História Doces Vidas - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Acidente, Drama, Memórias, Morte, Romance, Suicida
Exibições 6
Palavras 1.447
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero que a capa apareça direitinho pra vocês... :)


Tomara que gostem!
Boa leitura!

Capítulo 4 - Memorias Quebradas...


Fanfic / Fanfiction Doces Vidas - Capítulo 4 - Memorias Quebradas...


Sou eu... Victoria...

Talvez vocês ainda não me conheçam bem...

Mas eu acho que vocês não deveriam nem tentar me conhecer...

...

Bem, já que insistem...

Lá vai...

Na infância...

Eu era uma criança "eletrica" como dizia minha mãe, não parava queta! 

E em uma manhã ensolarada... Nas ferias de verão... Minha familia se reunio num parque, simplesmente para curtir as férias... 

Eu estava brincando com meus primos e primas, quando Fernando, um colega meu da escola, que num futuro nem tão distante iria se tornar meu primeiro namorado... E que depois, o mesmo iria agir de forma grosseiro comigo e fazer com que eu terminasse com ele... 

Mas... Na epoca ele era tão meigo e gentil... "O garoto perfeito" que todas as outras garotas sonhavam um dia namorar...

Fernando se juntou a nós na brincadeira, ele sempre foi um otimo lider... Não sei o motivo dele se tornar tão mandão...

Tudo estava indo perfeitamente bem, o sol brilhava forte naquela manhã, esquentando o gramado do parque... As quase inexistentes nuvens no céu, tão brancas e suaves... A brisa do vento bagunçando a toalha quadriculada no chão, e por cima dela, haviam varias guloseimas que as crianças adoravam... 

Um dia perfeito para um piquenique... Um dia perfeito para brincar de pique-pega... Um dia perfeito para curtir as férias... 

Um dia perfeito... Ou quase...

Quando tardou um pouco, e o sol já começava há se por...

Todos os adultos juntaram as comidas, a toalha quadeiculada, e outras coisas que eles trouxeram...

As crianças param de brincar, se despediram uma das outras junto de seus pais...

No final, só sobrou eu, meus pais... Os pais do Fernando... E ele...

Os meus pais se despediram dos pais de Fernando, e fomos pro carro, em direção a nossa casa...

Já dentro do carro, eu no banco de trás, sentada numa cadeirinha para crianças pequenas... Afinal, eu só tinha 5 anos...

Eu estava bem cansada, meu vestidinho branco de alça, estava bem sujo de terra e grama... Minhas sapatilhas se encontravam no mesmo estado... Sujas e gastas... Meu cabelo, que naquela época era mais claro... Mais ou menos num tom loiro escuro... Encaracolado nas pontas... Estava solto e bagunçado... E comigo estava.... Meu ursinho de pelucia... Presente de aniversário da minha mãe... Ela mesma que fez... Esse ursinho vale mais que ouro pra mim...

Meus olhos pesavam... E quando não consegui mais manter-los abertos... Eu cochilei...

Eu não lembro-me de quanto tempo eu dormi... Eu só...

Eu só lembro de que... Quando eu abri os olhos ouvi um grito fino... Parecia da minha mãe... Logo depois um clarão veio em minha direção me cegando... 

Eu não entendi nada...

Mas... Aos poucos... Fui entendendo o que aconteceu... 

Um carro desgovernado veio na nossa direção, e como eu estava atrás do banco do meu pai, e não do atrás do banco do motorista, aonde minha mãe estava... 

Quando esse carro se chocou no nosso, só atingiu o lado a onde minha mãe estava... 

Os cacos de vidro voaram para todos os lados... Pedaços do carro quebrados, pegavam fogo... E eu não via mas a minha mãe...

Eu estava em êxtase... Eu não conseguia fazer outra coisa a não ser chorar... E soluçando.... Eu pedia que aquilo tudo fosse apenas um sonho ruim... 

Meu pai saiu do carro com dificuldade e me tirou dali...

Eu fui cambaleando de um lado pro outro... Com meu ursinho de pelucia na mão... Meu brinquedo, e objeto mais valioso... Minha mãe havia o feito pra mim... 

Eu estava toda machucada e sangrando... Os cacos de vidro haviam feito varias feridas leves... 

Lembrar daquela cena ainda me trás um grande mal estar...

Bem...

Dois anos se passaram, eu estava com sete anos, e meu pai havia arranjado uma esposa... Eu não protestei nem nada... No fundo, estava até que... Um pouco feliz... Pois eu sabia como meu pai estava triste.... Seguir em frente talvez fosse uma boa escolha...

Minha infância, tirando essa parte traumatica, foi boa... Meu pai, e minha madrasta tinham uma boa condição financeira, nunca me faltou nada, eu tinha muitos brinquedos, vestidos rodados de rosa, um quarto grande e espaçoso... Um quintal com piscina e um cachorro... Meu pai fazia de tudo para me agradar e... Tentar... Apagar a mancha preta na minha infância... A morte da minha mãe...

Mas para ele ter bastante dinheiro, o mesmo fazia hora extra, ficava semanas fora viajando a negocio... E minha madrasta ia com ele...

Com isso, eu estava sempre sozinha... Eu odeio fixar só... Por isso eu ia pra casa de Fernando, os pais dele já me conheciam e me adoravam.... A nossa amizade quando pequenos era perfeita... 


E quando eu me tornei uma adolescente, com 15 anos, começamos a namorar...

Na escola, eu me esforçava pra tirar sempre as melhores notas... Uma garota exemplar...

"Uma garotinha perfeita

Mas nada daquilo funcionava... Nem se quer um "parabéns", eu recebia...

Então eu decidi arrumar outra forma de chamar atenção dos meus pais... Afinal, depois de anos convivendo com a minha madrasta, já considerava ela com minha "nova mãe"... 

Parei de tirar notas boas, não chegava no horário, desrespeitava os professores, e fazia varias besteiras... 

Isso tudo resuntou em uma coisa... Expulção...

Eu fui expulsa de uma dos colegios mais caros e bons do estado... 

Meus pais foram uma última vez pagar as contas na escola... E depois, voltaram pra casa... Eu já estava esperando eles em casa...

Quando eles chegaram, meu pai trazia consigo uma cara de poucos amigos... E minha "nova mãe" uma cara de quem quisesse dizer "seu pai está uma fera contigo!"

Meu pai me deu o maior sermão do mundo, e eu tive que ouvir tudo sem falar um 'piu' se não minha "nova mãe" me olhava torto.... Depois do sermão, meu pai disse que iria me por em uma escola militar... Nessa hora eu tive que protestar... 

Ele já estava decidido... Eu não podia fazer nada... Passei o resto da tarde, eu passei na casa do meu namorado me lamentando em quanto ele tentava me acalmar... 

E a noite, eu fui pra casa e me tranquei no quarto.... 

"Eu não devia ter feito aquilo... Que vicio...."

Eu peguei a lâmina de barbear no banheiro e levei escondido pro meu quarto... Me sentei no chão e examinei meus pulsos... Olhei para a lâmina brilhante na minha mão e pensei... 

"Isso é só mais um jeito de chamar a atenção deles?" 

Não... Eu balancei a cabeça negativamente... 

"Isso é um jeito de comunicar pras pessoas... Sem precisar falar nada... Que eu estou com muitos problemas"

E eu fiz... Marquei meu primeiro corte profundo no meu pulso com a lâmina... A dor... O sentimento... Toda aquela adrenalina... O sangre escorrendo pelo machucado... E pela lâmina... 

Depois de varios cortes eu me levantei e fui no banheiro esconder aquilo... Limpei a lâmina... Lavei meus pulsos para tirar o sangre... E vesti um casaco preto...

No almoço do dia seguinte, meus pais ainda irritados comigo, não falaram nada... 

Até minha "nova mãe" pedircpara que eu tirasse o casaco...

Eu recusei.

Ela insistiu.

Meu pai ficou curioso, e também insistiu.

E no final... Eu cedi... Com lágrimas nos olhos eu tirei o casaco....

As marcas feitas recentementes foram vistas... Causando tamanho espanto em meus pais...

Eles pediram explicações...

E entre soluços... Eu expliquei...

Eles pensaram... E acharam melhor eu não ir para a escola militar, iria estudar na mesma escola que Fernando...

Aliviada, pensei que nada mais poderia dar errado...

Mas como sempre... Eu estava errada...


Com 18 anos, eu tinha uma boa relação com os meus pais, voltei a tirar notas boas, e o meu namoro não podia estar melhor!

Falando nisso, Fernando sugeriu que morassemos juntos, é claro que eu aceitei.... Arrumei minhas coisas, me despedi dos meus pais e fui morar com ele...

Fernando faz faculdade de direito, ele sempre quis ser advogado.... E para pagar as contas da casa em que a gente morava, eu trabalhava como bibliotecária, e ele como um garçom, em um restaurante muito bonito...

Eu preferi não fazer faculdade, queria ser autônoma, trabalhar fazendo o que eu gosto... Pintar...


Se passou um ano... Quase dois... E agora eu tenho 19 anos... 

Eu e Fernando começamos a nos se desinteder muito... Eu não me lembro porque.... Nem qual era o motivo da briga... Mas.... Lembro-me bem que as brigas se tornar tão frequentes, que passaram a ser diariamente...

E na nossa última briga... Eu não aguentei mas... Fui embora... Deixei tantas coisas lá... Acho que ainda voltou pra pegar uma coisa... O meu ursinho de pelúcia... Apenas isso... 


Na rua... Estava frio... E eu... Depois de muito tempo andando, parei, E comecei a chorar... Lembrar dos momentos bons com ele... Realmente não é fácil  esquecer a pessoa que sempre esteve ao seu lado... Nos nossos beijos... Eu sentia que aquilo era verdadeiro... Que eu realmente amava ele.... 


Bem... O resto vocês  já sabem né? Eu conheci um cara legal que se chama Mike... bonito nome... 




Continua...


Notas Finais


...❤ <3

(Demorei pra postar pq escrever pelo cell demora muito! '-_-)

Tomara que tenham gostado!
Bye bye
Beijos da Rua<3!
<3<3<3


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