História Dogs II - Overcome - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Kise Ryouta, Nijimura Shuuzou
Tags Akashi, Dogs, Filho Aokise, Filho Kagakise, Kise, Knb, Oi Mãe, Overcome
Exibições 133
Palavras 1.808
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


AAAAAAAAAAAAAA~ *gritos e mais gritos*
Gente do céu, como eu amei escrever esse capítulo :u asugdhaysudgay
Bom, estou postando hoje porq amanhã e no sábado não estarei em casa, e domingo, eu não gosto de atualizar no domingo, logo teria de esperar mais uma semana para atualizar tudo D:
Mas enfim, vamos lá~
Bjs na bunda e boua leitchura :u

Capítulo 9 - Nascimento


Estava totalmente grogue por causa da anestesia que havia tomado para fazer a cesariana. Depois de um longo tempo de puro sofrimento e dor aguda, Kise finalmente estava em uma sala de cirurgia, pronto para fazer o parto.

                Lembrava claramente daquele dia que lutava para esquecer até os dias atuais, e desagradavelmente estava na mesma situação em que se encontra agora. Sua visão estava turva, sua respiração descompassada. Olhava de um lado para o outro, tentando focar sua visão para alguma coisa. Sentia o suor escorrer por sua testa, sentia muito calor e nervosismo, suas pernas curvadas e abertas tremiam.

                -Senhor Kise, fique calmo, não sentirá dor nenhuma. –Disse o cirurgião.

                O cirurgião daquele dia também disse a mesma coisa...

                A mesma coisa...

                Será que estava passado pela mesma situação de novo?

                Será que... Será que eles serão jogados fora mais uma vez?

                Começara a sentir uma certa movimentação no pé de sua barriga, apesar da anestesia ter retardado a sensibilidade. Com a visão um pouco embaçada e um pouco atordoado, olhou para baixo, e via várias pessoas em volta ajudando o cirurgião. Por um reflexo da memória, em meio ao sangue, viu o cirurgião pegar um pequeno ser com uma mão só, um ser que não estava formado direito, pequenino...

                Ele iria ser jogado no lixo, quando por uma piscada, Kise volta á realidade.

                Escuta-se um grito de bebê. Um bebê estava chorando alto.

                -F-filho?

                -É um menino! –Diz o cirurgião. –O primeiro é um menino! –Ele entrega o bebê para uma enfermeira que logo corta o cordão umbilical e o leva para outro lado da sala, enrolando-o num lençol.

                Estava tão fraco, mas Ryouta se esforçava para continuar a escutar os choros da criança. Estava tão feliz em ver que a realidade fora diferente do que temia. O pesadelo não aconteceu de novo, eles cresceram e nasceram, finalmente. A emoção tomou conta quando viu aquele pequenino bebê sujo de sangue, que chorava alto e mexia os bracinho, ser enrolado numa toalha com cuidado. Queria esticar seus braços, queria pedir para a enfermeira que o trouxesse para si, mas estava fraco demais. Por fim, resolvera apenas chorar com um sorriso no rosto.

                E novamente, começou a escutar o choro de outro bebê. Na mesma tonalidade, aquele chorava forte também. Kise sentia-se completo agora. Os dois estavam bem.

                -O segundo também é um menino! –Disse o cirurgião. –São dois meninos, Kise Ryouta.

                Ao escutar aquilo, esboça mais um sorriso.

                -É uma pena... Q-queria um casal... –Disse baixinho, já bastante fraco para continuar acordado. –Dois menininhos? Meus dois filhos... –Logo, uma outra lembrança passou por sua cabeça. Lembrara da vez que estava indo visitar Kagami e Aomine na cadeia e sonhou dentro do ônibus. O tal sonho onde haviam duas crianças, ambos meninos. Aquelas crianças não paravam de chamá-lo de pai...

                -Ah... Verdade... –Disse. Virou o rosto para o lado, tentando o máximo ver seus filhos que estavam nos braços das enfermeiras –Eles são bem barulhentos... –Deu uma leve risada, deixando mais uma lágrima de felicidade escorrer para fora. Com a boca trêmula por causa do choro disse: -Kagamicchi... Aominecchi... São dois menininhos~ -Respirou fundo, sentindo as pálpebras pesadas –S-são tão... Bonitinhos...

                E dormiu de cansaço, de dor, de alivio... De felicidade.

                -Ele acabou dormindo, doutor. –Disse uma enfermeira, que estava do lado do loiro, limpando o suor.

                O cirurgião olha para a tela que estava ao lado monitorando os batimentos cardíacos do loiro. –Ele está bem, apenas é cansaço. Talvez seja o efeito da anestesia também. –Junto com outras enfermeiras, o homem retirou as placentas e fez a devida limpeza, logo começando a costurar o pequeno corte, dando os pontos.

                Depois de vários minutos, os bebês foram levados á preces para a maternidade, precisavam ficar em incubadoras. Nascer prematuro de sete meses requeria cuidado redobrado.

                -Aanw, que bonitinhos~ -Disse uma enfermeira que estava terminando de dar leite para um outro bebê –Devem estar chorando por causa do leite.

                -Uhum –Enquanto a mulher fora pegar os leites, a outra que havia trazido eles, aproveitou para observá-los melhor. Graciosos como todo bebê recém-nascido, a mulher logo pensou: “E imaginar que são filhos de dois demônios das favelas...” –Olhava com pesar.

                Em seguida, os dois bebês foram amamentados, ficando mais tranquilos.

                Horas mais tarde, já era de manhã do dia seguinte. Aos poucos Kise estava recobrando a consciência, e logo acaba despertando. De vagar, mexe sua cabeça de um lado para o outro, encarando o quarto em que estava. Parecia já ter saído da sala de cirurgia, e agora descansava num quarto mais aconchegante. Nada lhe era estranho, o hospital era o mesmo que frequentou quando fez sua primeira ultrassom. Talvez por isso, as enfermeiras e os médicos não lhe tratavam com estranhamento, já sabiam de sua existência e condições.

                Não demorou muito para se perguntar de seus filhos. Apesar da barriga continuar um pouco grande por causa do inchaço, sentia-se sozinho. Extremamente sozinho. Infelizmente não lhe deram os bebês para que segurasse, os levaram imediatamente para o berçário por receberem cuidados especiais, e por isso, não teve a chance de ainda conhecer seus rostinhos.

                -Eu quero ver eles... –Disse tristemente, passando a encarar o teto.

                Alguns minutos depois, quando acordara novamente após um curto cochilo, escutou a porta de seu quarto ser aberta, e uma enfermeira entrar, segurando alguns medicamentos numa bandeja.

                -Vejo que finalmente acordou, Kise. –Sorriu a mulher, colocando a bandeja em cima do criado mudo. –Bom dia.

                -Bom dia... –Respondeu o loiro.

                -Está se sentindo bem?

                -Sim... Só um pouco estranho. –Respondeu com a voz roupa, sinal de que ainda estava com um pouco de sono. –Não sinto minhas pernas.

                -Ainda é o efeito da anestesia, mas em algumas horas logo passa. Enquanto isso você pode tentar mexer o dedão do pé.

                Em concordância, Ryouta apenas balança a cabeça.

                A mulher de forma agiu, trocou seu soro e colocou alguns medicamentos a mais, logo terminando sua tarefa.

                -Depois o cirurgião virá para cá e conversará com você, ok? É sobre a sua retirada de útero. É recomendado que você faça a remoção dele.

                -Enfermeira, antes de sair, quero lhe perguntar uma coisa...

                -O que?

                -C-como estão eles?

                A mulher logo percebeu o pequeno nervosismo e a preocupação que o loiro mostrava em suas palavras. Era de se esperar algo assim, afinal, eram seus filhos. Num sorriso acolhedor, a mulher se vira para o loiro e logo responde: -Eles estão bem, não se preocupe. Recebi informações que acabaram de fazer o exame do pesinho, mais outros necessários. Tomaram leite materno, e agora estão na incubadora. Por terem nascidos prematuros, estamos tomando cuidados redobrados.

                Aquilo de certa forma deixava Kise mais tranquilo, mas ainda não era o suficiente. –Eu quero ver eles... –Disse. –Por favor, me leve até eles.

                Era uma súplica, percebia aquilo nas palavras do loiro. –Peço que espere mais um pouco, Kise... Primeiro converse com o cirurgião, e em seguida, trarei uma cadeira de rodas para você. Te levo até seus bebês.

                -Muito obrigado. –Agradeceu, sentindo-se melhor.

                Com um sorriso, a mulher  saiu do quarto e fechou a porta. No corredor, ficara pensando o quão estranho era a situação que Kise encontrava-se. Onde já se viu um homem fazer essas coisas... Mas apesar de tudo, aquilo parecia ter melhorado seu dia.

               
                                                                                   xXx


                Algumas horas mais tarde, o cirurgião finalmente chega no quarto de Kise. O loiro continuava acordado, sentado de maneira confortável na cama hospitalar.

                -Boa tarde, Kise.

                -Boa tarde.

                -Como se sente? –Se aproximou do loiro, sentado-se na poltrona que estava do lado.

                -Bem. Estou conseguindo mexer um pouco os meus dedos do pé.

                -Isso é bom. –Concordou com a cabeça. –Eu vim aqui para perguntar sobre uma coisa... Quer fazer a remoção do útero? Pelo menos assim você não irá engravidar de novo.

                -Sim, eu quero. –Respondeu simplesmente. Não teria porque querer ter mais filho, já tinha dois, e eram filhos dos dois rapazes que mais amou na vida. Duvidaria muito se acaso surgisse alguém que amasse intensamente como amou Kagami e Aomine.

                -Ok, então. Iremos marcar a cirurgia para a retirada do útero para o próximo mês, então. Vamos deixar esse corte do parto cicatrizar melhor. –O loiro concordou. Antes de sair, o homem se aproxima de Kise e pede licença, antes de dar uma olhada no peito do loiro. Passou a mão por cima, pressionando-os.

                -Algum problema? –Perguntou Ryouta, um pouco confuso.

                -Hunf, como eu pensei –Disse, esboçou um sorriso que durou pouco. –Acho que ficará surpreso, mas vou deixar para te contar quando estiver com seus filhos.

                -A propósito, doutor! –Chamou a atenção, o loiro. O homem voltou sua atenção novamente para Kise. –Eu quero ver eles... Por favor, deixe eu ver meus filhos.

                Ponderou um pouco antes de responder –Não está em condições de sair da cama, Kise.

                -Mas a enfermeira disse que talvez numa cadeira de rodas não teria problema.

                O medico coçou a nuca. –Ok, numa cadeira de rodas. Mas leve o soro junto com você e não faça nenhum esforço, entendeu? E seja rápido, não fique muito tempo fora, tem que voltar para seu quarto e ficar de total repouso.

                -S-sim! –Kise curvou-se minimamente, agradecendo. –Eu apenas quero ver os rostinhos deles... Estou muito ansioso.

                 O médico sorri, dando as costas e liberando a saída do loiro para conhecer seus bebês.

                Alguns minutos mais tarde, duas enfermeiras chegam no quarto do loiro para o ajudar a sentar-se na cadeira de rodas e a ir para o berçário, onde estavam os dois bebês. Depois de alguns minutos andando pelo hospital, finalmente chegam no local.

                Kise já estava extremamente ansioso e com o coração batendo forte, quando finalmente fora posto em frente a incubadora onde estavam seus bebês. Seus olhos engrandeceram ao olhar para eles pela primeira vez, vendo seus rostinhos. Foi inevitável não sentir as lágrimas inundar seus olhos, não segurando-as e deixando-as cair.

                -P-posso tocar neles? –Perguntou um pouco afobado.

                -Coloque a mão dentro do circulo. Não tem problema.

                Logo colocou sua mão dentro da incubadora, e com cuidado passou seu dedo indicador nas bochechas rechonchudas do bebê que era mais parecido consigo. Tinha uma pele um pouco parda, não clara igual a sua, e tinha cabelos loiros. Assim como o Kise, os dois bebês tinham cílios grandes.

                -Este puxou mais a mim. –Disse Kise com a voz doce e acolhedora. Totalmente encantado em ver os rostinhos de seus preciosos bebês. –E este puxou mais ao Aominecchi~ -Deu uma leve risada. –Tem a mesma cor que ele e até o mesmo cabelo. Bem que me lembro, a médica disse que por serem de placentas diferentes, eles não seriam gêmeos idênticos.

                -Sabe qual nome vai dar á eles? –Perguntou uma enfermeira, curiosa.

                Kise secou seus olhos e sentou-se direito na cadeira, não deixando de fitar os bebês que dormiam tranquilamente.

                -Kogami Kise e Daiko Kise. –Disse com convicção.  


Notas Finais


Gostou? Gostou.
Não gostou? Não gostou.
COMENTE!
Me ajuda demais da conta :D


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...