História Doce Pesadelo - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Gravity Falls
Personagens Bill Cipher, Dipper Pines, Gideon Gleeful, Mabel Pines, Stanford "Ford" Pines, Stanley "Stan" Pines
Tags Bill X Dipper, Billdip, Gravity Falls
Exibições 78
Palavras 1.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


HEEELLOOO BEAUTIES☆☆
Demorei né?? Sorry, estive passando por umas coisas, tb estou em semana de provas (amanhã tem simulado e dps tenho 5 provas para fazer ;-;)

Enfim! Aqui está! Capítulo novo!
Se tiver alguma coisa bugada, tipo os parágrafos, culpem o spirit que quase sempre desconfigura oq eu faço no cel :(

Letis Gou!

Capítulo 8 - Minha empregada


 Bill estava encostado na parede, de braços cruzados, seguindo cada passo de Dipper com seu olho, dando um pequeno sorriso. O moreno corria de um lado para o outro, pegando roupas, alguns objetos (como lanternas, câmeras, gravadores...) e os únicos restos de comida que sobraram na cozinha, ou seja, meio pacote de salgadinhos que já estavam quase estragados e murchos. Era de manhã, umas oito horas, e o Pinheirinho se preparava para investigar uma casa mal assombrada. Isso teria sido sugestão de Cipher: procurar objetos ou criaturas sobrenaturais para servirem de atração para a Mystery Shack, uma espécie de museu de assombrações. E, claro, foi o demônio quem sugeriu a casa. Seria algo simples, para começar.

 Achava engraçado ver o quanto Dipper estava empolgado com uma coisa tão pequena.

 — Pinheirinho, você colocou sua blusa ao contrário — o loiro apontou, com certo divertimento.

 O moreno agora estava tentando fechar uma mala, ficando nela, deitado. Sem sucesso. Pulou em cima. Caiu. Sem sucesso. Chutou, para extravasar a raiva. Machucou o dedo do pé. Sem sucesso.

 Estava irritado, e o comentário de Bill só ajudou para que explodisse:

 — Foda-se! Agora para de ficar só olhando e vem ajudar!

 Sem sair do lugar, Bill estalou os dedos. Um movimento simples que serviu para dar um fim à batalha do Pinheirinho contra a mala. Magia era muito útil, de fato.

 — Obrigado... — o rapaz agradeceu, olhando para o objeto fechado.

 — Não agradeça, eu só fiz porque você mandou, não por uma boa ação.

 — Idiota... — Dipper murmurou.

 — Está pronto agora?

 — Estou!

 O demônio olhou o Pinheirinho: seus olhos castanhos brilhavam de empolgação e um sorriso enorme estava estampado no rosto. Parecia a imagem de uma criança de cinco anos que acabara de ganhar um brinquedo e doces: fofo, inocente e feliz.

 — Tão fofinho — o loiro fala com um ar de zombaria.

 — O que?

 Bill soltou uma risada:

 — Você.

 Dipper não entendeu, mas sabia que aquilo não tinha sido um elogio, então ficou irritado.

 — Sabe, Cipher... — o moreno abriu aquele típico sorriso que servia de alerta para Bill. Lá vinha merda. — ... Eu estava pensando em como te humilhar hoje.

 E lá estava ela: a merda.

 O loiro fez cara feia e bufou, dando pequenas e rápidas batidas no chão com seu pé direito, deixando clara a irritabilidade e o desconforto:

 — Tá, o que você quer que eu faça dessa vez?

 — Vamos ver... — Dipper olhou para o teto, pensativo, dando pequenos tapinhas em seu lábio com o dedo indicador — ... Sabe, acho que você ficaria bem vestido de empregada.

 Não houve resposta durante alguns segundos, Bill apenas olhava para seu mestre com uma mistura de confusão, pois acreditou ter ouvido a frase errado, e incredulidade, porque, se tivesse ouvido certo, o pedido era absurdamente idiota e estranho.

 — O que está esperando? Vestido de empregada, vai! — o moreno persistiu.

 — Pinheirinho, você por acaso tem uma espécie de fetiche por gente usando fantasias?

 — Oi?!

 — Digo, uma vez vi um sonho seu, que envolvia garotas fantasiadas... E era bem... suspeito... E agora você pede para eu me vestir de ovelha, de empregada...

 — Que nojo! — Dipper refutou a hipótese do demônio imediatamente e Bill gargalhou com a situação — Só põe o vestido e vamos logo para a casa assombrada da qual você tanto fala.

 Em um passe de mágica, a roupa de Cipher foi substituída por um belo (e sexy) vestido de empregada preto com detalhes brancos, clássico, mas ousado, deixando os braços e uma boa parte da perna à mostra. Também veio acompanhado dos acessórios: o sapato preto, o avental e a tiara. Parecia até um cosplay de algum anime estranho que Soos provavelmente assistiria. Ou uma fantasia de sex-shop, não sabia dizer.

 O moreno não esperava por essa.

 Nem esperava que fosse gostar, mesmo que um pouco, da visão.

 — Você está vermelho — o demônio falou, com aquele sorriso presunçoso na cara — Estava certo sobre o fetiche?

 — Definitivamente não! — Dipper saiu do transe e jogou a mala para sua empregada, que a pegou — Agora para de encher e vamos.

 — Pera aí! — o loiro gritou ao ver que seu mestre andava em direção à porta — Eu vou nos teletransportar para lá!

 — Tá brincando? — o menor riu — Você vai desfilar com essa roupinha adorável para a cidade toda ver!

 E saiu da cabana.

..........

 Durante metade do caminho, Bill suportou as risadas, as piadas, os olhares... Sua cara estava vermelha, parte pela vergonha, parte pelo ódio mortal que estava sentindo pelo seu mestre que apenas gargalhava com aquela situação. Murmurava para si mesmo coisas como:

 "Vou matá-lo. Torturá-lo, matar a família na frente dele, arrancar as tripas, jogar ácido sulfúrico na ferida e depois comer a carne dele no jantar."

 O demônio estava sedento por uma vingança e a teria. Jurou que teria.

 Logo o cenário começou a mudar: de uma pequena cidade habitada, para uma cidade fantasma. Cipher estava ocupado demais xingando o Pinheirinho mentalmente, então nem se preocupou com todo aquele silêncio, mas Dipper se importou, estava desconfortável. Toda aquela calma fez com que milhares de perguntas voltassem à sua mente.

 Não aguentando mais a dúvida que estava o matando, deixou que sua voz saísse:

 — Bill, posso te perguntar uma coisa? — soava como um suspiro fraco e melancólico. Se o silêncio não fosse absoluto, o demônio jamais teria ouvido.

 — Eu sou seu servo — falou irritado — Não peça permissão, só pergunte e me obrigue a responder.

 — Certo... — o moreno desviou o olhar, focando em seus próprios pés — Meus tios-avôs ainda estão vivos?

 O loiro parou e encarou o menor. Os olhos do Pinheirinho estavam perdidos em pensamentos, pareciam vazios, como se a alma do rapaz tivesse ido para longe. Cipher estava puto até um tempo atrás, mas agora, ao olhar para aquela expressão perdida, todo o sentimento de ódio havia desaparecido e sido substituído por compaixão. A vontade era de abraçar Dipper, confortá-lo, dizer que tudo estava bem. O demônio nunca se sentiu daquela maneira antes. Nunca. Mas acreditava que aquele sentimento não era exatamente seu.

 — Não sei. — respondeu enquanto voltava a andar, de costas para o moreno, pois não aguentava fitar aquela expressão aflita.

 — Você vê o futuro, não vê? Não consegue saber esse tipo de coisa?! — suplicou.

 — Não é assim que funciona, Dipper. Eu vejo probabilidades, não um futuro certo. Acredito que Ford vá morrer apenas aos 92 anos... Stan aos 89, tudo aponta para isso, é a opção mais provável. Mas, lembre-se: eu ter dominado o seu mundo também era a opção mais provável há uns anos...

 — Entendi... Então seu poder é meio inútil... — Dipper parecia decepcionado — Você não consegue rastreá-los, ou sei lá...?

 — Geralmente conseguiria, mas parece que a presença deles sumiu... Não acho que estejam mortos, mas não estão nesse mundo...

 O moreno olhou para Bill:

 — Você faz uma ideia de onde eles podem estar? De quem é o vilão dessa história toda?

 — Chegamos! — o loiro desconversou, parando em frente à uma casa velha, de três andares, suja, mas conservada apesar de tudo.

 — Bill...

 — Pinheirinho — o demônio encarou seu mestre, aproximando-se de seu rosto com um sorriso misterioso nos lábios — Esqueça isso, foque-se em reerguer a Mystery Shack, ok?

 — Certo... — Dipper concordou, hipnotizado pelo olho âmbar do maior.

 Esquecendo esse assunto, os dois entraram na casa. O Pines agora queria focar-se apenas em encontrar um espírito e entrar em contato com ele. Mas ainda não tinha encerrado a conversa com Bill por completo. Um dia, seu servo ainda teria que lhe dar boas respostas para suas perguntas.


Notas Finais


Obrigada por lerem até o final ^-^
Como sempre, deixem um comentário!!


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