História Doce Inimigo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Visualizações 94
Palavras 1.891
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oioi, meus amores, tudo bem? Trouxe mais uma fanfic nova. Desta vez com o nosso maravilhoso Shawn Mendes. E nada mais digno que postá-la no dia do seu aniversário, certo?
Então, passemos aos avisos:

✔  Somente as personalidades dos personagens me pertence, quem os representa não.
✔  História da minha total autoria. Plágio é crime.
✔ Obra dedicada à @souhamucek
✔ Agradecimentos: mwahx do HD pelo banner maravilhoso e à @KodaIine pela capa naravilhosa.
✔ História também postada no wattpad. Link nas notas finais.

Boa leitura e bem vindos.

Capítulo 1 - Fogo


Fanfic / Fanfiction Doce Inimigo - Capítulo 1 - Fogo

— Karyna, porque é que ainda insistes em iniciar esta vingança? — o mais novo questionou sem desviar o olhar do telemóvel, levando a que a morena bufasse e revirasse os olhos.

As mãos da mais velha repousaram na curva da sua cintura e o seu rosto voltou-se na direção do dono dos caracóis chocolate. Adaptou uma expressão facial que demonstrava a sua extrema impaciência e, posteriormente, alegou:

— Sabes melhor do que ninguém o que ele fez para merecer esta vingança, Zach. Não vou deixar que ele saia vencedor.

­— Na minha opinião, tu ainda o amas, mas não admitres.

­— Zach, para com os comentários inconvenientes e presta atenção ao que te foi incumbido de fazer! — resmungou a morena, transparecendo o seu desconforto?

O moreno riu-se e voltou a prestar atenção ao que fazia. Sabia perfeitamente que a prima ainda amava o ex marido e, por isso, insistia em levar a cabo a vingança que Zach não entendia de forma alguma. "Ele destruiu a vida dela e ela acabou com o casamento. Fim da história!", pensava o mais novo. Mas para a morena não era assim. Ele destruíra a vida dela, o sonho dela e a mulher vingar-se-ia, destruindo também o sonho dele.

A morena viajou o olhar pela floresta. As altas árvores parcialmente despidas balançavam umas contra as outras, provocando um ruído sinistro, assim como os animais que ali habitavam. A lua cheia a iluminar a floresta fornecia-lhe um ar mais sombrio. Parecia uma cena de filme de terror.

Karyna arrepiou-se quando uma brisa lhe beijou o corpo e cruzou os braços na tentativa de aumentar a temperatura corporal. Poisou o olhar em Zach que continuava o seu trabalho com o telemóvel e permitiu-se perder-se nos seus pensamentos.

O seu coração voltara a opinar sobre a sua decisão. Este afirmava que era errado o que ela estava a fazer, que deveria esquecer o passado e entregar-se a um futuro com ele. Por momentos, a Duey deu ouvidos àquele que perdoava o que o seu ex marido lhe fizera, mas logo ignorou-o e manteve a sua decisão racional firme. Não podia perdoar quem lhe tinha mentido e quem tinha se tornado naquilo que a morena crescera a aprender a desprezar e que ele também desprezara. Assim, com tais pensamentos, chegaram as recordações que o incluiam. Eram absurdamente felizes, assemelhavam-se a casais dos clássicos contos de fadas, e num só minuto, todos os anos passados juntos foram destruídos como se uma bola demolidora tivesse chocado contra eles.

­— Pronto, Karyna. ­— informou Zach enquanto se levantava e limpava a suas calças carvão.

Karyna piscou repetidamente os olhos na tentativa de afastar as lágrimas que se começaram a formar e sorriu de canto para o primo quando este a fitou estranhamente. O moreno sabia perfeitamente o que se passava e que a prima não estava muito bem. Zach tinha ciência de que Karyna nunca superara o fim do seu relacionamento, mesmo que tenha sido ela a colocar o ponto final. Então, o Duey aproximou-se da morena e colocou as mãos nos ombros dela, afirmando logo de seguida:

­— Não há problema em ainda amares o teu ex marido, Karyna. É normal, visto que se conhecem desde sempre. ­— fez uma pausa ­— Sei o quanto esta vigança é importante para ti e o quanto esse dilema te atormenta e vou apoiar-te mesmo não estando de acordando e achando que devias seguir em frente, encontrar alguém melhor que ele. ­— sorriu de canto como se estivesse a reconfortar a prima ­— Agora é contigo. Tem cuidado. Qualquer coisa estou no carro.

Zach apertou gentilmente os ombros de Karyna e desapareceu entre as árvores altas, sendo coberto pela escuridão enquanto a Duey observava-o afastar-se. Posteriormente, quando Zach já não complementava a paisagem captada pelo seu campo visual, a morena ocupou-se em abrir o portão e carregar os garrafões para dentro do armazém.

Um sorriso rasgou-se-lhe no rosto quando esta poisou os garrafões e deparou-se com os sacos perfeitamente empilhados escondendo os pequenos pacotes brancos que seriam o fácil acesso ao aumento da riqueza do moreno. Karyna parecia conseguir sentir o aroma da substância ilícita e alargou o seu sorriso. Dentro de minutos, o pó alvo não seria mais pó e muito menos o seu ex marido aumentaria a sua riqueza. Iniciava-se ali o declínio do império Mendes!


Shawn caminhava pela floresta calmamente como fazia habitualmente para verificar a sua "mina de ouro", já que não podia correr o risco de a perder. Estavam imensos dólares em jogo e o canadiano ambicionava-os loucamente. Necessitava de expandir o seu império como o ser humano precisava de oxigénio. Tinha que honrar o seu pai, uma vez que não lhe restava mais nada. Perdera o seu pai num tiroteio, a sua mãe e a sua amada por ter se tornado um gangster, então só lhe restava honrar a memória do seu progenitor.

As suas sobrancelhas quase se uniram quando Mendes as franziu. Não se recordava de ter deixado a sua mercadoria tão desprotegida, visto que era absurdamente cuidadoso. Tomara todas as providências necessárias para manter aquele local o mais seguro possível. Era praticamente impossível o moreno ter sido tão descuidado.

Aproximou-se cautelosamente enquanto segurava a arma que viajava sempre consigo firmente e fixava o olhar no armazém, temendo que lá se encontrasse alguém. Os seus passos eram medidos e os seus sentidos estavam todos ativos e intensificados, preparado para para reagir. Assim que poisou o olhar sobre a mulher parada ao lado de dois garrafões, ergueu a arma na sua direção e vociferou:

­— O que fazes aqui? ­— pausou ­— Não ter armes em espertinha que eu disparo!

Karyna riu-se enquanto se virava para Shawn, arrancando uma expressão de dúvida dele. Era engraçado como o Mendes tentava proteger as suas riquezas. Se ele soubesse o quão ridículo tinha soado... Era de senso comum que Shawn nunca magoaria uma mulher de forma alguma, era contra a sua moral.

­— Olá, sweet boy, meu querido sweet boy! ­— troçou enquanto abria um sorriso provocador ­— És tão ridículo! Ameaças uma mulher quando o Universo tem ciência de que nunca serias capaz de as magoar.

Shawn baixou lentamente a arma enquanto fitava a morena inexpressivamente. A sua boca entreaberta e os seus olhos inexpressivos indiciavam o seu estado. Não sabia como reagir à presença da sua ex mulher. Fazia imenso tempo que não se cruzavam. E mesmo petrificado, o gangster concordava com a Duey: nunca magoaria uma mulher, muito menos Karyna.

Aproveitando o silêncio que os envolvia, a prima de Zach incumbiu-se de percorrer o corpo do Mendes com o olhar. Estava mais musculado e mais moreno e as roupas que envergava eram justas e neutras acentando-lhe lindamente. Já o cabelo continuava o mesmo aglomerado de fios perfeitamente arrumados. Voltou a colar o olhar no dele e comentou:

­— Estás diferente. Mais sensual. Serão as mulheres com quem dormes todas as noites que te proporcionam toda essa sensualidade?

O moreno engoliu em seco. Como é que ela tinha conhecimento dos casos que ele possuía? Andaria ela a vigiá-lo?

­— Como é que sabe? Nunca mais nos vimos.

­— Tenho as minhas fontes, love. Mas também não é muito compliado saber, já que em cada canto de Toronto se ouve falar do temível Shawn Mendes. ­— explicou, intercalando o seu olhar entre as suas unhas revestidas por verniz negro e o homem à sua frente ­— A verdade é que não me importa o que falam sobre ti. Conheço-te melhor do que ninguém para saber que isso que te tornaste é somente uma máscara. ­— encolheu os ombros e, posteriormente, abriu um sorriso trocista ­— Nunca me contaste que eras apaixonado pelo Carnaval para andares mascarado o ano inteiro.

­— O que queres, Karyna? Por que apareces agora quando ambos seguimos as nossas vidas? Não entendo realmente! ­— esbravejou o Mendes, detestando o lado torcista da morena.

A Duey escondeu as mãos nos bolsos traseiros das calças carvão e desfilou até ao ex marido, fazendo-o engolir em seco e o seu coração voltar a disparar. Fora inevitável não percorrer o olhar pelo corpo da mulher. As curvas mais delineadas, as roupas pretas tortuosamente justas e os cabelos escuros longos e ondulados fizeram-no perder os sentidos por momentos.

Assim como fora inevitável Shawn admirá-la, era da mesma forma inevitável para ambos controlar as reações ao efeitos que um surtia no outro. Enquanto demonstrava a sua versão provocadora, o seu interior vibrava por encontrar-se perto do Mendes e gritava incessantemente para beijá-lo, ao contrário do Mendes que permitia transparecer tudo o que sentia no momento. Era tranparente como vidro.

Os corações pareciam conseguir ouvir-se, nunca cessando a conversa excêntrica e saudosa. Queriam tocar-se, unir-se novamente. Sentiam a falta um do outro, de estarem completos. Era agonizante viver sem a sua metade essencial. Afinal, conseguiria alguém viver sem metade de si? Conseguiria viver a sentir um vazio permanente, perdendo a cada segundo a esperança de voltar a estar completo novamente?

Mais uma vez, Mendes engoliu em seco. Sentia Karyna perigosamente e o seu copro formigava loucamente para tocar naquele corpo divinamente esculpido que lhe roubava os sentidos. No entanto, negava-se a mexer-se, controlando a sua vontade insana. Mas quando a Duey repousou as suas delicadas mãos no seu peito definido, este viu-se a perder o controlo. Era demasiada tortura tê-la tão perto e não poder tocar-lhe.

­— Tenho a certeza de que sabes o motivo para me encontrar aqui, Shawn. ­— afirmou num tom tão provocador quanto o sorriso desenhado nos seus lábios rosados ­— Sabes bem que foste um menino muito mau, baby, e todos os meninos maus merecem ser castigados.

A Duey viajou os dedos pelo braço musculado coberto pelo casaco até à mão quente do moreno, fazendo cada pelo ali existente eriçar-se. A pele de Shawn parecia arder com o contato. Oh, como ele era vulnerável àquele toque delicado! Enroscando os finos dedos nos grossos do homem, Karyna conseguiu roubar a arma ao ex marido e atirá-la para longe. Sob a falta de sanidade que o dominava, Shawn conseguiu agradecer pela arma estar travada.

Mendes respirou fundo ao sentir a respiração da morena contra o seu pescoço. Era demais! Inconscientemente, sem qualquer vestígio de auto controlo, o gangster viajou desesperadamente as mãos para a cintura feminina, aproximando-a posteriormente. Só queria sentí-la mais uma vez. Sentia imensa falta dela.

Karyna sorriu perversamente ao perceber o que causava ao temido Shawn Mendes. Irónico chamá-lo de temido. Descobertos os pontos fracos, Mendes não era assim tão temível e a Duey conhecia-os detalhadamente. Era uma pena ter uma inimiga que o conhecia tão bem.

Assim que se viu a perder também o controlo, decidiu avançar para a etapa final. Não estava ali para se entregar a ele. Entre aquela vingança não havia espaço para lúxuria. Então, arrastando os lábios suave e tortuosamente pela pele arrepiada do pescoço masculino, Duey alcançou a orelha do gangster, proferindo num sussurro:

­— Sentes este aroma, sweet boy? É o início do teu fim. ­— riu-se nasalmente ­— Tu és o homem, Shawn, mas sou eu que tenho o poder.

Depositou um beijo delicado no maxilar do moreno e, num ápice, acendeu o esqueiro que repousava no bolso e atirou-o para onde os sacos se encontravam. Rapidamente, presenciou-se o maravilhoso encontro entre a gasolina e o fogo. Em seguida, com um sorriso inundade de maldade, afastou-se do moreno e, como se fosse uma modelo, voltou a desfilar, mas desta vez para longe daquela luminosidade quente e vistosa, deixando um Shawn perplexo para trás.


Notas Finais


Doce Inimigo no wattpad: http://my.w.tt/UiNb/8LdZq8CgsF

Conversem comigo nas minhas redes sociais ou timeline. Responder-vos-ei sempre.

Vemo-nos em breve
Um beijo e tchau
Lene


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