ele e Youngjae estavam fadados a suportar um ao outro por um bom tempo. Não apenas porque isso estava se repetindo de forma padronizada ou porque moravam juntos, mas também porque a relação já passava de algo estressante para algo mais carinhoso e maleável, quase como uma verdadeira relação de irmãos. O mais velho não entendia exatamente o que acontecia dentro do mundo de Choi Youngjae, mas estava decidido a descobrir gradativamente, examinando parte por parte e criando uma bela história que hora ou outra poderia facilmente ouvir da boca do personagem principal. Era apenas um plano simples, descobrir, mas sabia que vindo daquele pequeno poderia se tornar um problema.

Esconder não era algo que Youngjae conseguia fazer facilmente, era realmente alguém muito expressivo. No entanto, não era alguém que conseguia expor tudo sem ao menos tentar fazer algo para mudar isso, ele deixava apenas uma parte superficial a mostra, fazendo com que todos quisessem saber mais e mais. Choi Youngjae poderia ser considerado um livro sozinho na prateleira com a sinopse visível da melhor forma possível. Todos o viam ali, liam tudo que tinha para ler e o deixavam. Não por falta de interesse, mas sim pelo medo de acabar envolvendo-se demais com a história.

E observando melhor a posição confortável e os fios negros tocando-lhe o rosto, Jaebum concluiu que nada no mundo poderia tê-lo feito não chegar a uma situação como essa. Estava predestinado a estar ali, abraçado a Youngjae em um sábado com o clima chuvoso. O corpo do pequeno sendo aquecido por si, e aqueles murmúrios engraçados escapando dos lábios bem desenhados traçando um sorriso em seus lábios por achar a cena fofa demais. Se não fosse orgulhoso demais facilmente conseguiria dizer quê, sim, mesmo dizendo por dias a fio que não gostava dele, estava começando a sentir-se tocado demais com poucas coisas. E que nunca tinha conhecido ninguém que havia conseguido fazê-lo sentir-se diferente consigo mesmo.

E Jaebum como ídolo não tinha conhecido poucas pessoas. Não tendo tantas fãs.

Aninhou-se mais ainda perto de Youngjae, aproveitando a preguiça que envolvia seu corpo. O menor não pareceu se sentir incomodado, arrumando-se brevemente e voltando a cair no sono. A respiração calma e tranquila acalmou o coração de Jaebum, mesmo quando o seu próprio parecia estar descompassado. O Choi ainda tinha alguns machucados em seu rosto, sem contar no olho roxo, e isso por mais estranho que parecesse não afetava nenhum pouco na beleza extraordinária dele. Continuava charmoso, ainda mais com aquele corte no lábio que fazia Jaebum querer sentir aquela textura rebuscada.

— Youngjae-ah — sussurrou ao pé do ouvido do citado — Você precisa acordar e tomar alguns remédios.

O garoto nem pareceu ouvir, se movendo por conta da irritação perto de seu ouvido. Virou-se de frente para Jaebum e puxou o maior pela cintura, descansando suas mãos ali sem muitas preocupações. O Im conseguiu ver os fios negros caindo sobre os olhinhos graciosos, e não evitou retirar aquelas poucas mechas para poder observar melhor o rosto angelical a sua frente. O roxo ainda estava vivo ali, tomando um tom esverdeado e estranho, mas aquilo era apenas um detalhe na concepção do mais velho. Aquele olho roxo e os poucos machucados, contando com o corte na bochecha, eram apenas uma formação para o Choi Youngjae misterioso que admirava e que lentamente se tornava muito mais do que meio-irmão.

— Choi Youngjae — mexeu-se tentando acordar o menino — Vamos logo, não me faça gritar logo de manhã.

— Hyung... — murmurou de olhos fechado, ainda sonolento demais para formular uma frase realmente concreta — Quando foi que eu cheguei aqui...?

— Seu melhor amigo te trouxe de madrugada, ele parecia realmente irritado — soltou um risinho — Mas esse não foi seu ponto alto da noite, Youngjae.

— Hyung, meus olhinhos doem — resmungou.

— É disso que eu estou falando — soltou-se do Choi e o puxou até o banheiro — Olhe-se no espelho.

Youngjae era realmente muito expressivo, mas naquele momento, quando se olhou no espelho, não conseguiu fazer muito mais que abrir a boca em choque e tocar o rosto com receio. Não parecia real, mesmo sabendo que aquele formigamento estranho no rosto devia ser por conta dos machucados. Jaebum não fez muito mais do que rir, ainda mais quando viu o olhar assassino que Youngjae lhe lançou. Não conhecia alguém tão peculiar como o mais novo, que bebia e aprontava, esquecendo-se no dia seguinte de tudo, inclusive da dor. Ou talvez ele fosse apenas alguém sortudo, sentir um soco daqueles não deveria ser legal.

— Yugyeom deve estar querendo me matar — suspirou tocando o olho roxo — Nossa, ele deve estar tão mal quanto eu.

— Não vi nada demais no rosto dele — deu de ombros — Um corte ali, outro aqui. Ele vai ficar bem.

— E como eu vim parar aqui com você, digo, na mesma cama? — abriu a torneira e jogou água no rosto.

— Você pediu por isso — respondeu voltando para o quarto. Sentou-se na ponta da cama e chamou o Choi para perto, puxando-o sem receio para seu colo — Você me pediu em troca de sair dessa posição.

— V-Você deve estar sonhando! — resmungou envergonhado — Eu não me submeteria a isso.

— Ah, não? — o sorriso malicioso arrepiou Youngjae — Não é bem desse seu lado que eu me lembro.

— Esqueça isso — virou o rosto — E me deixe sair daqui, eu quero comer algo.

— Seu desejo é uma ordem — soltou Youngjae, mas não sem antes deixar um beijo estalado na bochecha dele — Bom dia, Youngjae.

— B-Bom dia hyung.

 

***

 

Youngjae ainda conseguia ouvir o estalo do beijo.

Não sabia se o rubor de suas bochechas se devia a febre que tinha conseguido por causa de uma pequena infecção ou se era por causa da vergonha, mas elas com certeza estavam de uma cor bastante avermelhada. Jaebum ficava de um lado para o outro com remédios e panos, hora ou outra parando para arrancar a coberta de si. Já tinha saído do terceiro banho frio e sentia que poderia congelar ali mesmo. O Im era impiedoso quando se tratava de doenças, então Youngjae fez várias anotações rápidas enquanto tomava café.

A primeira de todas: Ele não é tão ruim assim. Não, definitivamente não poderia ser considerado alguém ruim. Mesmo sendo ranzinza na maior parte do tempo, com atos rudes e expressões fechadas, Jaebum ainda conseguia mostrar um lado totalmente preocupado e até mesmo sensível. Não tinha descansado um segundo sequer, correndo para lá e para cá com o telefone em mãos pesquisando dicas na internet para receitas saudáveis e com uso medicinal. Mesmo estando muito confuso e temeroso com tudo que o rondava, Youngjae não negaria mais: Im Jaebum era boa pessoa.

A segunda anotação se seguiu ainda mais estranha, na medida do possível: Jaebum é quase perfeito. Quase. Era perfeito quando sorria, mostrando a fileira de dentes branquinhos e cuidadosamente colocados alinhadamente. Também era perfeito quando soltava algumas expressões esquisitas, quando se esquecia de algo, quando trazia mais café com leite para si, quando xingava baixinho por ter trombado em algo, quando cantarolava aleatoriamente, quando era si mesmo. Mas, ele também tinha defeitos, como por exemplo ser impaciente demais e queimar a língua ao tentar tomar o café quente.

Mas Youngjae aprendeu a gostar dos pequenos defeitos, mesmo que parecesse estranho para si a sensação cômoda de estar se acostumando com o Im.

Tinha várias outras anotações mentais, mas quando sentiu a cama afundar perto de seus pés tudo que tinha em mente se dissipou. Jaebum engatinhou até si com a aparência cansada, abriu suas pernas sem pudor e deitou-se com a cabeça apoiada em seu peitoral. Ajeitou-se, sem dizer nada, e soltou um suspiro. Youngjae estava corado demais para dizer qualquer coisa, apenas pigarreando e tentando chamar a atenção do mais velho para si. Infelizmente Jaebum parecia muito absorto em outro mundo, e o menor não conseguia formular palavras sem gaguejar. Tentou outro meio de chamar a atenção, receosamente tocando os fios tão negros quanto os seus.

Jaebum apenas se mexeu e ajeitou-se mais ainda.

— H-Hyung... — bagunçou um pouco os fios — Está t-tudo bem?

— Estou tão cansado — murmurou — Você é alguém muito complicado, Youngjae.

— Me desculpe — engoliu a seco — Não sabia que dava tanto trabalho cuidar de mim.

— Não é como se eu me importasse, de qualquer forma — virou-se e apoiou o queixo no peitoral do Choi — Digo, me importar com o trabalho.

— Você faz isso por que não quer morrer pelas mãos de Hyejung, não? — sorriu fraco.

— Não, não mesmo — negou — Antes eu pensava dessa forma, e depois passei a usar como desculpa. Eu gosto de estar perto de você, Youngjae. Mesmo que o motivo não seja convencional, porque você sabe, eu estou curioso sobre algumas coisas entre mim e você.

— V-Você é bem bipolar, não?

— Ah, eu sou? — ironizou — Não fui eu que surtei de manhã e de tarde de repente fiquei doce.

— ‘Tsc, eu estava desesperado, é óbvio.

— Você não parecia assim rebolando no meu colo ontem — Jaebum gargalhou.

Youngjae queria mata-lo.

— Por Deus, eu tenho que parar de beber — suspirou fechando os olhos — Tanto faz, ok? Eu sempre fui assim louco.

— Imagino que sim — deitou-se de lado — Vamos ficar assim por mais um tempo, hm? Estou cansado.

— Ok... — suspirou.

— Me faz cafuné, por favor.

Quase perfeito. Manhoso demais, pensou o Choi.

Sorriu fraco — Ok.

 

***

 

Acordou repentinamente, abrindo os olhos com rapidez para logo em seguida fecha-los por conta da preguiça. Olhou em volta e percebeu que ainda estava em seu quarto, com a coberta colocada desajeitadamente sobre seu corpo. Suspirou pesadamente a ver que Youngjae não estava mais perto de si. Gostava de tê-lo quando estavam sozinhos. Levantou-se e esticou o corpo, coçando a barriga de forma engraçada e descendo até a sala.

Mesmo em pouco tempo — uma semana e... Quatro dias? —, Jaebum conseguia compreender que estava completamente ferrado. Não apenas no sentindo emocional, mas também físico. Sabia que sua curiosidade pelo Choi não podia se basear apenas no seu jeito observador, assim como a vontade de tê-lo por perto não se sustenta apenas por conta da comodidade. Tinha algo nele que estava começando a amolecer Jaebum, e mesmo sendo muito cabeça dura com isso não tinha intenção nenhuma de esconder o que sentia por ele. Se se apaixonasse hora ou outra por Youngjae, ele seria o primeiro a saber e ninguém no mundo iria atrapalhar tal momento.

 Sentiu um cheiro diferente preencher o ar quando parou em frente às escadas, um cheiro de comida.

— Youngjae-ah? — perguntou descendo as escadas — Você está cozinhando?

— Hyung? — ouviu um grito em resposta.

Logo o menor apareceu usando apenas uma calça moletom grande e um boné para trás. O corpo magro exposto fez Jaebum recuar por um momento. Sentiu um formigamento estranho no corpo, uma vontade exagerada de querer toma-lo nos braços e sentir a textura de sua pele. Controlou os pensamentos ao continuar descendo, vendo o quão envergonhado Youngjae parecia. O cheiro de comida só se intensificava conforme se aproximava, fazendo-o deixar um sorriso escapar nos lábios. Youngjae tinha cozinhado algo.

— Eu fiz o jantar, você parecia tão cansado e eu não queria que—

— Obrigado — afagou os fios negros e seguiu em direção à cozinha — O cheiro está ótimo.

— C-Claro — murmurou envergonhado.

Ajudou Youngjae a arrumar a mesa e logo sentou-se para comer. Estava faminto, não tinha conseguido se alimentar direito o dia inteiro por estar cuidando do mais novo. Ele parecia bem melhor, menos abatido e a cor normal já tinha voltado. Jaebum tinha feito um bom trabalho, mesmo depois de tudo.

— Você ainda não me explicou sobre seu irmão — murmurou colocando mais pimenta em sua comida — E eu realmente gostaria de saber mais sobre isso.

— E-Eu não sei se essa é a hora certa.

— Por favor, não fuja assim de mim — suspirou — Eu realmente quero saber mais sobre você e sobre toda essa história.

— Não é uma história feliz, hyung — murmurou.

— Todo mundo tem histórias tristes, então dane-se — soltou um risinho.

Youngjae sorriu — Você entre todos que eu conheço parece ter algo realmente triste para contar.

— E por que pensa dessa forma?

— Porque as pessoas com os melhores sorrisos sempre tem as piores histórias de vida para contar.

Jaebum maneou a cabeça — Então você deve ter muitas, Youngjae-ah.

— Não sabe como — remexeu na comida com o hashi — Eu vou te contar hyung, mas não agora. Eu realmente quero te dizer tudo, e não apenas porque confio o suficiente em você para saber que nada dará errado ao me abrir. Eu preciso de tempo, preciso saber o que guardar para mim e o que expor. Você me entende, não entende? Eu preciso do seu apoio agora, não de sua curiosidade. Yugyeom sabe boa parte da minha vida, mas nem mesmo ele pode me ajudar agora. Eu preciso de alguém novo para sobrecarregar, você.

— Sobrecarregar? — franziu o cenho — É isso que eu sou pra você? Algum tipo de caixa onde você guarda tudo.

— Yugyeom me fez a mesma pergunta — sorriu triste — Mas... Quando eu entro na vida das pessoas, intencionalmente ou não, elas acabam se tornando como enormes caixas de segredos. A minha existência é um fardo, eu estou sempre atrasando a todos e criando uma áurea negativa quando não gosto de ninguém. De fato, Woojung está certo em boa parte do que pensa de mim, mas como eu disse antes não quero falar disso agora.

Jaebum se levantou sem dizer nada e analisou a expressão confusa e temerosa de Youngjae. Poderia considerar um insulto tudo o que ele tinha dito, mas não pensava assim. Ele estava certo, de uma forma ou de outra. Quando entrara em sua vida, Youngjae tinha tomado um enorme espaço muito de repente, o deixando confuso e atordoado. Jaebum, mesmo que inconscientemente, tinha se tornado uma caixa de segredos e observações sobre o Choi. E isso não era ruim, não mesmo. A parte desgastante da coisa era ouvi-lo dizer tanto sobre si próprio.

— Você não é um fardo — avançou suavemente até ele — Não, você não tem um áurea negativa, você é quase como um raio de sol. — parou ao lado do Choi — Você é quase perfeito Youngjae, quase.

— J-Jaebum hyung...? — murmurou.

Quase — repetiu — Não é completamente perfeito porque ainda é muito inseguro sobre si. Mas, está tudo bem, eu vou estar aqui para você. Vou te apoiar, vou ser sua caixa. No entanto, quero que confie em mim, me conte tudo. Quero ser seu melhor amigo, ouvir seus problemas e te ajudar. Quero ser alguém que você possa ver como exemplo, e não só o meio-irmão ídolo que tem uma péssima conduta na primeira tentativa de ser legal.

— Por que isso de repente? — exclamou confuso.

— Porque mesmo que eu negue Youngjae, eu estou me apegando a você. Lentamente, sutilmente. E você está se sentindo da mesma forma agora, e é por isso que está sempre perto de mim quando não consegue responder pelos próprios atos. O seu eu bêbado me diz tudo que o seu eu sóbrio quer esconder, e mesmo sendo trabalhoso eu estou começando a gostar disso.

Youngjae engoliu a seco, tudo que ele tinha dito era verdade.

— Ok, eu meio que estou apegado a você também.

— Eu sei que está — sentou-se ao lado do mais novo — Vamos falar a verdade, eu sou Im Jaebum, vocalista do GOT7 e guitarrista principal. Incrível, com muitos fãs e perfeito.

— E impaciente, idiota, bobo e atrapalhado — acrescentou de forma ácida — Mas está tudo bem hyung, eu ainda gosto de você.

— Gosta é?

Youngjae corou — É... Gosto.

— Já que gosta tanto que tal me dizer que história é essa de cigarro, Choi Youngjae? — bradou de repente.

— Hyung, a comida vai esfriar!


Notas Finais


PRIMEIRO DE TUDO OBRIGADA PELOS 300 FAVS EU TIPO AMO VOCÊS?
Woah, obrigada!!! MESMO!
Eu sempre gosto de fazer algo para agradecer minhas leitoras, mas não sei o que fazer dessa vez, se alguém tiver uma ideia me diga, sim?
e aí? o que acharam?
eu gostei
até a próxima??
chu~


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