História Doces Encontros - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias 50 Tons de Cinza, Anne Hathaway, Grant Gustin, Henry Cavill, Paul Wesley
Personagens Personagens Originais
Tags Dominação, Drama, Romance
Exibições 172
Palavras 4.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi pessoal ~se esconde atrás do muro~
Sei que demorei muito para atualizar a história e peço mil desculpas por causa disso. Acontece que tive milhões de trabalhos da universidade para terminar e acabei ficando sem tempo. Além de ter ficado um pouco desmotivada com algumas coisas.
Espero que vocês não tenham me abandonado, porque eu não abandonei vocês.
A gente se vê nas notas finais.

Capítulo 30 - Amor é um livro, sexo é esporte


Fanfic / Fanfiction Doces Encontros - Capítulo 30 - Amor é um livro, sexo é esporte

Isabela não sabia em qual momento havia conseguido dormir. Ela nem ao menos sabia se havia conseguido fazer isso, porque todas as vezes que fechava seus olhos e respirava fundo, sentia o perfume da pele do Henry invadir seu corpo, como ondas furiosas causadas por uma tempestade. O moreno, por sua vez, dormia profundamente. Sua mão estava posta carinhosamente na curva da cintura de Isabela, enquanto a dela teimava em brincar com as linhas do peitoral bem definido, esculpido milimetricamente e coberto com um pouco de cabelos bem curtinhos e claros.

Em um desses momentos ela ergueu o rosto e o olhou. Na verdade, Isabela o admirou.

Henry tinha o rosto sereno, as suas sobrancelhas estavam relaxadas e os lábios entreabertos. Lábios esses que horas atrás tinham falado três palavras que conseguiram abalar o mundo de Isabela por inteiro.

Ela tinha a convicção que o amava. Seus sentimentos por aquele eram intensos demais e não passavam de mera atração ou mero desejo sexual. Isabela ansiava pela companhia dele, pelas conversas, pelas risadas. Ela ansiava por ele por inteiro. E quando algo o deixava triste isso a deixava preocupada, pois ela queria vê-lo feliz. A morena realmente queria que o sentimento fosse mútuo, mas ela sabia muito bem que às vezes, em momentos tão intensos quanto o que vivenciaram a poucas horas, as pessoas tinham tendências a falar coisas por conta do calor da situação. E esse era o seu maior medo.

Henry teve dificuldade em se apegar a alguém, então com base nisso Isabela achava que era muito difícil ele dizer que a amava logo em seu primeiro mês de namoro. Ela sabia que eles se conheciam há quase três meses, mas a voz da razão gritava dentro de si, dizendo que isso não tinha lógica.

Por conta disso ela não conseguiu dormir. A voz dele era como uma caricia tentadora demais para o seu pobre coração desconfiado, que queria se agarrar ao eu te amo, proferido por Henry, com unhas e dentes. Isabela queria que fosse real. Ela queria que ele a olhasse nos olhos e dissesse aquilo com o olhar, como ele sempre fazia quando dizia que estava apaixonado por ela, ou quando ela era dele.

Então respirando fundo, a morena fechou fechou os olhos sendo vencida pelo cansaço físico e mental.

Isabela acordou com os primeiros raios de sol entrando pela janela e com a perna enrolada na do Henry. Ela sorriu de olhos fechados, apreciando a boa a sensação de estar nos braços dele.

Após alguns segundos a morena levantou vestindo a camisa social dele, que estava jogada no chão com uma marca do seu batom no colarinho, e caminhou para fechar as cortinas. A escuridão tomou conta do quarto e viu Henry se ajeitar como um gato preguiçoso.

Meu gato preguiçoso, ela pensou sorrindo.

O pensamento lembrou-a rapidamente do seu presente, que encheu seu peito de alegria. Indo até a área de serviço e quando abriu a porta Bruce pulou no seu pé e correu de volta para a sua casa, fazendo a morena rir baixinho. Ajoelhando-se, Isabela o chamou e o pequeno filhote veio, se esfregando nos seus joelhos e ronronando baixinho.

—Está carente não é? Deixamos você sozinho aqui nessa área fria. –disse ela, pegando-o no colo e acariciando a cabeça cheia de pelos acinzentados.

Bruce miou esfregando a cabeça na barriga de Isabela e esse gesto a fez amá-lo mais ainda.

Como podia um ser tão pequeno conquistar seu coração tão rapidamente? A pergunta praticamente a fez rir sarcasticamente de si mesma, visto a situação que Henry e ela estavam.

Bruce saltou do colo de Isabela e mesmo sendo um filhote, sua longa cauda e pescoço longo e gracioso já estavam evidentes. Características estas, marcantes para sua raça. Isabela o assistiu caminhar em direção à vasilha de água e miar. A morena esticou o pescoço constatando que estava, pegando uma garrafa de leite que estava colocada estrategicamente ao lado da ração dele, despejando na vasilha. As orelhas grandes e pontudas de Bruce viraram para trás quando ele abaixou a cabeça para beber o leite.

—Amando seu novo presente? –a voz de Henry soou atrás de Isabela de repente, a assustando.

—Quer me matar do coração? –perguntou ela pondo a mão no peito e sorrindo.

—Jamais, piccola mia. –ele cruzou os braços sobre o peito nu e sorriu largamente.

Os olhos de Isabela, automaticamente, foram da cabeça aos pés do homem parado à sua frente, constatando sua semi nudez e contemplando seu corpo alto, forte e musculoso na medida certa. Parado ali contra o batente da porta, usando apenas a cueca boxer, Henry poderia servir muito bem como modelo de uma escultura de um deus grego.

—O que você está fazendo acordado tão cedo? –perguntou Isabela passando por ele e indo em direção ao banheiro para lavar suas mãos.

—Faço a mesma pergunta a você, Bela. –ele disse vindo atrás dela. –Acordei e não vi você, pensei...

—Pare Henry! –ela o alertou virando de frente para ele. Isabela sabia o que o moreno quis dizer. —Nós já estamos juntos há um mês e lá vai porrada. Você não acha que o tempo para eu fugir já passou? Eu já sei sobre o seu passado, e estou aqui não estou?

A morena gesticulou para si e depois para o apartamento dele.

Apesar de não estar irritada com a pergunta, Isabela sentia-se cansada daquela história de fugir. Ela tinha consciência de que não iria a lugar nenhum e nem queria ir, pois o seu coração pertencia ao homem parado à sua frente e a mais ninguém.

—Eu sei Bela, mas não estou me referindo a isso. Eu sei que você não vai fugir por causa do meu passado desde o dia que eu a pedi em namoro. –Henry ficou atrás de Isabela enquanto a morena lavava as mãos e o olhava pelo espelho.

Os olhos azuis de Henry estavam tão claros que Isabela quase esqueceu do calor causado pela proximidade dos seus corpos. O corpo dele cobria o dela por inteiro. E por Deus, como ela gostava dessa sensação.

—Então pare de pensar isso. Eu já disse que não vou a lugar nenhum. Eu pertenço a você e você a mim. Coloque isso na sua cabeça antes que eu perca a paciência. –falou Isabela virando-se de frente pra ele, espalmando suas mãos no peitoral de Henry.

—Você está de mau humor? - ele perguntou arqueando uma sobrancelha.

—Não Henry, eu não estou de mau humor. –respondeu Isabela fechando os olhos e soltando um suspiro cansado. –Só cansada de ouvi-lo falar que achava que eu ia fugir de você. Acredite de uma vez por todas, isso não vai acontecer.

Isabela começa a pensar no que teria que fazer para que aquele homem acreditasse que ele a tinha de corpo e alma e que ela não fugiria dele, nem por todo dinheiro do mundo.

—Eu sei, mas... O que você queria que eu pensasse quando acordei e você não estava mais na cama? Logo depois do que eu falei? –ele disse colocando a mão estrategicamente no quadril dela, exibindo um sorriso tímido.

Então era isso. Os olhos de Isabela brilharam de compreensão ao constatar que o medo que Henry sentia estava relacionado com a declaração que ele tinha feito logo após que os dois fizeram amor de forma intensa e ensandecida. E Isabela não podia culpa-lo, afinal ela sabia que ficaria com esse mesmo receio caso houvesse se declarado da forma que ele fez.

—Escute bem o que eu vou falar Henry. –disse ela segurando o rosto dele entre as suas mãos. —Eu não vou fugir. Porque em toda minha vida ninguém ficou na minha cabeça como você está e eu adoro isso.

Henry sorriu subindo as mãos para a cintura de Isabela, a prendendo contra a bancada de mármore preto.

—Mesmo eu dizendo que te... –ela o interrompeu, colocando o indicador sobre os lábios dele.

—Não diga isso, por favor. –ela o olhava seriamente. —Nós gostamos um do outro Henry. E eu não duvido disso.

Como se uma faca tivesse sido enfiada no peito dele, Henry se afastou com o rosto sério. Seu olhar se tornou frio, bem como seu maxilar ficou rígido. Um claro sinal de que ele estava realmente irritado.

—Você está me dizendo que eu não posso dizer que te amo? É isso? –ele falou um tom mais alto.

A menção da palavra amor por si só já deixava a jovem Isabela arrepiada. Esfregando seu rosto sem saber o que falar, a morena deu de ombros, tentando controlar a si mesma e buscando um jeito de reverter aquela situação.

—Não é isso. É que nós estamos juntos há tão pouco tempo Henry. –ela gesticulava tentando encontrar lógica para os seus pensamentos. —Você nem ao menos se relacionava assim com alguém. O que você quer que eu pense?

Os punhos dele se fecharam ao redor do corpo e isso fez Isabela engolir em seco.

—Porra, eu quero que você acredite mim. –ele vociferou saindo do banheiro pisando duro.

Seus ombros estavam tensos e isso fazia com que cada músculo da sua costa ficasse em evidência, bem como as marcas vermelhas causadas pelas unhas de Isabela. Era uma visão que a deixava amedrontada, mas ao mesmo tempo excitada.

Balançando a cabeça em negação, para expulsar os pensamentos mais sexuais, a morena o seguir em direção ao quarto.

—Será que é tão impossível assim acreditar que um cara como eu possa amar alguém como você? –Henry falou alto quando a viu sair do banheiro atrás dele. —Será que eu sou tão sujo assim a ponto de você não ver a verdade nas minhas palavras?

—Não é isso Henry, por favor, me escuta. –Isabela espalmou as mãos no ar quando ele virou-se bruscamente de frente para ela.

—Escutar? Eu estou escutando Bela. –ele falou entre dentes olhando-a com o semblante fechado.

—Você não é sujo, nunca mais repita isso. É só que... a lógica e a razão me fazem acreditar em coisas contrárias ao tempo que você falou aquilo pra mim. –ela disse o olhando com tanta sinceridade, esperando que Henry entendesse o que ela estava querendo dizer.

A compreensão passou como um flash no rosto dele, a fazendo morder os lábios em apreensão. Henry a olhou em silêncio pelo que pareceu ser uma eternidade e quando seus olhos azuis assumiram um tom escuro e sua postura ficou tensa novamente Isabela sabia que uma tempestade estava vindo a caminho.

—AQUILO? –ele gritou a fazendo encolher os ombros. —Você nem ao menos consegue falar o que eu realmente disse para você, não é? Isso tudo é por causa do seu problema de confiança? Porque eu pensei que você confiasse em mim, Bela.

A raiva que Henry estava sentindo deu lugar à tristeza. Seus olhos refletiam a tristeza do menino de doze anos que um dia foi humilhado pela garota que ele gostava. E para Isabela, saber que era ela a causadora daquele olhar a fez lagrimar, além de sentir uma culpa avassaladora tomar conta do seu ser.

—Não Henry! –ela gritei sentindo as lágrimas caindo pelo seu rosto. —Eu confio em você. Confio como nunca confiei em ninguém.

Henry deu dois passos, diminuindo a distância entre eles, para depois segura-la pelos ombros e só parou quando Isabela estava com o corpo preso contra a parede. As lágrimas caiam violentamente pelo seu rosto, a fazendo enxergar tudo embaçado, mas ela conseguia sentir a respiração acelerada dele batendo contra o seu rosto.

—Então por que? Por que você não me deixa te amar Bela? Por que você nega pra si mesma que o que eu sinto por você é real? É intenso?  –ele perguntou com a voz carregada de tristeza.

Isabela sentiu seu corpo tremer por conta das lágrimas que caiam pelo seu rosto. Ela não sabia o porquê de estar com tanto medo de admitir aquilo pra si mesma, mesmo sabendo que cada palavra, cada sentimento que existia entre o Henry e eu era real e verdadeiro.

—Porque eu te amo Henry. Eu te amo tanto que chega a doer. E admitir isso pra mim mesma foi tão assustador. Eu nunca senti nada parecido e eu tenho medo de que chegue um dia que eu precise de você mais do que você precisa de mim. –as palavras saíram antes que ela pudesse se dar conta.

As mãos de Henry afrouxaram o aperto ao redor dos ombros de Isabela, mas o calor da pele dele irradiava através do tecido da camisa. E mesmo com aquela briga o corpo da morena gritava por ele.

Passando as costas das mãos no rosto, enxugando as lágrimas e limpando meu campo de visão, Isabela viu Henry a olhando, ainda seriamente. Aquela era a deixa para que ela falasse tudo que a amedrontava.

—Você falou que me amava no mesmo dia que eu me dei conta que te amava. Você disse aquilo depois que fizemos amor de uma forma tão intensa que eu não conseguia pensar em outro motivo para que aquelas palavras tivessem saído dos seus lábios a não ser por causa do seu orgasmo. –sua voz apesar de soar um pouco receosa, ainda era firme, assim como sua postura.

—Você disse que me ama? –Henry perguntou de repente aproximando seu corpo do de Isabela.

A morena assentiu, perdendo a fala. Seu coração martelava dentro do peito enquanto seu corpo gritava para que ele a tomasse. Um vislumbre de um sorriso passou pelos lábios de Henry no momento que ele colou suas bocas com tanta força que o ar escapou dos seus pulmões.

As mãos dele desceram pelos braços de Isabela com força, deixando para trás um caminho quente contra sua pele coberta pelo tecido da camisa. Seus corpos se colaram, atraídos como dois imãs. Ela o sentia rígido contra seu ventre e isso só aumentou sua vontade de tê-lo. Jogando suas mãos nos cabelos do morena, Isabela o puxou para ainda mais perto de si, como se eles não estivessem pertos o suficiente, enquanto suas línguas brigavam pelo domínio daquela relação.

Seus beijos eram ardentes, deixando ambos sem ar, mas nenhum dos dois rompia o contato para respirar. Isabela sentia seu peito arder e seu corpo todo se arrepiava a cada caricia dos longos dedos dele. Henry dobrou os joelhos, erguendo-a contra parede de modo que ela passasse as pernas ao redor da cintura dele. Uma lufada de ar passou pelo corpo dos dois amantes, suave como uma caricia e intenso como um beijo roubado.

—Eu te amo Bela. Acredite em mim. –Henry sussurrou contra o pescoço de Isabela enquanto trilhava caminhos com os lábios quentes e macios.

—Eu acredito Henry. –sussurrou Isabela, beijando o rosto dele pressionando seus corpos no encaixe perfeito.

Segurando-a com força, Henry girou seu corpo e o de Isabela, caminhando em direção à cama. Ele se inclinou e q empurrou com força para cima da cama. Seus dedos trabalhavam habilmente nos botões da camisa que ela vestia, enquanto Isabela o olhava com o coração batendo tão rápido que começava a achar que a bateria da Mangueira ficaria com inveja.

Quando o último botão foi solto Henry puxou a camisa com força, a jogando no chão junto com a cueca que ele usava.

Antes que Isabela se desse conta ele já estava traçando beijos e mordidas contra sua barriga antes de chegar ao seu centro quente, apertado e que praticamente clamava para tê-lo. Henry sorriu contra pele alva e a beijou exatamente onde Isabela mais queria. A língua dele era quente e fazia coisas que a fizeram fechar os olhos e gemer tão alto quanto ela achava que era possível. Uma mão dele segurou seu quadril com força, a obrigando a ficar parada quando seu corpo teimou em ir contra os movimentos que ele fazia. Henry a lambia, sugava e quando soprava pequenas lufadas de ar, o mundo de Isabela girava por inteiro.

Ela sentiu o dedo dele a penetrando lentamente, e a agonia e ansiedade a fizeram cravar as unhas nos lençóis bagunçados, gemendo alto o suficiente.

O desejo deles era palpável. O coração da morena batia no ritmo dos movimentos que Henry fazia com o dedo. Isabela sentiu o polegar dele encontrar seu ponto sensível e a massagear, fazendo com que ela arqueasse as costas. Nada mais importava para, apenas ela e Henry.

—Henry, por favor. –ela gemeu, segurando o ombro dele com força quando os seus lábios envolveram um de seus seios, o tomando como se a vida dele dependesse disso.

Arrepios nasciam de onde a boca do Henry estava e percorriam seu corpo lentamente, despertando sensações que Isabela até então desconhecia. Seu corpo respondia a cada investida dele, a cada toque, a cada beijo e parecia ter sido feito exatamente para ele. Onde o seu manual de instruções ele tinha lido e relido várias vezes.

—Você não tem noção do quanto a quero, Bela. –ele falou baixo trilhando beijos pelo seu colo, subindo pelo seu pescoço até achar a curva do seu ouvido.

Isabela sentiu a mão dele envolver seu rosto em um gesto de posse, e automaticamente ela abriu seus olhos, encontrando os azuis dos olhos dele. Assim como os dela, os olhos do Henry estavam meio marejados e ela definitivamente se entregou por inteira quando percebeu a verdade estampada neles.

—Eu te amo. –ela falou segurando o rosto dele entre as mãos.

—Diga de novo. –ele falou fechando os olhos.

—Eu te amo Henry. Eu te amo tanto que isso me assusta. –ela sorriu ao inclinar o rosto para beija-lo.

Henry abriu os olhos sorrindo e quando percebeu que Isabela estava prestes a chorar novamente, passou os lábios por onde as lágrimas tinham, outrora, passado. Isabela mordeu os lábios ao sentir a ponta do membro dele encontrar a sua entrada, e a reação do seu corpo foi automática. A morena arqueou seu quadril querendo antecipar o nosso encontro e Henry sorriu mais ainda ao notar isso.

—Dê-me uma chance para provar que eu sou o capaz de trilhar esse caminho. –ele sussurrou contra os lábios de Isabela, traçando com os dedos o caminho para o seu coração enquanto guiava seu quadril contra o de Isabela.

Mordendo seu lábio, Isabela o sentiu a penetrando e a tomando do jeito que fazia com ela tivesse a certeza que Henry seria o único homem que conheceria seu corpo nos mínimos detalhes. Seu gemido alto ecoou pelo apartamento ao sentir cada parte do seu corpo sendo preenchida por ele. Henry gemeu contra seu lábio, o mordendo quando ela passou suas unhas pelos braços bem definidos deles.

Lentamente ele a penetrou completamente e ficou parado, deixando seu corpo se acostumar com todo seu tamanho. Henry apoiou seu peso sobre os braços, flexionando seus bíceps bem definidos e brilhando por causa do suor. As ondas do seu cabelo caiam sobre a testa dele e criavam o contraste perfeito contra a pele branca e bronzeada e os olhos azuis claros. Ele lambeu os lábios saindo de dentro de Isabela apenas para penetra-la com força e mais fundo, a fazendo gritar de surpresa.

—De novo. –ela se viu implorando e um sorriso malicioso nasceu nos lábios bem desenhados do moreno.

Henry saiu e meteu duro, repetindo isso várias e várias vezes. Encontrando o ponto interno mais sensível de Isabela, criando cada vez uma onda tão intensa de prazer que ela mal conseguia tomar uma respiração inteira.

—Droga Bela, você é tão apertada. –ele gemeu com a voz carregada de excitação e aprovação.

A morena, para o provocar forçou o seu músculo interno a se contrair e Henry gemeu alto, segurando as mãos dela acima da sua cabeça e entrelaçando seus dedos. Isabela fez isso mais uma vez enquanto ele continuava as investidas, levando a ambos aos princípios dos próprios orgasmos.

Henry diminuiu o ritmo antes de rodar o quadril contra o de Isabela, antes de soltar as mãos dela e puxar suas pernas mais para cima. Essa nova posição deu a ele mais ângulo, de modo que o membro dele conseguia ir ainda mais profundo do que Isabela achava ser possível. Ela sentia seu corpo estremecer e se contrair repetidas vezes até que sentiu seu orgasmo a atingindo com tanta força que foi impossível conter o grito.

—Henry! –seu grito se perdeu no silêncio daquela manhã.

Henry continuou investindo em Isabela até que ela o sentiu ainda mais duro. Os olhos de Henry encontraram os de Isabela, e ele chegou ao clímax quando ela contraiu seus músculos internos em volta dele mais uma vez. Ele apertou suas mãos com força enquanto derramava tudo de si dentro dela.

—Bela. –ele gemeu alto arqueando o corpo para trás investindo uma última vez antes de desabar sobre Isabela.

Os dedos deles ainda estavam entrelaçados e ambos estavam com a respiração acelerada. Com o peito contra o seu, Isabela sentia o coração do Henry bater rapidamente, assim como o seu.

Henry ainda estava dentro dela quando ele soltou lentamente suas mãos, acariciando seu rosto marcado pelas lágrimas. Isabela estava de olhos fechados, mas os abriu quando sentiu algo molhado contra a curva do seu pescoço. As mãos dela voaram para a costa do Henry, acariciando-o no mesmo instante que se deu conta do que estava acontecendo. Ele estava chorando. Ou lagrimando.

—Eu te amo. –ele falou contra o seu ouvido.

—Eu sei Henry. Eu também amo você. –ela respondeu, subindo e descendo as mãos na costa dele.

—Você realmente saberá quando esquecer seu passado e simplesmente ser minha. Sem problemas de razão e lógica. Você tem que acreditar para que dê certo. –Henry afastou o rosto do pescoço de Isabela para olha-la. Os azuis estavam discretamente misturados com um suave tom de vermelho.

Delicadamente, a morena passou seus dedos por onde ela podia jurar que tinham passado as lágrimas do Henry. Ela não duvidaria dele, pois durante muito tempo Henry tinha se privado de sentir tudo aquilo que sentia agora, e no que dependesse de si, ela faria tudo para ser merecedora daquele amor.

—Desculpa não ter acreditado em você antes. Eu estava assustada, não sabia nem o que pensar em relação ao que eu sentia por você, Henry. –disse ela sem parar de toca-lo, sentindo todos os músculos da costa dele.

Isabela gostava da sensação da pele dele combinada com os músculos tinha. E era quase impossível não tocá-lo. Henry sorriu tristemente e ela soube que ele ainda estava chateado por causa da desconfiança dela.

—Escute bem o que eu vou falar Bela. –seu tom de voz era suave, mesmo quando seus olhos tinham um pouco de tristeza. —Eu guardei meus sentimentos por muito tempo, pois sabia que as mulheres com que eu tinha saído antes não eram merecedoras deles. Então você apareceu na minha vida, virou ela de cabeça pra baixo e fez com que eu me tornasse aquele garoto de doze anos de novo. Você me fez ficar apaixonado depois de dezenove anos evitando qualquer tipo de relacionamento. Você é a mulher que me fez querer mudar. Você é a mulher pra quem eu guardei o meu amor, então nunca mais duvide disso. Nunca mais ouse sequer pensar em duvidar, porque eu estou sendo sincero quando digo que te amo.

Isabela não sabia o que falar. Ela tinha dificuldades para respirar e sorriu quando ele a beijou os lábios com tanto amor que ela achou que não fosse possível caber todo aquele sentimento em si. Ela amava o Henry e agora tinha o visto dizer, olhando nos seus olhos, que ele a amava e que deveria deixar de lado toda razão e lógica, afinal o que existia entre os dois razão nenhuma poderia explicar.

Naquele momento, naquela cobertura daquele prédio Henry e Isabela deixavam de ser duas pessoas que não passavam de dois estranhos que se esbarraram em uma galeria em outro país, para duas pessoas que descobriram que o amor podia sim acontecer e que ele era tão forte quanto imaginavam. Às vezes a vida sorri para você, e a de Isabela tinha sorrido para ela duas vezes, lhe dando a oportunidade de reencontrar o Henry quando achava que nunca mais o veria.

—Henry. –murmurou Isabela contra os lábios persuasivos dele.

—Diga meu anjo. –ele falou afastando um pouco o rosto do dela.

—Eu vi todas as partes feias de você e eu ainda estou aqui. Eu não fugiria antes e não vou fugir agora, porque eu te amo. Eu te amo por inteiro. –disse ela o puxando para beijá-lo.

Henry sorriu contra os lábios de Isabela antes das suas línguas se tocarem e reconhecerem uma à outra, sentindo cada milímetro das nossas bocas. Isabela girou seu corpo de modo que ficasse por cima do Henry, sentindo seu membro ficando rígido mais uma vez dentro de si. Sorrindo contra o lábio dele, Isabela percebeu que teria um longo final de semana ao lado do homem que amava.

E isso era apenas o começo.


Notas Finais


Um capítulo libertador pra Bela, não é mesmo?
Próximo capítulo vão ter mais marimbas pra gente segurar, porque O Stalker está chegando muaahahahahahah
Me contem o que acharam.
Vamos conversar.

Me sigam no twitter: @lolabenetth


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