História Doente de Amor - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Faculdade, Homofobia, Sasunaru, Yaoi
Visualizações 543
Palavras 2.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey peoples.
Desculpa a demora. Bem, não é como se pudessem reclamar já q só tive 3 comentários no ultimo cap. (-_-) A cada capitulo o número diminui, não deveria ser o contrario?
Por outro lado agradeço a cada pessoa que favoritou. 60 favoritos tão no inicio é uma grande coisa. Mas de novo, tantos favoritos e só 3 comentários?
Mas tudo bem. Aqui esta o capitulo. Boa leitura.

Capítulo 5 - Consequências inesperadas.


Fanfic / Fanfiction Doente de Amor - Capítulo 5 - Consequências inesperadas.

   Eu fui movido de uma maneira incomoda e soltei um resmungo. Estava imerso em uma nuvem de conforto no meu sono profundo, até que essa nuvem se dissipou. Abri os olhos, conseguindo ver a silhueta de Sasuke sair da barraca. Na embriagues do sono eu mal notei isso e voltei a cair na inconsciência. Não sei quanto tempo dormi até que acordasse com meu sangue congelando em minhas veias, entendi o porquê Sasuke parecia tão mal antes, aquele clima era insuportável. 

   Finalmente Sasuke voltou para a barraca. Ele deitou no colchonete que a principio deveria ser meu, sendo que eu deitava no dele, e se cobriu.  

   _Onde foi? _Minha voz não passou de um sussurro.

   _Banheiro. _Ele respondeu em um tom arrastado igual ao meu.

    Me virei para ele, sentindo o colchonete dele gelado sob meus dedos. Eu não iria conseguir dormir naquele sofrimento e sei que ele também não. Infelizmente ele provavelmente já estava sóbrio e não iria me abraçar. Não conseguia ver seu rosto, mas pelos contornos sabia que estava virado para mim acordado.

    Sem pensar muito invadi o colchonete dele e me enfiei entre seus braços. Sasuke ficou estático, pego de surpresa com meu movimento.

    _O que esta fazendo? _Ele indagou de maneira assustada.

    _Eu estou morrendo de frio e você também. _Murmurei passando meus braços por ele e encostando minha cabeça em seu peito, assim como antes. _Droga. Só fique quieto.

   Sasuke relutou um pouco antes de passar os braços em volta de mim cheio de hesitação. Eu estava ficando sonolento e me aconcheguei melhor nele, indisposto a pensar que não deveria estar fazendo aquilo. Bem, éramos amigos, porque deveríamos deixar um ao outro passando frio?

   Por fim Sasuke me abraçou forte como quando estava bêbado e eu só soube que naquele momento a única coisa que eu queria era permanecer indefinidamente naquele abraço.

   Adormeci escutando as batidas apressadas do coração dele.

Xxx

   O calor me acordou. Eu estava sozinho na barraca, suado e pregando. Em outro lugar teria ficado curtindo preguiça por um longo período, porém parecia que a barraca se converteu a um forno destinado a me cozinhar para o almoço.  

   Nós tomamos café da manha e arrumamos nossas coisas para partimos de volta para casa. Sakura ficaria porque uma tia dela a levaria para sua nova casa, então éramos somente eu, Hinata e Sasuke. Dar tchau para a Sakura foi estranho, pois eu sabia que demoraria para que eu a encontrasse de novo. Aquela louca de cabelo rosa gosta de fingir ser durona, mas estava segurando a vontade de chorar, saber disso tornou o sentimento da despedida pior. Tive que contar algumas piadas para animá-la, desgostando de ver ela triste.

   _Vigie o Sasuke para mim, tudo bem? _Ela me pediu quando nos abraçamos.

    Confirmei balançando a cabeça.

   Sasuke e Sakura se demoraram em um abraço apertado. Assistir esse momento intimo deles foi esquisito por alguma razão, eu não conseguia olhar, então eu chamei a Hinata para esperar dentro do carro. Assim que entramos Hinata deitou a cabeça em meu ombro.

   _É uma pena que essa semana tenha acabado, foi divertido. _Contou com a voz rouca.

   Eu não respondi nada, também estava estranhamente triste. Fiz um carinho na cabeça dela e Hinata em retorno passou um braço por mim.

   Em alguns minutos Sasuke entrou no carro. Ele olhou para nós dois pelo espelho retrovisor demoradamente e ligou o carro, essa foi toda a interação que tivemos no trajeto inteiro. Achei que ele estivesse triste pela Sakura, ou de ressaca, e não dei bola.

    _Você pode parar de me buscar em casa de manha. _Eu disse quando ele me deixou em casa. _Sem as meninas indo para a faculdade não há motivo.

   _Não me incomoda em nada.

   _Você não é meu motorista particular, idiota, eu posso ir sozinho.

   _Mas eu sou seu namorado. _O babaca disse abrindo um sorriso amarelo.

   _Hahaha. Muito engraçado. _Eu girei meus olhos para ele. _Sua casa é na direção oposta a minha, é muito trabalho. Não venha amanha. _Falei e entrei rapidamente em casa para que ele não tivesse a chance de argumentar.

   Embora eu tenha dito para ele não ir me buscar, na manha seguinte eu esperava que ele fosse.

   Sai de casa e me encostei na parede. Eu estava morrendo de preguiça de pegar minha bicicleta e pedalar cerca de meia hora para chegar à faculdade, fui mal acostumado na primeira semana de aula. Perdi alguns minutos encarando a bicicleta antes de conseguir reunir coragem para subir nela. Ao chegar na faculdade eu estava cansado, suado e arrependido de minha decisão.

   A idéia maluca de Sakura podia ser uma dor de cabeça, por outro lado foi bom ter as meninas a semana inteira por perto para encher o saco, tive uma boa dose de diversão. Por isso segunda feira foi um dia pacato e entediante. Assisti aulas, tentei fazer os deveres (ênfase no “tentei”), conversei com o Gaara e dormi na mesa. Para ser sincero o que eu mais fiz foi dormir, meu exercício matinal drenou minha energia. Eu tinha que acabar com o costume de dormir nas aulas que eu adquiri durante todo o ensino médio ou eu ia me ferrar.

   Na hora do lanche comprei um salgado de presunto e queijo e fui para o lugar que meus amigos já haviam demarcado como deles.

   _Yo! _Eu dei um cumprimento geral e me joguei no meio deles. Vi que Kiba estava jogando algo no celular e o roubei da mão dele. _O que esta jogando?

   _Me devolve Naruto. _Ele veio para cima de mim querendo o aparelho de volta.

   _Candy Crush. _Ri ao ver o que o idiota estava jogando. _Esse jogo é muito retardado.

   _Olha quem fala. O garoto que tem um tijolão porque gosta de jogar o jogo da cobrinha. _Kiba retrucou, conseguindo recuperar o celular.

   _É um clássico. _Me defendi.

   _Pare de desculpas Naruto. _Gaara falou com um sorriso suspeito no rosto. Eu podia adivinhar o que viria depois. _Admita que gosta de cobras! _Ele mal conseguiu completar a frase sem cair na gargalhada, o maldito. Dei um chute na canela dele. _Calma. Calma. _Mostrou as palmas das mãos em sinal de rendição, ainda rindo. _E como foi o final de semana com a sua namorada? Foi a primeira vez que passou a noite no mesmo lugar que ela, não é? _As palavras dele eram inocentes, a expressão não. Era obvio o que estava sugerindo. Me fiz de desentendido.

   _Foi legalzinho. Eu não pude beber ou me soltar porque a família de Sakura iria pensar mal de mim.

   _Você sabe que não foi o que eu quis perguntar. _Gaara me deu um soco de leve. O maldito fica falando merda para mim e ainda me bate, que absurdo. _Você comeu ela?

    _Cala a boca! _Elevei minha voz. Me irritava que falassem assim da Hinata. _Até parece que a família de Sakura ia nos deixar dormir junto com as meninas, eu dividi uma barraca com o Sasuke.

    _Ah. Então o Sasuke que te comeu. _Disse com uma expressão seria. Uma crise de risos se alastrou pelo nosso grupo. Eu comecei a me questionar de novo a razão de ainda ser amigo daqueles babacas.

   _Vai se foder. Sabe muito bem que esta é uma invenção insana daquele demônio de cabelo de algodão doce.

   _O que? _Franziu as sobrancelhas em confusão. _Eu não sei de nada.

   Maldito.

   Minha única interação com Sasuke naquele dia foi no fim das aulas, quando esbarrei nele no corredor. Conversamos normalmente, Sasuke reclamou do mico que pagamos com o prato de carne e da vergonha de ter ficado bêbado, dizendo que estragou sua farsa de namorado perfeito. Continuava sendo fácil e agradável falar com ele, o que me fazia lamentar nunca ter tentado ser amigo dele antes. Acho que não faz sentido tentar criar uma amizade com o namorado da amiga da sua namorada.

    Pensei em convidá-lo para ir jogar vídeo game na minha casa, pois eu estava sem nada para fazer. Por alguma razão em fiquei receoso em fazer o convite, parecia estranho, começamos a amizade há apenas uma semana, não era normal ficarmos demasiado colados. Tudo bem que Gaara foi na minha casa quase todos os dias logo depois que nos conhecemos. Entretanto com Sasuke parecia diferente. No fim Kiba apareceu para me convidar para jogar bola e eu aceitei, me despedindo de Sasuke em seguida.

Xxx

   Na terça-feira, Asuma, que era o professor de algoritmos e técnicas de programação passou um trabalho em grupos de quatro pessoas. Gaara chamou a Ino para se juntar a nós no segundo que o professor parou de falar, típico, e um garoto que sobrou se juntou a nós no fim. Ele se chamava Sai e ficava excluído no fim da sala, por isso ninguém o convidou. Ele tinha uma pele branca fantasmagórica, como se tivesse coberto o rosto de pó de arroz igual a uma gueixa, ou como se nunca tivesse saído no sol em sua vida.

   Na pequena pausa entre as aulas ficamos fora da sala conversando sobre o que faríamos no trabalho. Eu acabei dando sorte. Como Sai não falava com ninguém todo o seu foco estava nas aulas, assim ele sabia exatamente o que fazer, embora fosse um pouco tímido e não falasse muito de inicio. O idiota do Gaara também é inteligente, aquele tipo irritante que consegue entender tudo sem prestar atenção direito. Eu e Ino éramos os que menos entendiam a matéria, o que levou o Gaara a fazer piadas sobre loiros burros.

   _A loira estava passando mal e foi ao medico, que lhe receitou um remédio. Uma semana depois foi ao medico de novo com os mesmos sintomas. O medico perguntou se ela havia tomado o remédio e ela respondeu: Impossível doutor, no vidro dizia “conserve fechado”.

   Eu sei que eu era o alvo da piada, mesmo assim eu ri, era muito idiota. Logo eu e Gaara estávamos, esquecendo totalmente de falar sobre o trabalho, contando piadas de loiras. Rimos até que uma voz trovejou roubando a atenção de cada um dos estudantes por ali. 

   _Eu não quero esse viado no meu grupo.

   Nos viramos para o dono da voz, que era um cara de regata branca com o cabelo escuro quase batendo nos ombros, seus olhos eram duas pedras de gelo. A pior parte era que ele estava na frente da sala de primeiro período de direito, a sala de Sasuke.

   _Sora fale baixo. _Um segundo garoto tentou acalmá-lo. Este ficada olhando para os lados, consciente da atenção que atraiam.

   _Vocês erraram em colocar ele no nosso grupo sem me consultar. _O tom de Sora era recheado de acides.

   _Desculpa. Agora é tarde. _Ele segurou firme no braço do amigo. _Vamos embora daqui, estão todos nos olhando.

   A multidão abriu caminho para que o preconceituoso e seu amigo passassem, como se não quisessem ficar perto dos dois. Os cochichos indignados preenchiam o ar como uma nuvem de insetos, formando um zumbido incessante. Quando o cara passou na minha frente em uma fúria fria ele olhou diretamente para mim, retardando seu passo, e me lançou um olhar de asco. Eu não precisava ser gay de verdade para que minhas mãos tremessem de indignação, para mim era difícil entender a razão de algumas pessoas se comportarem como aquele cara. Esse tipo de atitude desde sempre me irritou profundamente.

   _Não se preocupe com isso. _Ino colocou uma mão em meu ombro depois que o tal Sora passou. _Não deixe um idiota qualquer te afetar.

   _Eu não estou. _Eu sorri para ela. _É que eu tenho preconceito contra preconceituosos. _Fiz piada para aliviar o clima.

   _Se quiser eu reúno os caras para irmos bater nele. _Gaara deu um soco na palma de sua outra mão. Ele estava brincando.

   Seguindo o local de origem do problema vi que varias garotas rodeavam o Sasuke. Odiei saber que aquilo aconteceu com ele, mesmo que ele não fosse gay, ser alvo do ódio estúpido de alguém não podia ser agradável. Eu jamais iria prever que nossa farsa podia gerar reações assim, isso nem passou pela minha cabeça. Mas não parecia que Sasuke se importou.  

   Acho que o melhor era ignorar isso.

   Sasuke disse algo para as garotas e se pôs a andar em minha direção. Eu dei um olhar de esguelha para o Gaara, imaginando que ele iria aproveitar para me zoar, por sorte ele estava distraído conversando com o Sai.

   _O que aconteceu? _Perguntei quando ele chegou perto.

   _Nada de mais. _Disse com toda a calma do mundo. Entretanto, sendo Sasuke, se ele estivesse incomodado com o ocorrido, eu jamais saberia. _Olá. _Ele acenou para os três ao meu lado.

   _Conte-me sobre o final de semana na chácara. O Naruto não quis me falar nada. _Ino pulou nele e grudou como um carrapato. Acho que ela queria conduzir nosso foco para longe do incidente.

   _Oh. _Sasuke sorriu docilmente, de lábios juntos. _Nós dormimos abraçadinhos. _Ele teve a ousadia de piscar para mim. Ele não tinha nenhum escrúpulo.

   Minha mente esqueceu o Sora como se ele nunca houvesse existido. Meu rosto ardeu, porque utilizando aquela informação para a nossa farsa, já não parecia mais tão inocente. Era normal dois caras dormirem abraçados a noite inteira? Provavelmente não, porém eu estava congelando. Era melhor não pensar sobre isso. Pensei em beliscar o Sasuke e brigar com ele por compartilhar isso, mas percebi que seria muito suspeito e me contive. Eu tinha que garantir que Gaara pensasse que isso fazia parte do teatro.

    _Que adorável. _Gaara gralhou. _Espero que tenham usado camisinha.

   Eu fiz uma careta e ergui uma sobrancelha para o Gaara, querendo dizer para ele parar de ir com a onda.

   _Olha o professor esta vindo. _Avisei e já fui voltando para a sala.

   Sair era uma boa idéia ou me fazia mais suspeito?

Xxx

   _O que você vai comer? _Gaara me perguntou enquanto caminhávamos para a lanchonete.

   _Sorvete.

   _O que? _Ele ofegou como se eu tivesse dito um absurdo. _Não pode comer sorvete no lanche de novo. E sua saúde?

   _Minha mãe já me obriga a comer um monte de verduras em casa. _Reclamei. Eu não via uma razão para gastar meu dinheiro com algo saudável se eu podia comer sorvete, seria burrice. _O que você vai comer então?

   _Acho que coxinha.

   _E coxinha é saudável?

   _Naruto. _O chamado de Ino interrompeu nossa discussão importantíssima. Eu franzi minha testa ao assisti-la correr até nós e parar descansando com as mãos nos joelhos. Sua respiração sôfrega denunciava que a corrida foi grande.

   _O que foi? _Sai da fila sem hesitar. A aflição visível naqueles olhos azuis estava me deixando preocupado.

  _Parece que o Sasuke encontrou o cara de antes fora do campus. _Ela parou de falar por não ter nenhum fôlego para continuar. Respirou fundo e soltou o resto: _Eles discutiram e aquele cara bateu no Sasuke. Ele esta sendo levado para o hospital.



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