História Doce Inimizade - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Inazuma Eleven (Super Onze)
Personagens Fudou Akio, Kidou Yuuto
Tags Inazuma Eleven, Yaoi, Yuuto Kidou X Akio Fudou
Exibições 58
Palavras 1.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas!!!
Pensa na minha alegria, editei a "fotinha" da capa da fanfic com o nome dela!!! ^^ (mds, sou retardada...) E seus comentários maravilhosos encheram meu kokoro <3 de felicidade! Ah, amo vcs!!
Sobre HiroHaru ou GoHaru, vou fazer um negócio bem louco... *risada maléfica*
Sem mais delongas, boa leitura!!!

Capítulo 17 - Uma verdade oculta


Fanfic / Fanfiction Doce Inimizade - Capítulo 17 - Uma verdade oculta

Haruna andava apressadamente pelos corredores da escola. O coração estava tomado pelas emoções diversas.

Estava feliz pelo irmão ter-lhe dito palavras tão doces e acolhedoras, e ficaria muito mais feliz quando ele seguisse seu "concelho". Sentia-se uma trouxa por confiar tanto em Goenji mesmo sem ter uma retribuição adequada para aquela paixão. Estava ansiosa acima de tudo. Mas por que ansiosa? Nem ela sabia ao certo o porquê.

Os olhos procuravam certo ruivo na medida em que passava por corredores e portas, mas não o encontrava em lugar algum. Ao invés dele, encontrou alguém que poderia ajudar.

-Aki-chan! – Chamou enquanto corria até ela.

-Haruna-chan, tudo bem? – Ela sorriu.

-Sim. Você viu o Hiroto em algum lugar? – Foi direto ao ponto, estava com pressa.

-Eu o vi na biblioteca já faz um tempinho...

-Obrigada, Aki-chan!

Ela agradeceu e voltou a correr, dessa vez rumo ao local indicado pela amiga, ignorando a pergunta que ela fizera sobre o motivo de Haruna estar atrás do Kiyama.

Entrou no local destinado ofegando e correndo os olhos por tudo até encontrar o garoto que procurava dormindo sobre um livro que parecia ser de geografia. Sorriu inevitavelmente.

 

[...Domingo...]

 

-Estava com saudade da comida da Marialva! - Kidou suspirou escorando-se na cadeira.

-Ela é uma ótima cozinheira. - Fudou completou. – Agora entendo o que você quis dizer sobre o bolo de cerejas...

O fim de semana finalmente havia chegado, e como chegou foi embora.

Naquela noite de domingo em que o pai de Kidou tivera uma folga, o filho trouxera seu “amigo” para que jantassem juntos. O jantar foi, consideravelmente, normal. Conversas variadas e algumas perguntas aqui e ali, nada muito traumatizante. Kidou não conseguia conter o nervosismo desde o dia em que decidira contar ao pai sobre seu relacionamento com o garoto que, agora, estava sentado ao seu lado, e seu pai já se contrariava sobre o real motivo daquela visita inesperada.

-Você não veio até aqui apenas para comer uma refeição preparada por ela, veio?!

A pergunta dele fez um silêncio se instalar na sala de jantar e os garotos se entreolharem. O homem mais velho estava impaciente com a demora do filho para lhe dizer o que estava acontecendo. Já não era o suficiente ele ter ligado sem mais nem menos para avisar sobre aquele jantar de última hora? O homem podia ser qualquer coisa, mas nunca fora burro para não detectar algo, no mínimo, estranho e questionável.

O mais alto dos dois garotos respirou fundo, tentando controlar a ansiedade e as mãos que não paravam de tremer. Olhou mais uma vez para o namorado, que lhe observava e tentava lhe tranquilizar, o que era um tanto quanto inútil.

Kidou levantou da cadeira, sendo seguido por Fudou, que permanecia ao seu lado.

-Diga. - Seu pai ordenou, preparando-se para algo ridículo e sem importância que o garoto julgava ser um escândalo, o que fora completamente contrário às ações que se seguiram.

-E-eu... - Engoliu em seco.

Não era de seu costume gaguejar, tampouco temer algo que houvesse decidido. Mas tudo o que menos queria era decepcionar seu pai adotivo.

Akio tocou discretamente sua mão. O contato da pele dele na sua o fez se arrepiar. Um pequeno choque de realidade que o dizia para seguir em frente, mesmo que o namorado continuasse encarando o seu pai, ele sabia que Akio sempre estaria ali para sorrir como sempre sorria. Para lhe dar aquilo que nunca dera a ninguém: um simples, singelo e genuíno sorriso.

-Eu... - Começou novamente. - Eu estou namorando.

Era um começo. Seu pai lhe olhou em dúvida. Enfim o filho havia arranjado uma namorada, mas por que ela não estava ali para ser propriamente apresentada?

-Isso é bom, não?! - Olhou para o filho em dúvida. - Quem é a garota?

O estômago de Yuuto embrulhou e esfriou ao mesmo tempo, seus joelhos pareciam ter se transformado em gelatina. Mas Akio segurou sua mão com firmeza, um sussurro mudo de que deveria prosseguir, de que ele estava e estaria ali, sempre.

-Não é uma garota. - Completou, apertando a mão daquele ao seu lado.

O homem sentado à sua frente abriu a boca e a fechou diversas vezes enquanto o silêncio desconfortável reinava no cômodo.

-O quê? - Semicerrou os olhos sem entender o que o garoto dizia.

Antes de responder, Kidou respirou fundo, mas mesmo assim sua voz ecoou trêmula.

-Esse... é o meu namorado, Akio Fudou.

Uma frase simples, sete palavras, mas elas carregavam um impacto estrondoso. Kidou sentiu o peso que carregava há tempos em seus ombros se esvair, podia até respirar mais facilmente. Porém seu pai, depois de se recuperar um pouco, estava com a pior das expressões, algo que Kidou não pôde distinguir se era raiva, dor ou desprezo, ele simplesmente não sabia o que se passava na cabeça daquele homem sentado de frente para si. Ele somente podia se perguntar o que aconteceria. Claro que não seria um sorriso, muito menos uma doce palavra.

O aperto das mãos dos garotos permanecia mais forte.

-Saia daqui. - Foi o que seu pai disse com uma voz que não possuía um único sentimento.

E foi o que Kidou fez, foi embora sem escutar Akio lhe chamando várias vezes, tudo o que queria era sair logo dali, talvez gritos e desaforos fossem muito melhores do que aquela simples frase. Tudo seria melhor se seu pai tivesse lhe posto alguma certeza, até algo “você é uma decepção” seria mais confortável do que a indiferença. Parecia até que eram desconhecidos, que trocaram uma simples palavra.

Por outro lado, o que o moreno sentia se resumia em uma frase chula: estava puto, muito puto!

Antes de ir atrás do namorado, olhou nos olhos do pai dele e cuspiu as palavras:

-Eu espero que você se lembre do meu rosto, porque sou eu que vou estar sempre ao lado do seu filho.

 

[...]

 

(N/A: Sugiro que coloquem uma música tristinha no fundo...)

 

-Kidou... - Chamou com delicadeza.

-Hey. - Sorriu falso, era óbvio que não estava bem, mas se esforçava para não demonstrar a tristeza que sentia.

-Eu...

-Não diga nada. - Interrompeu.

-E o que quer que eu faça? - Ergueu seu queixo para olhar em seus olhos.

-Eu nem sei o que eu quero... acho que preciso apenas dormir um pouco e estudar para as provas fin-

-Não estou me referindo a isso. - Segurou uma de suas mãos.

-Então... eu acho que só quero um beijo. – Pediu com os olhos se enchendo pelas lágrimas e a voz vacilante.

Não foi necessário outro pedido. Akio tocou seus lábios com os dele, um beijo calmo e doce, que lhe consolou como nada iria consolar. Singelo e sem malícia alguma. Demorado e com um sentimento diferente. Os beijos de Akio já eram macios por natureza, mas aquele era ainda mais confortável, visto que o garoto queria demonstrar mesmo o que representava.

-Obrigado. - Foi o que disse antes de entrar no quarto e depois de romperem o contato.

Ele fechou a porta e a trancou. Era um sinal claro de que precisava ficar sozinho.

Akio suspirou e se escorou na parede, sentindo-se péssimo por aquilo, afinal Kidou fizera tudo por ele. Tateou os bolsos e pegou o celular, ligando para o número que estava na discagem rápida, mesmo que aquela pessoa nunca fosse descobrir isso, e era melhor assim. Tudo seria melhor se ela esquecesse de vez dele e de tudo o que ele representava.

-Alô. - A voz feminina soou no outro lado da linha parecendo mais suave que o comum. Aquela voz que nunca se abalava, ou era assim agora.

-Oi.

-Akio?! - Surpreendeu-se. - Como você está?

Segurou as lágrimas mordendo o lábio.

-Eu... eu queria pedir desculpas.

-Não se preocupe, meu bem. Não há nada para se desculpar.

-Tem sim. E tem tantas coisas que eu queria fazer antes de... você sabe.

-Sim, querido, eu sei. Mas me diga, como você está?

-Mal. Muito mal.

-...

Ele nunca fora tão sincero com ela em uma única resposta. Ele era uma incógnita e escondia tudo tão bem, o que havia acontecido para que fosse tão verdadeiro e ligasse para ela, logo para ela, depois de todo esse tempo?

-Eu queria pedir desculpas... eu queria te ver mais uma vez...

-Você pode vir aqui sempre que quiser. É muito bem-vindo ao meu lado. – A voz perfeitamente pausada e calma declarou.

Ele engoliu em seco. Não queria estar ao lado dela, pois seria igual a ela, e isso ele temia mais do que tudo em sua vida. Talvez até mais que perder seu amado.

-Existe esse alguém... – Mudou o rumo da conversa.

-Quem?

-Esse garoto...

-Que garoto, pequeno?

-Ele. – Respondeu como se fosse algo óbvio apenas para evitar o provável choro.

-Quem é ele? Ou melhor: como ele é? – Reformulou a pergunta ao perceber que não obteria respostas.

-Incrível. Simplesmente... incrível. Eu queria apresentá-lo a você.

-Então eu quero muito conhecê-lo, meu bem. Quero conhecer aquele que te faz tão feliz e tão triste ao mesmo tempo.

Por mais que ele não visse ela, sabia que aquele sorriso que lhe tirava noites de sono estampava-se e sua face.

-Então vou levá-lo comigo da próxima vez.

-Estarei esperando. – Claro que ela esperaria, não podia fazer nada além de esperar. Nunca pôde.

-Obrigado.

-Não há de quê.

-E me desculpe.

Repetiu e não esperou resposta para desligar o celular.

Sentou-se no chão, estava cansado e com um sentimento estranho em seu peito. O que era aquilo? Ele não sabia, depois de se apaixonar por Yuuto nunca mais teve certeza do que sentia, estava experimentando emoções que não conhecia e não sabia como denominá-las. Esperava que aquilo fosse bom, mesmo sem saber se realmente queria que fosse algo bom. Não sabia de mais nada.

 

[...]

 

-Marialva, o que aconteceu ali? - Uma das empregadas perguntou. - Tudo ficou em silêncio de repente...

Marialva lançou um olhar ameaçador à garota.

-Isso não é da nossa conta. - Respondeu seriamente. - Concentre-se em fazer o seu serviço corretamente.

A garota engoliu em seco e saiu de perto de Maria que, por sua vez, retirou o celular do bolço, discando o número de alguém em busca de ajuda.

-Alô?!

-Olá, Haruna, correto? - Marialva perguntou.

-Sim... quem fala?

-Meu nome é Marialva, sou empregada do pai de Kidou-sama e amiga do menino.

-O que gostaria?

-Eu preciso de ajuda, estou preocupada com Kidou-sama.

-O que te faz se preocupar com o meu irmão? - Estranhou.

-Eu... poderia te encontrar em algum lugar?

Haruna hesitou antes de responder, mas se era algo com seu irmão não haveria problema.

-Onde?

-Pode ser no parque aqui perto, quinta-feira à tarde, tudo bem para a senhorita?

-Haruna, me chame de Haruna. E sim, tudo bem para mim. Mas por que precisa de ajuda? Não seria mais fácil você resolver por si mesma?

-Porque não posso me meter nos assuntos dos patrões, são poucos os lugares que aceitam empregadas com ficha criminal, e eu não quero perder o meu emprego. – Respondeu rindo nervosamente.


Notas Finais


Esse capítulo cheio de ligações... Espero que tenham gostado!
(Vou confessar que esse cap e o próximo estão prontos faz duas semanas)
Comentem e me façam feliz com suas opiniões ^^ (eu pareço muito rude nas respostas? Se sim, me desculpem)


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