História Doces ilusões (Imagine Taehyung - BTS) - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens V
Tags Bangtan Boys, Bts, Imagine Bts, Imagine Taehyung, Imagines, Kim Taehyung, Taehyung, Taehyung Imagine
Exibições 151
Palavras 2.356
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Viram como uma semana passou rapidinho? hahaha; aproveitem a segunda parte <3 e desculpem qualquer erro c:

Capítulo 10 - Oneshot: A culpa é dos J's (parte dois).


Continua...

A porta do banheiro é aberta repentinamente, o que me faz  virar assustada e Taehyung soltar um palavrão.

– Ah, opa.

– Opa? OPA? – gritou. – Fala sério – ele coloca suas mãos na cintura –, vocês combinaram isso, não é?

– É que eu...

– Por que você está no meu quarto?

– É que...

– Dê o fora daqui!

– Taehyung! – o repreendi em um sussurro. – Eu sinto muito, ele está um pouco exaltado hoje.

Dou um sorriso um pouco trêmulo e o rapaz retribui, igualmente tímido. Disfarço o choque inicial, já que não queria parecer um tomate maduro como a minutos atrás com Jimin. Por sorte, pensei, ele usava um roupão e não somente uma toalha porque, caso contrário, a situação seria ainda mais constrangedora. Jungkook deu um aceno breve, talvez por ter percebido, assim como eu, que Taehyung estava ficando vermelho e seus dentes estavam cerrados, e depois caminhou para fora do quarto, passando por nós dois.

– Não ouse me olhar desse jeito – ele disse com o corpo voltado em minha direção assim que Jungkook saiu. Estava com os braços cruzados e lançando um olhar muito, muito feio para ele.

Soltei um suspiro. – Vamos descer. Jimin disse que Jin estava cozinhando, e não me parece bom deixá-los esperando.

– Mas e o nosso...

Ele parou quando fiz um sinal negativo com a cabeça e outro indicando a porta.

– Estou vivendo como celibatário há meses e não mereço um mísero beijo – ele resmunga quando saímos do quarto.

Quando chegamos à sala de estar, Jimin ainda estava deitado e mexia em seu celular. Ele levantou a cabeça para Taehyung e eu, e segundos depois olhava para mim como se perguntasse “o que houve?”, notando claramente a carraca enorme do asiático ao meu lado. Apenas dou de ombros como se respondesse “Taehyung sendo Taehyung” e ele pareceu entender, provavelmente por estar bastante acostumado a Taehyung, bem mais do que eu.

– Jin disse que já está tudo pronto. Onde está Jungkook?

Taehyung rosnou.

– Ele está lá em cima – respondi. – Estava tomando banho.

– Ei, S/n – Jimin chamou quando olhou o celular vibrar e pareceu ter se lembrado de algo. – O que é “vamos se pegar”? – ele questionou com a boca meio aberta. – Pegar é segurar algo ou alguém, mas se pegar? É segurar você mesmo em grupo? – Levou uma mão até o próprio braço e apalpou, depois me olhou como se dissesse “é assim?”.

– Onde leu isso? – Tentei disfarçar o riso para sua expressão confusa e como ele parecia inocente falando daquela forma.

– Estava lendo alguns comentários que recebemos no Twitter. Tinha alguns de fãs brasileiras que diziam, depois de anunciarmos nossa vinda para cá, “Jimin, vamos se pegar loucamente”.

Quando ele terminou de falar, comprimi os lábios impedindo que uma gargalhada alta soasse. Percebi que até mesmo Taehyung, com aquela carranca toda, fazia uma leve expressão de riso, mas se controlava porque ainda estava interpretando o papel de menino magoado e eu sabia que, quando ele começava com algo assim, se agarrava fielmente a isso. Com fielmente, digo no máximo sete minutos, porque era assim que ele era.

– Bem – comecei soltando umas risadas, principalmente devido à expressão de Jimin. – Se pegar – faço aspas com os dedos – é o mesmo que beijar. “Jimin, vamos se pegar loucamente” é o mesmo que dizer “Jimin, vamos nos beijar loucamente”.

– Agora? – disse e levantou as pernas caindo na risada. Ele não perdia uma oportunidade de implicar com o Tae mesmo. – Estou brincando, estou brincando. Eu entendi.

Taehyung estreitou os olhos que achei que não havia mais por onde ficarem menores. Dei um toque com o cotovelo em seu braço esquerdo esperando que ele entendesse daquela maneira que eu queria que ele descontraísse logo. Tudo bem, de certa forma entendia que não podia esperar que ele estivesse saltitando de felicidade. Ficaríamos um tempo minúsculo juntos e era óbvio que Taehyung desejava que estivéssemos sozinhos o mais rápido possível, e uma parte de mim concordava, claro.

Acho que de todas as coisas complicadas que já me aconteceram, aquela superou. Com “aquela”, quero dizer ter me apaixonado por alguém como ele. Um alguém tão difícil de lidar – e não falava sobre sua fama já que, exceto pela distância, convivíamos bem com isso –, mas talvez fosse por ele ser tão cheio de detalhes e por ter uma personalidade como a de uma criança mimada que tudo que acontecia entre a gente era interessante. Não que ele fosse imaturo. Bem, pelo menos não era na maior parte do tempo.

– Você está com fome? – Taehyung perguntou.

– Na verdade, estou. A comida do avião não é muito boa.

– Não estava falando com você. – Ele estreita os olhos novamente. Apesar de revirá-los cruelmente na direção de Jimin, Taehyung solta um leve sorriso, quase imperceptível, porque Jimin o desafiava com o olhar também. Ahá, sabia que ele não ficaria emburrado por muito tempo.

Sabia desde o início que não era como se estivessem brigando, ou algo assim. Jimin devolveu mostrando a língua para ele novamente e o chamou de chato.

– Talvez eu conte para sua namorada o que você faz quando ela não está presente – completou.

Minha curiosidade oscilou e, inevitavelmente, uma pontinha de medo também apareceu. Antes que pudesse perguntar o que era, Taehyung correu até Jimin e colocou uma almofada sobre o rosto dele. Jimin se debateu tentando sair e fez cócegas em Taehyung que se contorceu sorrindo.

– Ei – disse. – O que ele faz? – Lancei um olhar curioso. E preocupado. E meio medroso.

Jimin correu na minha direção e Taehyung logo atrás dele. Cruzei os braços enquanto eles davam voltas em torno de mim e do sofá. Gritei para ficarem quietos, já que estavam fazendo muito barulho, mas Taehyung já ria alto demais e diziam algumas coisas em coreano um para o outro, tão rápido que não consegui entender.

Hearing you whisper through the phone… – Jimin cantou ainda correndo e tentando se livrar de Taehyung. – Wait for me to come home…

Taehyung pulou sobre ele e tampou sua boca, caindo os dois sobre o carpete vermelho bordô que se estendia pela sala de estar. Jimin mordeu sua mão, o que fez com que Taehyung soltasse um grito exageradamente alto e dramático. Quando me virei, vi um Jin loiro saindo da cozinha com um pano branco jogado sobre o ombro esquerdo.

– Ei, vocês dois – Jin os repreendeu. – Por que tanto barulho? Ah – ele se virou para mim. – Olá, S/n. É um prazer conhecê-la. Sou o Jin.

Como um perfeito cavalheiro, ele estendeu sua mão.

– É um prazer conhecê-lo também, Jin – respondi calmamente. Não podia fazer um escândalo ou desesperar a cada membro que conhecesse, mas com toda certeza soltaria uns gritinhos agudos quando estivesse sozinha em minha casa.

– Por que eles estão brigando? – me perguntou.

– Jimin disse que contaria o que Taehyung faz quando não estou por perto e Taehyung não quer deixá-lo dizer – resumi.

– O que Taehyung faz quando você não está por perto? – Jin colocou o dedo indicador no queixo. – Quer dizer além de ouvir Photograph o dia inteiro e chorar?

Photograph era a canção que Jimin estava cantando e só havia me dado conta disso depois que Jin disse. Olhei para Taehyung com as sobrancelhas levantadas e ele estava com as bochechas vermelhas. Jimin e Jin caíram na risada e Taehyung jogou almofadas nos dois.

– Vocês combinaram isso, eu sei – ele disse envergonhado.

 – Jungkook, o que o Taehyung faz quando está longe da S/n? – Jimin perguntou quando o mesmo apareceu no alto da escada e começou a descer os degraus preguiçosamente.

– O que ele faz? – Jungkook bocejou. Parecia bastante cansado da viagem. – Escuta Ed Sheeran e chora feito bebê.

Taehyung arremessou uma almofada que foi de encontro ao rosto do rapaz. Os meninos – e até mesmo eu que tentei me segurar – caíram na risada por Jungkook ter se desequilibrado e tombado para trás, parando sentado no degrau. Ele se levantou rapidamente e desceu, se jogando no sofá.

– Eles estão brigando de novo? – Jungkook perguntou focando em Jimin e Taehyung.

– Pois é – Jin balançou a cabeça. – Uma novidade por aqui. Enfim, vou trazer o ramen para cá. Jungkook, venha me ajudar. – Jungkook fingiu estar dormindo e Jin o encarou.

– Eu posso ajudar. – Levantei a mão me voluntariando.

– Mas você é nossa convidada, S/n.

– Ah. – Dou um sorriso. – Não tem problema nenhum. Vamos.

Jin deu de ombros e aceitou. Segui até a cozinha, logo atrás dele, levando minha bolsa com o celular para conferir minhas mensagens, caso minha irmã mais velha tivesse mandado algo. Admirei como tudo estava perfeitamente separado em tigelas e hashis embrulhados ao lado de cada uma. Jin me entrega uma bandeja e divide três tigelas na bandeja que ficaria com ele e as outras duas ficam comigo.

– Essa tigela é para Taehyung – ele avisou. – Tem um pouco mais de pimenta, é assim que ele gosta.

Fiz uma nota mental para não me esquecer. Na verdade, tentava acumular o máximo de informação a respeito das coisas que Taehyung gostava, e as que não gostava também. Às vezes, me sentia um pouco por fora de sua vida.

– Ah, uma dúvida. Quando foi que vocês aprenderam português?

Jin pensou um pouco antes de responder e empilhou três pacotes com hashis em sua bandeja de alumínio.

– Não sei exatamente quando, mas Taehyung terminou de nos ensinar a pouco tempo. Ainda não somos fluentes, como você pode ver, mas ele se esforçou bastante para aprender mais profundamente depois que vocês se conheceram. – Sorri de canto e Jin também.

– Eu também estou estudando coreano há bastante tempo. Acho que me tornarei fluente em pouco tempo.

Fighting! – Jin ergueu um punho fechado para cima.

Caminhamos juntos voltando para a sala. Quando aparecemos na porta, Jimin e Jungkook entoam um coral cantando o refrão de Photograph e Taehyung caiu em cima deles. Tentei não rir, mas quase larguei a bandeja no chão para apertar as bochechas coradas dele, porque ficava muito fofo daquele jeito. Vou até ele e me sento ao seu lado, entregando-lhe a tigela que Jin havia separado.

Taehyung deu um beijo na minha bochecha e abriu os pacotes de hashis, me entregando um par. Enquanto todos comiam e conversavam, pensava no que Jimin havia dito. Havia comentado sobre como Photograph tinha um letra bonita pouco tempo depois de Taehyung e eu começarmos a namorar e não tinha a mínima ideia de que ele se lembrava.

Talvez eu não fosse a única que colecionasse informações.

– Ei, S/n – Jimin chamou. – Você vai dormir aqui?

– Por que quer saber isso, seu pervertido? – Taehyung jogou um hashi na cabeça dele.

– Ah, por que está tão estressado comigo? O Jungkook que atrapalhou vocês dois.

Taehyung se lembrou do ocorrido – ou melhor, dos dois ocorridos – e encarou os dois rapazes com fogo nos olhos. Jin estava muito concentrado comendo para dar importância àqueles três.

– Amor – ele sussurrou no meu ouvido quando Jungkook e Jimin começaram a conversar entre si, e usou um tom de voz muito suave, quase sensual demais para se resistir. A voz de Taehyung era muito grave e ele sabia usá-la para conseguir quase qualquer coisa. – Vamos embora. Você me deve muitos beijos.

– Mas e...

– Celibatário, S/n! Celibatário há meses. – E fez um bico.

Fiz que sim e Taehyung se levantou dizendo que me levaria em casa porque estava ficando tarde. Balancei a mão para os garotos e disse que foi um prazer conhecê-los. Jimin perguntou se eu voltaria no dia seguinte porque tinha mais coisas para me perguntar, fazendo Taehyung mostrar língua para ele e Jin balançar a cabeça enquanto dizia “crianças, tsc tsc”.

Taehyung me guiou com o braço em volta dos meus ombros até o outro lado da rua, que era onde o carro estava. Estava tão distraída que nem ao menos me lembrava que estava apenas de pantufas. Ele abriu a porta do passageiro para que eu entrasse e passou correndo em frente ao carro.

– Agora – ele sorriu, sentado ao meu lado e se aproximou –, estamos oficialmente sozinhos. Pelo resto da noite – ele disse as palavras pausadamente. Afirmei e olhei para os seus lábios.

Ele tinha o mesmo aroma forte e viciante de alguns momentos atrás, quando cheguei ao apartamento. Seus olhos sendo vistos de tão perto, eram de um castanho tão comum, mas que não deixava de ser bonito. E brilhante. Tudo nele era. Seu sorriso meio quadrado se fechou, assim como seus olhos, assim como os meus.

Por alguma razão, ele foi bem devagar, apreciando o momento. Talvez porque agora que estávamos dentro do carro, tinha a garantia que iríamos para minha casa  e que ficaríamos a sós, por isso teríamos tempo o suficiente. Independente disso, ele avançou. Estranhamente, me senti um pouco eufórica, como se fosse o nosso primeiro beijo. Mas era dessa mesma maneira que me sentia sempre que ficávamos distante um do outro e eram os nossos beijos mais bonitos.

Sua mão subiu pela minha nuca e agarrou meu cabelo, levando o meu rosto até o dele e nossos lábios em contato.

TOC. TOC. TOC.

Nossos lábios quase em contato. Damos um salto para trás assustados com as batidas fortes e repentinas contra o vidro. Que ótimo, mais um momento excelente estragado. Dessa vez, até eu havia ficado zangada e Taehyung reclamou de novo e rosnou para alguém atrás de mim. Virei-me e Jin estava sorrindo na nossa direção pelo lado de fora do carro.

– Você esqueceu sua bolsa. – Ele balançou as alças da bolsa nos dedos e abriu ainda mais o seu sorriso, pedindo desculpas daquela maneira e meu coração amoleceu.

O meu. Não o de Taehyung que dá partida no carro em alta velocidade.

– Esses desgraçados – xingou.

Na primeira esquina em que viramos, com o sinal fechado, Taehyung tirou as mãos do volante e me puxou, dando-me o beijo apaixonado que gostaria desde o início da noite e segurei delicadamente o seu rosto, retribuindo o contato.

– Ahhh – ele suspirou. – Agora sim podemos voltar para buscar a sua bolsa.

Colocou as mãos no volante e passou a marcha para dar ré. Depois parou o carro em uma vaga em frente a uma garagem e me olhou pretensiosamente.

– Não faz mal mais uns dois ou três beijos antes de voltarmos, não né?

– Concordo plenamente. 

E o beijei de novo.


Notas Finais


Espero que a demora tenha valido a pena para vocês 😊😊

Ah, o membro mais votado para a nova DI foi o Jungkook, mas, como eu disse a vocês, é um projeto para ser posto em prática bem mais para frente, afinal, ano que vem é o meu último no ensino médio e tenho muito o que estudar 😭

Vou aproveitar as férias para aumentar minha frequência com as oneshot's do Tae e terminar as outras com o Yoongi, Namjoon, Jimin... enfim, espero que vocês gostem desses novos projetos 😁😁

E, se tiver alguma monbebe aí de plantão, também estou com os meus planos com o Monsta (porque né, é o Monsta 💖), como sempre, espero que gostem <3

P.S: Adeus parte dois está no forno 😉😉


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...