História Doce Obscuro - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Abraham Ford, Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Eugene Porter, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lori Grimes, Maggie Greene, Merle Dixon, Michonne, Personagens Originais, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sophia Peletier
Tags Apocalipse, Margot Robbie, Norman Reedus, Walkers
Exibições 155
Palavras 1.956
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu tenho que pedir milhões de desculpas para vocês, me perdoem por está a quase dois meses sem postar, ainda mais no inicio da fanfic.
Eu tenho uma explicação ok?
Não me matem antes de tentarem entender meu lado.
Mas primeiramente leiam o capítulo e nos vemos lá nas notas finais.
Boa leitura, pessoas ❤

Capítulo 3 - Nem tudo são flores


Dois intermináveis meses enfurnada onde Satanás deve ter perdido não só as botas, como meias, roupas intimas e tudo que se tem direito.

É difícil reconhecer que em menos de vinte e quatro horas, eu havia surtado pela terceira vez. Eu nunca havia perdido a cabeça tantas vezes em um período tão curto de tempo. O momento em que soube que permaneceria sozinha em um retiro espiritual por tempo indeterminado, simplesmente abrir a porta do carro em movimento e me joguei. Deitada em meios ao barro, com insetos me picando, as lágrimas misturadas com as poucas gotas da chuva, algo em um tom de vermelho preocupante sinalizou que eu deveria ir urgentemente para o retiro ou até mesmo ser levada para um psiquiatra.

Eu podia sentir o coração acelerado mesmo depois de ter ingerido - contra minha vontade - algumas capsulas de calmante. Meu nível de estresse estava chegando a um limite em que eu mesma, não estava sabendo como controlar.

Ao chegar ao retiro, o imenso casarão branco de portas amarelas estava nos aguardando. Tanto os funcionários quanto os moradores - fui repreendida diversas vezes ao chama-los de pacientes - nos receberam com tanta animação que o cansaço devido ás horas no carro e ao calmante recém-tomado, haviam se passado rapidamente. Aos poucos fui percebendo que não era tão ruim quanto parecia ser. O terreno deve ser maior que uma quadra de futebol, bem ao centro á o casarão com as suítes dos moradores, sala de janta, uns quatro a cinco banheiros espalhados, e uma enorme biblioteca. Ao redor á pequenas casas que servem para as atividades interligando-se com a casa principal por passarelas de cimento.

Naquele dia, pela primeira vez desde anos, eu pude presenciar as lágrimas escorrer pelo rosto de Charles ao dizer que o que fez foi por preocupação a minha saúde. Abraçamo-nos pela última vez e ele foi embora.

Tentei pôr meus pensamentos em ordem naquela noite, mas tudo o que consegui foi uma maldita dor de cabeça e a certeza que não voltaria para Atlanta nem tão cedo. O que me aguardava lá? Um apartamento que futuramente seria leiloado por falta de pagamento, um ex-noivo querendo arrancar meus olhos com os dentes, lembranças da minha falecida mãe por qualquer pedacinho de Atlanta, principalmente na casa que agora minha madrasta reside. Talvez até tivesse que pensar na possibilidade de me prostituir enquanto não arranjasse um emprego. Não, obrigada. Pelo menos em Shri Yoga Devi eu estava sendo bancada ás custas do meu pai.

Os dois meses no retiro foram o suficiente para eu ter uma noção de como seria minha jornada daqui para frente.

Recomeçaria bem longe de Atlanta e seguiria em frente.

Que se dane Merle Dixon.

E foi o que fiz desde que tive a certeza que seria preciso mudar.

Nos primeiros dias foram-me entregues algumas atividades opcionais que o retiro proporciona durante nossa estadia. Eu tentei até a última gota de suor participar de todas sem reclamar ou questionar, tudo estava indo de vento em polpa até termos sidos levados para fazer trilha. Teria sido perfeito - sem contar, obviamente, na minha notável falta de habilidade para andar no meio do mato - se os mosquitos não estivessem tentando sugar minha alma. Não é preciso comentar que eu perdi um pouco a paciência e passei a xingar até a folha que roçava na minha perna. Se eu tivesse armas em mãos, provavelmente teria exterminado cada criatura minúscula que ousasse me tirar do sério.

Certo. Não foi como o esperado.

Mas o que vale é continuar tentando, certo?

Errado.

Deixei as trilhas de mão para não ter mais uma dor de cabeça em vão, e é por este motivo que estou em meu quarto em plenas cinco horas da tarde. A janela do meu quarto tem uma visão espetacular de várias árvores e vários tons de verde. Mato. Mato. Mato. Mesmo distante da parte central da casa, posso sentir a calmaria de quando parte dos moradores saem para alguma atividade.

Tanto meu celular quanto o notebook se tornaram inúteis quando fui avisada que onde estamos não tem sequer uma barrinha de sinal, faz pouco mais de seis semanas que eles estão enfiados no fundo de uma mala.

Apoio o queixo sobre as mãos sentindo o vento gélido soprar em meu rosto, os minutos se passam em completo silêncio até que ouço o ronco de carro se aproximando. Minhas sobrancelhas se unem automaticamente. O único carro de Shri Yoga Devi pertence diretora do local, Martha Devi, e bem, ele nunca sai de lá.

A não ser que sejam novos moradores.

Movida pela curiosidade salto sobre o banquinho, ansiosa para ver as novas carnes do pedaço, não é querendo sonhar alto, mas pode ser um homem bem aperfeiçoado que esteja perdido nesse imenso matagal que queira passar a noite brincando de ginecologista... Pode ser não, é?

Céus.

Como eu preciso de alguém.

Apanho o casaco de crochê na cama e saio do quarto, o vestindo enquanto passo a chave na fechadura. Ouço múrmuros no andar de baixo assim que me aproximo da escada que leva ao saguão, diminuo os passos suavizando o barulho que meus pés fazem sobre o assolho velho, espio pela parede tendo a visão ampla do que está acontecendo.

Meu cérebro reúne as informações necessárias na cena e ordena para que eu volte ao quarto imediatamente, mas minhas pernas não conseguem obedecer aos comandos enviados.  

Corra! Corra! Corra porra!

Estou petrificada.

A poucos metros de mim, no saguão, á pelo menos uns quatro homens mascarados com armas até os dentes ameaçando os moradores de Shri Yoga Devi. São do grupo da trilha do Bob. Talvez o outro grupo ainda não tenha voltado. Todos estão ajoelhados alinhadamente com as cabeças baixas diante dos miseráveis. Enquanto dois estão apontando as armas para meus colegas, os outros estão vasculhando apressadamente a sala de janta.

— Não tem nada aqui, porra! — Um dos homens grita jogando a mesa para o alto.

O encapuzado de roupas largadas que está ameaçando o grupo dos moradores dá um passo á frente e puxa uma loira pelos cabelos. Os gritos tomam conta do casarão. A mulher se debate tentando se desvencilhar, mas é inútil, ele a arrasta para fora da fileira puxando-a com tanta força que eu posso ver as veias da sua mão saltando.

O homem se curva ficando com o rosto mascarado á centímetros de distancia da mulher.

— Onde esconderam a comida?

— O quê... Comida? — A mulher indaga confusa.

— Você é surda por acaso?

A mulher choraminga apontando para uma das casas do lado de fora, onde fica a dispensa juntamente com a cozinha de Shri Yoga Devi.

Minha mente dá reviravoltas imaginando porque diabos ladrões vão invadir um retiro espiritual em busca de comida.

Só pode ser brincadeira.

O homem revela os dentes amarelados em um sorriso mal-intencionado.

— Você foi de grande utilidade, meu bem.

Então ele dispara a arma.

O corpo de mulher cai no chão sem vida.

Não consigo sufocar um grito de horror.

Os olhares surpresos dos homens desconhecidos direcionam-se para mim. Os moradores berram por socorro, e de repente tudo se transforma em um caos no salão principal, meus colegas de retiro estão correndo para o lado de fora do salão aproveitando a distração dos homens.

É um show de horror.

Os tiros voltam e dessa vez são as quatro armas que estão sendo disparadas contra todos.

Posso ver pessoas que fizeram várias atividades comigo serem fuziladas mesmo depois de mortas. Os homens gargalham. O sangue jorra pelo chão. Os gritos desesperados dos ainda vivos ecoando pelo salão.

Não tenho controle sobre os grunhidos aterrorizados que minha garganta produz. 

— Pegue-a — O assassino da loira dá duas tapas nas costas do mais baixo apontando em minha direção, o sorriso escarnio brincando em seus lábios — Eu quero ela.

Eu não espero ver o homem correr para começar a me mover. Obrigo minhas pernas voltarem a funcionar sentindo o instinto de sobrevivência tomar conta de cada célula minha. Antes mesmo que eu chegue á porta do meu quarto ofegante, pedindo por auxilio extra aos pulmões, o homem já está no fim do corredor disparando em minha direção como um aspirante de Usain Bolt.

— Puta merda — Grunho baixo me atrapalhando com as chaves do quarto.

Maldita hora que eu resolvi trancar esta merda.

Ele está a poucos metros.

O pavor me preenche.

Entro no quarto trancando a porta em seguida, me afasto consideravelmente percebendo sua sombra ficar mais perto pela fresta inferior da porta.

— Qual é loirinha? Vai dificultar? — Ele gargalha do outro lado — O chefe quer você bombonzinho, não adianta fugir, eu te pegarei de todos os jeitos.

— Vai se foder, seu merdinha! — Grito transparecendo confiante. Sabe se lá que diabos eles farão com meu pescoço caso me peguem. Acrescento corajosamente. — Se afaste da porta, eu tenho uma arma e vou atirar.

O homem gargalha como se eu acabasse de contar a piada mais engraçada.

Não deu muito certo, cacete.

— Atire... — Assusto-me com o estrondo contra a porta.  — Porque eu vou entrar.

Ele está jogando todo seu peso contra porta.

Mais uma vez.

Outra vez.

Droga.

Ele está tentando arromba-la de todo jeito.

Procuro um móvel arrastável pelo quarto, porém, por incrível que pareça todos estão pregados nas paredes. Quando varro os olhos em busca de algo afiado que cause sérios danos a garganta da criatura lá fora, sou levada a enxergar a minha única opção de sobrevivência - sobrevivência essa que pode acarretar em uma perna quebrada ou a piora dos meus neurônios -.

Disparo até a janela me posicionando para me jogar a qualquer segundo de coragem momentânea.

— Eu vou morrer — Lamurio baixinho encarando os quatros metros de altura entre a janela e o gramado fofo — Eu não quero morrer.

É nesse momento de vai e não vai que percebo que os tiros cessaram.

Ou eu agiria rápido ou em minutos teriam mais três encapuzados atrás de mim.

O que é se jogar de uma janela e quebrar uma perna quando se está prestes a ser estuprada, morta ou obrigada a fazer coisas piores?

Então eu me jogo.

É rápido.

O vento frio quebra em meu corpo e o coração só falta voar pela garganta. Em questões de milésimos estou caindo no chão como um saco de batatas podres. Minha cabeça bate na terra fazendo-me ficar zonza, meu corpo inteiro dói principalmente á perna direita.

Ergo-me ligeiramente reparando que o assassino mais babaca desse mundo ainda não conseguira arrombar a porta do quarto. Passo a andar me apoiando nas paredes em direção á parte central do casarão, esguelho notando a ausência dos assassinos - ladrões de comida - do lado de fora. Á somente um carro estacionado a poucos metros de onde estou. É isso ou morrer dentro da extensa floresta de Concord.

Eu corro até o carro agachada. Minha perna dói e eu faço um esforço danado para não soltar um gemido de dor.

As chaves obviamente não estão na ignição, mas graças ao maldito do Merle Dixon, eu acabei por aprender a fazer ligação direta. Merle batia o pé dizendo que um dia me seria útil, e bom, parece que ele estava prevendo o futuro. O motor faz um estrondo assim que o ligo, o carro está caindo aos pedaços, tenho a sensação que a qualquer momento o pedal da embreagem vai afundar e permanecer lá mesmo.

— Ela tá levando o carro! — Ouço alguém dentro do casarão gritar.

Urro de dor ao enfiar o pé machucado no acelerador, o carro dá um solavanco e dispara.

Ouço os tiros disparados contra o carro, mas para minha felicidade, eu já estou longe o suficiente.

Dou um sorriso, vitoriosa.

O bom seria saber como que diabos se sai da floresta de Concord. 


Notas Finais


Bom, vou entender perfeitamente se alguém desistir de ler a fanfic por essa tremenda demora da minha parte.
No inicio da fanfic, eu ainda estava de férias e tinha seis capítulos completos, só faltando a revisão, no entanto, minhas aulas da faculdade começaram... E gente, pelo amor dos céus, quem faz faculdade ou ainda está no colegial deve entender o quão puxado é.
Eu não tinha noção que esse período seria tão arregaçador quanto tá sendo.
São trabalhos, seminários, provas e o caralho a quatro que o professor passa só pra ralar sua cara no asfalto e dizer que quem manda na porra toda são eles - se vocês quiserem matar alguém além de mim, ta ai a dica-.
Vocês devem pensar "Poxa, mas é só revisar" sim, é, mas eu não estava com tempo nem pra respirar direito, eu chegava em casa ou ia dormir, ou ia estudar, porque olha, o bagulho nos assuntos tava louco.
A segunda unidade começara Segunda-Feira e eu creio com todas as minhas forças que será menos puxada do que a primeira foi.
Eu prometo que vou começar a postar com mais frequência, até porque, eu tô com umas ideias meio anormais na cabeça e pretendo passar pro papel o mais rápido possível HUSHUHSUA;
E pra nossa alegria, o Daryl vai aparecer no próximo capítulo, será uma primeira cena... Bem, como eu posso dizer, marcante SUAHHUSAHU
Beijos meu amores, não me matem, por favor ❤


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