História Dois Corações - Capítulo 10


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Categorias Pokémon
Personagens Ash Ketchum, Bonnie, Brock, Clemont, Daisy, Dawn Hikari, Delia Ketchum, Drew, Gary Carvalho, James, Jessie, Jigglypuff, Max, May, Misty, Paul, Pikachu, Professor Carvalho, Serena
Tags Ashmisty, Daml, Família, Fanfic Muito Legal, Insinuação De Adultério, Jessiejames, Mejeras, Pokeshipping, Rocketshipping, Vilas
Exibições 178
Palavras 4.710
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Esta imagem foi adaptada à uma cena.
Obrigada aos comentários, me ajudaram e tentei odificar um pouco minha escrita para não confundir a cabecinha de vocês, qualquer coisa falem! Principalmente vc, LP_Joy.

Espero que gostem do capítulo, há muitos melhores por vir!

Este é um capello destinado para AAML, então não reclamem do sumiço dos outros, eles vão aparecer! Calma pequeno gafanhoto! Desfrutem do kapi!

Capítulo 10 - Na palma da mão, parte 2


Fanfic / Fanfiction Dois Corações - Capítulo 10 - Na palma da mão, parte 2


- O senhor assistiu o programa do Chimchar, não é?

- hm... Sim, mas presta atenção, vou dar um concelho como pai: Deixe ela se recuperar, leve ela para sair, até mesmo viajar com você, pegue os pokémons mais curados dela e a entregue. Parta rápido com ela antes dela querer ver os outros e não fale de Azurill para ela.

- Sim! Ótima ideia! Obrigado, amigo! - Ash teve mais forças e mais ânimo para ter aquela conversa com Margarida

Sim, miguis leitor, ele disse que conversaria com Dayse primeiro, mas o assunto dos pokémons da ruiva não dava para esperar, estava o angustiando muito. Falando na ruiva, ela mataria Ash por chegar atrasado, mas olhem tudo o que rolou e o que está para rolar. Hoje tem tretas!

Ash estava vermelho com toda aquela situação, muitos seres o reconheceu nas ruas e no hospital, tirando foto dele, pedindo para tirar uma selfie com ele, gritando "Pokéshipping" perto dele. A fama de Ash crescera bastante desde o especial de meio-dia.

.

Ela ouviu o toque que deram na porta, não precisou repetir o movimento para pedir que entrasse. Será que era a enfermeira com a comida dela?

- Ash?! Entrou no quarto errado, Misty está ao lado.

- Não é com ela que quero falar agora, Margarida, tenho assuntos sérios a tratar com você! - Enquanto o moreno fechava a porta atrás de si, a loira só teve tempo de engolir a seco.

*****

"Programa de merda! Como assim "Ash já tem dona"?! Enquanto ele não falar, não desistirei dele! Chega, pouco me importa com o concurso. Sem ele não tem sentido algum. Vou para Kanto agora, mesmo não gostando nem um poucou disso, só o nome já dá nojo! Kanto! Deve ser o canto do mundo mesmo!"

Serena estava com ódio do que acabou de assistir. Saiu do refeitório do CP sem comer nada, perdera a fome.

- O que houve, Sereninha? A dona do Ash comeu sua língua? Por isso não quis almoçar?

- Miette, não enche o saco!

- Deixa disso, vamos nos unir nessa guerra! Duas moças refinadas de Kalos lutando pelo coração do Ash é bom, mas uma caipira líder de ginásio também? Aí já é demais!

- Quer saber? (N/A: Palmas pra você!) Pela primeira vez na vida você tem razão, uma é pouco, duas é bom, três é demais! Vamos nos unir até tirar essa Misty do nosso caminho, depois voltamos ao normal! - Serena estendeu a mão em sinal de acordo, toda animadinha.

- Feito! - O contrato de guerra foi fechado, a meta é fazer da vida de Misty um inferno. - Ei! Como assim eu tive razão pela primeira vez?!

*****

O cruzeiro que Giovanni pegou desembarcou no porto de Ceruleam. Antes de sair, retirou seu terno e vestiu uma bermuda e uma camisa social junto dum colete de lã, só pra golinha da camisa aparecer. Ele pegou um de seus carros ( N/A: caras ricos nas minhas fanfics tem carros em qualquer lugar! u.u) e dirigiu pelas ruas de Ceruleam, ele viu as ruínas do ginásio e os muitos curiosos. Ele, curioso também, parou o carro para perguntar a um deles sobre o ocorrido.

- Hey, amigo. Me tira uma dúvida.

- Pode falar, camarada!

- Este é o ginásio de Kimberly Waterflower?

O senhor começou a rir e Giovanni não entendeu o motivo, perguntando-o onde estava a graça.

- Então, meu amigo, pelo visto o senhor não vem aqui há, no mínimo, 18 anos!

- Em Ceruleam faz 19.

- Pois é, Ela morreu no parto da última filha do casal. Michael agora trabalha no hospital da cidade, quem cuida do ginásio é a filha caçula deles, Misty
Waterflower. -  Todos os antigos da cidade conhecem sobre o passado de Misty, menos ela mesma. Este carinha que fala é um idoso amigo de todos em Ceruleam, simpático e amigável, todos o amam.

- Misty Waterflower... - Giovanni se pôs a pensar, já ouvira falar deste nome antes - A que sofreu o acidente, certo?

- Sim, e é uma pena. Todos gostam muito dela por aqui, ela é conhecida em toda Kanto. Ainda mais agora com os boatos... - O idoso natural do interior, perceptível pelo forte sotaque, ativou ainda mais no homem o desejo de continuar conversando. Não atentado na hora, perguntou sobre o tal boato e o véi respondeu: - De um pressuposto romance com um rapazinho de Pallet.

- Sabe o nome dele? - Essa informação atiçou ainda mais a curiosidade de Giovanni.

- Difícil é não saber. Pelo visto o senhor não assistiu o programa do Chimchar... (N/A: Cara, amei o kapi anterior *-*)

- Não, desembarquei agora a pouco.

- O nome dele é Ash Ketch... Katch... Kutch... O sobrenome é complicado. - O mais velho fez um notório esforço para tentar lembrar do nome do jovem.

- Ketchum? - O homem, ainda sentado no banco do carro, perguntou esperançoso.

- Isso! Conhece ele?

- Meu filho... Que não vejo há muito tempo. - Giovanni se arrependera de não ter ligado a televisão hoje a tarde, foi a chance de ouro de conhecer o filho, ainda que não fosse ao vivo.

- Deve ter muito orgulho dele. - O homem sorriu, Giovanni gostou de saber que seu filho tem boa fama e agradeceu o gesto do amável senhor de sotaque do interior.

- FREDERICH!

- SIM, AMÉLIA QUERIDA! - o mesmo senhor gritou para a esposa.

- VEM COMER!

- JÁ VOU! - Ele respondeu e logo se virou para o homem - Sabe como é, né? Ela é minha patroa! - O senhor sorriu.

- Entendo sim. Antes de ir, pode me mostrar para qual lado fica o hospital?

- Próximo ao Centro Pokémon.

- Obrigado! - Giovanni começou a dirigir, fechou a janela e deu uma buzinada amistosa.

- Não tem por onde! - O velhinho acenou para o carro.

*****

- O que quer de mim, Ketchum? A bênção para prosseguir seu namorico com minha irmã? - Dayse deu uma gargalhadinha maldosa.

- Afe! Até tu assistiu aquele programa bizarro?! - Ash fez birra, constrangido - E outra, se eu tivesse que pedir bênção a alguém, seria ao pai dela e não à nenhuma irmã. - Seu tom sério retornou.

Margarida ficou gélida. O que esse moleque sabia?!

- Q-que pai, Ketchum? Esqueceu que somos órfãs? - Dayse tentou desconversar, estava nervosa.

- Não me venha com mentiras! - Ash elevou seu tom de voz. - Você pode ter enganado Misty a vida toda, mas eu não permitirei que faça isso nunca mais!

- Do-do quê q-q-que você está falando?!

- Sei muito bem que Makimoto é pai de vocês, que James é primo e que vocês três nunca falaram isso para ela! - A loira ficou muda por um tempo, estava surpresa, como ele descobriu isso?

- Quem disse essas mentiras?! - Dayse tentava esconder com todas as forças.

- Não adianta negar. Eu fui na casa de vocês. Vocês, eu digo, sem incluir Misty, que tenho certeza que vocês devem ter escondido isso também. - Ash afirmava um tanto quanto acusador.

Dayse ficou sem chão por um instante, seu coração gelou, parecia que caía num abismo sem fim. De repente seus olhos enxarcam d'água.

- Como descobriu?!

- Dormi em sua casa hoje. Você ajudou a me fazer saber. Se não pedisse a Brock ir à sua casa, não teria descoberto.

- Eu pedi a ele, não a vocês!

- Ainda que fosse sozinho, acha que ele não nos contaria?! Acha mesmo que ele iria esconder algo de uma grande amiga?!

- Não conte a ela, Ash, por favor!

- Me diz, então, por que não devo fazer isso?

*****

- Maninho, para onde vamos?

- Pallet!

- A cidade do Ash?

- Sim! Lá vamos conhecer a dona Délia, o laboratório do professor Carvalho e os milhares de pokémons do Ash! - Clemont chegou na recepção do aeroporto de Vermillion

O avião mudou a rota por segurança, Ceruleam estava sendo considerado como perigoso, por causa do atentado ao ginásio, então este foi pousado na cidade mais próxima.

- Yupi! Que legal! Nós vamos ver o Ash! - Bonnie gritou e todos olharam para a dupla de irmãos, deixando Clemont corado de vergonha.

- Shiii! Não se grita no aeroporto, Bonnie! - Clemont sussurrou.

- Desculpa, maninho! - Ela sussurrou de volta, sem graça.

- Ei, menininha! Você conhece o Ash?! - Uma garota que agora aparenta ter uns 10 anos de idade soltou a mão do irmão, correu até eles e perguntou animada.

- Sim! Prazer, meu nome é Bonnie, este é meu irmão Clemont e este é o Dedenne!

- De, denne! "Oi, prazer!"

- Oi!- Clemont falou animado.

- Uau, que lindinho! Vocês são de qual região? - A segunda menina olhou o pokémon com brilho nos olhos.

- Kalos. Qual seu nome e da onde você é?

- Meu nome é...

- MARIE!

- E este é meu irmão, Rudy!

- Olá, Rudy! - Bonnie sorriu e acenou.

- Prazer, Rudy, sou Clemont. - O loiro estendeu a mão, sorrindo.

- Prazer. - Rudy apertou, sorrindo também. - Marie, nunca mais corra pra longe de mim! - Ele se agachou sério para ficar olho a olho com a única parente.

- Irmã muito afobada? - Clemomte se familiarizou com a cena que acabara de presenciar.

- Sim - Rudy sorriu. - Pelo visto a sua também é.

- Pode ter certeza que sim! Sua irmã falou muito animada sobre Ash Ketchum. Conhece ele?

- Com certeza. Vem, vamos conversar na lanchonete. - Rudy convidou e os dois levaram suas respectivas irmãs para comer e conversar.

Marie chegou perto de Bonnie e continuou a conversa.

- Eu sou da região das Ilhas Laranja!

- Ilhas Laranja! - Bonnie teve coração nos olhos. - Meu sonho é visitar uma de suas praias!

- Que legal!

Enquanto elas conversavam sobre coisas de meninas, vejamos com os rapazes:

- De onde conhece Ash?

- Viajo com ele por Kalos. E você?

- Batalhei com ele por uma insígnea. Eu sou líder do ginásio de Trovita.

- E eu sou líder de ginásio em Lumiose, mas deixei um dos meus robôs em meu lugar, para eu poder viajar.

- É cientista também? - Perguntou impressionado.

- Sim. - Clemont respondeu animado.

- E o que faz aqui em Kanto? - Rudy perguntou e bebeu um refri de canudinho.

- Vim para encontrá-lo. Eu sei que ele não está em Pallet, mas irei para lá, esperar por ele e voltar a viajar.

- Hmmm... Acho que sei onde ele pode estar.

- Ceruleam. - Eles falaram juntos.

- Sabia... Enfim, o Ketchum tomou jeito!

- Por quê?

- Bom, vou resumir a crônica: Ash viajava com uma bela jovem, me apaixonei por ela na primeira vez que a vi, ela salvou minha Marie, e quando a convidei para morar comigo e minha Marie, ela preferiu ele, mesmo sendo muito tapado para romances.

- Nossa! - Clemonte achou graça. - Alguém teve coragem de gostar do Ash?! - Algumas gargalhadas foram ouvidas, nasceu então, uma nova amizade.

- Enfim alguém percebeu! - Rudy comentou muito alegre. - Vamos juntos para Ceruleam, ele estará lá mesmo e eu pretendo visitá-la, assim você também poderá concordar comigo sobre sua beleza. - Rudy suspirou.

- Sim, por mim tudo bem! E você, o que acha, Bo?

- VAMOS À CERULEAM! - A menina gritou de novo e todos olharam para a mesa.

- Bonnie!!

*****

- ...

- Fala logo, Dayse, eu quero ter tempo para visitar Myst ainda, dá pra falar logo o porquê de esconderem a vida da Misty dela mesma?

- Eu vou falar, calma! - Ela respirou fundo - Depois que a Misty nasceu, minha mãe morreu, todas nós ficamos muito magoadas e como éramos crianças, pensávamos que Misty tinha matado nossa mãe. E ficamos com mais ódio ainda quando a vimos pela primeira vez. Era como ver uma foto de nossa mãe bebê. Misty é a cara dela, quanto mais cresce, mas se parece! - Margarida começou a chorar - Até hoje Violet odeia Misty, Lily e eu começamos a entender o motivo. Não foi ela que matou, foi a falta de sangue... - Margarida limpou uma lágrima. - Nosso pai recusou ser o líder do ginásio, ele largou os pokémons e quis estudar medicina humana e só teve contato com Misty até ela largar peito, então dispensou uma mulher que dava de mamar e contratou uma babá pra gente e se mudou para outro país para estudar mais. Todos os pokémons mais antigos de Misty eram dele e de mamãe. Acredito que se apegaram em Misty por causa da aparência dela, mas enfim... Quando ele voltou, Misty já viajava com você e quando nosso pai soube que ela  retornou, não teve coragem de falar quem era e pediu para mantermos segredo.

Ash ouvia tudo muito atento quando tomou a palavra:

- E quanto a James?

- Esse boboca! Não aguentou uns beijinhos! Largou a gente porque quis! - Ela cruzou os braços e franziu o cenho.

- E a casa? Misty mora no ginásio ou na casa?

- Ginásio... - A loira suspirou, acho que ela se deu conta da besteira que fez por nada. - Deixamos ela lá, e muitas vezes quando falamos que vamos viajar, ir ao shopping ou em baladas, ou até mesmo em supostas apresentações do ballet aquático, na verdade estamos em casa, vendo fotografias e imaginando nossa vida como era antes...

Essa confissão deixou Ash ainda mais furioso.

- Definitivamente não consigo entender... Isso não se faz com ninguém! Ela não tem culpa de nada! Vocês são todos loucos, isso sim! E isso acaba por aqui! - Ash estava com raiva.

- O que pensa que vai fazer, Ash?! - Dayse, que estava inclinada na maca, tentou se levantar, mas a dor no corpo a impediu.

- A partir de hoje, Misty vai viajar comigo! E eu vou contar para ela toda essa palhaçada assim que ela estiver 100% recuperada! E não adianta chorar em desespero, Dayse! Eu vou contar! E é apenas questão de tempo! Boa tarde para você! - BLAN! Ash bateu a porta com ira e respirou fundo enquanto libertava algumas lágrimas presas antes de entrar no quarto ao lado.

- Pikapi pipi pichukapi kachu kapi, Pipipi? "A Misty vai viajar com a gente, Ash?" - Pikachu perguntou esperançoso, e, quando Ash sorriu e acenou a cabeça positivamente ele pulou no dono todo feliz! Sua grande felicidade saía pelas bochechas como faíscas de eletricidade. - PIKAPI KACHUPI! PIKAPICHAA! "A MISTY VOLTA! POKÉSHIPPING!"

- PIKACHU! Toma cuidado e se controla! - Ash ficou vermelho, mas no fundo gosta disso tudo. Ele se imagina como é estar num relacionamento e ainda por cima com aquela esquentadinha.

.

- DESISTO DE ESPERAR! Vou dormir, e quando eu ver aquele pateta do Ash, argh! Eu juro que vou bater nele como nos velhos tempos! - Misty se deitou e virou para o lado da maca quando de repente...

- Advinha quem chegou?-  Passam os anos e a voz não muda. O Ketchum continua o bobo de sempre! Misty fez aquele "Aaaaaah!" Que eu não sei bem se é um suspiro ou um gritinho de alegria, seria um "SuspiTinho de alegria"?

Ash apareceu na porta com o Pikachu. No ponto de vista de Misty, o rapaz ganhou corpo e ficou mais bonito!

"Misty, Misty! Até hoje não largou essa paixonite besta pelo besta do Ash?! Ele provavelmente já deve ter uma linda namorada, eu jamais seria um par ideal para Ash... Ainda mais agora! Vou provar pra mim mesma que logo essa paixonite vai embora, logo vai passar! Se bem que já perdura por seis longos anos..."

- Pikapi! "Myst!" - Pikachu saltou para o colo da ruiva, que ugiu baixinho de dor, por causa das costelas enfaixadas.

- Pikachu! Que modos são esses?! Deixe Myst descansar! - Isso era Ash repreendendo seu melhor pokémigo?! Uau!

- Pi pi, Pikapi, pikachu pichu kachu. "Desculpas, Misty, eu sinto muito." - Pikachu falou com tom melodioso, não gostava de Ash quando brigava com ele, mas sabia que seu dono, por incrível que pareça, estava certo.

- ASH! Não sou uma boneca de porcelana! Não fique assim, Pikachu, você não me machucou. - Misty sabia que tinha machucado, mas jamais daria o braço a torcer, principalmente perto de Ash.

- Claro que é! Olhe seu estado, Myst! Jamais permitiria que algo pior acontecesse a você! - Ash percebeu o tom romântico que pintou seu rosto de vermelho e logo se recompôs - ... Ou a qualquer amigo nosso, claro!

- Eu sei! - Misty ruborizou também. Era impressão dela ou ele tem dado sinais correspondentes ao seu amor? Bom, é melhor não alimentar nenhuma falsa esperança, tristeza agora não! - E por que demorou? Cadê os outros?

- "Boa tarde, Ash, quanto tempo, senti muitas saudades de você depois de todos esses anos! Venha, sente-se, vamos conversar, onde estão os outros?" - Ash fez uma voz fina, remendando Misty. - E é assim que se começa uma conversa! - Ash falou normalmente.

- Converso assim com sua mãe e outros seres, contigo é diferente! Senta logo aí e desembucha!

Ash pegou a poltrona e puxou-a para o lado da cama hospitalar onde estava uma ruivinha muito animada.

- Eles ficaram de castigo! - O moreno fez cara feia.

- Ué, por quê?

-Você não viu nada hoje na TV?

- Eu, não. Sabe que não gosto muito, prefiro revistas.

- Ufa!

- O que houve de tão importante na TV?

- Na-nada não, Myst, deixa quieto! - Misty percebeu que era algo bem constrangedor para Ash, então ela olhou para o ratinho amarelo que ria muito só de lembrar do talkshow.

- Pikachu...? - Misty o chamou com a intenção dele responder pelo dono.

- Pikapi! Pi pikachu pikapi cha... "Misty! Um programa de TV..."

- Pikachu! Ca-la-do! - As orelhinhas do pokémon elétrico abaixaram...

- Pikachu! Fala! - ... ele tava sentindo que mais uma boa briguinha boba viria agora.

- Calado!

- Fala!

- Eu sou dono dele, ele deve me obedecer! Eu disse para não contar!

- Idaí que você é dono dele! Tenho tanta intimidade com ele quanto você, caso contrário não entenderia o que ele fala!

- Mas eu não quero que fale! - Ash cruzou os braços e fez bico.

- Mas ele vai falar com você querendo ou não! Pikachu, se sentiu saudades de mim, conte! - Misty deu o ultimato, depois dessa não teria como Pikachu recusar.

- Pipipi, pikachu kapi! Kachupi! "Ash, ela venceu! Vou contar!"

- Eeeeeeeee! - A ruiva comemorou e o moreno bufou, nesse tipo de briguinhas ela sempre ganha.

- Pi pikachu pikapi cha kapipi Pipipi chu kapi, pikachu pichu pika, pichukapi. "Um programa de TV falou do Ash e de você, vai ter reprise hoje, 22h."

- Como você sabe da reprise? - Ash perguntou confuso.

- Kachu pikachu chukapi pichu. "Max me contou antes da gente sair."

- Falou bem ou mal? - Misty sentiu um arrepio na espinha. Falaram dela e dele, não era para falar sobre pokémons.

Misty olhou para Ash e repetiu a pergunta, este começou a gaguejar, suar e corar os famosos "cinquenta tons" de vermelho. Misty já entendeu o recado, mesmo sem ele responder verbalmente, já conhece a mula de Pallet (definição de "Ash", de acordo com o dicionário Misty) quando coça a cabeça e sorri sem graça. A ruiva ficou muito vermelha.

- Eles zoaram muito com você! Por isso ficou com raiva deles e veio somente com o Pikachu! - Misty desvendou o mistério.

- Acertou. Eeeeee. - Ash "comemorou" irônico.

- Pipi Pikapicha! " Viva Pokéshipping!" - Pikachu falou maroto, soltando faíscas cada vez maiores, seu dono chamou a atenção e ele apenas mostrou a língua - Pikapicha pipi, Pipipi. "Pokéshipping sim, Ash."

- O que é esse treco de Pokéshipping? - Misty estava confusa.

- Misty, as vezes eu queria que você não entendesse o que o Pikachu fala! - Ash deu língua.

- Deixa de ser tonto, cabelo-de-porco-espinho!

- Ah, magricela!

Eles se encararam por um tempo, o rato elétrico começou a temer uma possível discussão, quando duas gargalhadas foram ouvidas. Pikachu entendia vários nadas vendo Ash e Misty rindo. Estavam sentindo saudades até das brigas que tinham. Estranhos!

- Myst, eu tenho uma pergunta para fazer a você. - A seriedade em Ash era uma nova característica que Misty teria que conhecer. Ela apenas assentiu para que continuasse. - Você quer voltar a viajar comigo? Por favor. - Ele foi rápido e objetivo, Misty ficou sem reação por um instante.

- Kachu, Pikapi. Pipipi ka pikachu kachu pipi! "Aceita, Misty. Ash e eu sentimos saudades!" - Pikachu desanafou lacrimejando e seu dono apenas assentiu cabisbaixo.

- Ash, mas e o ginásio, minhas irmãs e meus pokémons? - Misty se emocionou com a revelação de Pikachu, queria dizer sim com toda a força de seus pulmões, mas ela não podia ignorar suas responsabilidades como líder, e, por incrível que pareça, suas responsabilidades com suas irmãs.

- Por favor, Myst. Só enquanto reconstrói outro ginásio. Você não pode batalhar ao ar livre e nem com pokémons frágeis. Misty pareceu pensar no que Ash acabou de dizer.

- Ash, antes de te responder, como estão meus pokes? - Ela tocou justamente onde Ash queria se manter longe, como o diabo foge da cruz. Ash queria, com todas as vontades e forças que possuía, sumir naquele instante, mas ele engoliu em seco e se pronunciou:

- Eles estão feridos. - Misty queria falar algo, mas Ash impediu. - Você não pode vê-los agora.

A ruiva sentiu raiva, porque a própria dona foi impedida de ver seus pokémons? Ela perguntou indignada e Ash não sabia o que falar.

- Pikapi, pipi pikachu pikapi kachu kapi pikachu. Pikachu pika kachupika. "Misty, você não pode porque também está se recuperando. Não vamos deixar você ir."

- "Boa, Pikachu!" - Ash se aliviou, mas logo voltou a ficar tenso. Mais difícil que convencer uma Misty triste, era convencer uma Misty enfezada.

- Isso não é justo!

- São ordens do seu... Médico! "Caramba, eu ia dizer "pai"! Ash, idiota!" Eu tenho uma ideia, você vai gravar um vídeo para eles.

- Um vídeo? Ash, porque não posso vê-los? Me responda com sinceridade. Lembre-se da nossa promessa!* (N/A: futura oneshot, queridos miguis leitores!)

- Nunca mentir, nem enganar, ser sinceros o tempo inteiro! - Os dois repetiram o lema da promessa juntos.

- Eu sei, Myst. A verdade é que você ama seus pokes. Ver eles num estado fraco será deprimente para você, você vai piorar e talvez nem voltar a viver como antes! Entenda, Myst, que eu quero... - Suas bochechas ficaram rosa - nós queremos que você volte a viajar conosco, conhecer nossos novos amigos, viver novas aventuras como antigamente... Pela sua recuperação! Porque te quero bem! Assim como o Pikachu, o Brock, May e Max, Drew, Dawn... Todos queremos te ver melhor! Por isso você vai gravar este vídeo, para seus pokes não pensarem que você os abandonou. - O moreno pegou seu celular antes de Misty pensar numa resposta. Ela fez birra no início por causa do cabelo e falta de maquiagem. - Desencana, Myst, você não precisa de maquiagem, se prepara, lá vai! 3, 2, 1... - Ash fez um joinha para ela começar. Misty nem sabia o que falar.

- Oi meus amores, tudo bem com vocês? Aff, que pergunta mais idiota a minha! Ash já me contagiou com a burrice dele!

- HEY! - Ash gritou e Misty deu uma gargalhada.

- Meus lindos, vou voltar a viajar com esse tonto maravilhoso - Ash ficou muito feliz com essa afirmação -, mas não poderei levar a todos, porque sei que estão feridos, os que irão me acompanhar serão os que sofreram menores impactos. Como confio em Ash - o mesmo ficou feliz pela ruiva confiar nele mesmo depois de anos separados -, ele vai pegar minhas pokebolas e partiremos dentro de alguns dias. Melhoras a todos, e, ah! Eu amo vocês.

A filmagem acabou, Pikachu pulava de alegria, Ash pegou o celular e o guardou, quase foi atingido por uma pequena carga de energia, queria saber porque isso aconteceu. Ele a olhou com brilho no olhar, a alegria recíproca e marota de ambos os levaram a doces, tranquilas e agradáveis conversas. Misty falou como foi a vida longe das viagens com o próprio, suas dificuldades, do que gostou em ser líder de ginásio. Ash abordou assuntos como os pokémons que capturou, a liga que está por vir, seus amigos, mas não contou sobre o recente descoberto amor que Serena sentia por ele. Nem o faria nunca, jamais iria admitir perder sua primeira melhor amiga por causa de bobagens como amor, de acordo com a conversa que teve com Brock.

Um toque foi ouvido, era Makimoto avisando que o tempo estava acabando, como uma enfermeira pediu para Misty se alimentar, Ash se prontificou em levar a comida, mas para isso, seguiria a enfermeira.
Perto do refeitório do andar, um homem grande esbarrou no jovem que estava sozinho, já que mandou Pikachu ficar com a ruiva.

- Me desculpa, rapaz, foi sem querer. - Ash sorriu para o homem a frente.

- Tudo bem, senhor...?

- Giovanni, prazer! Seu nome é?- O grande homem estendeu a mão, que foi apertada pelo jovem.

- Eu me chamo...

- Moço, vem pegar a bandeja, por favor, eu levarei os remédios.

- Sim senhora. Foi um prazer te conhecer, seu Giovanni! Até! - Nosso heroi correu para chegar ao local.

.

- Pikapi... "Misty..."- O sorriso do pokémigo era maroto e malicioso.

- Diga, Pikachu. Porque essa cara?

- Pikachu kapi pika pichu kachupi. "Eu quero falar sobre uma coisa." - Aquela face não mudava, a ruiva estava temerosa.

- Estou com medo de perguntar, mas é sobre o que?

- Pipipi! "Ash!"

- Eu sabia! - Ela levou as mãos ao rosto enfaixado. - desembucha, o que você quer?

- Pipichu pichu pikachaa! "Eu sei de algumas coisas!"

- Pare de rodeios, Pikachu, fala!

- Pikapi, pikachu pika Pipipi! "Misty, eu sei que você gosta do Ash!"

A ruivinha ficou sem graça, tentou negar três vezes, miseravelmente falhando, até que abriu o jogo e confessou, fazendo Pikachu gritar de alegria. Misty pediu para não contar para ninguém, principalmente para seu dono e ele, prometeu.

Ash e a enfermeira chegaram, ajudaram a moça com a alimentação e a limpeza dos cortes:

- Senhorita Misty, você está com aquele pequeno top que te dei? - A enfermeira perguntou receosa - Está na hora de limpar os ferimentos da costela. Terá que tirar o roupão do hospital e ficar de pé.

- Eu espero lá fora. - Ash já se levantava.

- Fique, senhor Ketchum. Ela vai precisar se apoiar em você para conseguir ficar de pé!

- Pika pi, Pipipi! "Você ouviu, Ash!"

O rapaz concordou. Olhou a moça se despir sem piscar nenhum dos olhos, percebera que o tempo lhe fez bem, dando mais curvas ao corpo antes reto. O rato elétrico, sacana quando quer, teve uma ideia mirabolante.

Quando Misty ficou seminua, a enfermeira retirou a faixa que contornava seu tronco e Ash pôde perceber como realmente se encontrava a amiga. Havia muitos arranhões e hematomas que torneava a costela esquerda à coluna vertebral.

Ash a segurou pelas axilas, para lhe dar suporte, a enfermeira limpou a costela primeiro. Assim que limpava, colocava um pedaço da faixa. Ash não suportava vê-la chorando baixinho, quase em sussurros, olhava para cima e tentava segurar as lágrimas.

- Myst, já deu tudo certo! - Ash a fitou. Ela o viu liberar uma gotinha dos olhos sem querer.

Os dois estavam se olhando, a moça que limpava o corpo da jovem já estava no fim. Era a hora certa para agir e as faíscas viriam a calhar agora.

- Pikapicha! "Pokéshipping!" - Pikachu sussurrou e liberou um mini raiozinho certeiro, que atingiu o top de Misty.

O resto vocês podem adivinhar!


Notas Finais


Clemont e Rudy novos miguis?
O top de Misty (Macaquin do whatsapp tampando ozói.

Beijos galera! Fui!


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