História Doce sedução - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Romance Erótico
Exibições 21
Palavras 1.504
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 31 - Bônus


Um ano antes...

Era mais um dia entediante. E como se não pudesse ficar mais chato, estava sendo obrigado a escutar mais um sermão do meu irmão mais novo.

Sim, isso mesmo. Meu irmão mais novo estava me dando um puxão de orelha por não ter ido à reunião importantíssima da Talento.

-Não sei o que o papai tinha na cabeça, quando deixou você como responsável por tudo. –disse Daniel com as mãos na cabeça, parecia prestes a arrancá-los.

Soltei uma risada. Adorava vê-lo nervoso desse jeito, ficava vermelho como um pimentão. Hilário.

-Ben, por favor, não estrague isso. Foi tudo o que nos restou, papai ia querer que você cuidasse da empresa com unhas e dentes. Ele suou muito para erguer a Talento. Fez tudo isso sozinho, Benjamim. Não é possível que você não tenha nem um pouco de consideração por ele.

-Chega. –disse com a voz fria. –Não pedi para ele me deixar a Talento, e demonstrei de todas as formas possíveis que nunca me interessei pela empresa.  

-Eu sei muito bem disso. –Daniel disse em tom irônico. –Mas agora não adianta se fazer de rebelde, ele deu pra você, tenho certeza que tinha seus motivos.

-Me poupe, Daniel. –revirei os olhos. –Não vou a porra de reunião nenhuma. Tenho coisas mais interessantes para fazer. Porque você mesmo não vai?

-Eu faria, mas não sou o sócio majoritário. Precisamos de sua presença em todas as reuniões, em toda a merda de decisão que tivermos que tomar!

Reprimi um sorriso. Meu irmãozinho puritano acabou de pronunciar um palavrão. Devi estar muito nervoso, mesmo.

-Isso não é engraçado, Ben. Hoje perdemos uma grande parceria, por causa da sua irresponsabilidade. Se continuarmos assim, vamos falir a empresa. Quer ficar pobre?

Endireitei minha postura. Ficar pobre? Não, isso eu não suportaria.

-Calma, maninho. Não queremos que isso aconteça, então não faltarei mais. Amanhã cedinho vou estar na Talento.

Daniel suspirou, se escorando no carro. Não havia notado a sua aparência tão cansada.

E tudo por minha causa. Ótimo.

Desviei meu olhar dele, para esquecer a culpa que começava a tomar conta de mim.

A rua estava deserta, era uma tarde de domingo, e como de costume, estava no bar. Até meu irmãozinho me tirar aos berros de dentro para me dar lição de moral.

Avistei uma garota, vindo do no final da rua. A primeira coisa que me chamou a atenção, foram suas pernas. Minha nossa, acho que nunca vi pernas tão delicadas em minha vida. Ela vestia um shortinho que deveria ser de uso proibido. Andava rápido, em passos duros, como se estivesse pisando em ovos. Quando estava mais próxima, pude ver que ela exibia um biquinho, que imediatamente me deu vontade de beijá-la. Alguém a irritou. Sua expressão e gestos mostravam isso.

-Acho melhor irmos embora... –Daniel começou, quando percebeu que eu estava olhando para minha próxima vítima.

-Acho que não. –disse, andando até a garota.

Daniel segurou meu braço.  –Não faça isso. Ela é apenas uma garota. Procure uma mulher do seu tamanho.

-Me solta. –disse entre os dentes.

-Não vou deixar você fazer isso. –Daniel parecia decidido a acabar com a minha diversão.

Olhei para a garota novamente, ela repuxava algo em seu pulso, até que ele caiu no chão. Ela continua andando, acho que não notou o objeto perdido.

Ganhei uma abordagem perfeita e sutil.

-Escute. Vamos fazer um trato. Se você não atrapalhar meus planos, eu não faltarei a próxima reunião.

Ele me soltou. –Você está brincando comigo?

Sorri. –Claro que não, Dan. Não deve ser tão difícil comparecer as reuniões. Em troca, quero apenas que me deixe em paz.

Relutantemente ele concordou com a cabeça. –Tenho sua palavra?

-Claro. –respondi com uma piscada.

Comecei a andar em passos largos.

–Benjamim.

Suspirei. Achei que seria o suficiente para ele calar a boca.

-Fale logo. Não posso perdê-la de vista. –exclamei.

-Só não a machuque, ela parece ser... diferente.

-Não prometo nada. –disse com um sorrisinho.

 Segui os passos da garota de pernas perfeitas. No chão encontrei o objeto que caiu de seu pulso. Uma pulseira de ouro, com uma chapa em que estava escrito Viviane Miranda. 

Viviane. Belo nome.

Alcancei-a rapidamente, sem ser notado. Ela parecia bastante distraída. Delicadamente toquei seu ombro magro para ter sua atenção.

Ela se virou de relance, seu biquinho se desfez quando encontrou meus olhos.

-Desculpe-me. Mas você deixou cair isto. –disse, estendendo a mão com a pulseira.

Um sorriso lindo nasceu em seus lábios enquanto agradecia. Sua voz era tão suave, que me fez imaginar muitas palavras que poderiam de sua boca.

-Isso é muito importante para mim, não sei o que faria se tivesse perdido. –completou encarando a pulseira.

-Não foi nada. Você deve estar bem distraída, para não ter notado quando caiu. –comentei observando-a.

Seus olhos negros me analisaram por um bom tempo, enquanto permanecia em silêncio.

Será que é tímida?

Reprimi um sorriso quando vi o rubor tomar conta de seu rosto.

Pode olhar à vontade, linda.

-Sou Benjamim. –disse estendendo a mão.

-Viviane. –ela sussurrou apertando minha mão.

-Viviane Miranda. –completei.

Sua testa franziu mostrando confusão.

-É o nome que está escrito na pulseira. –expliquei.

-Ah, sim. –ela murmurou.

Amei o modo como ela parecia sem jeito. Tão inocente.

-Você mora aqui por perto? –perguntei após um minuto constrangedor de silêncio.

-Sim. –ela responde simplesmente.

-Eu também. Acabei de me mudar.

         -Então, seja bem vindo. Você vai gostar daqui, é um lugar bem calmo e agradável. –um sorriso gentil se formou em seu rosto.

          Que encantador.

Ela era tão linda. O jeito como sorria, como falava, como seu rosto ficava levemente avermelhando quando se envergonhava. E sem falar em seus cabelos longos, presos em um rabo de cavalo frouxo, seus olhos negros e grandes que possuíam um brilho raro.

-Bom, eu já vou indo. Mas uma vez, obrigada. –despediu-se.

Não! Não quero que vá. Tive vontade de impedi-la.

Não sabia quase nada sobre ela. Apenas seu nome.

-Nós veremos logo. –prometi, levando sua mão aos meus lábios.

Não perderia a chance de tocá-la.

-Quem sabe. –ela sussurrou em resposta.

Sim, linda. Pode ter certeza que vai.

Fiquei olhando-a, enquanto se afastava em passos largos. Desta vez, não estava pisando em ovos.

  

 

Um dia depois...

Fui tirado de meu sonho quente, com a garota das pernas perfeitas.

Estrondos na porta do meu quarto, impediram-me de voltar ao sonho. Droga!

Arrastei-me para fora da cama, abri a porta e dei de cara com meu irmãozinho, que exibia uma enorme carranca.

O que eu fiz agora? Será que não posso nem dormir em paz!?

-O que é?

-Você ainda pergunta? –Dani gritou.

-Ei, pare de berrar. Você caiu da cama? São seis e meia da manhã. Eu acabei de acordar. –murmurei fazendo uma careta.

-Não é possível que você tenha esquecido, Benjamim! –ele andava de um lado para o outro em meu quarto. –Você não tem palavra! Por que fui burro o bastante para acreditar em você?

A reunião. Perdi a merda da reunião. Que legal.

-Eu realmente não lembrava disso.

-Como não? Ontem à noite, liguei para você. Então, não use essa desculpa esfarrapada.

-Você é tão chato. –reclamei.

-Eu tentei de todas as formas, fazer com que você criasse algum juízo, mas é impossível. Eu desisto.

-Nossa, estou magoado. Vai desistir do seu irmão?

-Espera um minuto. –Dan olhou ao redor. –Ela não está aqui.

-Ela quem?

-A garota de ontem. Isso significa que você não...

-Não. –o cortei. –Acho que ela não é tão fácil quanto eu pensei que seria.

Ele soltou um suspiro. –Pelo menos isso.

Cerrei os olhos. –O que? Não vai me dizer que está interessado na garota.

-Não. –Daniel negou rapidamente.

-Está. –insisti.

-Você parece uma criança. Vê se cresce!

-E você parece um velho. –caçoei. –Você precisa se divertir um pouco, com garotas de preferência.

-Não sou igual a você. Não magôo garotas por diversão. –ele falou em tom acusador. –E pare de mudar de assunto. Eu não posso mais confiar em você.

-Chega de drama. É só uma reunião.

-Não é só uma reunião, é a nossa empresa, é tudo o que nosso pai nos deixou.  Temos que tomar uma decisão. Não dá para continuar assim.

 -O que você quer dizer com isso? –disse cerrando os olhos.

-Eu conversei com o advogado da família, Eduardo. Ele confirmou que podemos passar a Talento para mim, se fizermos tudo  o mais rápido possível, estará tudo pronto daqui a um mês. Com isso, você não precisará comparecer a nenhuma reunião, nem a nada relacionado à empresa. Livre de responsabilidades, exatamente como você quer.

Não respondi de imediato. Minha mente viajou por um mundo de possibilidades. Ele estava certo, era o que eu mais queria, me livrar de toda aquela pressão e responsabilidade. Eu não era a pessoa certa para isso, era obvio. Mas meu pai havia deixado-a para mim, confiou em mim a empresa que ele ergueu com seu suor.

O que ele pensaria se eu desistisse?

Certamente ficaria decepcionado, na verdade a única coisa que eu havia feito em toda a minha vida era decepcioná-lo.

-Eu mudei de idéia sobre isso. –soltei.

Daniel olhou-me com descrença. –Você está brincando.

-Estou falando sério. E como você disse, está na hora de crescer. –disse indo ao banheiro.

-O que você está fazendo? –Daniel perguntou quando o deixei no quarto sozinho.

-Estou me preparando para meu primeiro dia de trabalho, irmãozinho. 



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