História Doce voz - Capítulo 1


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hi, hello, annyeong!
Eu, Sea, vim trazer hoje uma historinha que eu fiz esses tempos, e gostei bastante :)
A história é primeiramente narrada por uma criança, então é bem '''''inocente'''''
Tem uns gatilhos na história, que vão fazer cês compreendam melhor o enredo...
Espero que gostem!

Música-tema: Control ㅡ Halsey

Capítulo 1 - Sussurro; único


Fanfic / Fanfiction Doce voz - Capítulo 1 - Sussurro; único

Senti mais uma lágrima escorrer. Ah, por que eu estou chorando de novo? Claire me disse que eu não podia deixar as gotinhas de chuva saírem de meus olhos. Claire é minha única amiguinha, e é até bem legal para uma voz que vive numa cabeça. Ela me ajuda bastante, mas às vezes grita comigo, e eu só mando ela calar a boca. Ela me diz que não tem boca, ao que eu pergunto: ''Então como você fala?'' , e ela responde: ''Falando, ué! Eu não tenho boca, mas falo por pensamento e moro na sua cabeça. É meio complicado.'' 

Dei um suspiro. E perguntei à minha amiga:

ㅡ Claire, por que ninguém gosta de mim? Eu gosto das pessoas e não fiz nada pra elas.

''Eu e sua mãe gostamos de você, querido. E, bom, para as pessoas você não fez nada, tirando uma.''

ㅡ Sei, sim. Sabe, Claire, eu não gosto daqui. Tudo é muito branco, chato, e eu preciso me concentrar pra deixar tudo colorido. Não sei por que mamãe deixou que me trouxessem para cá.

''Fique calmo, meu bem. Tudo vai melhorar logo, logo.'' 

ㅡ Quando?

''Em breve. Tenho que ir agora.''

ㅡ Já? Daqui a pouco, eles, aqueles homens de branco, vem me dar aquelas pastilhas que me deixam com sono?

''É, eu sei. Tchau, pequeno.''

Me recortei na cama dura, gelada e branca. Argh, por que tudo tem que ser tão sem cor?

Fechei os olhos e tentei rezar, mamãe dizia que sempre deveríamos fazer isso quando queremos pedir perdão por algo. Eu precisava ser perdoado, eu fiz algo grave demais. Eu sou mau, muito mau.

E, me lembrei novamente daquele dia. Algumas lembranças minhas foram embora, por causa das pastilhas, mas elas voltam de vez em quando.

E há uma, em específico, que eu não consigo esquecer.

ー✰ー

''Vamos, menino, o que tem de ruim nisso? Gosta de ver sua mãe chorar? Gosta de vê-la machucada?''

Claire disse, enquanto eu, que espiava pela fresta da porta a sala mal-iluminada, negava. As lágrimas queriam sair, mas a voz disse que eu não podia chorar, pois estava ficando ''homenzinho''.

''Então, querido. Pegue aqueles negócios que eu te disse. Vamos, vá.''

Me dirigi ao quarto de meus pais, abrindo a última gaveta do guarda-roupa e colocando a mãozinha lá no fundo, tateando até achar o que procurava. Peguei aquele objeto e deslizes meus dedos pelo cano metálico, frio.

''Já te disse o que fazer, né? Sabe direitinho?''

ㅡ Sim. ㅡ Concordei, destravando o objeto e o colocando em mira.

''Perfeito. Ah, não esqueça do outro brinquedo.''

Fui até a cozinha e peguei a faça mais pontuda, logo depois ajeitando-a desajeitadamente na cintura.

''Pronto, meu menino. A hora é agora!''

O resto é um borrão. Gritos, estrondos, sangue. Um sorriso brota em meus lábios. Pólvora, gotas e lágrimas. 

Eu tirei mamãe das garras do monstro.

∞ー✰ー∞

{Narrador}

 Todos se perguntavam, num misto de surpresa, espanto e horror: Por quê? Como? Onde? Mas ninguém sabia responder.

O corpo sem vida, perfurado e desfigurado do patriarca da família Pierce permanecia lá, estirado no chão da sala. A senhora Pierce era o reflexo do desespero: seu marido ensanguentado no chão e seu único filho agora desaparecido. Os vizinhos acudiam-na, a colocando na cama, e ela tomou o calmante em seguida.

Mesmo com o efeito do Xanax¹ agora correndo em suas veias, ela não conseguia sequer fechar os olhos. A cena anterior parecia fixar-se em sua mente: o senhor Pierce, em cima de uma poça de sangue; os olhos arregalados e sem vida; as várias perfurações em seu corpo, com vidro cravado em algumas; a boca costurada e a linha pendendo ridiculamente junto à agulha grossa enfiada no meio da testa; as mãos quase totalmente cortadas fora; e os dizeres, escritos em sangue, próximo à garrafa de uísque quebrada, "A voz que grita o tornou surdo."

"Quem?". A pergunta se repetia em sua mente. Seu marido fora um homem digno de desprezo, então, haviam muitos suspeitos.

O agiota, o vizinho da esquina, o dono do mercadinho ou algum marido cornudo. Tantos suspeitos de um crime hediondo.

A viúva se sentiu vergonhosamente aliviada. Querendo ou não, a morte de seu marido significava algo que, até então, era desconhecido para ela: liberdade.

Ela suspirou e se levantou, indo em direção à cozinha para tomar um copo d'água. O remédio não pareceu surtir nenhum efeito, mesmo que fosse tarja preta.

Outro ponto preocupante surgiu em sua mente: seu filho.

Oh, sua doce criança, seu único e mais precioso bem. Onde estaria? Ele tinha algo a ver com a morte do pai?

Um bocejo inesperado saiu por sua boca e ela, quase não se sustentando em pé, foi se deitar. Pensando, antes de sucumbir ao sono induzido pelo remédio, em quão lindo é o sorriso de sua doce e pura criança.




Após muitas horas, ela desperta, e olha para o criado-mudo ao lado da cama. Sete horas da manhã. É hora de seu filho ir à escola, então a senhora se levanta e vai em direção ao quarto do garoto. Abre a porta.

ㅡ Bom dia, meu fi...ㅡ Ela se interrompe, ao ver a cama vazia. Sua mente, agora desperta, processa rápido as informações; as lembranças inundam e parecem cair sob seus ombros. A ficha caiu.

Os olhos desesperados, em meio às lágrimas doloridas e recém-chegadas, captam um detalhe na cama vazia: um pequeno papel dobrado. Ela o pegou depressa e abriu, encontrando uma poesia com uma caligrafia estranha, e logo após, a de seu filho.

O cálice maldito
O líquidonegro desce pela garganta 
E faz cometer loucuras.
A voz cortante que ecoa no vazio
E mais um vidro quebrado.
A figura inocente, agora corrompida
Com a voz como companhia.
A Lua chora sangue, e exalta a escuridão
E o outro lado se ergue.
E a voz lancina.
E outro barulho ecoa.
A mente embriagada
Sucumbe.
E o inimigo cai.
A voz que grita 
O tornou surdo.

Depois havia um pequeno recado com a caligrafia infantil do garoto, o papel parecendo estar manchado com lágrimas.

"Me desculpe, me desculpe, mamãe. Eu amo você, e não suporto te ver chorar e perder sua cor, restando apenas o roxo dos machucados. Me perdoe. Mamãe, eu só fiz o que minha doce voz pediu."


Notas Finais


Pow Pow

Xanax: Alprazolam é um fármaco utilizado em distúrbios da ansiedade e em crises de agorafobia. É um medicamento de tarja preta no Brasil, psicotrópico do grupo B1. Reduz a ansiedade moderada e ansiedade associada a depressão. Também possui propriedades sedativas, hipnóticas, anticonvulsionantes e de relaxamento muscular.

E então, o que acharam?

(É a primeira vez que eu posto aaaaaaaaaa que emoçaum)

Eu não costumo escrever coisas assim, e não me acho boa nisso :(
but, pretendo completar uma LongFic com o Jinnie, e, assim que eu julgar boa, eu posto ><

Kisses~💋


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