História Dois Estranhos Perdidos - Capítulo 25


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Dois Estranhos Perdidos, Romance, Sobrenatural
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Incesto, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 25 - Dois Estranhos Perdidos - Capítulo 25


Fanfic / Fanfiction Dois Estranhos Perdidos - Capítulo 25 - Dois Estranhos Perdidos - Capítulo 25

 

Todos já haviam se recolhido em suas barracas, Pamela e eu não fizemos diferente. A noite está insuportavelmente quente, não consigo dormir direito. Giro-me para um lado e para o outro em busca de uma posição confortável para pegar no sono.

 

Laila – Hum… – virei-me de barriga para cima pondo a mão sobre a testa. – Que calor…

 

Minha testa está a pingar gotas de suor. É como se eu dormisse em uma fornalha ardente.

 

Laila – Como isso pode ser possível!? – sentei-me tirando as cobertas do meu corpo.

 

Pamela – Hum… Laila? – falou sonolenta – O que está acontecendo?

 

Laila – Ah… sinto muito. Eu te acordei?

 

Pamela – Nhum… – ela se sentou coçando os seus olhos – Não… não tem problema. O que há de errado?

 

Laila – Estou soando como uma condenada!

 

Toquei em meus braços que estavam molhados e grudentos.

 

Pamela – Você tem certeza? A temperatura está muito baixa hoje e mesmo assim está soando desse jeito?

 

Arqueou a sobrancelha me vendo arfar ao mesmo tempo em que me abanava. Se aproximou colocando sua mão em minha testa.

 

Pamela – Talvez esteja doente…

 

Laila – Não… eu só preciso de um banho… É! Um bom banho irá me ver fazer bem!

 

Me levantei rapidamente abrindo a barraca.

 

Pamela – Ei, Laila! É perigoso caminhar a noite pela floresta!

 

Laila – Não se preocupe! Volte a dormir. Eu volto já, já! – sorri dando uma piscadinha e fechei a barraca.

 

Vestida apenas com um vestido de alças branco, vindos até os meus joelhos, descalça e com meus curtos cabelos soltos, começo a andar. A fogueira já havia se apagado, provavelmente com algum dos ventos da noite.

 

Laila – Ai… – cocei forte o meu braço que estava bem vermelho já quase machucado – Malditos insetos!

 

Adentrei na floresta segurando em alguns troncos de árvores para não cair. É um tanto estranho não ter nenhum encontro com algum animal desde que cheguei aqui. Sempre ouvi meu pai dizer que deveríamos tomar cuidado ao andar na floresta pois havia muitos animais perigosos. O que houve com eles? Pensei enquanto continuava minha caminhada.

 

Avistei o fim da trilha logo a frente, já se pode escutar o som da água que vem do lago. Apressei meus passos dando uma leve corridinha para chegar mais de pressa. Isso é claro, me deixou exausta.

 

Laila – Finalmente… – parei colocando uma das minhas mãos em um tronco de árvore recuperando o folego da minha corrida. Isso geralmente não acontece, mas estou com tanto calor que chego a perder oxigênio.

 

Olhei para a lua cheia que banhava-se nas águas cristalinas do lago.

 

Abri um grande sorriso que vinha de orelha a orelha. Calmamente retirei meu vestido seguido da minha calcinha deixando o meu corpo totalmente a mostra enquanto andava em direção a água.

 

A água, por sua vez, bate em meus dedos do pé enquanto eu encaro a lua, tão bela, ela é a única iluminação em toda essa escuridão vinda acompanhada da noite.

 

Dei alguns passos até que a metade do meu corpo fosse tomado pelas águas então mergulhei deixando apenas meu rosto para fora e fechei meus olhos.

 

Laila – La… la… la~ – cantarolei deixando meu corpo flutuar tranquilamente.

 

Minhas pernas rapidamente tomam aparência diferente, com escamas e guelras. Logo uma cauda dourada, similar ao do golfinho, se forma delas. Escamas douradas nascem da parte inferior dos meus seios os cobrindo.

 

Não me tomem como uma sereia de contos de fadas. Minha cauda não vem do contato com a água somente se eu desejar, mas, se eu manter-me durante muito tempo sem entrar em contato com a mesma meu corpo humanizado começa a sofrer algumas alterações desdas externas indo até mesmo as internas.

 

Laila – Ele não me olha… por quê? – trouxe as águas para mais perto do meu corpo com meus braços. –

 

Fracamente… me enfio na mata, tenho que dormir em uma barraca e ainda por cima levo uma picada de um inseto desconhecido e nem ao menos um beijo eu arranquei dele.

 

Laila – É melhor que ninguém descubra sobre esse fiasco… hahaha! – comecei a rir do meu próprio fracasso.

 

Mergulhei nas profundezas do lago explorando sua beleza noturna. Nadando pela imensa profundeza escurecida do lago percebi um brilho vermelho exótico. Nadando mais afundo avistei flores vermelhas brotando do seu solo. São flores mágicas que manam a luz da lua refletida pelas águas. Essas flores são as fontes das poções do amor.

 

Laila – Oh… Triantáfylla… – meus olhos brilharam de felicidade.

 

Eu poderia usar essas flores como um benefício para mim e para Pamela. Dando-as para uma boa bruxa, ela poderia me fazer uma poção do amor bem poderosa diferente dessas que vendem nas prateleiras de lojas.

 

Laila – Me parece uma boa ideia… – um sorriso de canto surgiu em meu rosto.

 

Aproximei minha mão de uma das suas pétalas vermelhas deslizando pelo seu pedúnculo mas acabei por espetar meu dedo em dos seus grossos e pontiagudos espinhos. Malditos espinhos, havia me esquecido da presença deles. Os espinhos da Triantáfylla… eles mantêm dentro de sim um veneno mortal, e é pra isso que são utilizados. Para criar venenos. Claro que não vendidos em prateleiras como as poções do amor. Esses são pedidos especias, pedidos cruéis. Coisa de bruxa.

 

Laila – Uhn… – apertei meu dedo espremendo meu sangue contaminado.

 

O sangue que sai do meu dedo se junta com a água tornando-se água também. A água cristalina do lago purificar qualquer tipo de líquido e o transforma em água também. Felizmente consegui arrancar o veneno ates que ele atingisse meu ponto principal. O veneno não é tão mortal assim se inserido da própria flor, ele precisaria de outros ingredientes para ser fatal ao primeiro toque.

 

Laila – A-Ah… ainda bem, ainda bem… – suspirei aliviada. Não seria nada bom amputar o dedo…

 

Decidi sair d’água. Eu já me sinto normal novamente. Nadei até a terra, no percurso a minha cauda foi desaparecendo e logo voltou a ser pernas humanizadas.

 

Laila – … – peguei minhas roupas do chão enquanto seguia para trilha.

 

A lua, agora, encoberta por árvores deixa a floresta em uma escuridão tão temida.

 

Laila – Eu deveria ter trazido comigo uma luminária. Séria melhor para ver o caminho. Hã…

 

Parei no meio da trilha virando-me para uma árvore velha, olhei para uma outra árvore as comparando. Essa outra não é tão alta quanto essa a minha frente, seus galhos são recobertos por folhas verdes e vermelhas, já os dessa são secos sem folha alguma, podres.

 

Laila – Está morrendo… amanhã eu trarei água para molhá-la.

 

Voltei a andar deixando a velha árvore para trás. Um vento gélido e agressivo passou entre minhas pernas e um calafrio correu toda minha espinha.

 

Laila – Brr… – cruzei os braços segurando minhas roupas contra o peito. Ainda estava nua. – A-Atim! Estou ficando resfriada…? Acho que devo ter trazido uma poção para isso…

 

Escutei passos dentro da floresta. Virei-me bruscamente para trás.

 

Laila – Quem está ai?

 

Não havia nada. Quero dizer, a velha árvore já não estava mais ali.

 

Laila – O que…

 

Andei até o local em que ela estava observando o breu do seu interior.

 

Laila – Olá?

 

Minha voz percorreu toda a floresta criando um eco. Senti um cheiro de cachorro molhado pelo ar.

 

Laila – Já sei… é você, Yndra? Quer me assustar lobinho? Haha! – coloquei a mão na cintura – Ou está querendo ver-me desprovida das minhas vestimentas?

 

Um sorriso desafiado veio em meu rosto. Dei uma piscadela esperando uma resposta de volta.

 

Laila – Hmm… então hoje é seu dia de sorte! – deixei minhas roupas caírem no chão enquanto entro na mata escura.

 

Quebrei alguns galhos marcando o caminho que eu estava traçando.

 

Laila – Vamos, apareça de uma vez!

 

A atmosfera se tornou um pouco desagradável. Não sei o que está acontecendo.

 

Laila – É… Yndra?

 

Falei enquanto me aproximava mais. Novamente um calafrio percorreu toda a minha espinha. De repente sinto uma necessidade imensa de sair daqui o quão mais rápido poder.

 

Laila – Yndra, já chega… vamos…

 

Escutei passos e mais passos pelos redores.

 

Laila – Eu disse já chega! – bradei.

 

Os galhos também começaram a ranger, muito, muito, alto.

 

Laila – Humf… idiota. – me virei seguindo pelo mesmo local que eu havia traçado até aqui.

 

Os rangeres pararam imediatamente. Outro arrepio tomou conta do meu corpo. Ouvi sons de folhas secas serem pisadas. O som vinha das minhas costas, antes de perceber eu já estava correndo.

 

Laila – Eu mandei parar! – gritei enquanto corria de olhos fechados – A-Ah!!

 

Nem mesmo eu sei como fui capaz de tropeçar, mas eu tropecei no absoluto nada e desci rolando um pequeno morro abaixo, mas que foi o suficiente para me causar bastante dores pelo corpo.

 

Laila – Ai… ai… – pressionei meus braços contra o chão levantando minha cabeça.

 

Uma dor me fez olhar para o meu pé que sangrava.

 

Laila – Essa não… poxa vida…

 

Segurei-o vendo uma pedra pontiaguda penetrada bem no meio da sola do meu pé.

 

Laila – Ai não… – lágrimas se amontoaram em meu olhos dourados. – A-Ai…

 

Respirando fundo a segurei firme puxando-a para fora.

 

Laila – Hmmm… AH! – consegui a arrancar – A-Ai…

 

Me apoiei em um tronco me levantando. Virei meu rosto para o breu que estava acima de mim. Era como se ele estivesse olhando para mim. Meu corpo travou, literalmente, algo me impedia de me mexer. O medo.

 

Laila – Hum… – apertei forte os olhos balançando a cabeça. Com cuidado, comecei a pisar no chão de terra com o meu pé ferido. A trilha já não está mais ao meu alcance.

 

Eu precisaria escalar esse morro de barro inseguro para chegar até ela. Mas posso ir ao lago e lá o que for que estiver atrás de mim não vai conseguir me pegar. Não na água.

 

Laila – Am… am.. – dei alguns passos rápidos apoiando-me em árvores. Se eu seguir a direção reta tenho certeza que posso chegar nele. Fechei meus olhos deixando que as lágrimas quentes escorressem pelo meu rosto gelado.

 

Quando voltei a abri-los fiquei petrificada. Não sabia se corria ou se gritava. Alguém, não, não, algo, algo muito grande está parada a alguns pequenos metros de distância a minha frente me olhando… não se mexia, não exercia qualquer movimento.

 

Sua estrutura corporal é de uma aranha, mas subindo meus olhos, avistei uma parte humana. Sua cabeça, no entanto, estava invertida para baixo. Como sei disso? Um sorriso macabro que vinha de orelha a orelha estava estampado aonde deveria ser sua testa. Além de tudo, aquilo possui galhos, melhor, chifres, longos chifres.

 

Laila – H-Huh… – lentamente dei um passo para o lado me escondendo atrás de uma árvore.

 

Meu coração bate querendo parar. É um animal? Segurei meu braço trêmula. Talvez ele não tenha me visto. Talvez não fosse para mim que ele sorrisse de tal forma. Talvez.

 

Fechei os olhos sentindo que as lágrimas escorriam mais e mais pelo meu rosto agora pálido. Engolindo seco, olhei por de trás da árvore. Não está lá…

 

Inconscientemente liberei um suspiro quase que de imediato ao não ver mais aquele ser. A noite está escura, minha mente está me pregando peças, pensei.

 

Laila – Hã… – senti um arrepio em meu pescoço.

 

Meu coração parou em uma batida. Não poderia ser aquilo, eu não quero acreditar. Com receio me virei lentamente me deparando com aquele sorriso maldito.

 

– Deixe-me… esquartejá-la! – seu rosto tremeu como se quisesse girar mas não conseguisse.

 

Laila – KYAAAH!! – me joguei no chão me afastando da coisa – KYAAAH!!! KYAAAAHH!!!!!

 

Ainda no chão comecei a me arrastar para trás.

 

– Vou arrancar cada membro seu… – seus dentes começaram a crescer e um líquido preto caiu da sua boca.

 

O líquido grosso e mal cheiroso é simplesmente sangue podre.

 

Laila – SOCORRO! PAMELA! – segurei em uma árvore e puxei o meu corpo me levantado.

 

Meu pé está latejando, o sangramento não para.

 

Laila – NÃO SE APROXIME DE MIM! NÃO! – pus minhas mãos a frente do meu corpo. – DÍNI TOU NEROÚ!!

 

Um círculo mágico se abriu e dele formou-se um redemoinho de água misturado a ar que o atingiu perfurando sua barriga. Ele caiu instantaneamente criando uma poça de sangue em seu redor. Bom, eu acho que era sangue. Não sei bem se aquilo morreu, não fiquei para conferir. Corri o máximo que consegui escutando o barulho das águas.

 

Laila – Socorro! Alguém! AAAAH!!!

 

Minhas pernas foram agarradas por algo fazendo com que eu caísse de cara no chão.

 

Laia – KYAAH!!!! –

 

Era a suas mãos que seguravam as minhas pernas, de tamanho maior agora. Elas sujas de sangue mancharam minhas pernas enquanto eu fui arrastada pela terra.

 

Laila – SOLTE-ME MOSTRENGO! SOLTE-ME! – me debati olhando para a escuridão.

 

A coisa já estava de pé e sua barriga intacta. Sua boca abriu de tal forma que ela poderia me engolir sem nenhuma dificuldade.

 

Laila – KYAAAH!!! KYAAH!!! – me debati com mais força tentando me soltar.

 

– ROAAAAR

 

Senti meu corpo ser lançado contra uma árvore.

 

Laila – KYAAAH!!! A-Ahh…

 

Meu sangue começou a escorrer pelo meu rosto.

 

~~ PV Laila Off ~~

 

Inari – Onii-chan, acorde… onii-chan! – o balancei.

 

Yndra – Inari… o que foi? Outro pesadelo? – falou sonolento.

 

Inari – Onii-chan, eu escutei um barulho lá fora… – o balancei novamente.

 

Yndra – Estamos em uma floresta, Inari. Deve ser algum animal…

 

Inari – Q-Que tipo de animal?

 

Yndra – Quem sabe… talvez seja um urso…

 

Inari – U-Urso?

 

Yndra – Sim… é muito comum ter ursos em florestas abertas…

 

Inari – A-Am… – segurei meus braços contra o peito – Não está falando isso só para não precisar ir olhar, não é?

 

Yndra – Sim, eu estou.

 

Inari – …

 

Olhei para fora da barraca encarando aquele breu que vinha da floresta.

 

Inari – Eu volto já. – me levantei pegando meu casaco.

 

Yndra – Ei, estúpida! Cuidado com o bicho-papão.

 

Inari – Ah cala à boca!

 

Saí barraca à fora cruzando os braços para me aquecer. A noite está muito mais fria do que de costume. Talvez seja porquê estamos na floresta e dormir aqui seja mais frio que na minha casa em baixo das minhas cobertas.

 

Reparei que a fogueira estava acessa e alguém estava sentado ao seu lado. Me aproximei percebendo que era Pamela.

 

Pamela – …

 

Ela não percebeu minha aproximação, parecia perdida em seus pensamentos. Me sentei ao seu lado estendendo minha mão para perto da fogueira.

 

Pamela – Uh… Inari? – falou surpresa.

 

Inari – Oi… – respondi timidamente.

 

Pamela – É… oi!

 

Um silêncio vergonhoso tomou conta do local.

 

Pamela – É-É… quer um? – me mostrou o pacote de marshmallow.

 

Inari – C-Claro… obrigada!

 

Pamela – De nada. – sorriu um pouco vermelha.

 

Coloquei um dos marshmallow em um graveto e o aproximei da fogueira.

 

Inari – Não consegue dormir?

 

Pamela – Não, não. Estou preocupada com Laila que não voltou até agora.

 

Inari – Aonde ela foi tão tarde?

 

Pamela – Ao lago.

 

Inari – Será que ela se perdeu na floresta com essa escuridão?

 

Pamela – Temo que sim…

 

Inari – Huh… – pensei um pouco e então levantei – Certo, vamos procurá-la.

 

Pamela – Am?

 

Inari – A floresta é perigosa a noite, se estiver perdido pior.

 

Pamela – … – ela me sondou por alguns instantes antes de concordar – Certo.



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