História Doces Encontros - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias 50 Tons de Cinza, Anne Hathaway, Grant Gustin, Henry Cavill, Paul Wesley
Personagens Personagens Originais
Tags Dominação, Drama, Romance
Exibições 327
Palavras 8.293
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi pessoal, tudo bem?
Sei que demorei horrores pra atualizar a fic, mas estava em época de provas na universidade. Espero que entendam.
Pra me redimir trouxe um dos meus capítulos preferidos. Na verdade são dois capítulos em um, então espero que não se cansem de lê-lo, afinal ele está um pouco grande.
Como de costumo aconselho que leiam em frente à um ventilador HAHAHAHAHA.
A gente se vê nas notas finais.

Capítulo 29 - Mas eu não consigo evitar me apaixonar por você


Fanfic / Fanfiction Doces Encontros - Capítulo 29 - Mas eu não consigo evitar me apaixonar por você

—Que cara é essa? –Téo preguntou passando o braço por cima do ombro de Isabela quando estavam saindo da universidade e indo em direção ao escritório de arquitetura que a morena estagiava.

—Não é nada. –ela desconversou dando um sorriso de lábios juntos.

Na verdade havia uma coisa que a estava incomodando desde que acordou.

—Mentira dela! –Dalila exclamou ao lado dele. —Ela está assim porque o Henry aparentemente esqueceu o aniversário de um mês de namoro deles.

Isabela fuzilou a melhor amiga com os olhos e recebeu de volta um revirar de olhos. Henry e ela já estavam juntos como namorado há um mês, e quando ela acordou na cobertura dele após uma noite maravilhosa, na qual ele a fez ver estrelas, a morena encontrou-se sozinha na cama dele e com um bilhete sobre o travesseiro. No papel ele dizia que teve que sair mais cedo. Apenas isso. Nenhuma palavra a mais ou a menos.

Ela tentou ignorar aquela sensação de abandono, mas foi impossível não sentir a tristeza tomar conta do seu corpo assim que se deu conta do que estava acontecendo.

—Ele esqueceu? Como assim? –Téo perguntou arqueando uma sobrancelha. Seus olhos verdes queimaram em reprovação.

—Ele esqueceu! Do verbo esquecer, sabe? –Isabela respondeu rispidamente, mas não por causa da pergunta dele, mas sim por estar irritada com Henry.

—Eu já disse que acho muito impossível ele esquecer algo assim? Vocês estão praticamente morando juntos, sem contar que perdi minha companha para o almoço por causa dele. –Dalila apontava com o indicador para o nada à sua frente, como se esses fatos ditos estivessem escritos em um quadro que somente ela pudesse ver.

Isabela calou-se, sabendo que Henry e ela haviam dado um grande passo no seu relacionamento. E era verdade que ambos passavam muito tempo juntos. Principalmente às noites dos fins de semanas, quando não conseguiam dormir sentindo falta um do outro. A morena sempre conseguia um tempo para ir à cobertura dele, e mesmo com todos os pedidos do Henry, para que ela passasse as noites ali, a morena negava tristemente, pois sabia que seus pais – ou melhor, o seu pai – não iria gostar muito dessa ideia.

—O fato é... –Isabela começou a falar, mas foi interrompida pelo toque do seu celular dentro da bolsa.

O nome do Henry estava na tela e ela sentiu o familiar nervosismo tomar conta do seu corpo. Lançou um olhar para seus amigos e viu a expectativa estampada nos olhos verdes do Téo e nos olhos escuros de Dalila.

—Oi Henry. –ela falou ao atender e não pode deixar de notar o quão fria soou.

—Oi Bela, estou ligando para avisa-la que infelizmente não poderemos almoçar juntos hoje. –a voz dele saiu grave do outro lado da linha e foi impossível, para Isabela, controlar a reação do seu corpo.

—Por quê? –ela perguntou cruzando os braços com força.

—Eu, hm... Terei uma reunião às onze e meia e não sei se sairei a tempo. Sinto muito piccola mia. –por alguma razão ela sentiu que havia mais coisa por trás daquelas palavras, mas sufocou a desconfiança.

—É só isso? –ela perguntou friamente.

—Sim. Aconteceu alguma coisa para você estar falando desse jeito comigo? -a rispidez estava presente na voz dele e isso enfurecei Isabela ainda mais.

—Não Henry. Se for só isso eu preciso desligar. Estou cheia de projetos para revisar.

Ele respirou fundo do outro lado da linha e Isabela sentiu vontade de chorar.

—Não Isabela. É só isso mesmo.

—Até mais então. –respondeu ela sem esperar uma resposta, pois já havia desligado e jogado o celular dentro da bolsa.

Quando levantou o rosto viu Téo e Dalila a olhando abismados.

—Reação exagerada essa sua, hein? –Téo falou coçando a barba por fazer.

—Não precisava ter tratado o Henry daquele jeito, amiga. Ele é um cara ocupado, você mais do que ninguém sabe disso. –Dalila a olhava com um olhar carregado de reprovação.

-Ora, foda-se. –Isabela falou dando um tapa no ar. —Ele não pareceu ser um cara ocupado ontem à noite, se é que vocês me entendem.

Ambos se olharam e assentiram sabendo ao que a morena se referia. Henry e ela tinham feito amor tantas vezes que Isabela chegou a se perguntar se ele não cansaria nunca. Se bem, que até ela não conseguia resistir ao desejo de tocá-lo, de possuí-lo por inteiro. Henry era quente demais, mas ao mesmo tempo era uma ótima companhia, seja para conversar, ver filme ou até opinar sobre alguma ideia de projeto. Acima de tudo, Henry e Isabela haviam se tornado grandes amigos.

—Sim, mas não precisava ter tratado ele assim. Você não gostaria se ele falasse desse jeito contigo. –Lila o defendeu e isso deixou Isabela mais irritada ainda.

—De que lado você está afinal? –ela perguntou colocando as mãos no quadril.

—Estou do lado de vocês, e por isso acho desnecessário essa atitude. Vai saber ele não precisa de um empurrãozinho pra lembrar dessa data. –Dalila espalmou as mãos para frente em sinal de rendição.

—Não ouse lembrá-lo, Lila. –Isabela apontou o dedo para o ar e olhou sério para a amiga. —E muito menos você Téo.

—Ei anjo não precisa mostrar essas suas garras pra mim. –Téo espalmou as mãos como Dalila fez. —Você sabe que o Henry não gosta tanto assim de mim. Acho até que ele desconfia do nosso romance secreto.

Ele riu da piada e Isabela revirou os olhos virando o corpo em direção à rua. Ela já se sentia estressada o suficiente para lidar com tudo aquilo, ainda mais lidar com dois amigos que a repreendiam por ser exatamente como ela sempre foi. Oito ou oitenta. Sem meios termos. Ou Isabela era muito calma ou muito estressada. E nesse momento ela era cem por centro estressada.

—Ei Bela, calma aí. –Téo a segurou pelo braço olhando-a seriamente. —O que a Lila está querendo dizer é para você dar um crédito ao Henry. Homens costumam não atentar para datas de aniversário. Por exemplo, quantas vezes eu já esqueci o seu aniversário ou o da Lila?

—Nenhuma vez. –ela o respondeu arqueando uma sobrancelha.

—Bom, é verdade. –ele deu um sorriso sem graça. —O fato é que esse cara é ocupado. Você mesma diz isso de vez em quando.

—Tá vendo. É isso que eu estou querendo dizer. –Dalila disse erguendo o rosto e olhando-a por cima do ombro do Téo. —Mas afinal o que ele disse para te deixar tão irritada?

Isabela soltou seu braço do aperto do Téo e respirou fundo tentando manter sua pouca calma. Só que fazer isso só aumentou sua vontade de chorar de raiva.

—Além dele ter mostrado que realmente não lembrou da data de hoje. Ele disse que não poderia almoçar comigo por conta de uma reunião. –a morena sentiu seu maxilar ficar rígido, mas ignorou isso.

—Pelo menos eu vou ter companhia para o almoço. –Dalila disse soando vitoriosa.

—Como se você realmente precisasse de uma companhia. Sei que o Josh almoça contigo quase todos os dias. –Téo disse a olhando com a malicia estampada naqueles olhos verdes. Dalila ficou tão vermelha quanto Isabela achava ser possível e isso a fez rir um pouco.

—Não é? Depois quer que eu acredite que sentiu a minha falta. Por favor, né, Lila. –a morena falou rindo um pouco mais alto e voltando a caminhar em direção ao prédio onde ficava situado o escritório de arquitetura.

—Ora, é um almoço entre amigos. Apenas isso. –Dalila disse dando de ombros em um claro sinal de defesa.

Porém Isabela sabia muito bem que não era apenas isso. Sabia que tanto a Dalila quanto Joseph tinham sentimentos mais fortes um pelo outro, mas eram teimosos demais para admitir.

—Eu estou à sua disposição na hora do almoço. Tem tempo que não ficamos juntos. –Téo disse ao passar o braço por cima dos ombros de Isabela e a lançou um olhar triste que a fez se sentir culpada por ter negligenciado a sua amizade com ele.

—Eu adoraria almoçar com você e sinto muito não ter passado tanto tempo contigo. –ela disse passando o braço pela cintura dele.

—Não tem problema, Bela. –ele falou tão calmo que ela quase acreditou.

—Então estamos combinados assim. Você almoça com a Bela, e eu e ela vamos ao restaurante e bar que inaugurou semana passada. Que tal? –Dalila perguntou parando à frente deles assim que chegaram ao prédio comercial.

—Por mim tudo bem. Se o Henry pode me dar um bolo eu posso fazer o mesmo passando um tempo com as duas pessoas mais legais do mundo. –Isabela falou abraçando o Téo e sorrindo para Dalila.

—Então estamos combinados. Trago ela daqui à uma hora. –Téo disse a apertando contra ele.

Dalila assentiu e acenou para eles quando passou pela porta automática.

Ambos, Isabela e Téo, seguiram andando em direção ao restaurante que iriam almoçar. Não era muito longe do escritório, mas foi uma caminhada suficiente para que os dois amigos conversassem sobre tudo. Desde o relacionamento do Téo com a Amanda que tinha seus bons e maus momentos, até a dificuldade que ele estava tendo em conciliar estudo com trabalho.

—Eu acho que doce com salgado não combina. Isso é muito estranho. –Téo disse depois que viu Isabela comendo uma salada com molho de mel e mostarda.

—Ora, mas é claro que combina. É a oitava maravilha da culinária. –ela disse revirando seus olhos.

—E quais seriam as outras? –ele perguntou olhando-a com as sobrancelhas arqueadas e um sorriso presunçoso nos lábios.

—Brigadeiro, sorvete de torta de limão, morango com chocolate, paçoca, pé de moleque, docinho de uva, sorvete de café. –disse ela enumerando cada uma delas.

—E a sétima? –Téo perguntou sorrindo.

Isabela ficou pensativa por um instante tentando lembrar qual era a sétima maravilha culinária que ela considerava e sentiu o sorriso no seu rosto sumir ao lembrar.

—Petit Gatêau. –ela falou com certa tristeza ao lembrar o quanto aquela simples sobremesa significava para mim. Sou tão boba, Isabela pensou.

Percebendo o desconforto da amiga, Téo colocou a mão sobre a dela e a ofereceu um sorriso gentil. Aquele mesmo sorriso que ele sempre dava quando algo não saía como Isabela esperava.

—Você sabe que sempre me terá, não sabe? –ele perguntou, mas soou mais como uma afirmativa. Isabela assentiu e sorriu em resposta.

—Por que tudo tem que ser tão complicado? –perguntou a morena mais para si mesma do que pra ele.

—A vida não teria a menor graça se tudo caísse do céu de um jeito bem simples. Apenas não se estresse com isso, tá?

Téo apertou delicadamente a mão de Isabela mais um pouco e ela sentiu toda sua preocupação dissipar-se.

—Obrigada por tudo Téo.

—Que tipo de amigo eu seria se não a fizesse sorrir quando você mais precisa? –ele falou levantando da mesa e a puxando em um abraço apertado. —Além do mais, não suporto vê-la triste. Eu faria qualquer coisa para ver o seu sorriso... Até mesmo cócegas.

Téo lançou um olhar ameaçador para Isabela, que balançava a cabeça em negação, tentando fugir do enlace dos braços do melhor amigo, mas falhando miseravelmente ao sentir os dedos dele percorrem a lateral do seu corpo.

—Ah não, pare! –exclamou ela em um grito abafado enquanto Téo continuava a fazer cócegas na lateral do seu corpo. Isabela podia ver as pessoas ao seu redor olhando-os como se fossemos uns malucos.

—Você vai sorrir agora? –ele perguntou segurando-a pelos ombros.

A morena estava descabelada e sorria largamente. Era impossível ficar triste na companhia do Téo, e agora ela sabia muito bem o porquê de Dalila não ter ficado tão abatida depois de terminar com o Rodrigo.

—Satisfeito? –ela perguntou arrumando o cabelo e sorrindo para ele. No fundo do restaurante ouvia-se um cara gritar Beija, beija, beija e isso só a fez sorrir ainda mais.

—Acho que deveríamos ouvir nossos espectadores. –Téo balançou as sobrancelhas sugestivamente fazendo Isabela rir alto. Em um movimento rápido ele a segurou com mais força pela costa, jogando-a para trás, como em um daqueles movimentos de tango.

—Téo! –Isabela exclamou sem deixar de sorrir quando percebeu a proximidade dos seus rostos.

Os olhos verdes dele percorriam o rosto de Isabela por inteiro, como se procurasse algum sinal de que ele deveria parar, mas não encontrou. Ao contrário, Téo sorriu ainda mais largamente quando ouviu as palmas das pessoas ao redor deles e depositou um beijo carinhoso na testa da morena, que a esta altura estava vermelha da cabeça aos pés.

—Sua boba, eu te amo. –ele falou colocando-a na posição de antes.

Isabela sentia seu rosto quente e não precisava se olhar para saber que estava vermelha.

—Também te amo. –ela o abraçou forte, agradecendo aos céus por ter um amigo como o Téo. Isabela realmente era uma mulher sortuda.

—Agora vamos voltar para o seu escritório antes que alguém sinta a sua falta. –ele ofereceu o braço para Isabela e os dois saíram do restaurante ao som de aplausos.

O resto do dia foi bem calmo. Por sorte, ou insistência de Dalila, Isabela conseguiu ocupar sua mente com os projetos do escritório e quase não teve tempo de pensar no quanto sentia-se magoada com o Henry. Em momento algum ele a ligou ou mandou uma mensagem lembrando o aniversário de namoro. Quando as amigas saíram do escritório já tinha escurecido bastante, mesmo ainda sendo seis e meia. Antes que seguissem para suas respectivas casas, Dalila e Isabela combinaram como iriam para o Blue Class, o bar e restaurante que havia inaugurado semana passada no centro da cidade. Elas se arrumariam em suas casas e iriam juntas de taxi, para depois seguir para o novo restaurante para beber e comer sem peso algum na consciência.

Assim que Isabela chegou à sua casa deu de cara com seu pai e seu irmão Gustavo sentados à mesa estudando papéis, que provavelmente eram do escritório de administração da empresa que ambos trabalhavam. Ela os avisou que iria jantar fora, e pela falta de perguntas Isabela supôs que eles pensavam que ela iria sair com o Henry. Dando de ombros ela fez seu caminho para seu quarto e quando eu estava entrando no cômodo ouvi sua mãe chama-la.

—Diga. –disse Isabela parando na porta do quarto dos seus pais.

Automaticamente os olhos acobreados da jovem morena pararam em cima de um vestido vermelho colocado delicadamente sobre a cama de casal deles.

—Fui ao shopping hoje e achei esse vestido a sua cara. –Alana disse pegando o vestido como se ele fosse uma folha molhada.

—Meu Deus, mãe ele é lindo! –Isabela pegou o vestido com cuidado e colocou sobre seu corpo.

A peça tinha a um decote discreto na frente e duas faixas que passavam pelos ombros e se cruzavam na costa, terminando exatamente na curva da coluna. O comprimento era o ideal, nem muito acima e nem muito abaixo das coxas. Era elegante e sexy ao mesmo tempo.

—Vai realçar seu tom de pele e com certeza vai ficar lindo em você. –Alana disse dando um passo para trás para olhar a filha.

—Obrigada mãe. Eu realmente amei. –disse Isabela colocando o vestido na cama para poder abraçá-la.

—Não precisa me agradecer. –Alana sorriu e algo no modo como ela fez aquilo fez Isabela pensar que havia algo que sua mãe não estava lhe contando.

A morena estreitou seus olhos na direção da mãe, mas Alana pareceu não perceber ou fingiu não perceber, pois virou-se de frente para o guarda-roupa guardando o resto das compras que ela tinha feito.

—Dia de compras e nem me convidou? –arriscou Isabela, colocando o vestido sobre o seu braço.

—Desculpe querida, fui à tarde. –disse Alana sem tirar a atenção das roupas.

Isabela riu da forma como sua mãe falou aquilo e optou por deixar sua desconfiança de lado. Avisou Alana sobre os seus planos para aquela noite, mas omitiu a parte que o Henry não estaria presente. Depois que Isabela confirmou para os seus pais o seu namoro com o Henry eles passaram a não perguntar o motivo das suas saídas à noite, desde a vez que ela disse que jantaria com o Henry e só voltou no outro dia pela parte da noite. Alana assentiu, mas pediu para que a filha avisasse caso fosse passar à noite na casa do Henry, e Isabela teve que controlar a vontade de rir sarcasticamente ao ouvir aquilo, pois achava muito difícil passar um minuto sequer com aquele homem naquele dia em que os dois nem haviam se visto direito. Dando de ombros, Isabela assentiu e foi para o seu quarto se arrumar.

A morena tomou seu longo e demorado banho e, após sair, quando estava colocando o vestido ouviu seu celular tocar. O nome do Henry apareceu na tela e seu nervosismo ficou lá em cima.

—Bela. –ele falou do outro lado da linha do mesmo modo que fazia seu corpo inteiro se arrepiar.

—Oi. –ela respondeu baixo enquanto calçava seus saltos.

—Eu ainda estou preso no trabalho, piccola mia. Acho que não poderemos passar à noite juntos. –Henry falou com um tom carregado de tristeza.

Isabela suspirou alto sentindo todas as suas esperanças se esvaindo entre os dedos.

Realmente ele não lembrou, Isabela pensou pesarosamente.

—Tudo bem. Eu já tinha planos pra essa noite. Vou sair com a Lila para o Blue Class. –falou prendendo a tira do seu salto e olhando-se no espelho.

Provavelmente o Henry gostaria daquele vestido e da lingerie que eu uso por baixo dele, pensou a morena enquanto sorria tristemente.

—Mandarei o motorista levar vocês. Sinto muito por não conseguir passar o dia com você. –Henry tinha na voz a tristeza em evidencia e isso só fez com que Isabela se sentisse ainda mais magoada.

—Tudo bem, não precisa se preocupar. Eu preciso desligar agora pra poder terminar de me arrumar.

—Tudo bem, amore mio. O motorista estará lhe esperando lá embaixo. –ele disse antes de desligar.

No momento que Isabela desligou sentiu uma tristeza tão grande que a sua vontade foi de vestir seu pijama e passar o resto da noite comendo brigadeiro. No entanto, a morena maquiou-se como se fosse à uma festa. Um delineado, várias camadas de rímel e um discreto batom nude. Ela sorriu para si mesma ao ver o resultado final, pois via que apesar da tristeza que a acompanhou durante todo dia, suas bochechas estavam levemente coradas e seus olhos exibiam um discreto brilho. Assim que checou pela última vez o seu visual e jogou dentro da pequena bolsa os seu celular e os demais pertences, Isabela despediu-se dos seus pais e os avisou que voltaria para dormir em casa, ignorando o olhar cheio de questionamentos que Vinicius lançou à ela antes de vê-la sair do apartamento.

Como Henry havia dito o motorista da Race estava parado do lado de fora de um Mercedes Benz preto, aguardando Isabela em frente ao seu prédio. O senhor de cabelos discretamente grisalhos e semblante fechado cumprimentou Isabela ao abrir a porta de trás para que ela embarcasse e entrou logo em seguida.

—O Sr. Cavill já informou-me o endereço da sua amiga, senhorita. –o motorista falou assim que guiou o carro para fora do estacionamento frontal do prédio.

—Tudo bem. Vou avisá-la que nós já estamos a caminho.

Disse Isabela tirando seu celular da bolsa e digitando rapidamente uma mensagem para Dalila. Não demorou muito para que o seu celular apitasse avisando que havia uma mensagem não visualizada.

Amiga, a mamãe acabou de chegar aqui em casa. Acho que vou me atrasar. Pode ir antes de mim que a gente se encontra lá. Ah, e a reserva está no teu nome.

Lila

Isabela bufou de frustração ao ler a mensagem, mas o que poderia fazer?

—Nós podemos ir direto para o Blue Class. Minha amiga vai direto da casa dela para lá. –ela avisou o motorista, que deu um aceno discreto com a cabeça e guiou o carro para a direção do restaurante.

Alguns longos minutos depois o carro parou em frente à um elegante edifício fazendo Isabela não conseguir evitar o olhar de admiração quando olhou para o restaurante. A fachada era toda de vidro com luzes de led azul onde o nome estava escrito em itálico. Uma fila discreta esperava do lado de fora para uma vaga naquele lugar.  O motorista abriu a porta para ela e sorriu discretamente. Isabela o agradeceu e quando percebeu que ele ficaria ali fora o dispensou, dizendo que voltaria para sua casa com a Dalila.

—Recebi ordens do Sr. Cavill para esperar as senhoritas até o fim da noite. –respondeu o homem fazendo Isabela assentir um tanto contrariada.

Vendo que não conseguiria argumentar Isabela resolveu que seria melhor entrar. O hall de entrada do Blue Class seguia uma linha bem despojada, com dois sofás vermelhos em veludo e um suporte de apoio para o maître. Uma música ambiente tocava no lugar e o barulho das conversas deu um toque a mais ao restaurante. No centro dele estava o bar, que por sinal estava lotado. Assim que Isabela apresentou-se ao maitre e disse que tinha uma reserva em seu nome viu os olhos dele brilharam em reconhecimento e um sorriso largo tomou conta do rosto redondo que o homem tinha.

—Sua mesa está na parte reservada do restaurante. Siga-me, por favor, senhorita Isabela. –ele disse caminhando à frente e passando por todas as mesas, até chegar em frente à um corredor que levava para um parte onde cabines com portas de vidro fumê estavam dispostas uma ao lado da outra.

-Você tem certeza que uma mesa foi reservada nesse espaço? –ela perguntou passando pela porta que ele tinha aberto.

—Sim, eu tenho certeza. Essa era a nossa única mesa disponível no momento. Espero que goste. –ele a ofereceu um sorriso gentil e saiu em disparada de volta ao hall de entrada deixando a morena sozinha naquela sala.

Uma mesa para quatro pessoas estava disposta bem ao centro. A toalha de linho na cor preta reluzia sobre a meia luz do ambiente, bem como os detalhes em azul do lenço e dos pratos e talheres. O dono do lugar provavelmente levava a sério essa coisa do nome Blue Class. Isabela sentou-se ainda não acreditando que Dalila tinha conseguido uma reserva naquele restaurante.

Pelo menos alguma coisa no meu dia tinha saído como eu pensava, pensou a morena sorrindo sozinha.

No momento que ela tirou seu celular da bolsa para mandar uma mensagem para a melhor amiga viu um garçom entrar segurando uma garrafa de vinho e servi-la sem ao menos falar nada.

—Desculpe, mas eu não pedi nada ainda. –Isabela falou sorrindo totalmente sem graça.

—É por conta da casa para a sua primeira vez aqui. –ele sorriu colocando a garrafa de vinho em um balde de acrílico cheio de gelo antes de sair dizendo que estaria à disposição.

Isabela ficou um tempo olhando abobalhada para tudo aqui. Certamente ela estava sorrindo daquela situação. E com certa incerteza pegou a taça sentindo todo o aroma do vinho tinto e quando estava prestes a prová-lo ouviu a melodia de uma música que reconheceria em qualquer lugar.  A morena colocou a taça de volta na mesa no mesmo instante que a voz do Michael Bublé começou a cantarolar Can’t Help Falling in love. Era a mesma música que Henry e ela tinham dançado meses atrás, quando ela fugiu dele para voltar para o Brasil. Uma risada sarcástica escapou de Isabela ao perceber o quão contraditório estava sendo ouvir essa música em um momento que os dois estavam realmente juntos, mas distantes por conta de empecilhos do dia a dia.

Baixando seu rosto entre as mãos e fechando seus olhos não suportando a vontade de chorar, Isabela permitiu-se sentir falta do Henry, mas aquele deveria ser o seu castigo por tê-lo abandonado uma vez. Não que ele estivesse fazendo isso com ela, mas a morena nunca pensou que esquecer uma data assim a traria tanta agonia e aperto no peito.

—A senhorita me daria à honra dessa dança?

Uma voz familiar soou atrás de Isabela, a fazendo olhar assustada para trás para encontrar um familiar par de olhos azuis. Seu coração deu um solavanco e foi como se tudo de ruim estivesse sumindo quando ela percebeu que Henry estava ali e a olhava sorrindo, com a mão esticada na sua direção.

—Henry! –ela falou surpresa segurando a mão dele.

Henry a puxou para si fazendo-a espalmar as mãos no peito dele. Isabela o olhava com os olhos arregalados e o via sorrir com o canto do lábio do lábio esquerdo erguido.

—Você realmente achou que eu esqueceria o nosso aniversário de namoro? –ele perguntou passando o braço ao redor da cintura dela, a apertando contra si e balançando seus corpos no mesmo ritmo calmo da música.

—Tudo dizia que sim. –Isabela murmurou, subindo um dos seus braços para o ombro dele.

—Bela, eu jamais esqueceria algo tão importante para mim. –seu rosto estava sério, mas seus olhos azuis brilhavam sob a luz daquela sala.

—Mas você fez parecer... Você disse que não passaríamos à noite juntos. –ela falou baixo enrolando uma mecha do cabelo dele no seu indicador enquanto dançavam. —Você nem ao menos acordou comigo ou almoçou.

—Eu sei disso, piccola mia, mas eu não poderia acordar com você. Meus planos para essa noite iriam por água abaixo quando eu encontrasse seus olhos pela manhã. –ele disse traçando a curva no queixo dela com o indicador.

—Então tudo foi pensado para essa noite? Nunca existiu saída com a Lila? –Isabela perguntou afastando-se um pouco para olhá-lo fazendo cara séria, mas pelo jeito que Henry sorriu ela não deveria estar séria.

Henry assentiu e sorriu mais largamente quando a morena o olhei com as sobrancelhas arqueadas em surpresa.

—Sua amiga foi de ótima ajuda, Bela. –ele disse segurando o rosto dela bem próximo ao seu. —Por falar em ajuda, esse vestido ficou lindo em você. Como eu tinha imaginado.

Isabela piscou algumas vezes, pois estava perdida no olhar hipnotizante que aquele homem tinha. Quando ela focou em seus olhos tudo ficou claro. Sua mãe, Dalila e até o Téo sabiam de tudo aquilo. Eles sabiam da surpresa e por isso fizeram questão de defender o Henry. A morena sentiu sua vista embaçar e piscou mais algumas vezes tentando reprimir as lágrimas que queriam cair.

—Oh, Henry ele é lindo. –ela o abraçou tão forte que ele deu alguns passos para trás rindo baixinho contra o pescoço da jovem morena. —Tudo aqui é lindo. A surpresa, o lugar que estamos. Você é lindo, e pensar que eu quase te xinguei.

O moreno riu baixo e ergueu o rosto de Isabela para olha-la nos olhos, mesmo que ela ainda o estivesse praticamente analisando da cabeça aos pés apenas para ter a certeza de que suas palavras faziam jus à beleza daquele homem. Henry extrapolava qualquer definição de beleza, principalmente quando trajava um terno cinza com colete e camisa de um profundo e intenso tom de azul escuro combinando com um gravata preta que parecia realçar ainda mais os olhos dele.

Esse homem não existe, o subconsciente de Isabela soprou a fazendo sorrir para si mesma.

—Dalila me contou que você estava subindo pelas paredes, mas foi necessário, amore mio. Eu não faria nada para te fazer sofrer, apenas para te ver sorrir assim, desse jeito. –Henry riu baixinho acariciando o rosto de Isabela.

—Obrigada, por tudo. –ela disse o puxando para um beijo.

Henry passou os dois braços pela cintura de Isabela, a apertando com força contra si enquanto eles se beijavam com tanto carinho, que ela pensou que não poderia haver momento mais verdadeiro do que aquele. Henry colocou uma mão na nuca de Isabela inclinando seu rosto no ângulo perfeito para ter mais acesso à sua boca. Os dedos dela subiram pelo pescoço dele indo de encontro com a maciez familiar dos seus cabelos. Seus beijos eram intensos, não apenas carregados de desejo, mas carregados de amor. E a percepção disso a deixou afoita.

Isabela o amava.

—Henry, eu... –ela estava ofegante quando os lábios dele desceram pelo seu pescoço, deixando para trás um rastro quente na sua pele sensível.

—Você? –ele perguntou voltando o rosto para o dela, sugando seu lábio inferior com vontade. Isabela gemeu e ele sorriu.

Dando-se conta do que estava prestes a falar, Isabela estagnou. Sentiu suas amarras serem puxadas com toda força para que aquelas três palavras não saíssem antes da hora. Ter noção de que ela o amava era algo que a pegou tão desprevenida, que Isabela não conseguia pensar em como Henry reagiria. Talvez ele ficaria tão assustado quanto eu, pensou ela.

—Eu não tenho palavras para dizer o quanto eu estou feliz. –Isabela disse acariciando o rosto dele. Um lampejo de tristeza passou pelos olhos azuis daquele homem, mas sumiu no mesmo instante que Isabela o beijou lentamente, de uma forma tão provocante que até ela ficou surpreendida.

—Apesar de estar tão louco por você, eu acho melhor nós comermos alguma coisa. Você não acha? –ele falou com um tom divertido, e Isabela sabia o que Henry estava falando entre linhas.

—Acho uma ótima ideia. –disse ela sorrindo e entrelaçando os dedos nos dele.

Quando a morena girou seu corpo para voltar à mesa, sentiu a mão dele envolver a sua e a puxar de volta pra si em uma velocidade que fez seu cabelo ficar todo no rosto.

—A última vez que dançamos essa música você fugiu de mim, Bela. –Henry falou tirando o cabelo do rosto dela. Seus olhos azuis estavam tão claros que foi impossível desviar a atenção deles.

—Eu sei e se eu pudesse voltar no tempo faria exatamente do mesmo jeito. Afinal, eu adoro emoções. –Isabela o provocou, vendo o seu sorriso favorito nascer naquele rosto perfeitamente desenhado e ficou aliviada por Henry não entender aquilo de forma errada.

—Então, permita-me dizer algo que naquele dia eu só disse através da música. –Henry afastou o corpo do dela no exato momento que a música terminou e recomeçou logo em seguida.

A melodia começou logo seguida pela voz inconfundível do Michael Bublé, que foi abafada pela voz do Henry ao pé do seu ouvido quando ele a puxou pra si, segurando sua mão direita, enquanto a esquerda estava posta no ombro dele.

—Wise men say only fools rush in, but I can’t help Falling in love with you. Shall I say would be a sin, if I can’t help Falling in love with you. –ele cantarolou baixo fazendo o corpo de Isabela se arrepiar por inteiro conforme ela traduzia mentalmente tudo que ele dizia em um inglês fluente.

Quando ela fez menção de falar algo Henry pôs o dedo sobre seus lábios, balançando a cabeça em sinal que não tinha terminado.

Like a river flows, surely to the sea. Darling, so it goes somethings are meant to be. Take my hand, take my whole life too, for I can’t help Falling in love with you. –ele cantarolou o outro verso com a voz grave a fazendo ficar com os olhos marejados. Naquela mesma noite em que dançaram essa música Isabela pensou se aquele homem poderia estar querendo dizer algo com ela. E hoje, naquela sala daquele restaurante, ela tinha certeza que sim.

Algumas coisas estão predestinadas a acontecer. Pegue a minha mão, pegue a minha vida inteira, pois eu não posso deixar de me apaixonar por você. –Henry se afastou de mim erguendo a mão de Isabela e girando-a em volta do seu próprio eixo deixando que a música enfim terminasse.

No final da música a morena já não conseguia ver muitas coisas, por conta das lágrimas que teimaram em escapulir dos seus olhos. Ela sorria feito uma boba, sem saber o que falar ou que fazer. A única certeza que tinha era que jamais algum homem seria capaz de faze-la feliz como o Henry fazia.

—Entendeu agora, Bela? –Henry perguntou a puxando de volta pra si.

—Eu não sei nem o que falar. –Isabela disse sendo o mais sincera possível enquanto ele limpava algumas lágrimas que estavam na sua bochecha.

Na verdade, Isabela sabia o que falar. Ela queria dizer que o amava. Que ele tinha sida a melhor coisa que tinha acontecido na sua vida. Que cada segundo com ele valia a pena, pois Henry era muito mais do que seu namorado. Ele era seu amigo e seu companheiro. No entanto, Isabela sabia que não podia falar aquilo. Por enquanto teria que guardar seus sentimentos mais densos.

—Diga que você entendeu, por favor. –Henry pediu ao acariciar o rosto dela, tecendo beijos delicados sobre os lábios de Isabela. A morena assentiu sem encontrar forças para falar e ele sorriu largamente.

—Se você continuar a fazer isso comigo eu acho que vou passar o final da noite chorando. –ela fungou dando um sorriso de lábios juntos.

—Então acho melhor nós comermos alguma coisa antes de eu te levar pra casa, pois eu tenho certeza que você irá chorar mais um pouquinho quando ganhar o seu presente. –Henry tinha um sorriso brincalhão nos lábios e a mesma obstinação de quando tentava convence-la de alguma coisa. A obstinação de uma surpresa.

—O que é? –Isabela perguntou sentado à cadeira que ele tinha puxado para ela.

—Isso você só vai saber quando chegarmos em casa. –ele falou sentado à frente dela e dando uma piscadela na sua direção.

Isabela sorriu em divertimento e gostando muito do modo como Henry falou casa, como se fosse a dela também.

Dizer que ela passou o jantar quieta, conversando com o Henry sobre o dia e sobre as coisas que tinham feito, seria uma mentira. A morena passou o jantar praticamente inquieta tentando imaginar todos os presentes possíveis pra se ganhar, mas Henry parecia se divertir com isso. Não deixou escapar nenhuma pista, nem mesmo quando ela o provocou dizendo que tinha almoçado com o Téo. Isabela divertiu-se ao ver as sobrancelhas dele se unirem quando ela citou por alto que Téo e ela tinham dado um show para os outros clientes do restaurante com a sua demonstração nada convencional de um tango. Mas nem com isso Henry deixou escapar nada. Então quando finalmente terminaram o jantar e pegaram a Mercedes Bens que ainda estava com o motorista os esperando, Isabela agradeceu mentalmente o tempo por passar rápido.

—Eu não sabia que você tinha um motorista. –ela disse quando estavam a caminho da casa dele.

—Fábio é o motorista da Race, mas não gosto de andar vinte e quatro horas com ele. Prefiro eu mesmo dirigir meus carros. –Henry falou acariciando a mão de Isabela que estava junta à dele.

Isabela assentiu sem ter o que falar. Ela tinha consciência que Henry tinha dinheiro, só não gostava de pensar nisso. Quando finalmente eles chegaram ao prédio do Henry, Isabela não esperou o moreno vir abrir a porta do carro, como ele sempre fazia. Ela estava tão ansiosa que praticamente o arrastou até o elevador da garagem. E Henry ria se divertindo ao ver Isabela tão ansiosa.

—Você não iria achar graça se eu fizesse esse tipo de suspense com você. –ela rebateu cruzando os braços com força sobre o peito.

—É porque eu sei me controlar, Bela. –Henry argumentou passando o braço pela cintura dela e a puxando para o hall de entrada da cobertura dele. —Eu acho que a Rebeca deve ter deixado por aqui.

Henry segurava a mão de Isabela enquanto ia para a área de serviço, voltando depois de uma busca sem encontrar o que procurava. Ela o olhava com a sobrancelha arqueada, pensando em duas coisas: a primeira era o que a irmã dele tinha a ver com aquilo e por que seu presente estaria na área de serviço da cobertura dele?

Só falta ele querer me dar uma vassoura e um pano de prato, ela pensou controlando-se para não rir.

—Não vai me dizer que depois de eu ficar nesse suspense todo o meu presente não está aqui? –disse o seguindo para o escritório e depois para a sala de leitura.

—Não, ela disse que tinha trazido pra cá. Ah, já sei onde está!

Henry virou de frente para Isabela sorrindo largamente. Ela podia sentir a excitação dele emanar pelos seus poros. Isso só a deixava mais ansiosa.

—Onde está? –perguntou olhando por cima do ombro dele.

Henry pegou suas mãos e caminhou com ela para o quarto dele. Mesmo de salto Isabela não conseguia olhar por cima dele, nem pelos lados, porque o homem era maior que ela.

—Feliz um mês de namoro. Espero que você goste. –ele a beijou delicadamente os lábios antes de sair do seu campo de visão.

Sobre a cama dele estava uma caixa branca com um laço vermelho em volta. Isabela olhou para o Henry sem entender e seus olhos eram expectativa e ansiedade. Ele parecia um jovem que acabou de fazer a maior descoberta da sua vida. A morena caminhou em direção à cama e sentou-se na beirada inclinando-se em direção à caixa. Quando ela viu o que tinha dentro seu queixo caiu.

—Meu Deus, Henry! –Isabela exclamou alto levando às mãos a boca e o olhando com os olhos marejados.

Dentro da caixa estava um filhote de nebelung, uma das raças de gato que Isabela mais era apaixonada e Henry sabia disso. Ele já tinha visto como ela reagia quando via um gato, ainda mais quando ele era filhote.

Ela olhava do gato para o Henry sem saber o que falar.

—Gostou? –Henry perguntou se aproximando quando Isabela pegou o filhote e o colocou no seu colo.

—Eu amei. –ela respondeu limpando as lágrimas do seu rosto com a costa das mãos.

O gato miou bem baixinho a fazendo rir quando aqueles olhinhos amarelados que a fitavam. Isabela acariciou a cabeça dele sentindo os pelos longos e espessos por entre seus dedos. Ele fechou os olhos e se aninhou no seu colo para dormir.

—Já pensou em um nome pra ele? –Henry perguntou se ajoelhando a frente dela para acariciar o gato.

—Eu não sabia que era menino. –Isabela disse sem tirar os olhos do gatinho, que agora dormia em seu colo. —Que tal Bruce?

—Bruce? –Henry questionei arqueando uma sobrancelha e sorrindo ironicamente. —Algum motivo especial para esse nome?

—Gosto do Batman. –respondeu Isabela dando de ombros.

Henry riu e assentiu, acariciando a cabeça do gato sem tirar os olhos de Isabela.

—Bruce parece ser um bom nome. –Henry disse rindo baixinho.

—Obrigada Henry, esse é o melhor presente que eu poderia ganhar. –Isabela sorriu e inclinou-se para beijá-lo.

—Não precisa me agradecer, Bela. –Henry disse pegando o Bruce do colo de Isabela. —Mas eu preciso lhe avisar que ele ficará aqui comigo e não na sua casa.

—Por que ele não vai comigo? Eu pensei que ele fosse meu presente. –Isabela falou tão alto que o gato acabou se assustando no colo do Henry.

Ele sorriu largamente aninhando o gatinho no peito antes de levantar e sair do quarto, indo para a área de serviço onde uma casinha para gatos na cor branca estava colocada estrategicamente próxima a uma caixinha de areia e duas vasilhas, uma para água e outra para ração. Henry caminhou de volta para o quarto tirando o paletó e erguendo a manga da camisa social até o cotovelo antes de entrar no banheiro para lavar as mãos. Isabela fez o mesmo sabendo que a qualquer momento começaria a espirrar por causa da sua rinite.

—Você não vai me falar? Por que o Bruce tem que ficar aqui com você? –ela perguntou enxugando as mãos e o olhando com as sobrancelhas franzidas.

—Não é óbvio? –ele perguntou saindo do banheiro.

Ela o seguiu e quando saiu do banheiro Henry a imprensou contra a parede. Na escuridão do quarto aonde a única luz vinha do banheiro seus olhos azuis ficaram mais claros, mesmo quando suas pupilas estavam dilatadas. 

—Não, não é óbvio. –Isabela respondeu sentindo seu coração bater acelerado no peito.

—Ora Bela, se o Bruce ficar aqui, você terá um motivo para vir pra cá todos os dias. –ele deu um sorriso largo que fez Isabela sorrir junto.

—Mas eu tenho um bom motivo para vir pra cá e ele está bem na minha frente. –ela mordeu seu lábio tentando conter o sorriso, mas ficava difícil quando o Henry a olhava como se ela fosse a única mulher da face da terra.

—É? –ele ergueu a sobrancelha em questionamento.

—Sim. –Isabela respondeu de forma ofegante ao sentir a mão dele deslizar pela sua coxa esquerda.

—Eu acredito em você Bela, mas tem uma coisa que está me incomodando.

—O que?

—Não gostei de saber que você dançou tango com o Téo. Na verdade, eu acho que você não dançou verdadeiramente um tango. –Henry disse puxando a coxa dela para cima e posicionando o corpo contra o seu.

—Então eu gostaria de aprender. –arqueando sua sobrancelha sugestivamente para ele, a morena sorriu inocentemente.

—Irei lhe ensinar com todo prazer piccola mia. –Henry falou desgrudando seu corpo da parede para posicionar a mão na sua costa.

Seus dedos longos encontraram a nudez parcial da costa de Isabela e seu corpo inteiro se aqueceu. Com a coxa erguida ela o envolveu pelo quadril e se prendeu ainda mais ao seu corpo, sentindo bem o volume considerável entre as pernas dele. Não pode evitar sorrir ao ver o quanto ele a queria. Tanto quanto ela o queria.

Com a perna presa no quadril dele, Henry deu alguns passos para trás e girou os seus corpos para longe da parede. Ele separou os pés e colocou a mão possessivamente na coxa de Isabela, enquanto a outra a segurava pelas costas. Em um movimento rápido ele jogou o torso dela para trás, fazendo com que seus longos cabelos castanhos caíssem como uma cascata castanha de encontro ao chão. Então foi subindo lentamente passando o nariz por toda extensão do seu peito. Quando seus rostos finalmente se encontraram Isabela viu o desejo estampar o olhar dele, a fazendo ferver.

—É assim que se dança tango. –ele disse colocando a mão sobre a bunda dela e a apertando contra o seu corpo.

—Pode ter certeza que eu aprendi. –Isabela respondeu sorrindo e o puxando pela gravata para beijá-lo.

Suas bocas se tocaram com tanta intensidade que ela já se esquecia de como respirar. Seus lábios se abriram em um convite tão tentador que suas línguas não podiam recusar. Henry tinha o gosto suave de uísque, que deixava o beijo ainda melhor. A mão dele encontrou a nuca de Isabela, juntando seus cabelos em um aperto que a fez gemer contra os lábios dele. As mãos dela o apertavam possesivamente nas costas e a sensação do colete contra a pele das suas palmas a deixava agoniada, pois o que Isabela mais queria era sentir a pele dele contra a sua.

Afastando seus lábios, ela o empurrou para a cama sem nem pensar duas vezes. Henry sorriu ao ver a atitude dominadora da jovem morena, visto que era sempre ele quem fazia isso, mas hoje não. Hoje era Isabela quem mandaria naquela cama.

Ela subiu em cima dele e o beijou fervorosamente, desabotoando com pressa os botões do colete e por fim os da camisa. Empurrou ambos pelos braços dele e passou suas unhas pelo peitoril bem definido. Os cabelos do peito dele contra a palma da sua mão criavam deliciosos arrepios que percorriam cada centímetro do seu corpo. As mãos do Henry encontraram o laço na parte de trás do vestido que a morena usava e o puxou com força, fazendo a parte da frente cair com um efeito dramático.

—Bonito sutiã. –Henry disse antes de puxá-lo para baixo e tomar o seio dela com a boca, fazendo movimentos com a língua que a levaram à beira de um orgasmo.

Percebendo isso, Henry se apressou em se colocar em cima de Isabela e tirar o resto das suas roupas em um movimento tão rápido que quando ela fez menção de retirar seu vestido ele segurou sua mão com força. Olhando-a através dos cílios ele sorriu e a despiu lentamente. Seu vestido saiu junto com seus saltos que caíram em um canto do quarto.

—Calcinha bonita também. –ele disse com a voz rouca a fazendo sorrir.

Isabela sentiu o dedo dele enroscar a lateral da peça íntima e o barulho do tecido sendo rasgado ecoou pelo quarto.

—Você vai acabar me deixando sem peças íntimas. –ela disse entre respirações cortadas enquanto o sentia beijar e morder a parte interna das suas coxas.

—Eu lhe compro outras se esse for o problema. –Henry ergueu o rosto olhando-a com aqueles olhos azuis que a faziam querer o mundo.

Ele lambeu os lábios antes de beija-la lá embaixo. Isabela segurou o lençol com força fechando seus olhos enquanto ele fazia movimento circulares com a língua. Ela sentiu toda sua força de vontade de estar por cima ir por água abaixo quando Henry fazia aquelas coisas com a língua. Em algum momento ela perdia totalmente o controle da situação e o entregava de bandeja para o Henry. Mas hoje Isabela queria fosse diferente.

—Henry. –ela gemeu alto cravando suas unhas no ombro dele quando sentiu o orgasmo a atingir com tanta força que acabou ficando sem ar.

Espasmos violentos atravessam seu corpo enquanto ele continuava a lambe-la, suga-la e fazer tudo que tinha direito. Quando sua respiração começou a se acalmar Isabela o empurrou e ficou em cima dele, usando os ombros largos do moreno como apoio para os seus braços enfraquecidos por causa do orgasmo.

—Minha vez. –ela disse segurando o membro dele, guiando-o para dentro de si.

—Bela. –Henry gemeu enquanto a penetrava, segurando com as duas mãos no seu quadril com tanta força que Isabela achou que as marcas dos dedos dele ficaram ali por um bom tempo.

Ela inclinou-se passando a língua e mordendo o lábio inferior dele, antes de subir e depois descer deus quadris, que bateram contra os do Henry. Isabela se movimentava em cima dele sem desviar o olhar. Ela queria que o Henry visse todos os sentimentos que existiam nela, principalmente aquele que ela se negava a dizer em voz alta.

Seu corpo inteiro estava quente e suado, bem como o do Henry. Seus cabelos grudavam na nuca enquanto os dele caiam sobre a testa. Henry se ergueu passando os braços pela cintura de Isabela enquanto ela montava nele com força, sentindo os princípios do segundo orgasmo quando ele abocanhou seu seio esquerdo com vontade, passando a língua ao redor do seu mamilo sensível, antes de mordê-lo delicadamente. Um grito fino escapou dos carnudos lábios da morena quando a mesma sentiu a dor se transformar em prazer, percorrendo todo seu corpo a fazendo tremer e estremecer em cima dele. Seus movimentos se tornaram mais frenéticos, até o ponto dela não conseguir mais gemer baixo, tendo que morder o ombro do Henry para abafar seus gemidos. A boca do morena a beijava e mordia enquanto Isabela cavalgava em cima dele e chegava ao seu segundo orgasmo, tão intenso quanto o anterior.

—Henry. –ela gemeu na curva do pescoço dele, e antes que tivesse consciência, Henry a virou de costas na cama ficando por cima novamente.

Seus rostos estavam próximos quando ele a penetrou novamente. Isabela se inclinou para frente, beijando os lábios perfeitos do Henry, quando ele retirou o membro e a penetrou mais profundamente, erguendo a perna dela, passando-a pela cintura dele.

—Eu quero tanto você Bela. –ele rosnou contra os lábios dela.

—Você me tem. Henry...

Isabela perdeu sua voz, fechando os olhos e sentido o gosto salgado das lágrimas que tinham escorrido pelos seus lábios.

Sua respiração estava entrecortada enquanto ela sentia o prazer se espalhar pelo seu corpo conforme sentia o membro dele a preenchendo por inteira. Isabela o arranhou as costas até o quadril quando ele a penetrou duro, a fazendo arfar. Abrindo os olhos, a morena viu o rosto do homem que amava banho em vermelho e a boca entreaberta, inclinando o corpo em sinal de que estava tão entregue ao prazer, quanto ela estava.

Ela já sentia os princípios de outro orgasmo tomando conta do seu corpo quando o membro do Henry tocou a parte mais sensível dentro dela. Isabela o mordeu no ombro sentindo seu ventre doer, em espasmos que a faziam fechar os olhos com força. Henry apoiou o braço no colchão, mostrando bíceps perfeitamente definidos e envolveu o seio esquerdo dela com uma das mãos antes de abocanhá-lo. A sensação dos lábios quentes e macios dele contra a sua pele sensível fazia Isabela arder, bem como o contato das suas peles suadas. Ela arqueou sua costa do colchão quando sentiu seu corpo se contrair violentamente contra o membro do Henry, sendo pega de surpresa por um orgasmo intenso e um prazer arrebatador.

—Bela. –Henry continuava a se movimentar freneticamente contra ela, até que seus olhos perderam o foco por um segundo e ele gozou duro e quente dentro da morena.

Ele desabou sobre ela, entrelaçando os dedos nos seus e respirando de forma ofegante da mesma forma que Isabela estava. Aos poucos ela sentiu sua respiração se acalmar e pode o sentir a puxando para descansar o rosto no peito dele. A morena respirou fundo, inspirando todo o perfume do Henry misturado ao perfume de dois juntos. Era quente, sedutor e puramente delicioso. Ele descia os dedos pela linha da coluna dela e isso a fez ficar com as pálpebras pesadas. Quando Isabela já estava prestes a adormecer e quieta o suficiente para que Henry achasse realmente que ela estava dormindo, a morena o ouviu tomar uma respiração funda.

—Eu amo você, Isabela Felber. –Henry falou e Isabela sentiu todo seu corpo despertar ao ouvir aquelas três palavras.


Notas Finais


E aí? Mais alguém ficou com lágrimas nos olhos ao ver esses dois dançando ao som dessa música maravilhosa?
Me contem o que acharam!
E ah! Caso ainda não me sigam no twitter é só procurar @lolabenetth
Eu sempre estou por lá pra conversar com vocês e postar novidades das histórias que escrevo :)


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