História Doce e Amargo - Capítulo 9


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Bambam, Choi Youngjae, Im Jaebum, Jackbam, Jackson Wang, Mark Tuan, Markjin, Park Jinyoung, Saythename
Exibições 403
Palavras 2.592
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa Leitura!

Capítulo 9 - Estrela de rock irritada e meio-irmão com pesadelos.


Fanfic / Fanfiction Doce e Amargo - Capítulo 9 - Estrela de rock irritada e meio-irmão com pesadelos.

Estrela de rock irritada e meio-irmão com pesadelos.

 

Youngjae podia ver claramente o líquido vermelho e viscoso escorrendo pelo corpo e sujando o asfalto. O barulho dos carros freando, os gritos das pessoas que se acumulavam em volta da falecida e o tic-tac do maldito relógio estavam muito bem guardados em sua mente. Não sabia ao certo o que fazer, então apenas deixou com que a gravidade agisse e finalmente se deu por vencido, caindo no chão e observando melhor a cena. A visão estava meio turva, os olhos não conseguiam focalizar muita coisa além da mulher. O coração doía dentro do peito, apertava como se nada mais pudesse ser feito. Do outro lado da rua alguém chamou sua atenção.

Era a si mesmo que estava vendo ali? Parecia tão normal. O rosto inexpressivo, os olhos opacos, o cabelo negro como petróleo todo bagunçado e as roupas coloridas. Viu seu outro eu caminhar lentamente em volta das pessoas, olhando a mulher como se fosse uma presa. Os olhos opacos por um momento brilharam em satisfação, e tudo que fez ao ser notado pelos adultos foi fingir tristeza. Os olhos encheram de lágrimas, o rosto tomou feições desesperadas e o choro alto e estridente afastou todos em volta. Desesperado, jogou-se ao lado da mulher e abraçou o corpo contra o peito, não temendo o sangue ou a frieza.

Todos sentiram pena. Youngjae pôde ver no olhar dos mais velhos aquela tristeza mutua. Consolando a si mesmo, o Choi caminhou até a mulher e parou ao lado daquele que acreditava ser seu eu quando criança. Tocou receosamente o vestido manchado de vermelho que insistia em brilhar tão notável e desceu os dedos pela seda macia. Não percebeu, mas com o tempo as pessoas foram sumindo, e dentro de um enorme espaço branco agora só residiam os três principais. Youngjae focalizou o rosto da mulher por um bom tempo até abrir um sorriso fraco.

— Você continua muito bonita em minha memória, mãe — acariciou o rosto da mais velha.

Doía muito mais agora que tinha realizado que a morte de sua mãe era um fato real e visível. Que era sua culpa.

— Você viu bem o que você fez? — a criança perguntou maldosa, a língua afiada se debatendo para falar mais — A culpa é toda sua, Choi Youngjae. O que seu irmão iria pensar de você? O que você fará agora que ele voltou? Tudo é culpa sua. Você é um fardo, sua existência é uma complicação e ninguém aqui se importa contigo. Todos irão te esquecer, alguns mesmo já fazendo isso. Eu espero mesmo que você morra! Morra no lugar dela, seja atropelado por esse maldito carro e ouça para sempre o barulho dessa merda de relógio! Quero que Woojung sempre te lembre da sua culpa, que ele faça você gritar de dor todas as noites e que no final você implore pela morte, cortando a própria garganta ou tomando várias pílulas para dormir. Espero que entre nesse maldito sonho comigo e que nunca mais acorde.

O sorriso dele assustara Youngjae. Aquele não era a si mesmo... Não podia ser.

 

***

 

Youngjae se debatia violentamente na cama, tentando desprender-se de alguma coisa que ele nem mesmo conseguia distinguir. Quanto mais se forçava para cima, mais preso a cama ele ficava. O corpo suado e ofegante tentava a todo custo libertar-se, mas algo forte o prendia. Ouvia um grito, mas não conseguia exatamente entender o que ele dizia. A voz era familiar, mesmo que estivesse em um tom tão alto e estridente. Apoiou-se nela, tentando cada vez mais recuperar os sentindo e acordar daquele pesadelo horrível que brincava com seus sentimentos mais profundos.

— Youngjae-ah! — balançou-se — Acorde!

O despertar final aconteceu quando conseguiu entender seu nome com perfeição. O choque de abrir os olhos tão de repente para logo depois fecha-los foi dolorido, ainda mais com o quarto tão iluminado. Jaebum estava praticamente em cima de si, com os joelhos um de cada lado de seu tronco e as mãos segurando firmemente a cabeça. O Im estava ofegante, assim como si, e não parecia nem um pouco feliz com a situação. Viu o mais velho afastar-se sem dizer sequer uma palavra, arrumando os cabelos de forma estressada e sentando-se na ponta da cama. Youngjae ainda estava sem palavras.

— Você devia checar se está tudo bem na sua cabeça, quer dizer... Você estava batendo ela contra a cama e a cabeceira há alguns segundos atrás.

— E-Eu... — rapidamente passou as mãos pela cabeça, checando se tudo estava bem — Me desculpe Jaebum...

— Está tudo bem — suspirou — Não me assuste assim de novo, eu fiquei realmente preocupado.

— Obrigado por cuidar de mim.

Jaebum deu uma última olhadela para Youngjae antes de se retirar do quarto. Aquele olhar dizia muitas coisas, mas o Choi não conseguiu compreender nenhuma delas.

 

***

 

Entre todas as possibilidades de um novo dia, aquela era sem duvidas a pior. Youngjae, totalmente retraído na cadeira e silencioso, pensando em uma forma de agradecer e ao mesmo tempo se desculpar com Jaebum. Quanto a esse, literalmente de cara fechada e expressões duras, comendo como se sua vida dependesse unicamente daqueles pedaços mal cortados de bolo e pão.  Não tinham trocado sequer uma palavra, estando sempre naquele silêncio irritante. O mais velho fitava o meio-irmão de minuto em minuto, checando se ele pelo menos tinha uma aparência mais saudável. Nunca esqueceria a cena que presenciara.

Youngjae parecia insano, remexendo-se de um jeito esquisito e gritando da forma mais estridente e dolorosa que o corpo pequeno permitia. Jaebum conseguia compreender poucas palavras, algumas como “Mãe” ou “Eu não fiz isso”. As unhas curtas arranhavam toda a extensão da pele exposta, rasgando a superfície branquinha. Alguns filetes de sangue se formavam ali ou aqui, e todo o resto formava o desespero em pessoa. Jaebum estava assustado, nunca tinha lidado com um pesadelo tão agonizante assim.

— Você chamou pelo seu irmão, várias e várias vezes — começou a conversa, não ligando em ser extremamente rude — Eu me assustei, Youngjae. Realmente me assustei.

— Me desculpe — sussurrou com a cabeça abaixada — Essas coisas sempre acontecem nesse período. Eu geralmente me isolo, então você não vai mais precisar se preocupar comigo. Yugyeom já está acostumado então eu—

— Você vai ficar aqui e cuidar da sua saúde, isso é óbvio — cortou a fala do anterior pegando mais café — Descanse bastante hoje, amanhã eu te deixo na faculdade.

— Não é tão fácil assim hyung — suspirou — Meus pesadelos acontecem todas as noites e depois de repente vão embora, e agora com Woojung aqui eles podem durar mais ainda. Eu não controlo isso.

— Eu estarei ao seu lado — assegurou sorrindo fraco — Não se preocupe com isso.

— Esse caminho não tem volta.

O sorriso do Im aumentou — Eu quem deveria estar dizendo isso pra você.

 

***

 

Domingo: para alguns, o melhor dia para se passar com a família, para Jackson Wang: dia de encher Bambam de mimos.

O amor incondicional do mais velho pelo seu pequeno e fofo namorado literalmente não tinha limites, Jackson estava completamente apaixonado e achava isso tão estranho que às vezes se via pensando nisso seriamente. Sempre fora alguém muito sábio, no entanto sempre mostrava o lado mais animado e alegre para os outros porque julgava ser o melhor a se fazer. Apenas os companheiros de banda e Bambam conheciam esse lado pensador, e Jackson esperava conseguir-se manter em sigilo durante mais tempo. Era duro sorrir toda hora, mesmo estando triste, mas compensava cada sorriso que ganhava por ser tão alegre.

E mais um domingo se seguia, a rotina já impregnada em todo seu corpo e ações. Tocou a campainha do pequeno apartamento e esperou o momento que o tailandês aparecia sorrindo e dizendo para entrar. Ambos eram acostumados com tudo, então sempre que Bambam ouvia a campainha naquele dia em especial era o primeiro a correr até a porta, deixando Yugyeom de lado e voando até os braços do namorado. Só podia vê-lo aos finais de semana, e quando ele aparecia não ficava muito tempo — sem contar que sempre estava coberto dos pés a cabeça, tentando disfarçar-se.

A vida de uma estrela era dura.

No entanto, naquele domingo um tanto que turbulento, não fora seu namorado fofo que abrira a porta, mas sim Yugyeom, o gigante melhor amigo de Bambam. O Kim aparecera com uma carranca no lugar do rosto, sem blusa e com os cabelos bagunçados. Não parecia feliz em abrir a porta para Jackson, mas assim que viu o mais velho tentou ao menos disfarçar o descontentamento. Deu passagem para o chinês e apontou os quartos, dizendo de forma silenciosa que Bambam estava infortunado dentro de algum dos cômodos mais para o fundo.

Mesmo desapontado pela falta de recepção animada e alegre — como sempre era —, adentrou o apartamento e rapidamente se dirigiu até o quarto do tailandês. Abriu a porta sem bater, já era muito intimo para esse tipo de educação desnecessária. Encontrou Bambam dormindo confortavelmente na cama de solteiro, sem blusa e com os cabelos igualmente bagunçados ao do outro melhor amigo. Parecia realmente acabado, tanto quanto Yugyeom, então Jackson não o acordou.

Com um sorriso no rosto se aproximou e observou melhor aquele que tanto ocupava sua mente e coração.  Agachou-se ao lado da cama, fazendo um carinho nos cabelos escuros e descendo até as bochechas pálidas, onde com apenas o indicador tracejou todos os pequenos detalhes dele. Desenhou os lábios, passou pelos cílios, desceu até o nariz e continuou assim até que ele se irritasse e se mexesse. Bambam apenas murmurou algumas coisas, voltando a dormir logo em seguida. Era como um anjo, sempre com a áurea brilhante e o sorriso gracioso. A luz na vida de Jackson Wang.

Nos tempos difíceis, quando sempre precisava de alguém, quando queria outra pessoa fora os companheiros de banda, era sempre ele que o ajudava. Mesmo que não se conhecessem direito no começo e que Bambam fosse apenas um universitário perdido nos arredores da empresa, com certeza seria ele sua salvação. Jackson sentiu o coração parar ao vê-lo, tão bonito e estiloso. Era sorridente, mesmo estando em uma situação vergonhosa, assim como o próprio Wang era na maior parte do tempo. Tinha se identificado com Bambam muito mais do que desejava, e em pouco tempo já eram amigos.

Jaebum de inicio fora contra tudo que aquela amizade poderia gerar. Não era fácil para Jackson fazer amizade com outras pessoas, mesmo sendo tão sorridente e gentil. Não se pode confiar em todos, então o Wang era sempre muito seletivo quanto a amizades e romances passageiros — os únicos que tinha sendo cantor. O Im dissera que era um caminho difícil, que ele poderia se machucar e que, acima de tudo, não queria que isso acontecesse justamente com o chinês. Mas ele estava determinado demais, nem mesmo o líder conseguiu separa-los.

— Aish... Como a pele dele pode ser tão bonita assim? — soltou um risinho bobo — Ele nem mesmo cuida dela como eu.

— É porque eu sou um jovem bonito e gentil, Wang — Bambam abriu os olhinhos lentamente e sorriu — Coisas boas acontecem com pessoas boas.

— Então eu deveria ter a pele tão bonita que nem precisaria de maquiagem, não concorda? — aproximou-se com um sorriso terno no rosto.

— Você deveria ser a pessoa mais feliz do mundo, com a pele mais bem cuidada e com tudo que desejasse — suspirou — Mas você já é assim, eu imagino.

— Sou assim porque tenho você, caso contrário minha felicidade não estaria completa  — beijou a testa do mais novo — Vamos comer? Você parece acabado.

— Yugyeom e eu discutimos — rolou os olhos e sentou-se na cama — Ele está preocupado demais com Youngjae.

Jackson estranhou o nome, mas conhecia vários homens e garotos com o mesmo nome, então o desconforto provavelmente vinha daí.

— Um amigo dele, namorado? — perguntou curioso, logo se sentando ao lado do tailandes.

— Melhor amigo — Jackson asentiu — Ele está passando por uns problemas, então Yugyeom está bem preocupado.

— Bem, você não pode culpa-lo.

— Não, não posso, mas não pensei nisso quando saí gritando ontem pelo apartamento — riu fraco — Vou tomar um banho e depois almoçamos, pode ser?

— Claro, estarei te esperando.

Jackson sempre estaria.

 

***

 

Jaebum estava entediado. Nunca pensou que sentiria saudades dos horários apertados e do treino de quatro horas, mas aparentemente estava realmente fazendo falta. Mesmo que na maior parte do tempo fosse difícil, como quando precisava ficar minutos longe de Jinyoung ou Jackson para não surtar ou quando Mark não dava sua opinião enquanto eles precisavam dela, tudo isso fazia muita falta pro Im. Felizmente sua mente estava sendo, na maior parte do tempo, muito bem ocupada por Youngjae. Ele sempre vinha com novidades, mostrando o quão misterioso e curioso poderia ser.

A novidade da vez fora o contato direto do menor com Woojung. Aparentemente em um lapso de loucura, Youngjae tinha ligado para o irmão e perguntado várias coisas incompreensíveis. Entretanto, nem mesmo ouvir a resposta ele conseguiu. Tão rápido quanto a coragem veio ela foi embora, e o Choi mais novo logo tinha desligado e jogado o telefone longe. Longe o suficiente para conseguir acertar Jaebum no outro sofá, o acordando de um rápido cochilo.

— Youngjae-ah, você tomou seus remédios? — resmungou devolvendo o telefone para o menor — Isso já está te afetando tanto assim?

— Eu estou começando a ficar desesperado com esse silêncio dele — bufou e se remexeu no sofá — Woojung não é assim, tem algo errado!

— Você não deveria estar feliz por que ele não te contatou ainda?

— Claro que não hyung! — resmungou frustrado — Eu gostaria que ele estivesse aqui do meu lado me enchendo o saco, porque assim eu mando ele embora por danos morais o mais rápido possível.

— Isso é impossível sabe — soltou um risinho — Você até mesmo desmaiou quando soube que ele estava aqui, acha mesmo que aguenta vê-lo?

Youngjae engoliu a seco — Eu tenho que aguentar, uma hora ou outra terei que encontra-lo no aniversário de morte da nossa mãe.

— Oh, a data já está próxima? — perguntou curioso.

— Ainda tenho uma semana — sorriu triste — Apenas eu e Woojung comemoramos, o resto da família prefere esquecer.

— Por quê? — franziu o cenho.

— Muitas coisas aconteceram, minha família aceitou o acidente da pior forma — suspirou — Eu vou tomar um banho.

— Ok, vai lá — acenou.

Youngjae espreguiçou-se um tanto que envergonhado e subiu, deixando o celular para trás no sofá. Jaebum o observou subir as escadas bagunçando os cabelos negros e sumir, logo conferindo se ele tinha ido mesmo para o quarto. Rapidamente foi até o outro sofá, pegando o aparelho e discando o último número dos registros. Não estava salvo nos contatos, mas Youngjae o sabia de cor, o que fez Jaebum se perguntar que tipo de relação eles dois realmente tinham um com o outro. Medo não parecia ser a única coisa entre eles.

Foram precisos apenas alguns segundos para o outro atender. Jaebum ficou em silêncio, esperaria que ele falasse algo.

Aish... O que você quer Choi Youngjae? É tarde sabia? — silêncio — Pirralho, me escute bem, você pirou de vez? Eu vim pra Seul apenas pra te ver e você me ignora assim? Se lembra da promessa que fez? Daquela porcaria de promessa? É bom que se lembre, porque eu vim aqui apenas pra cobrar o que é meu. O passado ainda está aqui vivo dentro de mim. Nada mudará, você não vai conseguir tirar esse peso das minhas costas e eu não vou te deixar tirar das suas. Não me evite mais, ainda temos muita história pela frente pra você ficar fugindo. — Woojung desligou.

Jaebum não sabia o por quê, mas estava morrendo de raiva de um garoto que nem conhecia.


Notas Finais


Oi meus bolinhos! Como vocês estão?
Eu to naquele clima de férias de quem arrebentou em biologia e apanhou o ano inteiro.
Eu to ouvindo aquele pagode e dançando horrores (sim, sou pagodeira).
Espero que vocês estejam bem assim como eu estou!
Gostaram do capítulo?
Obrigada por todo o apoio, ok? Eu amo muito vocês e nunca vou cansar de agradecer!
Até a próxima?
Chu~

eu to mesmo ouvindo pagode: https://www.youtube.com/watch?v=cs5D2eUSZDY
meu twitter é esse pra qem perguntou ou nao sei la: https://twitter.com/yugyxeom
ps: eu usei a mesma foto do jb na capa deus me perdoe eu nao canso dessa foto


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