História Doces ilusões (Imagine Taehyung - BTS) - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens V
Tags Bangtan Boys, Bts, Imagine Bts, Imagine Taehyung, Imagines, Kim Taehyung, Taehyung, Taehyung Imagine
Exibições 516
Palavras 1.269
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Escolar, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oláaa c:

Capítulo 6 - Oneshot: Margaridas.


Fanfic / Fanfiction Doces ilusões (Imagine Taehyung - BTS) - Capítulo 6 - Oneshot: Margaridas.

A garota encheu o seu peito de ar e o soltou em pequenas porções. O verão exercia o seu trabalho de forma severa naquela cidade. O clima estava tão quente que ela pode sentir gotas de suor escorrendo pelas suas costas, mesmo que fosse tão cedo. Por mais que ali tivesse uma quantidade considerável de árvores, podia deduzir cerca de trinta e um graus essa manhã.

Sentindo a brisa quente, ela levou os seus dedos até as pétalas das margaridas brancas. Era encantada por margaridas. Brancas, azuis, cor-de-rosa, amarelas. Não importava a tonalidade, desde que fossem margaridas.

Sempre pensou – e considerou a hipótese – de que poderia ficar ali para sempre. Adorava aquele local afastado do restante do prédio do seu colégio. Ninguém nunca dava atenção àquele pequeno jardim, a não ser a idosa botânica que cuidava especialmente daquela área e que parecia gostar dali tanto quanto ela. Talvez fossem as margaridas, ela pensou. Eram margaridas tão bonitas.

Involuntariamente, olhou para o relógio em seu pulso que confirmava as suas suspeitas de que já deveria voltar para a sala. O intervalo era tão curto que ela mal podia aproveitar para observar as borboletas que já começavam a pousar sobre as flores.

Levantou-se do tijolo improvisado que usava como banquinho e pegou sua mochila, jogando-a sobre o ombro esquerdo. Caminhou até a área da quadra, que ficava na saída do jardim e foi em direção ao pátio.

Os professores ainda estavam na sala de reuniões pelo que pode ver, já que todos os alunos ainda estavam sentados com suas bandejas nas mesas e resolveu se sentar até que a sineta tocasse. Escolheu um banco afastado que ficava perto da área gramada e jogou sua mochila ao seu lado, apoiando o peso do tronco nas palmas de minhas mãos atrás de si.

Pendeu a cabeça para trás, depois para os lados, estalando o seu pescoço. Os músculos das suas costas estavam tão doloridos. Desejou tanto ir para casa dormir. Na verdade, era somente o que ela fazia ultimamente: ia para a escola, passava um tempo admirando as margaridas e voltava para casa para dormir durante o dia inteiro se fosse possível.

Quando abriu os seus olhos, voltando sua cabeça e atenção para as pessoas ao seu redor, ela os viu. Atravessando o pátio. Juntos. De mãos dadas. O rapaz levava a garota de cabelos loiros até uma mesa afastada onde ambos costumavam ficar. Ele apoiou o rosto na palma de uma das mãos assim que se sentou e começou a admirar a pessoa a sua frente. Ele passava os dedos pelos cabelos daquela garota sorridente e sorria também.

A moça no banco se encolheu. Eles pareciam tão felizes juntos, como em todas as manhãs que ela os via. A garota que estava com ele possuía uma beleza esplêndida, quase como se fosse bonita demais para ser real. Tinha cabelos loiros ondulados e seus lábios possuíam o formato de um coração pequeno e rosado.

Ele também não ficava para trás. Tinha um sorriso estonteante pelo qual a garota era apaixonada, assim como pelas suas mãos, seu cabelo escuro, seus olhos pequenos. Ela gostaria de não imaginar o quanto aquela garota sentada com ele deveria gostar dessas mesmas coisas nele também.

Como aquela garota sentada com ele devia passar os seus dedos nas mechas do cabelo dele, como ela tinha o privilégio de vê-lo sorrir para ela todas as manhãs. Como S/n gostaria que tudo aquilo fosse com ela...

Mas não era assim que funcionava. As coisas nunca deram muito certo para ela. De repente se lembrou de uma canção que dizia: “estou me apaixonando pelos seus olhos, mas eles não me conhecem ainda”. E nunca teve tanta certeza de algo como o quanto aquele trecho descrevia sua situação.

Era assim todas as manhãs. Ela olhava o garoto pelo qual era apaixonada segurar as mãos de outra moça, bem na sua frente. E não havia absolutamente nada que ela pudesse fazer além de observar. Como uma figurinista qualquer dentro da história de amor deles.

Ela se sentia patética. Ele nem ao menos sabia o quanto ela sofria em silêncio por ele. O quanto ela escrevia histórias sobre um universo alternativo que envolviam eles dois. Um universo alternativo onde eram as mãos dela no rosto dele, não as da garota de cabelos loiros. Um universo alternativo onde era para ela que ele mostrava o quanto seus olhos encolhiam quando ele sorria, não para a garota de cabelos loiros.

Pensou que poderia fantasiar ele junto a ela para sempre. Era tudo mais doce na sua fértil imaginação. Mas tremeu com a possibilidade de jamais saber o que era senti-lo próximo a ela. A garota loira sabia, ela não. Essa era a diferença que existente entre elas, a barreira que determinava os seus mundos: a garota loira tinha Jungkook, ela não.

E pela quinta vez nos últimos três minutos ela os olha, depois abaixa o rosto para as próprias mãos que agora estavam sobre o colo e, sentindo o coração pesar dentro de si, se perguntou: “por que não eu? Por que não era eu ali?”

Nunca seria eu, pensou. Talvez ela simplesmente jamais descobrisse o que era estar tão próxima de Jungkook. Por mais que seu coração doesse, quebrasse dentro de si, tinha que admitir: ela nunca seria garota para ele.

– S/n. – Ela ouviu o seu nome sendo pronunciado e se virou. – Está tudo bem com você? Parece abatida – ele disse o mínimo.

– Só estou com sono – ela respondeu rapidamente, fechando seus olhos por um instante. Mas Taehyung sabia exatamente para onde ela olhava. Ou melhor, para quem ela olhava.

– Ah – ele disse baixinho totalmente sem graça. Nunca tinha muito assunto para conversar com ela, portanto se aproximava de vez em quando só para ver como ela estava. Mesmo que ele soubesse que ela nunca dizia a verdade porque ele sabia que ela nunca estava bem.

– O sinal tocou. Vou indo para a sala. – Ela pegou sua mochila e deu um tapinha no ombro dele. Ele sorriu para ela, assentindo com a cabeça. Não era um sorriso feliz, mas a garota não pareceu perceber, ou talvez simplesmente não se importasse.

Taehyung deixou com que seu corpo caísse no local que ela estava sentada segundos atrás e observou a mesma cena que ela. O que aquele garoto tinha que a atraia tanto?, ele se questionou com o semblante fechado. O que Jungkook tinha de tão impressionante? Era só mais um imbecil na opinião dele.

Taehyung tirou seu caderno de desenhos da mochila e o abriu assim que se assegurou que não havia ninguém por perto. Passou as páginas em branco até chegar à pintura que havia feito dela: sentada no que parecia ser seu lugar favorito, uma mão nos cabelos e a outra nas margaridas.

Ele sabia o quanto ela adorava margaridas.

Eu poderia fazer uma plantação inteira de margaridas coloridas na janela do seu quarto”, era o que estava escrito ao lado dos braços da garota desenhada.

Aquela seria a forma dele dizer eu te amo a ela.

Mas Taehyung sabia que não era dele que ela gostaria de ouvir aquelas palavras, por isso fechou o caderno, enfiando-o de volta na mochila e caminhou indo até a sua sala. Seria cômico se não fosse tão trágico, ele pensou novamente. Ela chorava por alguém que não se importava com ela. Taehyung chorava por ela não perceber que ele se importava o suficiente para ir até o fim do mundo por ela.

E ele iria. Até o fim do mundo atrás dela, por ela, para ela. Iria sem pensar duas vezes, com um buquê de margaridas nas mãos.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! <3


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