História Doces obsessões - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Assassinato, Doentias, Drama, Drogas, Familiar, Mentes, Morte, Obcecado, Obsessão, Problema, Romance, Vicios
Exibições 22
Palavras 2.302
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Kodomo, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Após


Fanfic / Fanfiction Doces obsessões - Capítulo 5 - Após

A campainha da casa de Leo tocara segundos após Mance ter entrado. Eram seus vizinhos:
-Está tudo bem? Ouvimos um barulho alto, pareceu vir daqui! - Perguntou o vizinho.
-Está tudo bem sim. Era que tipo de barulho?
-Parecia um tiro.
-Nossa! Por aqui está tudo bem, espero que não tenha sido nada. – Respondeu Mance.
-Ficarei de olho! – O vizinho disse e foi embora.
Mance ainda não havia visto o que Leo fez, acabara de entrar em casa e não teve tempo para nada ainda, mas ela sabia que Leo estava em casa pois seus sapatos estavam no banheiro como ele sempre deixava. Não se preocupou, pois tinha certeza que ele estava em seu cômodo, ele sempre estava lá esse horário.
-Leeeo? – Chamou Mance.
Porém não houve resposta, e ela começou a se preocupar naquele momento. Subiu as escadas e começou a bater na porta do quarto não tão mais secreto do garoto, sem resposta alguma, era impossível olhar pelo buraco da chave pois neste não dava para ver nada. Tentou olhar por baixo da porta para checar se conseguia ver algo, e ela conseguiu. O que ela viu a deixou em desespero. Leo estava deitado no chão, coberto de sangue, com uma arma em suas mãos.
-Meu filho está morto. Ele morreu! – Se desesperava Mance.
Ela ia chamar ajuda, mas antes que se levantasse reparou em mais coisas.
Leo estava de olhos abertos olhando fixamente para o teto, ainda não era possível distinguir se estava vivo ou morto, mas sua barriga se mexia com sua respiração constante. “Ele está vivo”, pensou ela, talvez se aliviando um pouco. “Mas se ele está vivo, o que aconteceu aqui”, ela continuava pensando. Ficou deitada no chão vendo o que mais conseguia enxergar. Ao reparar nos pés de Leo, percebeu que atrás deles havia mais um par de pés. Mance concluiu que havia mais um corpo ali. Leo está acordado, respirando, mas está em algum tipo de transe, não se mexe, e permanece olhando fixamente para o teto, enquanto sua mãe ficava gritando seu nome e batendo na porta constantemente.
Por um lado, mãe de Leo queria chamar ajuda, mas ao mesmo tempo não sabia o que havia acontecido ali, e se Leo fez algo muito ruim? Não queria ver seu filho preso para o resto da vida, não sabe se suportaria, e enquanto não acontecia nada também não conseguiria dormir.
Mance havia virado aquela noite, chamando Leo de hora em hora na madrugada sempre abrindo uma nova esperança de reação do garoto, mas todas elas sem sucesso, ele permanecera daquela maneira sem se mover durante toda a madrugada, apenas sendo possível notar sua respiração, mas é como se estivesse somente seu corpo físico ali funcionando, e mais nada além disso, ainda assim, sua mãe sabia que ele estava vivo.
O sol começou a nascer. Era sábado, pelo menos isso era uma sorte para mãe de Leo. Ele não precisaria ir à escola, então ninguém notaria sua falta e nem a de Bran na escola. Porém talvez Júlia notaria sua ausência, e com certeza, seu pai já havia notado.
Não só notado, como também Valdo já estava em pânico, afinal ele nunca esteve em tão boa harmonia com seu filho, fazia cerca de dois dias que ele não bebia, o que apesar de não parecer, é um grande avanço. Além disso Bran havia o deixado amarrado antes de sair para a escola no dia antes, nada que com um grande esforço Valdo não conseguiria se soltar, mas ele se preocupava pois com certeza Bran lembrava que havia o deixado assim, e o garoto com certeza voltaria naquela noite, nem que fosse somente para solta-lo.
As luzes do sol começariam a entrar pelo cômodo de Leo e serem refletidas no sangue de Bran, caso ele tivesse janelas, era um novo dia.
A situação permanece a mesma na casa de Leo, o garoto está na mesma posição, de olhos abertos e respirando, parado, a horas, sua mãe está o esperando acordar, já na casa de Valdo, ele se soltara e estava pensando em como ir atrás de Bran e descobrir sua localização.
Valdo ligou para o celular de Bran, mas o garoto havia deixado em casa no dia anterior. Telefonou para a escola, porém a mesma disse que o garoto saiu de lá em seu horário normal. Ele então, mesmo sendo sábado, resolveu ir à escola do garoto, já que estava sem opções, e assim o fez.
Ao chegar lá, a escola estava bastante vazia, e Valdo parecia não saber muito bem onde ir, entrou pelo portão dando passos pequenos, passou-se alguns segundos e então ele pôde sentir um cheiro suave e doce, o qual costuma fazer o coração de um rapaz acelerar. Ouviu passos suaves atrás de si, e ao olhar para trás a viu, uma menina bonita de cabelos pretos e olhos levemente verdes, sendo sua primeira reação perguntar de cara para ela sobre Bran.
-Oi, desculpa incomodar, é que estou procurando meu filho, ele não voltou para casa ontem após sair dessa escola, seu nome é Bran, estou muito preocupado. Sabe de alguma coisa que poderia me ajudar? – Perguntou Valdo à garota.
-Você é o pai de Bran? – Perguntou a garota, parecendo surpresa.
-Sou sim, você o conhece?
-Conheço sim, meu nome é Júlia, ele nunca falou de mim para você? Estamos juntos agora.
Valdo lembrou de Bran ter falado sobre uma tal garota que fazia seu coração acelerar.
-Ah, acho que ele chegou a comentar.
Júlia pareceu um pouco desapontada, esperando que Bran teria falado mais dela para o próprio pai.
-Enfim, sabe de algo que me ajudaria a encontra-lo? – Acrescentou Valdo.
-Bom, eu também estou preocupada com ele para ser sincera. Ela não deu um sinal de vida ontem à noite e nem essa manhã, ele sempre costuma dizer algo para mim, todo dia, nem que seja uma simples mensagem. Na verdade, acho que vim aqui com o mesmo intuito que o seu. – Respondeu Júlia.
-Ontem ele saiu da escola e veio direto para casa? – Perguntou Valdo.
Júlia parou para refletir por um momento.
-Leo... – Ela disse em voz baixa, olhando para baixo, como se de repente chegasse esse pensamento em sua cabeça.
-O que disse? – Perguntou Valdo.
-Ontem estávamos aqui no portão prontos para nos despedir, porém um garoto chamado Leo nos interrompeu e disse que queria mostrar algo para ele. Bran então se despediu a distância de mim, e não sei o que aconteceu depois disso.
-Hmmm, entendi, obrigado. – Respondeu Valdo. – Mas quem é esse garoto?
-Ah, Leo... – Júlia ficou meio sem jeito ao dizer, olhou um pouco para o chão tímida e pensativa. – Ele é meio... obcecado por mim. Ele é um garoto tímido e até que legal, porém alguns acham ele meio assustador, e realmente ele já me assustou algumas vezes. Mas ele é uma pessoa doce e gentil. – Respondeu Júlia, parecendo no fundo sentir uma certa pena de Leo.
-Assustador? – Perguntou Valdo, parecendo ter ouvido somente essa parte.
-Sim. Ele fica muito de cara fechada, parecendo estar sério a maior parte do tempo, não somente sério na verdade, mas com um olhar que parece estar sempre com um pouco de raiva de algo, por isso muitas das pessoas distantes dele dizem que ele parece ser assustador, mas a maior parte das pessoas que já falaram com ele dizem que ele é uma boa pessoa.
-Hmmmm... – Valdo pensou por um momento. – Você disse que ele já assustou a você também?
-Pois é, na verdade já sim, graças a sua obsessão em mim, a qual não pude enxergar por muito tempo. Algumas vezes ele me perseguia, mas a vez ele mais me assustou foi quando eu esperava Bran para sair da sala de aula, após ter tocado o sinal de saída, e Leo foi na frente. Porém eu fui passar no banheiro antes de ir embora, e então eu e Bran vimos Leo falando coisas em voz alta e esmurrando objetos dentro do banheiro. Havia gotas de sangue no chão. Pudemos ouvir ele dizendo, “Ela não se importa”. Bran acredita ter sido por causa de mim. Mas por que tantas perguntas sobre Leo, não acha que...
Durante a história Valdo passou a pensar que Leo é um doente. Ele interrompera Júlia, dizendo:
-Que ele tem a ver com o Bran ter sumido? Não é mais que óbvio?
-Não, você não conhecia Leo da mesma forma que eu conheci, ele não faria isso, tenho certeza, ele é uma pessoa doce. – Respondeu Júlia.
-Pense do jeito que quiser. – Valdo disse encerrando a conversa.
Pai de Bran apenas fez mais algumas perguntas, como por exemplo onde Leo morava, mas Júlia não sabia responder, e então ele pegou o contato de Júlia e retirou-se, indo procurar mais informações em outro lugar da escola
Acontece que, apesar de parecer óbvio, Júlia, sendo a pessoa inocente e doce que ele é, e achando que conhece Leo, nunca imaginaria que ele seria capaz de fazer o que ele realmente fez. Além disso, ela sentia pena dele pois sabia que ele a amava, e tudo que ele sentia e havia feito fora por causa dela, isso a cegava para a realidade, tornando impossível dela enxergar que Leo seria capaz de fazer algo cruel.
Valdo fora falar com a direção da escola, fazendo de tudo a conseguir informações de Leo, número de telefone, endereço, qualquer coisa. Ele dissera que é um parente um pouco distante de Leo e que precisava falar com ele pois acontecera algo importante que ele só poderia conversar com o garoto.
Mance pulara, Leo virou sua cabeça para o lado de uma forma mecânica, olhando sua mãe o observando por debaixo da porta com seus olhos arregalados, seu rosto e sua camisa suja de sangue seco, e sua mãe mais uma vez começou a chamar seu nome repetidamente e desesperadamente por mais algumas vezes, mas Leo parecia não ouvir nada, não parecia existir uma alma dentro daquele pedaço ensanguentado de carne. Qualquer movimento de Leo estava frio e mecânico, como se tivesse uma programação dentro de si o mandando fazer aquilo. O garoto se levantou, calmamente, andou até a porta e a abriu, pronto para de sair do quarto e ignorando a mãe completamente, ainda de uma maneira completamente mecânica. Mas sua mãe o impediu com medo de que alguém veja, empurrou-o para o quarto de volta a força e fechou a porta.
O garoto ficou a encarando sem dizer nada enquanto sua mãe tentava dialogar com ele, muito assustada. Sua mãe o fazia diversas perguntas, mas ele não abria a boca, ficava apenas com seus olhos arregalados fixados cada minuto em alguma coisa. Passou-se alguns minutos assim, até que finalmente e vagarosamente Leo foi retornando ao seu estado normal. Sua mãe reparou que ele estava voltando pois ele foi diminuindo seus olhos, não tão mais arregalados, e não estava tanto tempo mais olhando fixamente para alguma coisa, e assim, Mance tornou a chamar seu nome repetidamente e um pouquinho mais calmamente.
-Leo? Leo? Responde Leo.
O garoto passou a olhar um pouco para o chão até que virou seu rosto olhando para os olhos de sua mãe.
-Oi mãe.
Mãe de Leo se assustou um pouco e se surpreendeu com finalmente uma fala saindo da boca do garoto. Ela havia tantas perguntas a fazer, nem sabia por onde começar, e nem se Leo a responderia com sinceridade e conscientemente. Mas ela arriscou:
-Filho, me diga por favor, o que aconteceu aqui?
-Eu o matei. – Leo respondeu seriamente, sem parecer ter muita consciência de tudo ainda.
-Por que o matou? Quem era ele?
-Um novo garoto.
Leo respondera sempre seco, sem nenhuma expressão. Mance se lembrou de quando entrou no quarto “secreto” de Leo a primeira vez e perguntou o motivo de ele estar desanimado, e o que ele respondeu naquele dia foi “Um novo garoto. Ela nem liga para mim.”. Ela queria fazer mil perguntas e falar duas mil coisas para seu filho, como “Você está doido”, “Você é doente”, “Você é um monstro”. Mas ela estava assustada e não queria causar nenhuma emoção nele naquele momento, e muito menos imaginar a reação dele caso o fizesse, portanto, a mãe dele tentou manter a calma o máximo possível e não dizer nada que o tocasse.
-E qual a sua ideia agora? O que fazer com esse sangue? Com esse corpo? – Arriscou Mance.
-Eu não sei, ta bom mãe? – Respondeu Leo agressivamente.
Todos que o vissem no estado que está levaria um susto. Um garoto, com seus olhos arregalados, com sua face e sua roupa suja de sangue, expressão séria e agindo de forma mecânica, todos pensariam rapidamente em um maníaco doente.
Aquele momento a campainha da casa tocou. Leo e Mance se entreolharam.
-Vai tomar banho, limpe essa sujeira de você. Tranque esse quarto agora, como nunca trancou antes. – Disse Mance, indo atender a campainha.
Assim fez Leo, se preparou para o banho, escondeu tudo que estava sujo de sangue e trancou seu quarto, escondendo a chave como nunca.
Quando Mance abriu a porta, se deparou com alguém que nunca havia visto antes. Era um sujeito barrigudo com cara de alcoólatra, parecia preocupado com algo.
-Pois não? – Disse Ela.
-A senhora é a Mance?
-Sou sim.
-Hmm, então aqui é a casa de Leo.
Mance soou frio naquele momento.
-Precisamos conversar. – Disse o sujeito.
Ao que parecia, Valdo havia conseguido parte das informações na diretoria da escola, o suficiente para o ter guiado a casa de Leo, e dessa vez ele estava na vantagem, enquanto Mance tentava esconder o quanto nervosa estava, tremendo. Valdo queria achar qualquer sinal de que Bran esteve por lá, ou qualquer sinal de violência, enquanto Mance estava tentando esconder não só sinais de violência e sinais de que Bran esteve lá, como também seu próprio medo e nervosismo.



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